Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Autor: Fernanda Rosa (Página 1 de 15)

Isabel I de Castilla: A Rainha que patrocinou a viagem de Colombo às Américas

O mês de outubro é marcado pela chegada do navegador genovês, Cristóvão Colombo, à América. A expedição, que desbravou rotas marítimas desconhecidas, foi financiada pela então rainha Isabel I de Castilla, relevante figura da história da Espanha.

“A primeira imagem de Isabel que surge através das páginas dos livros é a da soberana imponente, que unificou um país sob o peso do cetro e o fio da espada. Numa época na qual o governo feminino era bastante desacreditado, ela provou que seu sexo não era impedimento para o exercício do poder. Ela pode não ter sido a fundadora do que atualmente é designado como monarquia de gênero, mas com certeza, foi a primeira a ter grande destaque na Europa pós ascensão do cristianismo”, explica o historiador e autor do livro Rainhas Trágicas – Quinze Mulheres que Moldaram o Destino da Europa, Renato Drummond Neto.

Ainda de acordo com Renato, é preciso considerar outras facetas no estudo dessa figura. “Essa construção de soberana imponente, contudo, divide espaço com outros perfis, como o de mãe, esposa, empreendedora, política e até mesmo o de fanática religiosa, que perseguia judeus e muçulmanos com as chamas da inquisição”, destaca o historiador.

30 anos de regência

Isabel subiu ao trono de Castilla em 1474 e permaneceu até 1504, ano de sua morte. Não é preciso ser um profundo conhecedor do contexto em questão para imaginar os desafios enfrentados pela rainha para se manter no poder durante 30 anos e numa época em que as mulheres não tinham voz de destaque no cenário político.

Renato explica que a rainha era uma mulher ciente de suas limitações e se cercou de pessoas altamente capacitadas para ajudá-la no exercício do poder. A principal delas foi o marido Fernando II de Aragão.

“Não é possível falar do sucesso de seu reinado sem considerar o papel importante que Fernando exerceu no mesmo. Graças à ajuda do reino de Aragão, Isabel conseguiu impor seu direito ao trono de Castela e dominar a nobreza rebelde, que no governo de Henrique IV desprezava a Coroa. Uma vez no poder, ela brigou pelo trono contra sua sobrinha, Joana, cognominada a ‘Beltraneja’, que era apoiada por Portugal. Ao lado do marido, Isabel fortificou o poder da coroa, graças às importantes alianças dinásticas com outras casas reinantes da Europa”, explica Renato Drummond . 

Os Reis Católicos, Isabel e Fernando. (Imagem: National Geographic)

Já a jornalista e escritora espanhola Sandra Ferrer, autora do livro Breve Historia de Isabel la Católica, reforça que, embora Fernando tenha sido o companheiro de Isabel em Castilla, ela sempre reivindicou seu papel de rainha proprietária, não aceitando a posição de rainha consorte ou de soberana em segundo plano.

“É verdade que houve conflitos entre eles por questões de governo, mas ela, quase sempre, manteve-se firme”, afirma a jornalista.

Crueldade piedosa

A violência usada por Isabel para centralizar os poderes da Coroa e reverter o declínio do cristianismo, também é tema de estudos entre os investigadores.

“Tal faceta do reinado da rainha católica fez com que Maquiavel, defensor de tais atitudes na sua obra máxima, O Príncipe, reagisse com espanto à ‘crueldade piedosa’ praticada na Espanha”, destaca o Renato Drummond .

“É evidente que, assim como a maior parte dos governantes, nem todos os seus atos poderiam ser considerados corretos segundo o pensamento atual. No entanto, para analisar um personagem histórico é preciso situá-lo em seu contexto. Do contrário, não é possível entender seu papel em toda sua plenitude”, pontua Sandra Ferrer.

Novo Mundo

Como uma governante visionária, Isabel I de Castilla confiou no projeto de Colombo, mesmo com a oposição do marido, o rei Fernando de Aragón.

Cristóvão Colombo perante os reis católicos, Isabel e Fernando. (Representado por Emanuel Leutze)

E a história nos mostra que suas decisões impactaram até mesmo o Brasil, território posteriormente colonizado por Portugal.

“A história do reinado de Isabel se mistura com a chegada dos europeus à América, uma vez que foi graças ao seu incentivo financeiro que um continente até então desconhecido foi revelado. A primeira mulher que governou o Brasil durante o período colonial, a regente Dona Catarina da Áustria, era neta da rainha católica. Fato esse que reforça o argumento de que o legado de Isabel de Castela foi passado adiante por meio da linhagem feminina”, esclarece o historiador Renato Drummond.

Legado de Isabel I de Castilla

Sandra Ferrer destaca que são muitos os legados deixados por Isabel, como, por exemplo, o descobrimento da América, apontado pela jornalista como um dos mais importantes.

“Também é importante destacar seu papel no mundo da cultura e na defesa da educação feminina. Isabel deu a mesma educação ao filho Juan e a todas às suas filhas, além de fomentar a educação das damas que integravam a nobreza da corte”, detalha Sandra.

Ainda de acordo com a jornalista, assim como no caso de Leonor de Aquitania, uma das mulheres mais ricas e poderosas da Idade Média, a excepcionalidade de Isabel reside no fato de que ambas foram capazes de liderar um projeto político num tempo em que era vetado às mulheres o acesso às universidades e seu papel na vida era o de ser esposa e mãe ou, ainda, entrar para o convento.

