Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Mês: julho 2017 (Página 1 de 2)

#Desapega: 5 músicas en español para dar adeus a quem não te merece!

E quem nunca penou para colocar um ponto final (DEFINITIVO!) numa relação bizarra com aquele crush que não vale nem R$ 1,99?! 😥

Pois é, pessoal. O fato de sermos esse poço de bondade e candura que somos (porque SOMOS!😇), não nos deixa imunes aos efeitos colaterais provocados por certas criaturas de corazón de hielo (o, quizá, sin corazón) que encontramos pela vida afora.

Quem não passou por essa situação, certamente conhece outra pessoa que já tenha passado. E, no final das contas, a verdade é uma só: O desapego dessa criatura é fundamental e indispensável!

Anotem aí: Pedra que nos faz tropeçar, deixamos pra trás! 😜

Pensando nisso, a Calle Hispánica separou 5 músicas empoderadas para você dar aquele ADIÓS (sim, em letras garrafais!) a esse encosto que vem tirando seu sossego.

Confira! 🙂

Vete, Vete – Matisse

“…Hoy amablemente y discretamente
Te pido vete, vete
Vete, vete, ya vete…”

Camila – Decidiste Dejarme

“Tu decidiste dejarme tu disparaste primero
Ni se te ocurra acercarte no te perdono ni quiero
Nada más de ti y aunque tu recuerdo arde
No voy a caer otra vez llegaste tarde…”

Te Dejo Madrid – Shakira

“Yo no quiero cobardes
Que me hagan sufrir
Mejor le digo adiós
A tu boca de anís…”

Ahora Te Puedes Marchar – Luis Miguel

“…y ahora me llamas
me quieres ver
me juras que has cambiado
y piensas en volver
si no supiste amar
ahora te puedes marchar
aléjate de mí…”

Es Tarde – Juanes

“Y ahora soy yo quien dice no oh oh
No llames, no vengas, no entiendes que
Ya te olvidé
se siente bien mirarte y no ver el amor de ayer…”

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Netflix: Cinebiografia sobre Gloria Trevi traz música, espanhol e muitas tretas

Impactada 😮.

Essa foi a sensação que tive ao terminar de assistir ao filme “Gloria, a Diva Suprema” (tá na Netflix!).

Lançado em 2015, o longa retrata o auge da carreira da cantora Gloria Trevi (interpretada pela atriz Sofía Espinosa), considerada um dos ícones da música pop mexicana.

Confira o Trailer de “Gloria, a Diva Suprema” 🙂

 “¡Pura dinamita esta chava!”

O filme começa a relatar a história de Gloria Trevi, a partir de 1984, ano em que a cantora conhece o produtor musical (e também seu futuro empresário) Sergio Andrade.

Gloria, desde o início da carreira, já aparecia como uma figura polêmica e controvertida, abordando, sem qualquer tipo de pudor, temas bastante sensíveis a um país católico e conservador como o México.

Já em 1989, a cantora alcançou o topo das paradas com a música Dr. Psiquiatra, que ocupou a posição de número 1 na lista Billboard de canções latinas.

Com um estilo muy loco de ser e interpretando de forma muito peculiar as letras escritas por ela mesma, Gloria conquistou o público jovem. No entanto, sua conturbada vida pessoal e sua relação com Sergio Andrade ofuscaram o sucesso da cantora. (Sinceramente, nem sei se podemos usar o termo relação nesse caso).

Em 1997, Gloria Trevi e Sergio Andrade foram acusados de sequestro, abuso sexual e corrupção de menores. E o filme retrata essas questões de forma bem clara.

Então, meu amigx, assista ao filme com o estômago preparado, pois a história é forte. (Confesso que me senti mexida e, em vários momentos, verdadeiramente enojada 🤢).

Música, Espanhol e tretas. Muitas tretas!

No ano de 2000, eu tinha 13 anos e lembro que os telejornais e programas de fofoca da época falavam muito a respeito de uma cantora internacional que havia sido presa aqui no Brasil.

