Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Autor: Fernanda Rosa (Página 1 de 14)

Documentário sobre Alejandro Sanz está na Netflix!

Escrever sobre Alejandro Sanz é (e sempre será rs) um desafio para esta jornalista que vos fala. Isso porque, antes mesmo de escolher o jornalismo para minha vida, corazón partío já tocava (repetidamente!) no meu rádio.

Então, eu escrevo sim sobre ele, mas consciente de que meu coração bate na ponta da caneta rs. 

Sanz: Lo que Fui es lo que Soy

Já está disponível na Netflix o documentário Sanz – Lo que Fui es lo que Soy. Lançado em agosto de 2018, a produção percorre toda a trajetória do cantor espanhol.

Confira o trailer de Sanz: Todo lo que fui es lo que soy

O pano de fundo utilizado ao longo da narrativa são os preparativos para o show Más es Más, realizado em junho de 2017, no estádio Vicente Calderón, em Madri.

Dica: Enquanto lê o texto, dá um play no álbum Más es Más 😉

Primeiras notas

Buenas noches. Mi nombre es Alejandro Sánchez Pizarro, nací en Madrid y en Cádiz, y me crié en medio mundo. No se me ocurre mejor plan que estar los próximos 20 años contándoles a ustedes”.

O documentário parte das primeiras notas entoadas por Alejandro Sanz ainda criança e registradas por um antigo gravador. 

Dessa forma, filmagens antigas e imagens ganham contexto por meio da narrativa do próprio cantor e também de parentes e pessoas próximas, que explicam a relação existente entre a música e a família. 

Profissão cantor

Seu primeiro álbum foi lançado em XXXX. Apesar de surgir como um artista já pronto, Alejandro cantava um estilo muito diferente do que, na época, costumava tocar nas rádios. Por isso, a imprensa não percebeu seu talento até que o público começou a reivindicar mais de sua arte.

E foi assim que , na década de 1990, esse mesmo público deu ao trabalho de Alejandro Sanz o elemento viral tão natural ao mundo conectado que temos hoje.

Ainda que de forma mais lenta e gradual, as músicas do cantor foram de casa a casa, de cidade a cidade, até levar seu segundo single, Todo lo que fui es todo lo que soy, às paradas de sucesso.

Combinando pop e flamenco e gravando composições que, de alguma forma, repercutem em seu interior, Alejandro se consolidou como o artista que tem o disco mais vendido da história da língua espanhola.

Estamos falando do álbum Más, lançado em 1997, que alcançou a marca de mais de 6 milhões de cópias vendidas em todo o mundo! Alejandro considera esse disco com um verdadeiro divisor de águas em sua carreira. 

Resumindo

Como jornalista, considero que o documentário foi construído num ritmo bastante interessante, fazendo a conexão entre passado e presente que nos ajuda a entender  como se deu a construção da carreira de um dos maiores artistas da língua espanhola. 

Ainda que a música seja fio condutor da produção, certos aspectos da vida privada de Alejandro que impactaram de alguma forma sua arte também foram abordados.

Já como admiradora do artista, só posso dizer que o documentário nos apresenta o Alejandro que vai além dos palcos. Ao final do filme, percebemos que sua história foi escrita com a mesma magia tão características de suas letras.

Resumindo: Apenas vejam! rs

Também curte o trabalho do cantor da “invelhecível” Corazón Partío? Então confira Alejandro Sanz cantando de um jeito que você ainda não ouviu 😉

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Língua Espanhola: 4 erros fatais que atrasam o seu aprendizado

Em 2018, completa 18 anos que o espanhol está na minha vida (pois é! rs). Fazendo um balanço dessa trajetória, listei 4 erros que, geralmente, cometemos e que atrasam nosso aprendizado.

Confira:

Só se interessar pelo idioma

Algumas pessoas iniciam os estudos de uma língua focando pura e simplesmente no idioma em si.

E o que há de errado nisso? Ora, a língua é um elemento que integra um conjunto bem mais amplo, chamado cultura.

Portanto, isso de ficar apenas no idioma faz com que percamos inúmeras oportunidades de praticar a língua, expandir vocabulário e estruturar de forma mais sólida o nosso aprendizado.

Por isso, desde mi más humilde punto de vista, considero que abraçar a cultura pertinente ao idioma aprendido é uma das maneiras mais eficazes e divertidas de aprender.

E eu acredito tanto nisso, que aqui temos a Calle Hispánica!