Confira também:

Entrevista completa com o historiador e autor do livro ‘Rainhas Trágicas – Quinze Mulheres que Moldaram o Destino da Europa’, Renato Drummond Neto.

Y Además…

Entrevista completa con la periodista y escritora española Sandra Ferrer, autora del libro ‘Breve Historia de Isabel la Católica’

Además: Entrevista completa con la periodista Sandra Ferrer

Para ayudarnos a entender el papel desarrolado por la reina Isabel I de Castilla, Calle Hispánica entrevistó a la periodista Sandra Ferrer Valero, autora del libro ‘Breve Historia de Isabel la Católica’.

Sandra Ferrer Valero, periodista y escritora

1) Para empezarmos, me gustaría saber ¿en qué momento la figura de Isabel I de Castilla ha atrapado su curiosidad?

Mi interés por Isabel vino de la mano de su hija Juana la Loca. Juana es un personaje que siempre me ha apasionado. Fue a partir de ella, de leer biografías y ensayos acerca de su papel en la historia de España que me fui acercando a la vida de su madre.

2) Para los lectores que todavía no conocen a Isabel, cuéntenos cómo ella pasó de Infanta a Reina de Castilla.

Isabel llegó al trono después de atravesar un tortuoso camino de intrigas y traiciones. Tanto ella como su hermano pequeño Alfonso fueron arrancados de los brazos de su madre y puestos bajo custodia de su hermanastro Enrique. Cuando este falleció, Alfonso había muerto en extrañas circunstancias e Isabel, lejos de amilanarse, dio un golpe de efecto y antes de que nadie pudiera reaccionar, se autoproclamó reina de Castilla pasando por delante de Juana, hija de Enrique II, de la que muchos decían que era ilegítima.

3) Acá en Brasil, vemos que mientras más los historiadores investigan a los personajes que han marcado la historia del país, más se descubre que ellos eran, en verdad, muy distintos a las figuras que nos fueron presentadas en la escuela. Por eso, le pregunto a usted: ¿Cómo Isabel es presentada en las escuelas de España? 

Pues la verdad es que desconozco cómo se expone en la actualidad. Cuando yo era pequeña se nos explicaba el reinado de los Reyes Católicos. Ahora sé que en alguna ocasión ha habido alguna polémica acerca de su figura, poniendo el acento en los aspectos más oscuros de su biografía como la expulsión de los judíos o la instauración de la Santa Inquisición.

4) Existen muchas investigaciones para tratar de entender quién era Isabel de Castilla. Entonces, le pregunto:  ¿Qué Isabel ha descubierto usted en sus investigaciones? 

Creo que fue una mujer valiente porque en un tiempo en el que las mujeres tenían los derechos muy limitados y se creía que eran seres inferiores a los hombres, ella se supo ganar la confianza de muchos hombres y reinó en Castilla con gran responsabilidad. Es evidente que, como la gran mayoría de gobernantes, no todo lo que hizo estuvo bien o no estuvo bien según el pensamiento actual. Para analizar a un personaje histórico hay que situarlo en su contexto, sino, no entenderemos su papel en toda su plenitud.

 

Isabel I de Castilla (Imagen: Blog Mujeres en la Historia)

 

 

5) Investigando sobre la relación que existía entre los Reyes Católicos, vemos que Isabel mantuvo las decisiones de Castilla en sus manos. ¿Qué papel ejerció Fernando en el reino de Castilla?

Fernando fue su compañero en Castilla, ella reivindicó siempre su papel de reina propietaria, no de reina consorte o de soberana en un segundo plano. Es cierto que hubo algún que otro conflicto entre ellos por cuestiones de gobierno pero ella, casi siempre, se mantuvo firme.

6) En la introducción de su libro (Breve historia de Isabel la Católica), usted nos cuenta que en 13 de diciembre de 1474, momento en que Isabel subía al trono, ella “era la única mujer en toda Europa que ostentaba el título de reina titular”. 

Hoy día, mucha gente se pregunta cómo una mujer tuvo tanto poder en el siglo XV. Pero, en verdad, estudiando la historia, me viene una pregunta distinta: ¿Cómo una mujer logró mantener tanto poder en aquella época?

Creo que la suya es una historia excepcional en nuestro país y en Europa. Es cierto que antes que ella, durante la Edad Media, algunas mujeres tuvieron una relevancia igual de importante, recordemos por ejemplo a Leonor de Aquitania. Pero su excepcionalidad radica en el hecho de que fueron capaces de liderar un proyecto político en un tiempo en el que las mujeres tenían vetado el acceso a las universidades y su papel en la vida era el de ser esposa y madre o entrar en un convento.

Isabel mantuvo el poder porque fue una estratega brillante. Insisto, con sus aciertos y sus errores, pero supo gobernar con eficacia.

7) ¿Podríamos considerar el descubrimiento de América como siendo su mayor huella en la historia? Si no, ¿Qué considera usted como siendo su principal legado?

Son muchos los legados de Isabel. El descubrimiento de América fue uno de los más importantes, sin lugar a dudas, porque determinó la historia de América pero también de España en los siglos venideros. También es importante destacar su papel en el mundo de la cultura y en la defensa de la educación femenina, algo que no se conoce demasiado de su historia. Isabel dio la misma educación a su hijo Juan y a todas sus hijas y fomentó la educación de las damas nobles de la corte.