A prisão aconteceu a pedido do governo mexicano. No entanto, o pedido de extradição se arrastou por um bom tempo devido aos vários recursos apresentados pela defesa  dos acusados.

Após passar quase três anos presa no Brasil, Gloria Trevi renunciou às medidas legais adotadas para evitar a extradição e retornou ao México para enfrentar os tribunais.

Detalhe: Tudo isso aconteceu depois que a cantora engravidou no presídio e deu à luz um menino. (Várias versões circulam na mídia a respeito da gestação de Gloria Trevi. Mas, quanto à versão adotada no filme, deixo para que vocês descubram 😜).

Em 21 de setembro de 2004, depois de quatro anos e oito meses de detenção, a justiça mexicana absolveu a cantora.

E então?

Sendo muito sincera, o filme não me deixou com vontade de voltar a vê-lo. Eu já sabia que Gloria Trevi tem uma história com várias tretas, mas não estava por dentro “dos paranauês”.

Como disse antes, o longa me deixou impactada. Meu conselho para quem vai dar play nessa história é o seguinte: Não o assista pensando que a música e o talento de Trevi são o foco. Tem música sim, mas as tretas são o destaque da história.  E, talvez, isso tenha me frustrado.

Afinal de contas, a parte mais interessante da carreira de Gloria Trevi é, justamente, seu recomeço. A reconquista dos palcos e o retorno à mídia, mas dessa vez por seu talento.  E essa parte, o filme não aborda 😕.

De qualquer forma, a produção é uma oportunidade de botar o espanhol pra jogo e de conhecer um pouco mais sobre esse capítulo da música mexicana.

Y además…

Te dejamos una entrevista en la que Gloria Trevi habla sobre su carrera y vida personal 🙂.

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En Español: Hablemos con (¡mucha!) pasión ❤

Preposiciones, sustantivos, verbos, artículos, pronombres y otros elementos más. Igual que los tantos idiomas hablados en todo el mundo, el español es constituido por partículas que desempeñan funciones y que hacen con que las frases tengan un sentido (¡o muchos!).

Nosotros, que nos dedicamos a estudiar una lengua, ponemos toda nuestra atención en eso. La conjugación de los verbos, la forma correcta para pronunciar las palabras, el contexto adecuado para sacar un refrán del bolsillo y utilizarlo. Sí, todo eso es importante si deseamos hablar una segunda lengua cada vez mejor.

Pero, la verdad es que el hecho de hablar un idioma se convierte en una tarea mucho más placentera cuando vamos más allá de lo que nos trae la gramática.

Específicamente en el caso del español, con los años que llevo estudiando (¡y amando!❤) ese idioma, he llegado a la siguiente conclusión (que no suele aparecer en los libros): El español tenemos que hablar con pasión.

Sí, es verdad que a algunas personas les resulta ser un poco más difícil articular las palabras y expresarlas oralmente de la forma correcta, según la fonética española. Pero, eso se puede resolver con entrenamientos y con mucha práctica.

Lo que sí, en mi opinión, es mucho más difícil resolver es el “hablar sin ganas”. O sea, la falta de sentimiento.

No se trata de solamente aprender palabras y estructuras, amigos. Hay que sumergir en este universo, tratar de llegar en el “más allá” del que he hablado y jamás, jamás hablar sin ganas.

El español es entero, pulsante y flamante. ¿O acaso ustedes nunca han sentido el corazón latir más fuerte mientras hablan? Bueno, si alguien me contesta con un “no”, entonces, tal vez esa persona no esté hablando con el sentimiento que ese idioma se merece.

Es cierto que no existe ninguna regla gramatical que determine eso que les voy a decir, pero, yo que ustedes, tomaría nota de la siguiente sugerencia: para hablar español pongamos sen-ti-mien-to.

Sí, estudiemos la gramatica (que a esa no la podemos dejar nunca). Pero no nos olvidemos de dejar espacio para que el corazón haga parte de la conversación y hablemos – siempre – con pasión, ¿vale? 🙂

➡ ¿Sigues hablando en portugués en tus clases de español?