Só fala espanhol quando está na sala de aula

Sim. Eu falava espanhol em sala de aula (e somente quando a professora me instigava a falar!).

Concluída a aula, eu não tinha mais qualquer contato com o idioma e esperava até o próximo encontro com a professora e os colegas de classe para volver a hablar.

Obs.: Vale lembrar que no início dos anos 2000, a televisão da minha casa nem tinha tecla SAP. Ou seja, nem as novelas mexicanas em áudio original, eu podia ver. Ou seja; demorei a desenvolver a habilidade oral e auditiva porque colocava o espanhol pra jogo apenas 2 vezes por semana.

Então, se você está fazendo aulas de idioma (e isso vale para todos os idiomas!), por favor, não jogue sobre os ombros da sua professora a responsabilidade de conseguir a sua fluência, ok?! Ela está lá para facilitar o aprendizado, mas você precisa colocar a mão na massa e se comprometer com o processo.

Insistir em falar em português com sua professora de espanhol

Sinceramente, essa é de chorar! Inclusive, eu já fiz um post inteirinho ( y en español) falando só sobre esse vício assassino de fluência que é não falar espanhol na aula de espanhol.

Resumindo a história: Embora tenhamos que manter a prática regular do idioma (e, se possível, todo santo dia), a sala de aula é O momento para treinar, errar, corrigir e aprender. Isso é inegável!

Então, vamos concordar que pagar para aprender espanhol e, durante a aula, falar português é, no mínimo, absurdo. (Se você faz isso, só para!)

Tem que viajar

Lá nos meus tempos de cursinho, quando meus conhecimentos estavam começando a se estruturar, eu tinha a mais firme convicção de que viajar para um país de habla hispánica era condição indispensável para se alcançar a fluência. E, como a possibilidade de viajar era bem remota na época, isso me desanimava e me afastava da língua.

Claro que a experiência de estar num país hispânico é, sem dúvida, maravilhosa para o nosso espanhol. Afinal, estar cercad@ de pessoas hablando todo el tiempo nos coloca em contato com a face mais viva do idioma.

No entanto, olhando pra trás, percebo que poderia ter me empenhado mais no aprendizado da língua, em vez de pensar “nossa, quando eu viajar para algum país hispânico, aí sim meu espanhol vai dar um salto de qualidade!”.

Hoje em dia, com a internet, estudar uma língua nova ficou incrivelmente mais prático e acessível! E dá pra fazer MUITA coisa em vez de ficar sentad@, esperando a tal oportunidade perfeita.

E se você precisa de uma forcinha para organizar os estudos, aqui na Calle tem o melhor cronograma para você praticar de segunda a sábado!

Dica Bônus

Enfim, esses 18 anos de aprendizado me ensinaram que sempre podemos mais!

Eu sei que às vezes tendemos a pensar “se eu tivesse mais tempo” “se eu tivesse mais dinheiro”, “se eu tivesse um amigo nativo”, “se”, “se” e “se”…

Mas, aprendizado é construção e, para que essa construção se desenvolva bem é preciso colocar todo santo dia, pelo menos um tijolo na ponte do conhecimento.

Então, não se limite! Explore todas as ferramentos possíveis e, claro, fuja dos erros listados acima igual ao seu Madruga foge da Bruxa do 71!

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3 livros para você conhecer a literatura peruana contemporânea

A literatura peruana tem em Mario Vargas Llosa, ganhador do Nobel de Literatura, seu representante de peso. No entanto, a terra que abriga a mágica Machu Picchu também conta com nomes que enriquecem a atual literatura produzida na região.

Por isso, no post de hoje, a Calle Hispánica listou 3 obras de autores contemporâneos, que nos ajudarão a conhecer melhor as características e pontos fortes da literatura produzida no Peru.

Confira!

1) Raro

Raro, de Renato Cisneros

O livro, do autor Renato Cisneros, conta a história de um jovem de 25 anos que entra em crise ao se ver sem tudo aquilo que considerava como sendo sua base: a noiva, a casa e os estudos.

Contando com a cumplicidade de alguns personagens tão solitários quanto ele, o jovem vai se reconstruindo, ao longo dos 20 capítulos da obra.

O livro conta, ainda, com uma versão ilustrada assinada por Alfonso Vargas Saitua (Robotv).

2) El sistema solar

El sistema Solar, de Mariana de Althaus

Nessa tragicomédia de Mariana de Althaus, a autora narra o reencontro da desestruturada família Del Solar, numa noite de Natal.