8) Con relación a la cultura ¿de qué forma cree usted que ha impactado la Reina Isabel en la cultura de España?

De su tiempo quedan muchas obras de arte y su legado como figura histórica creo que es incontestable. Aunque aún haya muchas personas que se empeñen en denostar su papel.

 

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Entrevista: Historiador Renato Drummond traça um perfil da rainha Isabel I de Castilla

O historiador Renato Drummond conversou com a Calle Hispánica sobre a Rainha Isabel I de Castilla, personagem que determinou os rumos da história da Espanha.

Confira a entrevista completa!

Renato Drummond Tapioca Neto é Graduado em História pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

1) Existem muitas pesquisas que buscam decifrar quem foi Isabel I de Castilla. Que Isabel você descobriu em suas pesquisas? 

A primeira imagem de Isabel que surge através das páginas dos livros é a da soberana imponente, que unificou um país sob o peso do cetro e o fio da espada. Numa época na qual o governo feminino era bastante desacreditado, ela provou que seu sexo não era impedimento para o exercício do poder. Ela pode não ter sido a fundadora do que atualmente é designado como monarquia de gênero, mas com certeza foi a primeira a ter grande destaque. Essa construção, contudo, divide espaço com outros perfis, tais como o de mãe, esposa, empreendedora, política e até mesma o de fanática religiosa, que perseguia judeus e mulçumanos com as chamas da inquisição. Há que se considerar todas essas facetas no estudo sobre a figura.

2) Qual aspecto da sua vida te parece mais curioso ou, ainda, fascinante? 

É muito interessante observar o relacionamento que a rainha tinha para com suas filhas. Apesar de ser uma mulher que governava a partir de um lugar pensado por e para os homens, a monarca recomendava às infantas Isabel, Joana, Maria e Catarina a serem esposas obedientes e compassivas, ou seja, tudo o que ela não era. Curiosamente, foi através dessas filhas que o legado de Isabel foi passado adiante.

3) Isabel era a terceira na linha de sucessão. Logo, ela não foi criada para ser uma rainha “reinante”, como normalmente acontece com um filho primogênito de uma casa real. Como, então, ela chegou ao trono tão preparada para governar?  

Isabel foi educada para ser uma rainha consorte e por muito tempo o casamento dinástico com um príncipe estrangeiro parecia ser o seu destino. Seu irmão, o rei Henrique IV, cogitava um matrimônio com Portugal ou Inglaterra, quando ela surpreendeu todos ao desposar secretamente seu primo, o herdeiro do trono de Aragão. Foi com a ajuda de Fernando que Isabel conseguiu dominar a nobreza de Castela e unificar os reinos da Espanha. Não foi uma tarefa fácil, principalmente por sua falta de preparo político, apesar do seu caráter decidido e obstinado. Consequentemente, Isabel não permitiria que a mesma falha educacional se repetisse em seus filhos e contratou professores e eruditos de vários lugares para educa-los.

4) Indo além do seu trajeto até o trono, como ela conseguiu manter tanto poder e durante tanto tempo, numa época em que as mulheres não tinham espaço nas decisões políticas?

Isabel era uma mulher ciente das suas limitações e se cercou de pessoas altamente capacitadas para ajudá-la no exercício do poder. A principal delas foi Fernando II de Aragão. Não é possível falar do sucesso de seu reinado sem considerar o papel importante que Fernando exerceu no mesmo. Graças à ajuda do reino de Aragão, Isabel conseguiu impor seu direito ao trono de Castela e dominar a nobreza rebelde, que no governo de Henrique IV desprezava a Coroa. Uma vez no poder, ela brigou pelo trono contra sua sobrinha, Joana, cognominada a “Beltraneja”, que era apoiada por Portugal. Ao lado do marido, Isabel fortificou o poder da coroa, graças às importantes alianças dinásticas com outras casas reinantes da Europa. Por outro lado, ela fez uso da violência para centralizar os poderes da Coroa e reverter o declínio do cristianismo, acreditando sentir a mão de Deus por trás de cada golpe seu. Tal faceta do reinado da rainha católica fez com que Maquiavel, defensor de tais atitudes na sua obra máxima, O Príncipe, reagisse com espanto à “crueldade piedosa” praticada na Espanha.

 

Isabel de Castela quando jovem. (Imagem: Blog Rainhas Trágicas)

5) De que forma Isabel impactou na transformação sócio-cultural da Espanha? 

Para além da unificação dos reinos da Espanha, foi no reinado de Isabel que o espírito do renascimento penetrou em Castela e transformou a vida cultural do país.

6) Na sua opinião, o que podemos considerar como sendo seu principal legado?

Isabel I de Castela era uma mulher visionária. Confiou no projeto de Colombo quando até mesmo Fernando se colocava contra essa empreitada marítima. Mas acredito que o seu principal legado foi ter aberto as portas para que outras mulheres, ao longo dos anos, pudessem assumir a coroa. Não é à toa que até hoje ela é reconhecida como a primeira grande rainha da Europa. Embora muitos possam discordar desse título, o fato é que, depois de Isabel, as monarquias europeias assistiram com maior frequência a uma sucessão de reinados prolíficos, cujas figuras de proa eram personalidades do calibre de Elizabeth I da Inglaterra e Catarina II da Rússia. A lenda de Isabel I de Castela atravessou os últimos cinco séculos da história da Europa e da América com uma força bastante singular. Seu trabalho, empreendido ao lado do rei Fernando II de Aragão, dentro de uma Espanha caótica e com características medievais, perdura até os dias de hoje

7) Podemos considerar que suas decisões impactaram até mesmo o Brasil ainda não descoberto, já que ela ajudou a financiar as viagens de Cristóvão Colombo ao Novo Mundo? 