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En Español: habemus nova categoria na Calle Hispánica 🙂

A Calle Hispánica nasceu com o objetivo de ser o endereço certo para quem quer conhecer mais da cultura dos diferentes países que falam espanhol, além de dar uma forcinha aos que estão aprendendo esse idioma (ou aos que já aprenderam e, simplesmente, não sabem viver sem hablar – assim como eu 💙 rs).

Tendo isso em mente e buscando agradar a gregos e troianos, os textos principais aqui na Calle são escritos em português e, sempre que possível, acrescento um ‘Además’, aí sim em espanhol, ao final de cada post.

É pouco!

Apesar de seguir esse esquema do “Y además…” tenho achado que, para uma Calle (que é) hispánica, podemos colocar mais espanhol por aqui, não é mesmo? 🤔

Então, pensando nisso, nosso espaço vai ganhar, a partir desta próxima semana, a nova categoria “En Español”. Lá (e somente lá), os textos serão 100% en español. 

Nas outras categorias, continuamos com o mesmo esquema de sempre, com conteúdo em português e, sempre que possível, um además, en español.

Combinado?! 😃

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La voz/ The Voice: As 5 melhores apresentações en español 🎶

E falando em La Voz/ The Voice… 🗣🎙

A Calle Hispánica aproveitou o embalo do post anterior para trazer as 5 melhores apresentações em espanhol 🙂.

Confira nossa seleção 😉

Elia Esparza – The Voice Estados Unidos (2016)

[Só um comentário: Essa foi uma das únicas vezes em que vi Adam Levine virar a cadeira para um participante que estivesse cantando uma música em espanhol. Apenas observo! 👀 rs]

Carlos Torres – La Voz Espanha (2016)

Alexey Martinez – The Voice Brasil (2016)

(Por que mesmo o Brasil não adotou um nome em português para o programa, assim como os países hispânicos fizeram? 🤔)

Gustavo Corvalan – La Voz Argentina (2012)

Cáthia – The Voice Estados Unidos (2013)

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Dica esperta para aumentar seu repertório de músicas em espanhol

Um candidato começa sua apresentação e os jurados, sentados de costas para o palco, apenas escutam sua voz. Ao longo de uma música, eles precisam decidir se querem ou não aquela voz em seu time 🗣🎙.

Sim, pessoal! Estamos falando do The Voice (nome também adotado pela versão brasileira do programa), que abre microfone e espaço a novos cantores.

E de que forma podemos aproveitar essa atração para turbinar o nosso espanhol?

É o seguinte: nosso amigo Youtube tem as edições do La Voz, apresentado em vários países hispânicos, como México, Espanha, Argentina e Colômbia. E, como não poderia deixar de ser, nosso espanhol corre solto, amigxs! ❤

Então, para quem busca uma forma diferente de praticar o idioma, além de aumentar o repertório de músicas em espanhol e ainda ter contato com diferentes (e lindos!) sotaques, essa é uma ótima oportunidade.

Confira uma das audições às cegas do La voz México 🙂

Outra vantagem em acompanhar as edições hispânicas do programa é que, assim como acontece aqui no Brasil, artistas em destaque no cenário musical são convidados a compor o  corpo técnico que avalia os candidatos. Dessa forma, a gente pode conhecer essas figuras ou, se já as conhecemos e acompanhamos seu trabalho, podemos vê-las em ação.

Por exemplo, no La Voz México 2016, os quatro técnicos eram ninguém menos que Alejandro Sanz, Gloria Trevi, Los Tigres del Norte e J. Balvin.

