Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Mês: novembro 2017

#EnEspañol: ¿Está la cultura mexicana de moda?

Andan diciendo por ahí que la cultura mexicana nunca ha estado tan de moda. Caminamos por las calles y, de hecho, ya no resulta tan difícil encontrar elementos que “nos saben” a México. Y no, no les estoy hablando del chile 😜.

Les estoy hablando de Frida, cactus, calaveras, cactus, calaveras, Frida y… ¡calma! ✋

¿De eso se trata? ¿Solo eso? 🤔

Y no que no me guste encontrar a Frida por todos los lados. Incluso, que pongan más Frida en la vida, porque las que veo hasta ahora, todavía me parecen pocas 😆 jejeje.

PERO…

No debemos caminar por las líneas de una estampa, solamente. Una cultura, cualquiera que sea, no se hace con tan solo unos cuantos elementos, ¿vale?

Y esta publicación es justo para invitarles a la siguiente reflexión: ¿A qué cultura mexicana se refieren cuando se limitan a hablar sobre las cejas de Frida? ¿O sobre las flores que casi siempre llevaba puestas en el pelo?

¿Qué México nos están vendiendo? ¿Y qué México estamos comprando si nos parece “cool” tener artículos de decoración con la cara de la huesuda, pero si ni siquiera buscamos comprender qué significa ese elemento para aquel pueblo?

Y ¿qué  de los mariachis? ¿y de las rancheras? ¿Y qué de los indígenas y de su lucha por mantener viva su cultura?

Hay mucho más de México que, tan solo por no estar en los más conocidos editoriales de moda, simplemente no está de moda. Incluso, lo que no es aprobado por los expertos en pasarelas y tendencias, es lo que la gente suele llamar “cursi”.

Bueno, ese “más” de México no nos lo  van a dar. Por ahora, solo les interesa cactus, Frida y calavera. Pero, nosotros sí, siempre podemos ir por más de México y, especialmente, en tiempos de internet.

¿Vámonos? 🙂

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Guia Calle Hispánica: Roteiro de 5 dias na Cidade do México

Dadas as dicas iniciais sobre quanto tempo ficar e onde se hospedar, agora vamos ao roteiro recheado de dicas importantes, porque é isso que a gente quer! 😜

Primeiro Dia

A Plaza de la Constituición ou Zócalo é o centro histórico da Cidade do México. E, sem dúvidas, é um ótimo começo para o roteiro 👣.

Lembra que no post sobre onde se hospedar no DF, eu disse que o Centro era a melhor opção?! Então! Além de museus e construções históricas que estão nos arredores do Zócalo, as mais variadas manifestações culturais que acontecem por lá tornam o local uma atração e tanto. Por isso, pode-se considerar um dia inteiro só para conhecer essa região. E, se você estiver hospedado por perto, já economiza tempo e dinheiro 😉.

➡ Obs.1: Você pode até pensar que é um exagero deixar um dia inteiro, mas vai por mim, não é! rs Inclusive, se sobrar um tempinho no seu roteiro, é lá que você vai querer voltar 😜.

➡ Obs.2: É nesse centrão onde estão aquelas letrinhas lindas e coloridas, onde todo turista curte tirar foto 😎 rs. Mas, tome cuidado, porque eles colocaram esse letreiro bem em frente a uma pista movimentada. Então, é preciso disputar a vez com outros turistas e também aguardar o sinal fechar para os carros 🚦😒.

Ciudad de México / Calle Hispánica

Palácio Nacional

Palácio Nacional / Crédito: Fernanda Rosa

O Palácio Nacional é considerado o edifício mais importante do país. Além de ser o local utilizado pelo presidente para receber representantes de outros países, o espaço também conta com obras de arte e outros elementos relevantes para cultura mexicana.

➡ Obs.3: Recomendo começar, de cara, pelo Palácio Nacional por uma razão bem simples:  O lugar conta com alguns dos painéis de Don Dieguito Rivera. Um desses painéis, o principal, simplesmente resume TODA A HISTÓRIA DO MÉXICO 💚.

Painel Diego Rivera, Palácio Nacional

Então, se você já começar a viagem tendo uma visão geral sobre a formação do país, sem dúvidas vai aproveitar muito mais tudo que virá na sequência 🙂.

A visitação ao Palácio é gratuita, mas vale destacar o seguinte: Para entrar, é preciso apresentar um documento de identificação original com foto. E não adianta levar a cópia do passaporte, porque não aceitam, tá?! Eles recolhem o documento apresentado e a gente só pega de volta na saída.

