Vamos falar sobre Os Argentinos? 🙂 Demorei, mas voltei para falar sobre o livro do jornalista Ariel Palacios. 👓📚

Como alguém que está acostumado (e ama!❤) um drama e um carrossel de emoções, meu primeiro pensamento antes de embarcar na obra foi: Ok, esta será uma leitura linear e estável 🙂. E já adianto que eu estava enganada! rsrs

O livro de Ariel Palácios faz uma abordagem bem bacana a diversos aspectos referentes à Argentina, mostrando ao leitor que a terra e a cultura de nuestros hermanos tem muito mais que futebol, alfajor e Casa Rosada.

Então, aí vão os 5 pontos que me chamaram a atenção:

Conta a história do país – Para começar, a história.

Ariel Palacios abre o livro falando sobre a formação da Argentina que inicialmente apresentava uma mistura de espanhóis, indígenas e africanos. De 1860 em diante, milhões de imigrantes europeus chegaram ao país, fazendo com que o lado criollo perdesse espaço.

As turbulências políticas e monetárias pelas quais a Argentina passou também são pontuadas. Domingo Perón, Evita, ditadura, os presidentes que assumiram após esse período, os dramas econômicos e o calote. Esses capítulos conturbados da história argentina quebram a tal estabilidade que eu, erroneamente, imaginei que a leitura apresentaria. (E que ótimo, né pessoal?! Porque a gente gosta mesmo é de um drama! 😜 rsrs).

Só no quesito “Moeda” já daria assunto para uma novela mexicana inteira!

“Durante quase três anos – de 2001 a 2003, no meio da pior crise financeira, social e econômica da Argentina –, o país teve 14 ‘moedas paralelas’, ou ‘pseudomoedas’, além do próprio peso, a moeda nacional (e, de quebra, o dólar, cujo intenso uso transformou a Argentina no país com maior número de dólares nas mãos da população depois dos EUA e da Rússia…). Isto é, um total de 16 moedas”.

De forma geral, as explicações voltadas para a história do país nos ajudam a compreender melhor o processo de construção da Argentina dentro do contexto global e também como a região adquiriu os ares europeus que vemos pairar por lá.

Explica a diferença entre espanhol e castelhano

Gente, quem nunca se perguntou a diferença entre espanhol e castelhano?🤔 Pois é! E o Ariel Palácios marcou um pontaço ao explicitar, sem rodeios, essa questão já no início do capítulo Que Língua Eles Falam?

“Quem estiver lendo este livro terá visto que em alguns países fala-se o ‘espanhol’ e em outros o ‘castelhano’. São idiomas diferentes? Não. São exatamente a mesma coisa. A nuance é puramente uma decisão sobre como chamar o idioma que surgiu na península ibérica há séculos e dali, por intermédio dos conquistadores enviados para o outro lado do Atlântico, expandiu-se no Novo Mundo”.

O futebol

Claro que o tema “Futebol” não poderia ficar de fora, né?! Os Argentinos conta a história do chamado superclásico argentino: Boca x River. De acordo com Ariel Palacios, o embate é o evento que mais concentra a atenção do jornalismo esportivo local e da torcida.

E é nessa parte do livro em que o jornalista aborda sobre o mítico Brasil x Argentina (🇧🇷 X 🇦🇷).

Sobre o tango

Todo mundo se rende aos encantos de um bom tango, não é mesmo?! Mas a verdade é que pouca gente conhece as origens desse ritmo. Eu, por exemplo, confesso que não conhecia.

E se você também não conhecia, posso te adiantar que o tango tem origem na comunidade negra portenha.

“O tango surgiu por volta de 1877, no bairro de Montserrat, situado entre a Casa Rosada e o atual Congresso Nacional. Na época, ali residiam os descendentes dos escravos negros que haviam sido libertos em 1813”.

Daí em diante, o autor reconstrói a história do ritmo, contando, por exemplo, como o tango tornou-se popular na Europa antes mesmo de ser reconhecido na Argentina.

A Verdadeira Rivalidade Argentina (que não é o Brasil)

Esse capítulo, na minha opinião, foi o mais revelador e interessante! Afinal, quando se fala em Argentina, (nós, brasileiros) pensamos logo na tal rivalidade, sempre tão comentada. Como eu disse, nós brasileiros. Mas e os argentinos? Será que eles também sentem essa mesma rivalidade?

Então… não vou contar “quem”, segundo o Palacios, seria o verdadeiro rival argentino. Mas, posso lhes adiantar o seguinte trecho do livro: Em termos futebolísticos, “apenas por duas décadas, dos anos 1960 até 1980, o Brasil ocupou posto de rival principal”. Ou seja, meus amigxs, hay alguien más en esta historia 😜 #FicaADica!

Dito tudo isso, a leitura de Os Argentinos vale bastante! Para quem curte história, para quem é apaixonado pelo país do Messi, para quem é amante da cultura e para quem sempre está no rastro da língua espanhola.  E por falar em espanhol, o livro também traz algumas expressões e gírias tipicamente argentinas, o que pode ser bastante interessante para quem planeja viajar pra lá 🙂.

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