Então, se você (assim como yo!😆) é apaixonadx pela voz do Alejandro, pode encontrar uma surpresinha como essa aqui, oh: 👇

(Obs.: No La Voz da vida, eu sou só a Gloria Trevi vendo o Ale, Alejandro cantar 😍)

Confira também:

The Voice / La voz: Confira as 5 melhores apresentações em espanhol

Instagram: 5 perfis que te ajudarão a manter o espanhol em dia 🙂

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Frida Kahlo: Muito mais que sobrancelhas marcantes

Magdalena Carmen Frida Kahlo Calderón. Sim, pessoal, vamos falar sobre a Frida! 🙂 (E ela dispensa qualquer tipo de apresentação 💚)

Julho é a época em que devemos celebrar Frida Kahlo mais que nunca. Isso porque foi num mês como este que a pintora mexicana veio ao nosso mundão (em 06/07/1907) e, 47 anos depois (em 13/07/1954), despediu-se dele.

Atualmente, a figura de Frida segue viva e seu nome se faz cada vez mais forte e presente. A todo momento encontramos seu rosto estampado em camisas, bolsas, canecas, artigos de decoração e por aí vai!

Super Tela / Reprodução

Carão expressivo, olhar desafiador e sobrancelhas marcantes como SÓ-ELA-TINHA! Mas, sabemos que Frida Kahlo é muito mais que isso. Muito mais que uma estampa, muita mais que o último grito da moda.

Conhecida nos quatro cantos do mundo, a pintora mexicana é um dos maiores ícones da cultura latina. E para falar sobre ela, a Calle Hispánica conversou com Martha Zamora, autora de “El Pincel de La Angústia”, biografia considerada como uma das mais completas sobre Frida Kahlo.

Publicado pela primeira vez em 1987, o livro de 407 páginas já foi traduzido para 5 idiomas e continua sendo publicado em espanhol.

Porrúa / Reprodução

Sobre o início dessa relação com a figura da pintora, Martha nos conta: “Desde que a vi pela primeira vez, quando tinha 6 anos, passei toda a minha vida reunindo informações sobre Frida Kahlo. Sua presença colorida me deslumbrou (…). Estudar um ser tão extraordinário, tão cheio de facetas, me fez amadurecer para poder compreendê-la. Passei as fases jovem e adulta da minha vida num meio conservador e limitado. Não se falava em homossexualidade, nem em aborto. Frida me ensinou a VER, realmente ver, a beleza das pequenas coisas. Me impressionou sua bondade. Normalmente, a medida que envelhecemos e, talvez, por conta das desilusões ou más experiências, deixamos a bondade de lado. Ela lutou para conservá-la e isso, somado ao exemplo de que é possível florescer mesmo debaixo de uma grande árvore, será a lição de vida que buscarei ter em mente para o resto da minha vida”.

(Em 1929, Frida Kahlo casou-se com o já consagrado pintor mexicano, Diego Rivera. E eis o florescer, mesmo debaixo de uma grande árvore, mencionado por Martha Zamora.)

Num passeio rápido pela internet, encontramos diversas opções de biografias, reportagens e filmes sobre a pintora e muito se fala sobre quem era Frida Kahlo. Em meio a tantas informações e afirmações, nos perguntamos, então, o que Frida NÃO era 🤔.

De acordo com Martha, a pintora mexicana não era uma pessoa depressiva e sofredora. “Considero que apenas no último ano da sua vida, depois que sua perna direita foi amputada, é que essas características se aplicam a ela. Entrevistei muitas pessoas que conviveram com Frida, como amigos, familiares e amantes,  e todos chegaram até ela porque esbanjava vida, bom amor e uma impressionante qualidade de saber ouvir e tentar ajudar aos demais”, destaca a escritora.

Frida no mundo 

Frida é mexicana, mas podemos dizer sem equívoco que sua arte está no mundo e, consequentemente, sua figura, quase sempre sujeito e objeto de sua pintura, também.

Martha Zamora destaca os motivos que, na sua opinião, fazem de Frida Kahlo uma figura tão global. “Sua pintura é emotiva. São quadros pequenos em sua maior parte, que fazem com que nós nos aproximemos física e moralmente a eles. Se dirigem a medos como a morte, o abandono, a esterilidade. Além disso, possuem um ‘quê’ que não se pode captar pela câmera, algo que não é reproduzível”.