Eles oferecem, ainda, a visita guiada (também 0800, do jeito que a gente gosta! ❤rs). Se você quiser dar uma propinita ao guia, aí fica ao seu critério.

➡ Obs. 4: Os guias são SEMPRE muito gentis e atenciosos. Então, eu duvido que você não dê uns pesitos 😄 rs.

➡ Obs.5: Dentro do Palácio Nacional há uma Livraria, com muitas obras sobre a história do México e também sobre personagens que foram importantes para a formação do país. Se você curte esse tipo de livro, aviso que essa livraria tem os MELHORES preços! 💙#FicaADica 😉.

Catedral Metropolitana 

Catedral Metropolitana de la Ciudad de México / Crédito: Fernanda Rosa

A Catedral Metropolitana de La Asuncíon de María, além de ser a mais importante do país, também é aquela que SEMPRE aparece nas novelas mexicanas  📺 rs.

Bastante imponente, a Catedral, construída sobre as ruínas do Templo Mayor Azteca (por ordem do espanhol Hernán Cortés) é considerada,  por sua arquitetura, Patrimônio Cultural da Humanidade, desde 1987.

Só não é permitido fotografar em horário de missa. Por isso, vale uma visita num horário alternativo, para fazer alguns registros 📸.

Museu del Templo Mayor

Neste Museu é onde podemos encontrar ruínas (parte delas a céu aberto) dos templos e palácios astecas de Tenotchitlan, a antiga capital.

A entrada custa 70 pesos.

Torre Latinoamericana

Pelo amor do que você acredita, não vá embora do México sem viver essa experiência INCRÍVEL  de ver todo DF do alto 😍.  E quando eu digo “alto” é ALTO mesmo! rs

Torre Latinoamericana / Crédito: Fernanda Rosa

A torre foi inaugurada em 30 de abril de 1956 e resistiu bravamente aos terremotos. Atualmente, é o edifício mais alto da cidade, com 44 andares.

A entrada custa 100 pesos, mas caso você queira ter acesso ao Museu Bicentenário, aí será preciso desembolsar mais 20 pesos. Eles dão uma pulseira para o mirante e outra para o Museu, e permitem que, naquele dia, você saia do prédio e retorne quantas vezes quiser.

Pulseiras de acesso ao Mirante e ao Museu Bicentenário

➡ Obs.6: Prepare-se para deixar mais alguns pesos mexicanos na lojinha que fica estrategicamente no caminho até o 44° andar da Torre 😜.

Recuerdos  😍

Palácio de Bellas Artes

Saindo da Torre Latinoamericana e atravessando a rua, já damos de cara com o Palácio de Bellas Artes (que também é uma figurinha carimbada nas cenas de telenovelas 🙂).

Palácio Belas Artes / Crédito Fernanda Rosa

Belíssimo! 💛 Não há outra palavra que possa definir com exatidão esse palácio, que é de encher os olhos. Lá é possível encontrar algumas exposições (vale conferir a programação no site oficial) e mais alguns painéis de Don Dieguito Rivera.

Mercado de Artesanías de la Ciudadela

Se você ainda tiver energia, vale dar uma caminhada até o Mercado de Artesanías de la Ciudadela. Lá é O LUGAR para comprar lembrancinhas e artesanatos BEM mexicanos 😍.

Artesanías

Segundo Dia 

Museu da Frida 

Chegar ao museu da Frida usando o metrô é bem fácil! Pegamos as coordenadas no Centro de Atendimento ao Turista, que fica no Zócalo, e partimos rumo à nossa primeira viagem de metrô mexicano.

Como era domingo, estava vazio e foi tranquilo. Descemos na estação Coyoacán e lá pegamos um taxi até a residência azul da Diva mexicana 💙. Pagamos 40 pesos pelo trajeto.

Chegando lá…

Museu Frida Kahlo, num dia de “movimento fraco”

Sim, essa fila é, de acordo com o motorista de táxi, a fila de um dia de movimento fraco 😮. Nós não precisamos encará-la porque compramos o “combo”, oferecido pelo próprio museu. Esse combo custa 150 pesos e é formado por 1 ingresso para a casa azul, 1 ingresso para o Museu Diego Rivera e o transporte (ida e volta, de Fridabus) de um museu a outro.

Fridabus

Ah! Se quiser tirar foto, é preciso pagar 30 pesos pela autorização. Eles entregam um adesivo vermelho pra gente colar em local visível da nossa vestimenta e, acreditem: cada segurança, com o seu radinho, faz um controle rigoroso, checando se quem está fotografando, tem o tal adesivo vermelho 😕.