Enquanto alguns tentam resolver os desentendimentos, enquanto outros se empenham em manter a devida aparência de “normalidade” que a ocasião exige.

3) Abril Rojo

Abril Rojo, de Santiago Roncagliolo

Aa obra de Santiago Roncagliolo traz a tona uma combinação de elementos sociais, históricos e culturais do Peru, com o objetivo de narrar a transformação vivida pelo personagem principal, o promotor Félix Chacaltana Saldívar.

Ao longo da narrativa, Chacaltana vai perdendo a inocência progressivamente, conforme a avançam suas investigações relacionadas a um misterioso crime.

Quer conhecer mais sobre essa terra mágica, chamada Peru? Confira também:

 15 dias no Peru, com Ana Paula Brum – Parte I

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La mentira que nos cuentan

Venía para el trabajo cuando leí el siguiente mensaje publicitario en una parada de autobús: “Faça Inglês e siga em frente!”. Sí, así como si estudiar ese idioma (y no otro) pudiera llevarte hacia adelante.

Leer esa frase me hizo recordar el largo tiempo que pasé preguntándome si me había equivocado al elegir estudiar español primero, aunque un chorro de gente me dijera todo el tiempo que el inglés debería ser la prioridad en la vida de cualquier persona. Bueno, por  lo menos, “cualquiera que deseara tener una vida profesional exitosa”, decían ellos. Y, desde luego, yo lo deseaba, pero como ni siquiera había escogido una profesión, cerré los oídos y seguí adelante, aprendiendo español.

Que se abran las puertas de la vida adulta

Después de NO elegir el inglés, me di cuenta de que yo había nacido para ser periodista (ay, ¡cómo me encanta compartir con la gente las cosas que descubro por el camino!). Y de pronto eso se convirtió en un argumento más en manos de quienes defendían que el inglés manda en el mundo laboral.

Y cuando empecé a buscar oportunidades de poner en práctica todo lo que estaba aprendiendo en la facultad de periodismo, solía escuchar la siguiente pregunta: “¿Hablas inglés fluente?”. Y no la escuché una o dos veces. Fueron muchas, muchas las veces en que traté de demostrar que no, no hablaba inglés fluente, pero en el español, yo iba muy bien, gracias. Pero era todo en vano.

Entonces me resigné. Apenas concluí los niveles básico, intermediario y avanzado de español me puse a estudiar el bendito inglés. ¿De qué otra forma saldría yo adelante, como periodista, sin dominar con maestría la lengua de Shakespeare (como, de hecho, me lo exigían)?.

Empecé a dar clases de español en el mismo curso de idiomas en donde yo había estudiado para garantizar una beca para las clases de inglés.

Pasé, entonces, a encontrarme con el español tan solo por motivos laborales.

En mi tiempo libre, me dediqué muchísimo a aprender inglés e, incluso, hice un intercambio para Malta (con mi corazón rogándome que me fuera a México, mi sueño desde siempre). Lo hice todo con tal de desarrollar mis conocimientos, mejorar mi expresión oral y garantizar una vida profesional exitosa, como me lo habían jurado que sería desde que yo hablara inglés perfectamente.

¿Por qué les estoy contando todo eso?

Después de leer la frase que nos sugiere en las entrelíneas que el inglés nos lleva hacia adelante, y después de reflexionar sobre mi camino hasta aquí, me di cuente de que ninguno (dije NINGUNO) de los empleos que tuve, los conseguí gracias al inglés. (Incluso el que tengo actualmente, en asesoría de prensa de la Secretaria de Salud de Minas Gerais).

Mi teoría

Entonces, desde mi más humilde punto de vista, el mercado crea esa leyenda del “inglés del lago Ness” (el todo poderoso que puede garantizar el triunfo profesional de uno), las empresas refuerzan ese discurso (aunque muchas veces ni sea imprescindible tener un funcionario que hable fluentemente), y nosotros, que nos vemos acorralados por esas exigencias, nos rendimos. abrimos los oídos para lo que viene de fuera y mantenemos el corazón calladito, mientras practicamos el verbo to be.

Bueno, si les puedo dar un consejo que va más allá de elegir un idioma para estudiar, es: que tu corazón sea el GPS de tu vida. ¿Cursi? Tal vez. Pero, más vale una cursilería que nos haga feliz que una racionalidad que nos convierta en robot.

(Y además, tener múltiples posibilidades de conjugación se nos hace la vida mucho más emocionante! Jeje).

➡ ¿Sigues hablando en portugués en tus clases de español?

