Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Mês: setembro 2018

Documentário sobre Alejandro Sanz está na Netflix!

Escrever sobre Alejandro Sanz é (e sempre será rs) um desafio para esta jornalista que vos fala. Isso porque, antes mesmo de escolher o jornalismo para minha vida, corazón partío já tocava (repetidamente!) no meu rádio.

Então, eu escrevo sim sobre ele, mas consciente de que meu coração bate na ponta da caneta rs. 

Sanz: Lo que Fui es lo que Soy

Já está disponível na Netflix o documentário Sanz – Lo que Fui es lo que Soy. Lançado em agosto de 2018, a produção percorre toda a trajetória do cantor espanhol.

Confira o trailer de Sanz: Todo lo que fui es lo que soy

O pano de fundo utilizado ao longo da narrativa são os preparativos para o show Más es Más, realizado em junho de 2017, no estádio Vicente Calderón, em Madri.

Dica: Enquanto lê o texto, dá um play no álbum Más es Más 😉

Primeiras notas

Buenas noches. Mi nombre es Alejandro Sánchez Pizarro, nací en Madrid y en Cádiz, y me crié en medio mundo. No se me ocurre mejor plan que estar los próximos 20 años contándoles a ustedes”.

O documentário parte das primeiras notas entoadas por Alejandro Sanz ainda criança e registradas por um antigo gravador. 

Dessa forma, filmagens antigas e imagens ganham contexto por meio da narrativa do próprio cantor e também de parentes e pessoas próximas, que explicam a relação existente entre a música e a família. 

Profissão cantor

Seu primeiro álbum foi lançado em XXXX. Apesar de surgir como um artista já pronto, Alejandro cantava um estilo muito diferente do que, na época, costumava tocar nas rádios. Por isso, a imprensa não percebeu seu talento até que o público começou a reivindicar mais de sua arte.

E foi assim que , na década de 1990, esse mesmo público deu ao trabalho de Alejandro Sanz o elemento viral tão natural ao mundo conectado que temos hoje.

Ainda que de forma mais lenta e gradual, as músicas do cantor foram de casa a casa, de cidade a cidade, até levar seu segundo single, Todo lo que fui es todo lo que soy, às paradas de sucesso.

Combinando pop e flamenco e gravando composições que, de alguma forma, repercutem em seu interior, Alejandro se consolidou como o artista que tem o disco mais vendido da história da língua espanhola.

Estamos falando do álbum Más, lançado em 1997, que alcançou a marca de mais de 6 milhões de cópias vendidas em todo o mundo! Alejandro considera esse disco com um verdadeiro divisor de águas em sua carreira. 

Resumindo

Como jornalista, considero que o documentário foi construído num ritmo bastante interessante, fazendo a conexão entre passado e presente que nos ajuda a entender  como se deu a construção da carreira de um dos maiores artistas da língua espanhola. 

Ainda que a música seja fio condutor da produção, certos aspectos da vida privada de Alejandro que impactaram de alguma forma sua arte também foram abordados.

Já como admiradora do artista, só posso dizer que o documentário nos apresenta o Alejandro que vai além dos palcos. Ao final do filme, percebemos que sua história foi escrita com a mesma magia tão características de suas letras.

Resumindo: Apenas vejam! rs

Também curte o trabalho do cantor da “invelhecível” Corazón Partío? Então confira Alejandro Sanz cantando de um jeito que você ainda não ouviu 😉

Gostou da Calle Hispánica e não quer perder nenhuma postagem? Então, siga a Calle no Instagram😉

Língua Espanhola: 4 erros fatais que atrasam o seu aprendizado

Em 2018, completa 18 anos que o espanhol está na minha vida (pois é! rs). Fazendo um balanço dessa trajetória, listei 4 erros que, geralmente, cometemos e que atrasam nosso aprendizado.

Confira:

Só se interessar pelo idioma

Algumas pessoas iniciam os estudos de uma língua focando pura e simplesmente no idioma em si.

E o que há de errado nisso? Ora, a língua é um elemento que integra um conjunto bem mais amplo, chamado cultura.

Portanto, isso de ficar apenas no idioma faz com que percamos inúmeras oportunidades de praticar a língua, expandir vocabulário e estruturar de forma mais sólida o nosso aprendizado.

Por isso, desde mi más humilde punto de vista, considero que abraçar a cultura pertinente ao idioma aprendido é uma das maneiras mais eficazes e divertidas de aprender.

E eu acredito tanto nisso, que aqui temos a Calle Hispánica!

Só fala espanhol quando está na sala de aula

Sim. Eu falava espanhol em sala de aula (e somente quando a professora me instigava a falar!).

Concluída a aula, eu não tinha mais qualquer contato com o idioma e esperava até o próximo encontro com a professora e os colegas de classe para volver a hablar.

Obs.: Vale lembrar que no início dos anos 2000, a televisão da minha casa nem tinha tecla SAP. Ou seja, nem as novelas mexicanas em áudio original, eu podia ver. Ou seja; demorei a desenvolver a habilidade oral e auditiva porque colocava o espanhol pra jogo apenas 2 vezes por semana.