Frida Kahlo e a cultura mexicana

Segundo Mrtha Zamora, Frida é, simplesmente, o símbolo artístico mais importante do México. “É a artista (entre homens e mulheres) que avança e abre caminho no mercado para outras, como a brasileira Tarsila do Amaral e para a cubana Amelia Peláez, diante de um Diego Rivera, de um Tamayo, um Orozco, um Siqueiros, que são os gigantes do muralismo que dominavam o cenários em sua época. E ela jamais imaginaria algo assim!”, destaca a escritora.

Martha destaca, ainda, que “a ideia de que a lenda de seus amores, seus problemas físicos e sua forma peculiar de se vestir e se arrumar são os fatores que sustentam Frida Kahlo se esvai se pensamos que os principais museus do mundo aguardam com ansiedade para expor suas pinturas. Esses recintos não cedem seus espaços a lendas, mas sim  a grandes artistas”.

Frida em 2017

63 anos depois de sua morte, essa mulher que muitos conhecem e definem coma “a das sobrancelhas marcantes” é, na verdade, uma referência (e das mais importantes!) de arte, cultura latina, feminismo e força.

De herança para o mundo e para todxs nós que aqui estamos, Frida Kahlo deixou muito mais que suas telas. Deixou sua história, suas cores e sua verdade. Diante de tudo isso, só nos resta reverenciar a figura dessa mulher e tudo que ela representa, além de desejar, hoje e sempre, vida longa à Frida! 💙

Y además…

Te dejamos la entrevista completa con Martha Zamora, autora de la biografia sobre Frida Kahlo, “El Pincel de La Angustia”

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Además: Entrevista completa con la escritora Martha Zamora

Para esta publicación especial sobre Frida Kahlo, Calle Hispánica entrevistó a la autora Martha Zamora, quien escribió la biografia “Frida: El Pincel de La angustia”.

Foto: Antonio Nava

Usted lleva años recompilando informaciones sobre Frida Kahlo. Se puede decir que vive todo ese tiempo con su presencia, ¿Vale? Me gustaría saber ¿Qué le ha enseñado ella?

En efecto, toda mi vida he compilado información sobre Frida Kahlo, desde que la ví por primera vez cuando tenía yo seis años y me deslumbró con su colorida presencia; del kindergarten nos llevaron a ver pintar a Diego Rivera el mural Sueño de una Tarde Dominical, en la Alameda Central. Desde entonces, ella ha vivido conmigo. Mis hijos crecieron con la presencia de una mujer que había muerto más de veinticinco años antes…

Estudiar a un ser tan extraordinario, tan lleno de facetas, me llevó a madurar para comprenderla. Mi vida de joven y adulta reciente estaba enclavada en un entorno conservador y limitado. Ahí no se hablaba de homosexualidad ni de aborto. Si quieres conocer más de ese proceso, que me llevó a no juzgar sino comprender, puedes leer mi libro “En Busca de Frida” que narra mis aventuras conociendo a personajes como Aurora Reyes, Isamu Noguchi, Alejandro Gómez Arias y Emmy Lou Packard.

Frida misma me enseñó a VER, realmente ver, la belleza de las pequeñas cosas. Me impresionó su bondad. Esta es una cualidad que ha perdido vigencia. No admiramos a la gente bondadosa. Admiramos a la gente rica, exitosa, deslumbrante. Los buenos tienen ahora una cierta semejanza con los no muy inteligentes.

En general, a medida que avanzamos en edad, y quizá por desilusiones o malas experiencias, dejamos la bondad a un lado. Ella luchó por conservarla y eso, aunado al ejemplo de que se puede florecer bajo la sombra de un árbol grande, será una lección de vida que procuraré tener en mente por lo que me resta de vida.

Encontramos muchos relatos sobre quién era Frida Kahlo. En su opinión, ¿Qué Frida NO era?