Ingresso para os museus Frida e Diego + autorização para tirar fotos

Museu Anahuacalli (Museu Diego Rivera) 

O espaço, popularmente conhecido como Museu Diego Rivera, além de ser uma construção incrível, abriga mais de 50 mil peças pre-hispânicas, colecionadas pelo próprio Don Dieguito ao longo de sua vida.

Xochimilco 

De volta ao Museu da Frida, o ideal é aproveitar o fato de já estar em Coyoacán e ir até Xochimilco, aquele laguinho LINDO de viver, cheio de traineiras coloridas 😍.

O lugar não fica tão próximo ao museu e, como já era por volta das 15h, pegamos um táxi para ir até lá. Conseguimos fechar com o motorista o preço fixo de 600 pesos, para que ele nos levasse até Xochimilco, nos esperasse lá (o tempo que nós quiséssemos ficar) e nos trouxesse de volta até o lugar onde estávamos hospedadas, no Centro.

E esse foi, sem dúvidas, um dos lugares que mais AMEI! O custo do passeio de traineira varia de acordo com a duração do passeio. Nós pagamos 500 pesos (esse valor é dividido pelo número de passageiros a bordo) por uma hora.

Durante o trajeto, é um desfile sem fim de música, cores, comidas típicas e artesanato. Muitas famílias mexicanas pagam até mais que duas horas de passeio, levam sua própria comida, seu radinho, e passam a toda a tarde lanchando e jogando conversa fora. Resumindo: O lugar é um encanto que só! ❤

➡ Obs.7: Lá mesmo em Xochimilco tem um feirinha, onde é possível encontrar artesanatos e roupas. E já adianto que os preços lá são, em geral, mais em conta que no Mercado de Artesanía. #FicaADica 😉

Terceiro Dia 

O Sítio Arqueológico de Teotihuacán está um pouco afastado do centro, mas também é um dos lugares que não podem faltar de jeito nenhum no nosso roteiro.

Nós optamos por pagar um tour (500 pesos por pessoa) que incluía Plaza de las 3 culturas (ali no Centro mesmo), Pirâmides e Basílica.

Sim, tours compartilhados costumam ter a desvantagem de oferecer um tempo mais curto. Mas, minha amiga e eu não nos arrependemos da escolha! O Hugo, guia que acompanhou nosso grupo durante todo o dia é, sem dúvida, o mais divertido de todxs! 😄

Antes de chegar às Pirâmides, ainda fizemos uma degustação das três bebidas mais populares no México: a tequila, o mezcal e o pulque.

Degustação de tequila, mezcal e pulque

➡ Obs. 8: O dia mais indicado para ir até Teotihuacán é numa segunda feira (anota isso aí porque é importante! 😉). Isso porque às segundas, nenhum museu da cidade está aberto. Então, a programação “zona arqueológica” + “Basílica de Guadalupe” é a melhor opção!

➡ Obs. 9: Pelo amor do que você acredita, confie no que eu vou dizer: Se você for por conta própria, vá às ruínas na parte da manhã. Sério! O lugar é incrível, com uma energia MARA, mas se liga: são duzentos e tantos degraus só na Pirâmide do Sol, e ainda tem a da Lua! 😥. (E eu não vi nenhuma unidade de atendimento por lá 😶).

Então, aproveita para ir na parte da manhã, que o sol estará mais tranquilo.

➡ Obs.10: Leve apenas o indispensável na bolsa e não esqueça o protetor solar e a garrafinha de água, pois a subida é bem íngreme.

Pirâmide do Sol – Subindo!

➡ Obs.11: Ao longo de toda a zona arqueológica há vários vendedores ambulantes e eles são um pouco insistentes. Oferecem desde artesanatos mais simples, de madeira, até jóias e toalhas com bordados incríveis feitos a mão. A orientação que o guia nos passou antes de chegarmos ao local foi a seguinte: Cuidado para não comprar gato por lebre. Isso porque nem sempre é possível assegurar que a “prata” oferecida pelos vendedores é, de fato, prata. Então, fique atento você também 👀.

Basílica de Guadalupe

A Basílica não está tão pertinho da Zona Arqueológica, mas os dois lugares ficam no mesmo lado da cidade. Por isso, vale muito fazer esses dois passeios no mesmo dia.