A história do reinado de Isabel se mistura com a chegada dos europeus à América, uma vez que foi graças ao seu incentivo financeiro que um continente até então desconhecido foi revelado. A primeira mulher que governou o Brasil durante o período colonial, a regente Dona Catarina da Áustria, era neta da rainha católica. Fato esse que reforça o argumento de que o legado de Isabel de Castela foi passado adiante por meio da linhagem feminina.

Para quem curte história e, mais ainda, a história de rainhas que, assim como Isabel I de Castilla, imprimiram sua marca no tempo, Renato Drummond escreve para o blog Rainhas Trágicas.

Fruto das pesquisas desenvolvidas por um jovem estudante de História, o portal Rainhas Trágicas destina-se a resgatar do campo de interpretações equivocadas e dotadas de forte carga preconceituosa, figuras femininas que marcaram época”.

Então, fica a dica! 😉

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Documentário sobre Alejandro Sanz está na Netflix!

Escrever sobre Alejandro Sanz é (e sempre será rs) um desafio para esta jornalista que vos fala. Isso porque, antes mesmo de escolher o jornalismo para minha vida, corazón partío já tocava (repetidamente!) no meu rádio.

Então, eu escrevo sim sobre ele, mas consciente de que meu coração bate na ponta da caneta rs. 

Sanz: Lo que Fui es lo que Soy

Já está disponível na Netflix o documentário Sanz – Lo que Fui es lo que Soy. Lançado em agosto de 2018, a produção percorre toda a trajetória do cantor espanhol.

Confira o trailer de Sanz: Todo lo que fui es lo que soy

O pano de fundo utilizado ao longo da narrativa são os preparativos para o show Más es Más, realizado em junho de 2017, no estádio Vicente Calderón, em Madri.

Dica: Enquanto lê o texto, dá um play no álbum Más es Más 😉

Primeiras notas

Buenas noches. Mi nombre es Alejandro Sánchez Pizarro, nací en Madrid y en Cádiz, y me crié en medio mundo. No se me ocurre mejor plan que estar los próximos 20 años contándoles a ustedes”.

O documentário parte das primeiras notas entoadas por Alejandro Sanz ainda criança e registradas por um antigo gravador. 

Dessa forma, filmagens antigas e imagens ganham contexto por meio da narrativa do próprio cantor e também de parentes e pessoas próximas, que explicam a relação existente entre a música e a família. 

Profissão cantor

Seu primeiro álbum foi lançado em XXXX. Apesar de surgir como um artista já pronto, Alejandro cantava um estilo muito diferente do que, na época, costumava tocar nas rádios. Por isso, a imprensa não percebeu seu talento até que o público começou a reivindicar mais de sua arte.

E foi assim que , na década de 1990, esse mesmo público deu ao trabalho de Alejandro Sanz o elemento viral tão natural ao mundo conectado que temos hoje.

Ainda que de forma mais lenta e gradual, as músicas do cantor foram de casa a casa, de cidade a cidade, até levar seu segundo single, Todo lo que fui es todo lo que soy, às paradas de sucesso.

Combinando pop e flamenco e gravando composições que, de alguma forma, repercutem em seu interior, Alejandro se consolidou como o artista que tem o disco mais vendido da história da língua espanhola.

Estamos falando do álbum Más, lançado em 1997, que alcançou a marca de mais de 6 milhões de cópias vendidas em todo o mundo! Alejandro considera esse disco com um verdadeiro divisor de águas em sua carreira. 

Resumindo

Como jornalista, considero que o documentário foi construído num ritmo bastante interessante, fazendo a conexão entre passado e presente que nos ajuda a entender  como se deu a construção da carreira de um dos maiores artistas da língua espanhola. 

Ainda que a música seja fio condutor da produção, certos aspectos da vida privada de Alejandro que impactaram de alguma forma sua arte também foram abordados.

Já como admiradora do artista, só posso dizer que o documentário nos apresenta o Alejandro que vai além dos palcos. Ao final do filme, percebemos que sua história foi escrita com a mesma magia tão características de suas letras.

Resumindo: Apenas vejam! rs

Também curte o trabalho do cantor da “invelhecível” Corazón Partío? Então confira Alejandro Sanz cantando de um jeito que você ainda não ouviu 😉

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Língua Espanhola: 4 erros fatais que atrasam o seu aprendizado

Em 2018, completa 18 anos que o espanhol está na minha vida (pois é! rs). Fazendo um balanço dessa trajetória, listei 4 erros que, geralmente, cometemos e que atrasam nosso aprendizado.

Confira:

Só se interessar pelo idioma

Algumas pessoas iniciam os estudos de uma língua focando pura e simplesmente no idioma em si.

E o que há de errado nisso? Ora, a língua é um elemento que integra um conjunto bem mais amplo, chamado cultura.

Portanto, isso de ficar apenas no idioma faz com que percamos inúmeras oportunidades de praticar a língua, expandir vocabulário e estruturar de forma mais sólida o nosso aprendizado.