En efecto, se publican una enorme cantidad de libros sobre Frida Kahlo. Desafortunadamente pocos, muy pocos, conllevan investigación. Usualmente toman partes de libros anteriores y cambian de posición las ilustraciones. Unos son de formatos grandes y caros, otros pequeños para bolsillos más reducidos, pero nada nuevo dentro.

Yo creo que NO ERA una persona depresiva y continuamente sufriente. Sólo el último año de su vida, después de la amputación de parte de su pierna derecha, considero que esos calificativos se aplican a ella.

Entrevisté a muchas personas que convivieron con Frida, como amigos, familiares o amantes y siempre llegaron junto a ella porque destilaba vida, buen humor, calidez y una impresionante cualidad como ser compasivo, que te oía, que trataba de ayudar.

Tanto ella como Diego Rivera fueron grandes coleccionistas de exvotos. Estas pequeñas pinturas se realizan para entregarlas en la iglesia en conmemoración de un accidente, una tragedia, un dolor. La obligación del creyente es dejarlas en la iglesia, ofrecer al santo o a la virgen ese dolor y… retirarse a vivir, a vivir plenamente. Eso creo que Frida hacía con su pintura, exsorcisar el dolor, dejarlo atrás. Por eso la Frida que todos recordaban era un ser lleno de alegría. Es sólo que el mensaje visual de su pintura es tan poderoso que borra lo demás. Difícil reconocer a un ser lleno de alegría, como sé que fue ella, viendo La Columna Rota.

Usted escribió el libro “El Pincel de la Angustia”, que nos trae la biografía de Frida. Para escribir sobre ella, ¿Cuál fue el mayor reto? ¿Y qué te ha regalado esa experiencia?

Tuve que superar varios retos para escribir “El Pincel de la Angustia”. En primer lugar, combinaba el trabajo de investigación con mi ocupación regular, realizando catálogos y folletos para la industria en México. No tenía prisa. Me llevó ocho años compilarlo, acariciarlo, sacarlo a la luz y quedarme asombrada con la velocidad de su venta y el alcance geográfico que tuvo.

Apenas unas 3 semanas después tenía sobre mi escritorio un contrato de la compañía editorial japonesa más grande de ese país. Se tradujo rápidamente al inglés, al francés, al alemán y tuve que dejar mis otras ocupaciones para empezar giras y conferencias.

En efecto, el libro me dio los 15 minutos de fama a que todos tenemos derecho (ja-ja). Empecé a viajar invitada por instituciones culturales de México, mi país. Tengo una lista inmensa de estos viajes y, cuando la miro de vez en cuando, me asombro del volumen de trabajo y de energía que consumió.

Me dio, además, la apertura de un mercado. Después de ese libro, fue mucho más sencillo que las librerías principales, las estaciones de televisión y de radio, me abrieran sus puertas para promocionar los libros que siguieron. A nivel personal, la admiración de mis hijos fue un regalo adicional. Para ellos sigo siendo la mamá, pero con sorna me llaman “la célebre escritora”; en mi posición de mujer, es fácil mantener los pies pegados a la tierra. Regresas de aplausos y encomios muy grandes y te vas al supermercado, a la tintorería y a tender la cama. Eso es muy sano. Aunque es indudable que el reconocimiento externo y el placer de constatar que hay personas, que como tú, han recibido algo de la emoción, del placer de escribir la biografía de Frida Kahlo, existen en el mundo y eventualmente se comunican conmigo.

En su opinión, ¿Qué es lo que hace con que la obra de Frida Kahlo sea tan global?

En mi opinión la obra de Frida Kahlo se adapta mejor a la realidad actual que a la etapa en que ella trabajó, de los años veinte al inicio de los cincuenta del siglo pasado.

Ahora abundan libros de autoconfesión de debilidades sexuales o de adicción, de defensa de los minusválidos o “personas con capacidades diferentes”, como ordena lo políticamente correcto. Su pintura es emotiva, son cuadros pequeños en su mayoría que hacen que te acerques física y moralmente a ellos, se dirigen a miedos atávicos como la muerte, el abandono, la esterilidad. Además, tienen “algo” que no puede captar la cámara, que no es reproducible.

Apoyo esto con una anécdota: Cuando se gestaba la película sobre Frida Kahlo, con Salma Hayek, contrataron a un pintor profesional para realizar copias de los cuadros que aparecerían en el filme. Este no sólo era una persona perfectamente capacitada, sino que disponía de cámaras claras y todo género de adelantos técnicos para copiar centímetro a centímetro las pinturas y los colores, el brochazo y las sombras. Estos cuadros resultaron fríos, eran pero no eran, algo faltaba en ellos. Con la cámara cinematográfica en movimiento quizá no fuera obvio. Para mí, parada frente a ellos, veía que algo faltaba.

Y ¿Cuál sería su marca o su principal característica?

La marca de Frida sería la emotividad, aquella cercana calidez de la que hablan quienes la conocieron que resulta transmisible en sus cuadros. Ella no siguió corrientes en boga como el muralismo, los grandes cuadros con narrativa revolucionaria o agrarista. Eso es lo que llamaba la atención en el momento artístico que ella vivió. Por el contrario, se dedicó a hacer una pequeña biografía de una mujer, habitante de un pueblito cercano a la capital de México, que vive y no vive con su esposo, que siente una muerte cercana, que ama a sus pericos, a sus monos araña, a las mariposas, a los pollitos que nacen en esa su casa, su clima y su refugio florido que pinta de azul estridente con pisos amarillos y decora con calacas colgantes vestidas con ropa de ella o de Diego Rivera. Se rodea de música, de amigos, de cigarros y de alcohol y pinta, lenta, esporádicamente.

En su opinión ¿Qué representa Frida Kahlo actualmente para la cultura mexicana?

Cuando se hizo la enorme exposición México-Esplendor de Treinta Siglos en Nueva York, simultáneamente hubo conferencias en varios museos e instituciones culturales. Recientemente una pintura chiquita de Frida, Diego y yo (1949), que mide menos que una hoja tamaño oficio y que ella había intercambiado con otra pintora emergente en su momento, superó el millón de dólares en subasta. Todos opinaron que la “burbuja Frida Kahlo explotaría y los precios bajarían estrepitosamente”. El concepto de que ella se sostiene por la leyenda de sus amores, de sus problemas físicos y su extraño arreglo personal se diluye si consideras que los museos principales del mundo la esperan con ansiedad y triunfan estrepitosamente cuando logran una exposición de su pintura. Esos recintos no se abren a leyendas, sino a grandes artistas.

Ella es hoy día el símbolo artístico más importante de México, la pintora mujer que alcanza las más altas cotizaciones y el artista latinoamericano (hombre o mujer) que avanza a la cabeza abriendo mercado para la brasileña Tarsila do Amaral, para la cubana Amelia Peláez, delante de un Diego Rivera, de un Tamayo, un Orozco, un Siqueiros, los titanes muralistas que acaparaban la atención en su época. ¡¡Nunca se lo hubiera imaginado ella!

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Dobradinha: 5 músicas metade em Espanhol e metade em Inglês

Nós amamos DEMAIS as zilhões de músicas cantadas em espanhol do início ao fim! 💚

Mas, nós também amamos aquelas dobradinhas espertas, que nos permitem não só hablar, mas também botar pra jogo o nosso inglês (nem sempre tão avançado, às vezes nada fluente, maaaas, nosso inglês, não é minha gente?!😜).

Pensando nisso, a Calle Hispánica traz hoje, 5 músicas metadinha en Español e metadinha in English.

Vem conferir essa lista e cantar com a gente! 🙂

El Ratico – Juanes e Kali Uchis

Cosas de la Vida – Eros Ramazzotti e Tina Turner

Te Busqué – Juanes e Nelly Furtado

 Feliz Navidad – Thalia e Michael Bublé

 Stand By Me – Prince Royce

Confira também: Dobradinha: 5 músicas metade em espanhol e metade em português 🙂

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“Estoy Aquí”: 5 motivos pelos quais não enjoamos dessa música 🙂

Quem começou a estudar espanhol antes que a internet se transformasse nessa força onipresente que é hoje, sabe a importância da música Estoy Aquí para o universo hispânico.