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Isabel: Série retrata os movimentos da rainha de Castilla no tabuleiro geopolítico europeu

Três temporadas e 39 capítulos depois, eis que consegui terminar de assistir à série espanhola Isabel, inspirada na vida da rainha de Castilla. Comecei sem grandes expectativas e com o único objetivo de fixar melhor o desenrolar de um período essencial da história da Espanha.

No entanto, eu deveria ter imaginado que, alguém com lua e ascendente em peixes como yo, não passaria ilesa por uma narrativa tão densa, intensa e “real” como essa.

Com Michelle Jenner no papel principal, a série produzida pela Diagonal TV para a Televisión Española, apresenta, como num torneio de xadrez, as jogadas e movimentos da rainha de Castilla no tabuleiro do velho mundo.

A primeira temporada se desenrola do período da infância de Isabel até sua proclamação como rainha. 

Confira o primeiro episódio da série Isabel 🙂

Já a segunda temporada abarca feitos como a Conquista de Granada, a implantação da Santa Inquisição e a expulsão dos judeus. Por fim, a terceira temporada nos traz os conflitos enfrentados por Isabel e pelo marido e Rei, Fernando (Rodolfo Sancho), para definir a linha de sucessão e proteger o trono dos estrangeiros.

O movimento de cada peça

A jogada histórica que levou a coroa de Castilla até Isabel foi marcada por mortes que  desordenaram a linha de sucessão, como a de seu irmão mais velho, o então rei Enrique IV, e de seu irmão mais novo e herdeiro ao trono, Alfonso.

Joana de Trastâmara, filha de Henrique IV, viu ruir o seu direito a reinar em Castilla quando os opositores do rei levantaram a hipótese de uma falsa paternidade. E, na ausência de provas concretas, os boatos foram mais fortes que as leis de Castilla que, até então, reservam o trono à filha do rei.  

Esse argumento e as sucessivas mortes formaram a coluna aberta para a chegada de Isabel ao trono castellano. E os movimentos que marcaram essa trajetória ganharam ainda mais fôlego após uma jogada secreta realizada entre Castilla e Aragón,  selada pelo casamento entre Isabel e Fernando, que era o então herdeiro ao trono aragonés.  

Uma vez rainha e soberana de Castilla, Isabel se empenhou em garantir que todos os súditos caminhassem como buenos cristianos y bajo las leyes de la corona. Era tão justa (mas tão justa!) que em muitos momentos flertou com a falta de compaixão.

Ela com astúcia e senso de diplomacia, e ele com conhecimento de guerra para forçar a partida com estratégias que desarmaram os inimigos da Coroa. Foi assim que Isabel e Fernando, mais tarde agraciados pelo Papa com o título de Reyes Católicos, avançaram suas peças com o objetivo de garantir territórios para além de seus reinos e, até mesmo, para além do continente europeu.

Xeque-mate do destino

Nem suas 4 filhas escaparam dos movimentos desse torneio de xadrez. Cada uma delas foi movida em direção a matrimônios estratégicos que serviam para ampliar o raio de ação dos reis católicos na Europa.

Mas o que os soberanos não esperavam era ver suas peças derrubadas pelo curso da vida. Todos os possíveis herdeiros (dois filhos e dois netos) que garantiriam uma sucessão tranquila, morreram.

Cena em que Isabel se veste de luto para o funeral da filha mais velha

Dessa forma e, segundo as leis de Castilla, sua terceira filha, Juana, seria a herdeira da coroa. Até aí, temos uma jogada segura. O problema é que Juana ficou louca. E, para bagunçar ainda mais esse tabuleiro, a herdeira era casada com o nada confiável Filipe de Habsburgo (tremendo crush embuste!), que mantinha amizade com o rei da França, arqui-inimigo da Espanha.

Juana enfrenta os pais em defesa do marido (repito, crush embuste!), Filipe de Habsbusgo

Realmente, Caíssa, a deusa do xadrez, não abençoava os planos de Isabel e Fernando. E haja estratégia e jogada para que Juana  reinasse, mas não governasse.

Resumindo

Isabel é uma série com ritmo marcadamente forte e que não faz qualquer cerimônia ao mostrar os pecados e desvios de caráter dos personagens históricos, sejam eles da realeza, da nobreza ou da Igreja Católica.

A série termina e a gente segue refletindo a respeito dos vários “e se” que poderiam ter movimento as peças desse quebra cabeças do poder espanhol de outra forma, construindo uma realidade geopolítica totalmente diferente.

Em meio a toda essa trama que se desenrola como um novelo sem fim, vemos o desfile soberano de um espanhol rebuscado, coroado pelo seseo. Uma verdadeira preciosidade para quem gosta de conhecer as diferente possibilidades do idioma.

Avaliação da Calle: Re bueno 

 

Y además…

Te dejamos una entrevista con Michelle Jenner y Rodolfo Sancho 🙂

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“Luis Miguel, la Serie” cumpriu o prometido. E agora, Mickey?

[SEM SPOILER, pode confiar 😉]

Eis que a primeira temporada de Luis Miguel, la serie chegou ao fim. A julgar pela repercussão na imprensa, pode-se considerar que o Sol do México, antes eclipsado, voltou a ocupar o seu já conhecido lugar de destaque.

E nem o período de eleições presidenciais no México pode reduzir o impacto da série no imaginário coletivo dos mexicanos.

Prometido e entregue

Os 13 capítulos da série, de fato, cumpriram o prometido à época do lançamento. Ou seja, jogar luz para além dos holofotes e compartilhar com o público os aspectos mais pessoais (sempre questionados, porém nunca respondidos) da vida do cantor.

Tudo indica que o único questionamento não respondido será, justamente, o gancho para a próxima temporada. Tod@s queremos acreditar nisso!

Eu já havia comentado aqui na Calle que a caracterização de Diego Boneta, ator escolhido para viver Luis Miguel, estava impecável. E esse fator já foi um ponto marcado a favor da série.

Afinal de contas, já que a proposta era contar a história do Sol do México, o primeiro quesito que deveria ser cumprido era encontrar alguém que, de fato, “vestisse” o cantor com verdade e comprometimento. Logo, esse prometido também foi entregue.

No entanto, o entregue que chegou sem prévio anúncio foi, sem dúvida, a atuação de Oscar Jaenada, intérprete de Luisito Rey, pai de Luis Miguel.

Ao longo dos episódios, o trabalho de Jaenada na construção de um personagem tão complexo é quase palpável. Suas expressões ganharam a internet, rendendo memes e marcando o domingo como dia internacional para odiar Luisito Rey! rs

Só eu gostaria de ter encontrado mais música na série?

Sim, a série teve muitos acertos. No entanto, as altas doses de carga dramática pesaram o clima na maior parte dos capítulos.

Sabemos que a proposta da produção era trazer à tona a verdade nua e crua sobre a vida do cantor. Mas, as músicas que ajudaram a construir o sucesso chamado Luis Miguel e que, por isso mereciam um papel de maior destaque em meio à trama, foram meras coadjuvantes.

Sem dúvidas, essa é a expectativa para o caso de uma segunda temporada da série (o que ainda não foi confirmado): um equilíbrio mais harmônico entre o drama e a música.

As próximas 48 horas serão decisivas

Conforme já mencionado, sim, a série cumpriu o prometido: reintroduziu o cantor no cenário musical, apresentando-o aos jovens e relembrando aos mais maduros os motivos pelos quais Luis Miguel é o artista com mais de CEM MILHÕES de discos vendidos EN EL MUNDO.

Mas, fazendo alusão a um médico que, após um longo procedimento cirúrgico, informa aos familiares que as próximas 48h do paciente serão decisivas, podemos considerar que Luis Miguel está atravessando exatamente esse período.

É fato que seu público seguiu fiel, mesmo após esse período de “eclipse” do Sol do México, em que ele retirou-se dos palcos e passou um longo tempo sem lançar novas músicas.

Prova dessa fidelidade é queem novembro de 2017 (ou seja, bem antes da série, que só teve início em abril de 2018), a música La Fiesta del Mariachi (do álbum ¡México por siempre!) alcançou logo de cara os primeiros lugares de venda no México, Estados Unidos, Espanha e América Latina.

➡ Ouça “¡México por Siempre!”, novo álbum de Luis Miguel

Dessa forma, as intervenções possíveis foram feitas e temos o seguinte cenário: álbum lançado, turnê em andamento e série concluída com sucesso.

No entanto, resta saber se as questões que vinham conturbando a vida pessoal e profissional do cantor foram superadas.

Então… e agora, Mickey?

Avaliação da Calle: Bueno

 

➡ 12 músicas do cantor Luis Miguel que não podem faltar na sua playlist

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5 materiais para você entender quem foi Simón Bolívar 🙂

Simón Bolívar ocupa um papel central no processo de independência das colônias hispano-americanas. Entretanto, a história desse personagem não é um tema abordado de forma recorrente aqui no Brasil.