Por isso, desde mi más humilde punto de vista, considero que abraçar a cultura pertinente ao idioma aprendido é uma das maneiras mais eficazes e divertidas de aprender.

E eu acredito tanto nisso, que aqui temos a Calle Hispánica!

Só fala espanhol quando está na sala de aula

Sim. Eu falava espanhol em sala de aula (e somente quando a professora me instigava a falar!).

Concluída a aula, eu não tinha mais qualquer contato com o idioma e esperava até o próximo encontro com a professora e os colegas de classe para volver a hablar.

Obs.: Vale lembrar que no início dos anos 2000, a televisão da minha casa nem tinha tecla SAP. Ou seja, nem as novelas mexicanas em áudio original, eu podia ver. Ou seja; demorei a desenvolver a habilidade oral e auditiva porque colocava o espanhol pra jogo apenas 2 vezes por semana.

Então, se você está fazendo aulas de idioma (e isso vale para todos os idiomas!), por favor, não jogue sobre os ombros da sua professora a responsabilidade de conseguir a sua fluência, ok?! Ela está lá para facilitar o aprendizado, mas você precisa colocar a mão na massa e se comprometer com o processo.

Insistir em falar em português com sua professora de espanhol

Sinceramente, essa é de chorar! Inclusive, eu já fiz um post inteirinho ( y en español) falando só sobre esse vício assassino de fluência que é não falar espanhol na aula de espanhol.

Resumindo a história: Embora tenhamos que manter a prática regular do idioma (e, se possível, todo santo dia), a sala de aula é O momento para treinar, errar, corrigir e aprender. Isso é inegável!

Então, vamos concordar que pagar para aprender espanhol e, durante a aula, falar português é, no mínimo, absurdo. (Se você faz isso, só para!)

Tem que viajar

Lá nos meus tempos de cursinho, quando meus conhecimentos estavam começando a se estruturar, eu tinha a mais firme convicção de que viajar para um país de habla hispánica era condição indispensável para se alcançar a fluência. E, como a possibilidade de viajar era bem remota na época, isso me desanimava e me afastava da língua.

Claro que a experiência de estar num país hispânico é, sem dúvida, maravilhosa para o nosso espanhol. Afinal, estar cercad@ de pessoas hablando todo el tiempo nos coloca em contato com a face mais viva do idioma.

No entanto, olhando pra trás, percebo que poderia ter me empenhado mais no aprendizado da língua, em vez de pensar “nossa, quando eu viajar para algum país hispânico, aí sim meu espanhol vai dar um salto de qualidade!”.

Hoje em dia, com a internet, estudar uma língua nova ficou incrivelmente mais prático e acessível! E dá pra fazer MUITA coisa em vez de ficar sentad@, esperando a tal oportunidade perfeita.

E se você precisa de uma forcinha para organizar os estudos, aqui na Calle tem o melhor cronograma para você praticar de segunda a sábado!

Dica Bônus

Enfim, esses 18 anos de aprendizado me ensinaram que sempre podemos mais!

Eu sei que às vezes tendemos a pensar “se eu tivesse mais tempo” “se eu tivesse mais dinheiro”, “se eu tivesse um amigo nativo”, “se”, “se” e “se”…

Mas, aprendizado é construção e, para que essa construção se desenvolva bem é preciso colocar todo santo dia, pelo menos um tijolo na ponte do conhecimento.

Então, não se limite! Explore todas as ferramentos possíveis e, claro, fuja dos erros listados acima igual ao seu Madruga foge da Bruxa do 71!

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3 livros para você conhecer a literatura peruana contemporânea

A literatura peruana tem em Mario Vargas Llosa, ganhador do Nobel de Literatura, seu representante de peso. No entanto, a terra que abriga a mágica Machu Picchu também conta com nomes que enriquecem a atual literatura produzida na região.

Por isso, no post de hoje, a Calle Hispánica listou 3 obras de autores contemporâneos, que nos ajudarão a conhecer melhor as características e pontos fortes da literatura produzida no Peru.

Confira!

1) Raro

Raro, de Renato Cisneros

O livro, do autor Renato Cisneros, conta a história de um jovem de 25 anos que entra em crise ao se ver sem tudo aquilo que considerava como sendo sua base: a noiva, a casa e os estudos.

Contando com a cumplicidade de alguns personagens tão solitários quanto ele, o jovem vai se reconstruindo, ao longo dos 20 capítulos da obra.

O livro conta, ainda, com uma versão ilustrada assinada por Alfonso Vargas Saitua (Robotv).

2) El sistema solar

El sistema Solar, de Mariana de Althaus

Nessa tragicomédia de Mariana de Althaus, a autora narra o reencontro da desestruturada família Del Solar, numa noite de Natal.

Enquanto alguns tentam resolver os desentendimentos, enquanto outros se empenham em manter a devida aparência de “normalidade” que a ocasião exige.

3) Abril Rojo

Abril Rojo, de Santiago Roncagliolo

Aa obra de Santiago Roncagliolo traz a tona uma combinação de elementos sociais, históricos e culturais do Peru, com o objetivo de narrar a transformação vivida pelo personagem principal, o promotor Félix Chacaltana Saldívar.

Ao longo da narrativa, Chacaltana vai perdendo a inocência progressivamente, conforme a avançam suas investigações relacionadas a um misterioso crime.

Quer conhecer mais sobre essa terra mágica, chamada Peru? Confira também:

 15 dias no Peru, com Ana Paula Brum – Parte I

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La mentira que nos cuentan

Venía para el trabajo cuando leí el siguiente mensaje publicitario en una parada de autobús: “Faça Inglês e siga em frente!”. Sí, así como si estudiar ese idioma (y no otro) pudiera llevarte hacia adelante.

Leer esa frase me hizo recordar el largo tiempo que pasé preguntándome si me había equivocado al elegir estudiar español primero, aunque un chorro de gente me dijera todo el tiempo que el inglés debería ser la prioridad en la vida de cualquier persona. Bueno, por  lo menos, “cualquiera que deseara tener una vida profesional exitosa”, decían ellos. Y, desde luego, yo lo deseaba, pero como ni siquiera había escogido una profesión, cerré los oídos y seguí adelante, aprendiendo español.

Que se abran las puertas de la vida adulta

Después de NO elegir el inglés, me di cuenta de que yo había nacido para ser periodista (ay, ¡cómo me encanta compartir con la gente las cosas que descubro por el camino!). Y de pronto eso se convirtió en un argumento más en manos de quienes defendían que el inglés manda en el mundo laboral.

Y cuando empecé a buscar oportunidades de poner en práctica todo lo que estaba aprendiendo en la facultad de periodismo, solía escuchar la siguiente pregunta: “¿Hablas inglés fluente?”. Y no la escuché una o dos veces. Fueron muchas, muchas las veces en que traté de demostrar que no, no hablaba inglés fluente, pero en el español, yo iba muy bien, gracias. Pero era todo en vano.

Entonces me resigné. Apenas concluí los niveles básico, intermediario y avanzado de español me puse a estudiar el bendito inglés. ¿De qué otra forma saldría yo adelante, como periodista, sin dominar con maestría la lengua de Shakespeare (como, de hecho, me lo exigían)?.

Empecé a dar clases de español en el mismo curso de idiomas en donde yo había estudiado para garantizar una beca para las clases de inglés.

Pasé, entonces, a encontrarme con el español tan solo por motivos laborales.

En mi tiempo libre, me dediqué muchísimo a aprender inglés e, incluso, hice un intercambio para Malta (con mi corazón rogándome que me fuera a México, mi sueño desde siempre). Lo hice todo con tal de desarrollar mis conocimientos, mejorar mi expresión oral y garantizar una vida profesional exitosa, como me lo habían jurado que sería desde que yo hablara inglés perfectamente.

¿Por qué les estoy contando todo eso?

Después de leer la frase que nos sugiere en las entrelíneas que el inglés nos lleva hacia adelante, y después de reflexionar sobre mi camino hasta aquí, me di cuente de que ninguno (dije NINGUNO) de los empleos que tuve, los conseguí gracias al inglés. (Incluso el que tengo actualmente, en asesoría de prensa de la Secretaria de Salud de Minas Gerais).

Mi teoría

Entonces, desde mi más humilde punto de vista, el mercado crea esa leyenda del “inglés del lago Ness” (el todo poderoso que puede garantizar el triunfo profesional de uno), las empresas refuerzan ese discurso (aunque muchas veces ni sea imprescindible tener un funcionario que hable fluentemente), y nosotros, que nos vemos acorralados por esas exigencias, nos rendimos. abrimos los oídos para lo que viene de fuera y mantenemos el corazón calladito, mientras practicamos el verbo to be.

Bueno, si les puedo dar un consejo que va más allá de elegir un idioma para estudiar, es: que tu corazón sea el GPS de tu vida. ¿Cursi? Tal vez. Pero, más vale una cursilería que nos haga feliz que una racionalidad que nos convierta en robot.

(Y además, tener múltiples posibilidades de conjugación se nos hace la vida mucho más emocionante! Jeje).

➡ ¿Sigues hablando en portugués en tus clases de español?

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Isabel: Série retrata os movimentos da rainha de Castilla no tabuleiro geopolítico europeu

Três temporadas e 39 capítulos depois, eis que consegui terminar de assistir à série espanhola Isabel, inspirada na vida da rainha de Castilla. Comecei sem grandes expectativas e com o único objetivo de fixar melhor o desenrolar de um período essencial da história da Espanha.

No entanto, eu deveria ter imaginado que, alguém com lua e ascendente em peixes como yo, não passaria ilesa por uma narrativa tão densa, intensa e “real” como essa.

Com Michelle Jenner no papel principal, a série produzida pela Diagonal TV para a Televisión Española, apresenta, como num torneio de xadrez, as jogadas e movimentos da rainha de Castilla no tabuleiro do velho mundo.

A primeira temporada se desenrola do período da infância de Isabel até sua proclamação como rainha. 

Confira o primeiro episódio da série Isabel 🙂

Já a segunda temporada abarca feitos como a Conquista de Granada, a implantação da Santa Inquisição e a expulsão dos judeus. Por fim, a terceira temporada nos traz os conflitos enfrentados por Isabel e pelo marido e Rei, Fernando (Rodolfo Sancho), para definir a linha de sucessão e proteger o trono dos estrangeiros.

O movimento de cada peça

A jogada histórica que levou a coroa de Castilla até Isabel foi marcada por mortes que  desordenaram a linha de sucessão, como a de seu irmão mais velho, o então rei Enrique IV, e de seu irmão mais novo e herdeiro ao trono, Alfonso.

Joana de Trastâmara, filha de Henrique IV, viu ruir o seu direito a reinar em Castilla quando os opositores do rei levantaram a hipótese de uma falsa paternidade. E, na ausência de provas concretas, os boatos foram mais fortes que as leis de Castilla que, até então, reservam o trono à filha do rei.  

Esse argumento e as sucessivas mortes formaram a coluna aberta para a chegada de Isabel ao trono castellano. E os movimentos que marcaram essa trajetória ganharam ainda mais fôlego após uma jogada secreta realizada entre Castilla e Aragón,  selada pelo casamento entre Isabel e Fernando, que era o então herdeiro ao trono aragonés.  

Uma vez rainha e soberana de Castilla, Isabel se empenhou em garantir que todos os súditos caminhassem como buenos cristianos y bajo las leyes de la corona. Era tão justa (mas tão justa!) que em muitos momentos flertou com a falta de compaixão.

Ela com astúcia e senso de diplomacia, e ele com conhecimento de guerra para forçar a partida com estratégias que desarmaram os inimigos da Coroa. Foi assim que Isabel e Fernando, mais tarde agraciados pelo Papa com o título de Reyes Católicos, avançaram suas peças com o objetivo de garantir territórios para além de seus reinos e, até mesmo, para além do continente europeu.

Xeque-mate do destino

Nem suas 4 filhas escaparam dos movimentos desse torneio de xadrez. Cada uma delas foi movida em direção a matrimônios estratégicos que serviam para ampliar o raio de ação dos reis católicos na Europa.

Mas o que os soberanos não esperavam era ver suas peças derrubadas pelo curso da vida. Todos os possíveis herdeiros (dois filhos e dois netos) que garantiriam uma sucessão tranquila, morreram.

Cena em que Isabel se veste de luto para o funeral da filha mais velha

Dessa forma e, segundo as leis de Castilla, sua terceira filha, Juana, seria a herdeira da coroa. Até aí, temos uma jogada segura. O problema é que Juana ficou louca. E, para bagunçar ainda mais esse tabuleiro, a herdeira era casada com o nada confiável Filipe de Habsburgo (tremendo crush embuste!), que mantinha amizade com o rei da França, arqui-inimigo da Espanha.

Juana enfrenta os pais em defesa do marido (repito, crush embuste!), Filipe de Habsbusgo

Realmente, Caíssa, a deusa do xadrez, não abençoava os planos de Isabel e Fernando. E haja estratégia e jogada para que Juana  reinasse, mas não governasse.

Resumindo

Isabel é uma série com ritmo marcadamente forte e que não faz qualquer cerimônia ao mostrar os pecados e desvios de caráter dos personagens históricos, sejam eles da realeza, da nobreza ou da Igreja Católica.

A série termina e a gente segue refletindo a respeito dos vários “e se” que poderiam ter movimento as peças desse quebra cabeças do poder espanhol de outra forma, construindo uma realidade geopolítica totalmente diferente.

Em meio a toda essa trama que se desenrola como um novelo sem fim, vemos o desfile soberano de um espanhol rebuscado, coroado pelo seseo. Uma verdadeira preciosidade para quem gosta de conhecer as diferente possibilidades do idioma.

Avaliação da Calle: Re bueno 

 

Y además…

Te dejamos una entrevista con Michelle Jenner y Rodolfo Sancho 🙂

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“Luis Miguel, la Serie” cumpriu o prometido. E agora, Mickey?

[SEM SPOILER, pode confiar 😉]

Eis que a primeira temporada de Luis Miguel, la serie chegou ao fim. A julgar pela repercussão na imprensa, pode-se considerar que o Sol do México, antes eclipsado, voltou a ocupar o seu já conhecido lugar de destaque.

E nem o período de eleições presidenciais no México pode reduzir o impacto da série no imaginário coletivo dos mexicanos.

Prometido e entregue

Os 13 capítulos da série, de fato, cumpriram o prometido à época do lançamento. Ou seja, jogar luz para além dos holofotes e compartilhar com o público os aspectos mais pessoais (sempre questionados, porém nunca respondidos) da vida do cantor.

Tudo indica que o único questionamento não respondido será, justamente, o gancho para a próxima temporada. Tod@s queremos acreditar nisso!

Eu já havia comentado aqui na Calle que a caracterização de Diego Boneta, ator escolhido para viver Luis Miguel, estava impecável. E esse fator já foi um ponto marcado a favor da série.

Afinal de contas, já que a proposta era contar a história do Sol do México, o primeiro quesito que deveria ser cumprido era encontrar alguém que, de fato, “vestisse” o cantor com verdade e comprometimento. Logo, esse prometido também foi entregue.

No entanto, o entregue que chegou sem prévio anúncio foi, sem dúvida, a atuação de Oscar Jaenada, intérprete de Luisito Rey, pai de Luis Miguel.

Ao longo dos episódios, o trabalho de Jaenada na construção de um personagem tão complexo é quase palpável. Suas expressões ganharam a internet, rendendo memes e marcando o domingo como dia internacional para odiar Luisito Rey! rs

Só eu gostaria de ter encontrado mais música na série?

Sim, a série teve muitos acertos. No entanto, as altas doses de carga dramática pesaram o clima na maior parte dos capítulos.