Sou mega suspeita para falar sobre a experiência de ir à Basílica, mas, posso dizer que é, simplesmente, MÁGICO ✨😍✨.

Manto original de Nossa Senhora de Guadalupe 🙌

O lugar abre de segunda a domingo, das 6h às 21h e, acreditem: está sempre cheio.

Basílica de la Virgen de Guadalupe, minutos antes de iniciar a missa das 14h

Nós fomos duas vezes. Na primeira vez, com o tour, o guia nos explicou toda a história envolvendo la Morenita e a construção do lugar. No entanto, tivemos o horário um pouco mais justo.

Como estávamos com uma boa folga no nosso roteiro, decidimos voltar por conta própria e, dessa vez, com mais calma. Gente, ir até a Basílica de metrô é MUITO tranquilo.

➡ Obs.12: Se você também escolher ir de metrô, a dica de ouro que te dou é a seguinte: Vá no horário da tarde, pois na parte da manhã, a Basílica fica bem mais cheia 😉.

Quarto Dia 

Museo de Antropología

Já começo com uma dica esperta! No dia anterior à sua ida ao Museo de Antropología, tente ir dormir cedo e descansar bastante. Isso porque, o lugar é grande! (e grande, tipo, mais de 20 salas 😯).

Museo Nacional de Antropología

A entrada custa 70 pesos e, para visitar todas as salas, nós passamos quase quatro horas lá dentro 😲.

O Museu oferece um verdadeiro banho de história e cultura das diferentes regiões do México! E o ponto mais concorrido é a sala onde está o famoso Calendário Maia (ou a Pedra do Sol). É preciso um pouco de paciência para conseguir tirar uma foto só sua lá! rs

Calendário Maia

Bosque Chapultepec e Polanco

Bem pertinho ao Museu, também há outras opções interessantes. Se você ainda tiver energia, aí vai a lista de lugares: Castillo de Chapultepec (com uma das mais belas vistas da cidade e onde funciona o Museu Nacional de História), Museu de Arte Moderna (com excelentes peças de Frida Kahlo, Diego Rivera e outros grandes nomes mexicanos) e Museu Tamayo. (Talvez, um dia inteiro ainda seja pouco 🤔).

Quinto dia

Eis que chegamos ao quinto dia. Amigx, se você confia em mim (pode confiar!🙂), guarda essa dica na parte mais bonita do seu coração ❤. Deixe um dia inteirinho livre no seu roteiro. E vou te dar três razões para te convencer de que essa estratégia é válida:

1) A Cidade do México é uma cidade super dinâmica, onde acontecem 200 mil coisas ao mesmo tempo. Então, caso você fique sabendo de algum programa ou passeio interessante quando já estiver por lá, conseguirá encaixá-lo nesse dia;

2) Se não aparecer nada que te interesse o bastante, você poderá retornar a algum lugar, para aproveitá-lo melhor. Por exemplo, o Zócalo, que é enorme e conta com várias atrações;

3) Maaas, caso ainda não tenha te convencido, então “prestenção”: Amigx, qualquer atraso no horário do seu voo de ida, ou qualquer imprevisto que aconteça, você, ainda assim, conseguirá cumprir seu roteiro sem passar aperto no tempo 🙂.

Ufa! Tá aí nosso roteiro lindo de 5 dias na terra da Maria do Bairro. Vale reforçar que, caso você tenha uma disponibilidade maior de tempo e de grana, super vale ficar mais alguns dias. Conforme disse antes, a cidade conta com muitíssimas atrações e, tenho certeza, de que não vai faltar atividade 🙂.

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Cidade do México: Quanto tempo ficar e qual a melhor região para se hospedar

Assim que comecei a planejar a viagem ao México, li muitos sites e blogs, em busca de informações que me ajudassem a montar meu roteiro dos sonhos ❤. Encontrei muito conteúdo bom e, ahora me toca a mí compartir con ustedes meu roteiro, além de algumas dicas e opiniões sobre o DF 🙂.

Quanto tempo ficar? 

Gente, a Cidade do México está entre as maiores do mundo. Além de GIGANTE, ela conta conta con un chorro de lugares que valem DEMAIS a visita.

Então, com toda segurança, eu diria que o ideal é ter, pelo menos cinco dias (sem contar os dias de chegada e partida) para que se possa desfrutar a cidade como se deve. Menos que isso, você precisará fazer escolhas de partir o coração, amigx 💔 (Pode confiar!).

Onde ficar? 

Minha amiga e eu nos hospedamos no Centro e isso foi, simplesmente, A MELHOR decisão. Cheguei a ler em alguns blogs que, talvez, essa região não seria a melhor para se hospedar, devido aos perigos que, normalmente, todo centro de uma grande cidade oferece. No entanto, particularmente, não tive qualquer tipo de problema e, ao contrário, só vi vantagens 🙂.

Claro que devemos sempre tomar os cuidados básicos, especialmente com relação a bolsas, carteiras e eletrônicos. Mas, vale destacar que a região me pareceu sim muito segura. Os turistas circulam à vontade por lá, com suas câmeras, tablets e celulares e há um forte esquema de policiamento.

Por isso, a dica que dou é a seguinte: Na hora de escolher, dê preferência sim ao centro e dê mais preferência ainda se você for ficar a 5 minutos do Zócalo (que eu chamaria de centro do Centro rsrsrs). Lá é onde está o fervo da cidade e você estará bem próximo a pontos turísticos, museus, linhas de ônibus e, melhor ainda, pertinho do metrô mexicano, que é meu sonho de princesa! 👑 rs (depois explico melhor rs).

Para que vocês tenham um ideia, nós não gastamos um centavo em transporte para passear pelo centro histórico. Estávamos a tan solo 5 minutos do Zócalo ❤. Ou seja, economizamos dinheiro e também tempo, já que o trânsito no DF é bem estilo São Paulo.

Então, para este post, ficam essas duas dicas para quem planeja visitar a Cidade do México:

✔ Pelo menos 5 dias (sem contar os dias do desembarque e embarque);

✔ Hospedagem no Centro 🙂.

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México após 3 terremotos: Por que não adiei a viagem?

Minha viagem ao México já era algo definido, desde que o espanhol entrou na minha vida. Comecei a planejá-la um ano antes, com todo carinho, cuidado e empenho ❤.

Quem acompanha as postagens aqui na Calle, sabe o quanto eu sou APAIXONADA por esse país e por essa cultura.

Em setembro deste ano, minha amiga (que também AMA o México) e eu já tínhamos praticamente tudo planejado e pronto.

Estava correndo tudo bem até que… 😢

Pois é… TRÊS terremotos no país e dentro de um curtíssimo espaço de tempo. Sim, após o segundo e mais forte tremor, que aconteceu no dia 19/09, nós cogitamos adiar a viagem para 2018. Além da nossa tristeza pelo povo mexicano, também estávamos preocupadas com a situação do país.

E por que não adiei?

Tanto minha amiga Ana quanto eu sonhávamos com essa viagem já há algum tempo e nos planejamos da melhor forma possível para irmos a todos os lugares que queríamos conhecer.

Pensamos muito até decidirmos que, como ainda estávamos a um mês da data do embarque, o melhor seria aguardar e acompanhar a situação.

Gente, todos os dias pela manhã, a PRIMEIRA coisa que fazia antes de tudo era jogar a palavra “México” no Google para ver quais eram as últimas notícias. E, numa dessas, soube que mais um terremoto havia acontecido 😭.

Minha amiga e eu nos mantivemos firmes na decisão de aguardar um pouco mais, já que embarcaríamos só no dia 13. E assim fizemos. Aguardamos, observamos e fomos driblando nossa preocupação e ansiedade.

Já em outubro, graças ao bom Deus, a situação estava mais calma e as coisas pareciam caminhar bem outra vez. O México estava de pé e a viagem também!

Foram 15 dias muito bem aproveitados na terra da Maria do Bairro. Sim, vimos alguns rastros dos tremores (especialmente para os lados de Coyoacán) e precisamos fazer algumas adaptações ao nosso roteiro. Alguns prédios desalojados devido ao risco de desabamento, lojas que, de hecho, vieram abaixo e algumas rachaduras e desnivelamentos no solo.

O passeio pelos bairros Roma e Condesa foram suspensos, seguindo a orientação do Clemente, um taxista muchísima buena onda, que nos levou a Xochimilco. De acordo com o Clemente, aquela região havia sido a mais atingida pelo terremoto do dia 19/09 e o clima por lá era de bastante tristeza.

Mas a região do Zócalo, que fica bem no centrão do DF, estava em perfeito estado. O transporte público (que, sem dúvidas, terá um post a parte aqui!), os museus, pontos turísticos, shoppings, tudo em pleno funcionamento 🙂.

Então, meus amigxs, se vocês também estão planejando conhecer esse país hermoso, cola aqui com a Calle porque nas próximas postagens, vou contar tudinho dessa viagem linda e cheia de cores pra vocês 😉.