Então, se você está fazendo aulas de idioma (e isso vale para todos os idiomas!), por favor, não jogue sobre os ombros da sua professora a responsabilidade de conseguir a sua fluência, ok?! Ela está lá para facilitar o aprendizado, mas você precisa colocar a mão na massa e se comprometer com o processo.

Insistir em falar em português com sua professora de espanhol

Sinceramente, essa é de chorar! Inclusive, eu já fiz um post inteirinho ( y en español) falando só sobre esse vício assassino de fluência que é não falar espanhol na aula de espanhol.

Resumindo a história: Embora tenhamos que manter a prática regular do idioma (e, se possível, todo santo dia), a sala de aula é O momento para treinar, errar, corrigir e aprender. Isso é inegável!

Então, vamos concordar que pagar para aprender espanhol e, durante a aula, falar português é, no mínimo, absurdo. (Se você faz isso, só para!)

Tem que viajar

Lá nos meus tempos de cursinho, quando meus conhecimentos estavam começando a se estruturar, eu tinha a mais firme convicção de que viajar para um país de habla hispánica era condição indispensável para se alcançar a fluência. E, como a possibilidade de viajar era bem remota na época, isso me desanimava e me afastava da língua.

Claro que a experiência de estar num país hispânico é, sem dúvida, maravilhosa para o nosso espanhol. Afinal, estar cercad@ de pessoas hablando todo el tiempo nos coloca em contato com a face mais viva do idioma.

No entanto, olhando pra trás, percebo que poderia ter me empenhado mais no aprendizado da língua, em vez de pensar “nossa, quando eu viajar para algum país hispânico, aí sim meu espanhol vai dar um salto de qualidade!”.

Hoje em dia, com a internet, estudar uma língua nova ficou incrivelmente mais prático e acessível! E dá pra fazer MUITA coisa em vez de ficar sentad@, esperando a tal oportunidade perfeita.

E se você precisa de uma forcinha para organizar os estudos, aqui na Calle tem o melhor cronograma para você praticar de segunda a sábado!

Dica Bônus

Enfim, esses 18 anos de aprendizado me ensinaram que sempre podemos mais!

Eu sei que às vezes tendemos a pensar “se eu tivesse mais tempo” “se eu tivesse mais dinheiro”, “se eu tivesse um amigo nativo”, “se”, “se” e “se”…

Mas, aprendizado é construção e, para que essa construção se desenvolva bem é preciso colocar todo santo dia, pelo menos um tijolo na ponte do conhecimento.

Então, não se limite! Explore todas as ferramentos possíveis e, claro, fuja dos erros listados acima igual ao seu Madruga foge da Bruxa do 71!

Gostou da Calle Hispánica e não quer perder nenhuma postagem? Então, siga a Calle no Instagram😉

3 livros para você conhecer a literatura peruana contemporânea

A literatura peruana tem em Mario Vargas Llosa, ganhador do Nobel de Literatura, seu representante de peso. No entanto, a terra que abriga a mágica Machu Picchu também conta com nomes que enriquecem a atual literatura produzida na região.

Por isso, no post de hoje, a Calle Hispánica listou 3 obras de autores contemporâneos, que nos ajudarão a conhecer melhor as características e pontos fortes da literatura produzida no Peru.

Confira!

1) Raro

Raro, de Renato Cisneros

O livro, do autor Renato Cisneros, conta a história de um jovem de 25 anos que entra em crise ao se ver sem tudo aquilo que considerava como sendo sua base: a noiva, a casa e os estudos.

Contando com a cumplicidade de alguns personagens tão solitários quanto ele, o jovem vai se reconstruindo, ao longo dos 20 capítulos da obra.

O livro conta, ainda, com uma versão ilustrada assinada por Alfonso Vargas Saitua (Robotv).

2) El sistema solar

El sistema Solar, de Mariana de Althaus

Nessa tragicomédia de Mariana de Althaus, a autora narra o reencontro da desestruturada família Del Solar, numa noite de Natal.

Enquanto alguns tentam resolver os desentendimentos, enquanto outros se empenham em manter a devida aparência de “normalidade” que a ocasião exige.

3) Abril Rojo

Abril Rojo, de Santiago Roncagliolo

Aa obra de Santiago Roncagliolo traz a tona uma combinação de elementos sociais, históricos e culturais do Peru, com o objetivo de narrar a transformação vivida pelo personagem principal, o promotor Félix Chacaltana Saldívar.

Ao longo da narrativa, Chacaltana vai perdendo a inocência progressivamente, conforme a avançam suas investigações relacionadas a um misterioso crime.

Quer conhecer mais sobre essa terra mágica, chamada Peru? Confira também:

 15 dias no Peru, com Ana Paula Brum – Parte I

Gostou da Calle Hispánica e não quer perder nenhuma postagem? Então, siga a Calle no Instagram😉

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén