Eis que, finalmente “terminei” de estudar a história da Espanha. E digo “terminei” porque, sinceramente, não sei se há como um ser humano, de fato, terminar de estudar a história de um país. Concordam? 😄 rs

E, vamos combinar, a Espanha faz parte do dito “velho mundo”, correto? Agora, pensem no tanto de história que esse país tem, minha gente! rsrs

Bom, história vai, história vem, destaquei 5 tretas espanholas que todo mundo deveria saber!

✏ Mas passou foi gente por lá!

Já no início dos estudos, fiquei chocada ao descobrir os mais variados povos que passaram pela região que, atualmente, conhecemos como Espanha. Falando por alto, temos os celtas, cartagineses, romanos, visigodos e muçulmanos. (Claro que foram declaradas várias guerras para expulsar essa galera do território espanhol).

A partir disso, já começamos a pensar nas influências culturais deixadas por cada um na cultura espanhola.

✏ Disputa em família

Pra quem acha que tem uma família treteira, aí vai uma dica: Coloca uma coroa e um trono na história, meu amig@. Aí sim, você vai ver o que é treta das grandes!

Para ilustrar essa situação, peguemos o caso de Isabel (rainha de Castilla e Aragón) e a sobrinha, Juana, la Beltraneja (depois explico o ‘Beltraneja’).

Resumindo a história: Enrique IV era o rei de Castilla e esteve à frente do poder de 1454 a 1457. Casado com Joana de Portugal, o casal teve uma filha, Joana de Trastamara (a Beltraneja que eu falei rs). Logo, Joana seria a herdeira do trono, correto? Errado! Rs

Começou a circular um chisme de que Joana não era filha do rei, e sim de um fidalgo da corte espanhola, Don Beltrán de La Cueva (por isso o “Beltraneja”).

Diante dessa suspeita, a galera poderosa começou a questionar a legitimidade de Joana como herdeira do trono.

Primeiro Alfonso (irmão de Isabel e meio irmão de Enrique) brigou pela coroa. Mas o rapaz morreu bem jovem e de forma bastante suspeita. Inclusive, essa morte é investigada até hoje e há quem diga que foi por envenenamento!

Candidato a rei morto, candidato a rei posto. Sem Alfonso, foi a vez de Isabel rodar a baiana e reivindicar o trono.

E para sacramentar a mudança do fluxo dessa linhagem real, rolou muita guerra! Isabel e Joana disputaram a regência, muita gente foi para o campo de batalha e a Igreja Católica ficou no meio desse tiroteio, esperando para ver qual das duas sairia ganhando e, mais ainda, qual das duas poderia oferecer mais vantagens ao Vaticano.

Enfim! Isabel levou o trono, virou rainha e governou em Castilla e Aragón de 1474 a 1516, ao lado do rei Fernando II.

E a Beltraneja? Casou com o tio, Afonso V de Portugal (sim, vocês leram corretamente! Ela casou AOS 13 ANOS, com o irmão da mãe!). O casamento foi para fortalecer a posição de Joana na disputa pela coroa de Castilla, já que ela poderia contar com a força militar e política do tio. No entanto, após algum tempo de casamento, entrou um novo Papa que revogou a dispensa de parentesco que havia sido concedida pelo Papa anterior.

Ou seja, Joana ficou sem a coroa (de Castilla e de Portugal) e, após a anulação do casamento com o tio, entrou para um convento onde ficou até o fim de sua vida. Dizem que ela nunca aceitou o fato de não ter reinado em Castilla e, assinava todos os documentos como yo, la Reina.

América de Castilla, não de Aragón

Isabel I de Castilla se casou com Fernando II de Aragón em 1469. Embora alguns historiadores afirmem que os dois eram apaixonados, é pacífico entre eles que, mais uma vez, o casamento foi utilizado como estratégia para unificar e fortalecer as duas coroas contra as intenções expansionistas da França.

Isabel e Fernando assinavam juntos como reis de Castilla e Aragón, mas com relação às terras do Novo mundo, a situação foi diferente.

A América (denominada Índias em Castilla) era propriedade exclusiva de Castilla, já que Cristóvão Colombo recebeu a tarefa apenas de Isabel. Dessa forma, Aragón estava fora do Novo Mundo e, tanto a língua quanto à administração introduzida na região foram castellanas.

 O custo do domínio

Lá por volta de 1600, a coroa de Castilla e Aragón fazia a verdadeira dança do estica e puxa para conciliar os direitos dos diferentes reinos com os seus interesses próprios, garantir a integridade de todos esses reinos, manter sua reputação e prestígio internacional, defender a religião católica e ainda manter o monopólio comercial da América. Ufa! 😓 Haja estratégia, recursos financeiros, recursos humanos, armamento e energia para tanto!

Claro que não foi possível sustentar essa situação para sempre.

Como não havia recurso suficiente para defender seus domínios, as colônias espanholas foram conquistando sua independência (e a Espanha foi perdendo ainda mais recursos 🙊) .

Enfim! Essas são só algumas das mil e uma tretas que me deixaram CHOCADA! 😮

Agora que “concluí” esta etapa histórica, é hora de mergulhar na literatura espanhola 💜 Bora lá?! 🙂

Gostou da Calle Hispánica e não quer perder nenhuma postagem? Então, siga a Calle no Instagram! 😉