A canção foi lançada há 21 anos, mas a verdade é que esse clássico continua sendo um queridinho, não só entre os fãs de Shakira, mas também entre o público em geral.

E hoje, a Calle Hispánica listou 5 motivos pelos quais nós, simplesmente, não enjoamos nunca de Estoy Aquí.

Bora conferir? 😉

Shakira, Shakira – O primeiro motivo da lista dispensa qualquer comentário, né pessoal?! Estoy Aquí foi o primeiro passo de Shakira rumo à carreira internacional. E o talento e carisma dela realçaram os pontos fortes da música. Com uma voz única, dançando como ninguém e com letras que iam más allá das rimas simples, a colombiana conquistou seu espaço no mundo da música e na nossa playlist.

Ano de lançamento – Gente, Estoy Aquí foi lançada em 1996. Ou seja, numa época em que era raríssimo uma canção 100% en español se destacar e repercutir pelo mundo a fora (🌎). E a música da Reina Shakira deu um destaque e tanto ao nosso amado idioma! Então, natural que tenhamos tanto carinho por essa faixa.

Combinação letra triste + ritmo contagiante –  Estoy Aquí fala sobre alguém que sofre por um relacionamento frustrado. A letra é uma mistura de lamento e esperança moribunda (afinal, primeiro ela diz já saber que a relação não tem mais volta e, depois, manda um recadinho, dizendo que está lá, esperando, caso a outra pessoa ainda pense nela rsrs).

No entanto, talvez pela voz inconfundível da Shakira, a música não nos remete à tristeza. A letra em si não é feliz, mas, curiosamente, nós não ficamos tristes ao ouvi-la. Aliás, se bobear, a gente levanta e dança! 😜 rs

Refrão desafio – Tá certo que nem todo mundo sabe de cor aquele refrão, em que a Shakira consegue a proeza de falar zilhões de palavras por cada nanossegundo. Mas, ainda assim, é só a colombiana soltar a voz e dizer “estoy aquí… queriéndote…” e pronto! Todo mundo já sabe de cara qual é a música. E mais! Ninguém resiste a arriscar, nem que seja a parte do “no puedo compreender” rsrsrs 😆.

Versão Remix – A versão original, que já é ótima, ganhou uma versão remix melhor ainda! E o que nem todo mundo sabe é que essa versão mais dançante, considerada como responsável por torná-la conhecida internacionalmente, foi produzida por ninguém menos que o top dos tops entre os Djs, o brasileiro Meme.

Em conversa com a Calle Hispánica, o DJ contou que o convite para o remix foi feito pela Sony Music americana. De acordo com o DJ, isso significaria que não seria preciso pensar nos formatos de remixes comerciais radiofônicos que o Brasil demandava.

Meme, então, optou por fazer a versão pista, para que tanto ele quanto outros DJs pudessem tocá-la.

“Essa versão demorou um tempo para ficar pronta, pois eu experimentei bastante, além de levar a música para outros estúdios além do meu, para gravar percussão”, explica Meme.

Ainda de acordo com o DJ, o pedido para que fosse produzida a versão remix de Estoy Aquí veio sem qualquer tipo de restrição por parte da gravadora.

“Shakira era novata no mercado e não é normal limitar o trabalho do produtor num caso desses, muito pelo contrário. Somos chamados para fazer algo que funcione, e assim foi feito”, explica Meme.

Confira Shakira no programa Domingão do Faustão, cantando a versão remix de Estoy Aquí 

É por isso tudo que Estoy Aquí, além de ser considerada um clássico entre os sucessos en español, também segue firme e forte na nossa playlist de músicas queridinhas! ❤

Y además…

Te dejamos una entrevista en la que Shakira habla sobre el éxito de Estoy Aquí y también sobre su carrera 🙂

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