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Desafio Literário: Resenha de “La Mentira”, de Caridad Bravo Adams

Oi, genteee! 😆

As férias foram lindas, mas eu PRECISO dizer que sim, eu estava morrendo de saudades de escrever pro blog ❤.

E antes de começar com as postagens sobre o meu amadíssimo México, vamos colocar em dia o nosso Desafio Lieterário da Calle, com a resenha do livro “La Mentira”, escrito pela Caridad Bravo Adams.

Lembrando que o tema de outubro era Um livro escrito na década de 1950.

Obs.: Essa é a segunda obra que leio da Caridad e estou curtindo demais sua narrativa! Tenho o firme propósito de seguir lendo seus livros 📚🙂.

Enredo

A história de “La Mentira”, escrita em 1952, se desenrola no nosso Brasil, brasileiro.

 “En el fin del mundo, en el corazón de la selva, en el rincón más apartado del Estado de Mato Groso; esto es, en el centro mismo de América, en las selvas de aquel Brasil inexplorado e inmenso, se alza en efecto Porto Nuevo”

Quem desembarca nesse cenário é Demétrio de San Telmo, que retorna ao Brasil para ajudar o irmão, Ricardo Silveira, que passava por um momento difícil após ser enganado e roubado por “una mala mujer”.

No entanto, Demétrio chega à fazenda de Ricardo tarde demais, pois seu irmão já havia cometido suicídio 😨.

– ¿Entonces mi Hermano se ha suicidado? ¡Mi Hermano ha muerto por una mujer! ¿Puedo saber su nombre, Reverendo? ¿Quiere decírmelo ahora mismo?

– Mi pobre amigo… su nombre, el nombre de ella no lo sé. Sospecho que solo Ricardo podría decirlo y se llevó su secreto a la tumba. Su hermano bebía espantosamente, tomaba luego medicinas y calmantes para aplacar sus nervios, píldoras, narcóticos… ¡qué se yo!

Diante dessa verdade, Demétrio jura encontrar essa mulher vingar a morte do irmão. E, partir desse ponto, começam as tretas. Isso porque, todo mundo sabia da existência da tal mulher, mas ninguém sabia o nome dela. A única pista até então, era que seu nome iniciava com a letra “V”.

“una mujer cuyo nombre empieza com ‘V’ (…) Dolo por dolor… miseria por miseria… Lágrima por lágrima tengo que cobrárselo”.

Sabendo que, antes de partir para o Mato Grosso, Ricardo (que era advogado) foi o braço direito da família Castelo Branco, uma das mais ricas e importantes do Rio de Janeiro, Demétrio decide iniciar sua busca justamente lá.   E como diz o ditado, “Quem procura, acha”, o muchacho achou, de cara, duas jovens primas (e sobrinhas de Teodoro Castelo Branco), Virgínia e Verônica (que se apaixona por ele já de cara).

Após algumas investigações e muitas intrigas, Demétrio chega à (equivocada) conclusão de que Verônica é a mulher que enganou seu irmão. E quem o “ajuda” a pensar dessa forma é ninguém menos que Virgínia, a verdadeira culpada.

E mesmo correspondendo ao amor de Verônica, ele decide seduzir a jovem, pedi-la em casamento e levá-la para o coração da selva brasileira, fazendo-a pagar o sofrimento do irmão.

Demétrio empenha-se para mostrar-se frio, indiferente e até grosseiro com ela, que sempre se perguntava a que se devia à mudança do rapaz. Daí até o desenlace dessa treta, a muchacha sofre, viu?!

Vale a leitura?

Gente, sou muito suspeita para falar sobre a narrativa da Caridad Bravo. No caso de La Mentira, descobri que a novela estrelada pelo Guy Ecker e pela diva Kate Del Castillo, é bem fiel ao livro. No entanto, o que achei mais interessante na obra original é a ambientação feita no Brasil. (Vou passar a visão pra vocês: Verônica é carioca, tal como yo! 😎 rsrs)

A história tem pontos altos de drama e intensidade, mas sem deixar de lado o nosso bom, rosa e velho romance. E, assim como na novela, minha parte favorita nessa história é, sem dúvidas, quando toda a verdade vem à tona!  É maravilhoso ver Verônica esfregar sua inocência na cara de Demétrio 😂.

Então, é isso, pessoal! Agora, vamos ao próximo tema que é “Uma biografia” 🙂. Já escolhi qual e conto pra vocês lá no Intagram da Calle. Vem comigo! 😉

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