Sabemos que a proposta da produção era trazer à tona a verdade nua e crua sobre a vida do cantor. Mas, as músicas que ajudaram a construir o sucesso chamado Luis Miguel e que, por isso mereciam um papel de maior destaque em meio à trama, foram meras coadjuvantes.

Sem dúvidas, essa é a expectativa para o caso de uma segunda temporada da série (o que ainda não foi confirmado): um equilíbrio mais harmônico entre o drama e a música.

As próximas 48 horas serão decisivas

Conforme já mencionado, sim, a série cumpriu o prometido: reintroduziu o cantor no cenário musical, apresentando-o aos jovens e relembrando aos mais maduros os motivos pelos quais Luis Miguel é o artista com mais de CEM MILHÕES de discos vendidos EN EL MUNDO.

Mas, fazendo alusão a um médico que, após um longo procedimento cirúrgico, informa aos familiares que as próximas 48h do paciente serão decisivas, podemos considerar que Luis Miguel está atravessando exatamente esse período.

É fato que seu público seguiu fiel, mesmo após esse período de “eclipse” do Sol do México, em que ele retirou-se dos palcos e passou um longo tempo sem lançar novas músicas.

Prova dessa fidelidade é queem novembro de 2017 (ou seja, bem antes da série, que só teve início em abril de 2018), a música La Fiesta del Mariachi (do álbum ¡México por siempre!) alcançou logo de cara os primeiros lugares de venda no México, Estados Unidos, Espanha e América Latina.

➡ Ouça “¡México por Siempre!”, novo álbum de Luis Miguel

Dessa forma, as intervenções possíveis foram feitas e temos o seguinte cenário: álbum lançado, turnê em andamento e série concluída com sucesso.

No entanto, resta saber se as questões que vinham conturbando a vida pessoal e profissional do cantor foram superadas.

Então… e agora, Mickey?

Avaliação da Calle: Bueno

 

➡ 12 músicas do cantor Luis Miguel que não podem faltar na sua playlist

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5 materiais para você entender quem foi Simón Bolívar 🙂

Simón Bolívar ocupa um papel central no processo de independência das colônias hispano-americanas. Entretanto, a história desse personagem não é um tema abordado de forma recorrente aqui no Brasil.

Sua influência foi muito mais forte em países como Venezuela, Colômbia, Bolívia e Peru. Porém, isso não diminui a necessidade de uma análise do papel desempenhado por essa figura, na construção da América Latina.

Afinal de contar, não custa nada lembrar que nós, brasileiros, somos latinos.

Popularmente conhecida como “O Libertador“, Simón Bolívar nasceu na atual Caracas, capital da Venezuela, exatamente no dia 24 de julho de 2018 (o homi era de leão, minha gente 😄 rs).

Pegando carona na data, que marca o aniversário de 235 anos de Bolívar, a Calle listou 5 materiais, entre filmes, documentários e livros, que nos ajudam a compreender o que essa figura representou dentro do contexto da América Latina.

Confira! 🙂

Bolívar el Hombre de las Dificultades

Filme venezuelano de 2013 que aborda os desafios  enfrentados por Simón Bolívar durante os anos de 1815 e 1816.

Confira a Sinopsi en español (😜) desse longa-metragem.

“Venezuela está en guerra. El país se encuentra dividido. Hay familias enteras desgajadas en bandos opuestos. Corre el año de 1815 y la Segunda República cae estrepitosamente. El gran derrotado es Simón Bolívar, recién nombrado Libertador, quien sale fugitivo desde Cartagena. Bolívar llega a Jamaica en medio de las peores dificultades. Busca ayuda de otras naciones para liberar a América. Europa le cierra las puertas. El presidente de la rebelde Haití acepta recibirlo y escuchar sus propuestas. Bolívar zarpa de Haití como comandante de una pequeña pero valiente flota, dispuesta a dar la vida por sus ideales. Se inicia una nueva batalla de las muchas que librará el Hombre de las Dificultades por llevar la libertad a la América hispana”.

Conociendo a Bolivar 

Documentário produzido em 2010, que narra desde o nascimento de Bolívar, em em Caracas no ano de 1783, até sua morte na Colômbia, em 1830.

A produção aborda os êxitos e fracassos que marcaram a história desse personagem da América Latina.

Quién es Bolívar? 

Nesse documentário, a história de Bolívar é retomada de maneira mais superficial. Isso porque, o objetivo da produção é fazer uma reconstrução científica do rosto do Libertador.

Simón Bolívar (Alfonso Rumazo González)

Nessa obra, o escritor e historiador equatoriano Alfonso Rumazo González traça um perfil psicológico de Bolívar, abordando, ainda, suas motivações e sua secreta vida privada.

Obs.: A versão digital e en español do livro Simón Bolívar está disponível na Amazon, por um precinho super bacana! 💜

Ebook Simón Bolívar, de Alfonso Rumazo González

O General em Seu Labirinto (Gabriel García Márquez)

Já imaginou navegar pela história de Simón Bolívar através das letras de Gabriel García Márquez? 😍 Sim, é possível! rs

O livro O General em seu Labirinto, escrito pelo colombiano, refaz o percurso de Bolívar tanto no plano físico quanto no espiritual.

A obra estabelece um paralelo entre sua viagem até Cartagena das Índias, de onde ele partiria rumo ao exílio, e sua inevitável jornada à morte.

O Geral em Seu Labirinto, de Gabriel García Marquez

 

Confira também: Somos insistência, somos resistência, SOMOS latinos!

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