Sua influência foi muito mais forte em países como Venezuela, Colômbia, Bolívia e Peru. Porém, isso não diminui a necessidade de uma análise do papel desempenhado por essa figura, na construção da América Latina.

Afinal de contar, não custa nada lembrar que nós, brasileiros, somos latinos.

Popularmente conhecida como “O Libertador“, Simón Bolívar nasceu na atual Caracas, capital da Venezuela, exatamente no dia 24 de julho de 2018 (o homi era de leão, minha gente 😄 rs).

Pegando carona na data, que marca o aniversário de 235 anos de Bolívar, a Calle listou 5 materiais, entre filmes, documentários e livros, que nos ajudam a compreender o que essa figura representou dentro do contexto da América Latina.

Confira! 🙂

Bolívar el Hombre de las Dificultades

Filme venezuelano de 2013 que aborda os desafios  enfrentados por Simón Bolívar durante os anos de 1815 e 1816.

Confira a Sinopsi en español (😜) desse longa-metragem.

“Venezuela está en guerra. El país se encuentra dividido. Hay familias enteras desgajadas en bandos opuestos. Corre el año de 1815 y la Segunda República cae estrepitosamente. El gran derrotado es Simón Bolívar, recién nombrado Libertador, quien sale fugitivo desde Cartagena. Bolívar llega a Jamaica en medio de las peores dificultades. Busca ayuda de otras naciones para liberar a América. Europa le cierra las puertas. El presidente de la rebelde Haití acepta recibirlo y escuchar sus propuestas. Bolívar zarpa de Haití como comandante de una pequeña pero valiente flota, dispuesta a dar la vida por sus ideales. Se inicia una nueva batalla de las muchas que librará el Hombre de las Dificultades por llevar la libertad a la América hispana”.

Conociendo a Bolivar 

Documentário produzido em 2010, que narra desde o nascimento de Bolívar, em em Caracas no ano de 1783, até sua morte na Colômbia, em 1830.

A produção aborda os êxitos e fracassos que marcaram a história desse personagem da América Latina.

Quién es Bolívar? 

Nesse documentário, a história de Bolívar é retomada de maneira mais superficial. Isso porque, o objetivo da produção é fazer uma reconstrução científica do rosto do Libertador.

Simón Bolívar (Alfonso Rumazo González)

Nessa obra, o escritor e historiador equatoriano Alfonso Rumazo González traça um perfil psicológico de Bolívar, abordando, ainda, suas motivações e sua secreta vida privada.

Obs.: A versão digital e en español do livro Simón Bolívar está disponível na Amazon, por um precinho super bacana! 💜

Ebook Simón Bolívar, de Alfonso Rumazo González

O General em Seu Labirinto (Gabriel García Márquez)

Já imaginou navegar pela história de Simón Bolívar através das letras de Gabriel García Márquez? 😍 Sim, é possível! rs

O livro O General em seu Labirinto, escrito pelo colombiano, refaz o percurso de Bolívar tanto no plano físico quanto no espiritual.

A obra estabelece um paralelo entre sua viagem até Cartagena das Índias, de onde ele partiria rumo ao exílio, e sua inevitável jornada à morte.

O Geral em Seu Labirinto, de Gabriel García Marquez

 

Confira também: Somos insistência, somos resistência, SOMOS latinos!

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Espetáculo “Carmen” coloca em cena a arte flamenca

Nessa sexta-feira (20/07) e sábado (21/07), o palco do teatro Raúl Belém Machado, em Belo Horizonte, se vestiu de Sevilla para apresentar ao público o espetáculo Carmen, uma adaptação para dança-teatro da ópera composta pelo francês Georges Bizet, em 1875.

Dirigida por Fátima Carretero e produzida por Thiago Oliveira, o espetáculo composto por 4 atos, contou com a participação de mais de 50 artistas que estiveram em cena para dar vida, cor e movimento à obra.

Com os ingressos esgotados e com um público composto por diferentes faixas etárias, o espetáculo teve como protagonista a intensidade da dança flamenca e a energia e vigor dos bailarinos.

Enredo

Uma cigana sedutora e que impunha sua vontade e autonomia ante a dita moral de uma sociedade que concedia liberdade de querer aos homens e deveres inescapáveis às mulheres. Sim, poderia ser sobre os dias atuais, mas esse é o contexto do início do século XIX, período em que se situa a história de Carmen.

E o enredo se desenrola trazendo à tona a conduta dessa cigana, considerada oposta ao que se tinha (e talvez ainda se tenha) como tradicional. Inclusive, esse paralelo com a atualidade é reforçado quando, durante a apresentação do espetáculo, é possível ouvir comentários do tipo “mas ela namora todo mundo”.

Crédito da imagem: Fernanda Rosa

Em cena, Carmen dança e celebra sua liberdade, vivendo suas vontades sem puderes, até que Don José, inconformado por ser abandonado pela cigana, a apunhala em meio a uma discussão.

Mais uma vez vemos a atualidade de nossos tempos ir ao encontro de um enredo de 1875. Um crime que, muitas vezes é romantizado pela própria imprensa, que o noticia como passional quando, na verdade, é um crime (e ponto).

Aproveitando essa discussão, este espetáculo se encerra com mensagens que, justamente, reforçam que amor não tem qualquer relação com violência, não sendo por isso, aceitável utilizá-lo como justificativa para o que hoje conhecemos como feminicídio.

Flamenco

O flamenco, tão intenso, flamante e pulsante como a nossa língua espanhola, foi sem dúvidas o brilho da força comunicativa dos artistas em cena. Seja nos momentos mais conflituosos ou nos momentos de festa e celebração, as batidas ao solo (que produzem uma musicalidade de encher os olhos!) coordenadas com movimentos de mãos e braços, ditaram o ritmo vigoroso do espetáculo.

O cuidado com os figurinos, especialmente das ciganas com suas saias longas e assessórios dourados, também reforçou a construção em cena dessa Sevilla do início do século XIX.

Crédito da imagem: Fernanda Rosa / Calle Hispánica

A adaptação da obra Carmen contou com a participação de artistas convidados, alunos do Centro de Cultura Flamenca e alunos do projeto Amigos da Cultura Espaço Cênico Yoshifumi Yagi /Teatro Raúl Belém Machado, das oficinas de dança flamenca, dança cigana, dança livre, cinema e TV, e de crianças com Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista, que se integraram ao elenco.

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Vamos falar sobre o Espanhol da Anitta?

Comentei numa postagem lá no Instagram da Calle que gosto muito do Espanhol da Anitta.

Algumas pessoas concordaram e outras discordaram, cada uma usando diferentes argumentos.

Aproveitando o calor dos debates, pesquei esse gancho para falar sobre o ‘tal espanhol’ perfeito que paira em nosso imaginário.

De qual ponto de vista estamos analisando?

Particularmente, considero que há uma linha tênue entre as limitações naturais que encontramos ao aprender um novo idioma (no caso do inglês, por exemplo, não me peçam pra falar ‘menina’ e ‘mundo’ 🙊) e o desleixo com esse idioma.

Desleixo esse que, muitas vezes, vem daquela velha lenga lenga de “espanhol é igualzinho ao português.

Por esse caminho, a gente escuta coisas como ‘coraZÓn’ (com o som da nossa letra z) e Éu País (com o som do ‘E’ bem aberto e com o som do ‘L’ igual ao som da nossa letra ‘U’).

Aprender um idioma novo é uma construção

Quando um artista brasileiro se dispõe a cantar em espanhol, espera-se que ele cante TÃO bem (mas TÃO bem!), que até os gringos acreditem que ele seja nativo do espanhol. E eu fico me pergunto se existe essa mesma exigência quando é o inglês que está em jogo? 🤔

Enfim! Sabemos que esse processo de aprendizagem não se dá de um dia para outro, pois aprender um idioma novo é uma construção.

Trata-se de adquirir vocabulário, treinar as formas de pronúncia, assimilar estruturas novas e costurar sentidos a partir de uma base, até então desconhecida.

Para além disso tudo, ainda é preciso ensinar o cérebro a se sentir seguro por esse novo caminho.

Especialmente no caso da Anitta, não sinto esse desleixo. Inclusive, ela vem sendo elogiada pela imprensa hispânica por conta da desenvoltura na hora de hablar.

Ainda que existam questões a serem trabalhadas, acredito que, com o tempo e com o fortalecimento da sua inserção no mercado hispânico, essas questões serão superadas.

Por que negar as aparências e disfarçar as evidências?

Por melhor que falemos, por mais desenvolta que seja a nossa expressão oral num segundo idioma, a brasilidade da nossa língua portuguesa estará pairando em nosso modo de hablar.

Afinal de contas, né?! Somos o quê? Brasileiros! 🇧🇷

Eu sou carioca da gema e moro em BH há dois anos. No ínicio, sentia muita (MUITA!) vergonha de sair por aí falando meu “s” com som de “x” rsrs (e eu falo carioquexxx pa caraca! 😁) Vocês não tem noção do choque que dá, falar “mexxxxxxxxmo” no meio de tantos falando “meSmo”! Mas, com o tempo, eu entendi que esse bendito “X” é quem eu sou, é a minha cultura e a minha hixxxtória. E isso acabou me ajudando também no espanhol! Sabe aquela busca por uma pronúncia nível nativo? Balela, meu povo! Porque falar um espanhol maravilhoso é bom sim, mas melhor ainda é não precisar exxconder sua hixxxtória 😉 ➡ Obs.: Meu “S” só aparece como “S” quando falo Esssssspanhol! No Portuguêxxx ele é puro “X” mexxxxxxxxmo! 😜 #BeijoxxxHixxxpanicoxxx . . . . . #CalleHispánica #Espanhol #Sotaques #NossaMarca

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E, indo mais longe nessa análise, acredito que ainda vale considerarmos o seguinte: A Anitta, uma das artistas de maior destaque no atual cenário da música nacional (não adianta negar!☝), vem nos reconectando à cultura latina que a gente, vira e mexe, esquece que é nossa também (sim, somos latinos!💪).

➡ Somos insistência, somos resistência, SOMOS latinos!

Por isso tudo, eu deixo essa sementinha da reflexão para tod@s nós:

Será justo colocar na mesma balança diferentes questões como: “falar um idioma negligenciando de forma consciente suas bases e regras” X “estar em processo de aprendizagem de uma língua”? 🤔

Y Además… te dejo una entrevista en la que Anitta habla sobre cómo empezó a aprender español 🙂

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5 livros para explorar a literatura infantojuvenil argentina 🇦🇷

A literatura infantojuvenil tem a honrosa missão de despertar em crianças e adolescentes o gosto pela leitura.

Justamente por isso, os livros desse segmento são um convite irrecusável a esse universo de letros. Recheados de imagens, texturas e até cheiros essas obras fisgam a atenção dos futuros leitores.

E, pegando carona na temática infantojuvenil, a Calle Hispánica listou 6 livros de escritoras argentinas de destaque nesse segmento literário.

DICAS 

✔ As obras infantojuvenis são ótimas opções para quem está começando a aprender espanhol. Isso porque seu conteúdo apresenta um vocabulário mais acessível que, combinado a imagens, ampliam o entendimento.

✔ Os livros classificados como infantojuvenis são voltados para crianças e adolescentes. Entretanto, vale lembrar que essas obras podem (e devem) ser exploradas por todxs nós, pois estimulam a criatividade e abrem as portas da imaginação 🙂.

Agora sim, vamos à lista! 🙂

La Niña, el Corazón y la Casa ( María Teresa Andruetto)

Da premiada escritora María Teresa Andruetto, La Niña, el Corazón y la Casa aborda a história de uma menina que, abandonada pela mãe e pela avó, desenvolve um relação especial e comovedora com o irmão que tem síndrome de Down.

Caos: Nadie Puede Decirte Quién Sos (Magalí Tajes)

O livro combina textos de ficção e não ficção, variando entre contos e reflexões que fazem o leitor rir, mas que também comovem.

Nesta segunda obra da escritora Magali Tajes, o efeito lúdico solicita a participação do leitor, que pode orientar sua leitura no sentido tradicional ou, ainda, de trás para frente.

Una Caja Llena de y Otros Poemas (Laura Devetach)

Livro de poemas da escritora Laura Devetach. A obra é estruturada a partir de três textos: Una caja llena, Milongas tamaño alpiste e pozo redondo.

Dentro de Una Palabra (María Cristina Ramos)

Livro de poemas que traz uma seleção de textos de María Cristina Ramos.

Indo além da dança poética das palavras, a obra da escritora argentina traz, ainda, ilustrações de Claudia Degliuomini, que também conferem sentido estético e simbólica a todo o conjunto literário.

Vida de Perro (Beatriz Doumerc)

Um cachorro que, empenhado em relatar sua vida, acaba por nos apresentar um espelho onde vemos refletir com bastante clareza a vida dos seres humanos: Essa é a história apresentada por Beatriz Doumerc em Vida de Perro.

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Agora é só se jogar no espanhol e na leitura! 😜

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