Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Autor: Fernanda Rosa (Página 2 de 15)

Espetáculo “Carmen” coloca em cena a arte flamenca

Nessa sexta-feira (20/07) e sábado (21/07), o palco do teatro Raúl Belém Machado, em Belo Horizonte, se vestiu de Sevilla para apresentar ao público o espetáculo Carmen, uma adaptação para dança-teatro da ópera composta pelo francês Georges Bizet, em 1875.

Dirigida por Fátima Carretero e produzida por Thiago Oliveira, o espetáculo composto por 4 atos, contou com a participação de mais de 50 artistas que estiveram em cena para dar vida, cor e movimento à obra.

Com os ingressos esgotados e com um público composto por diferentes faixas etárias, o espetáculo teve como protagonista a intensidade da dança flamenca e a energia e vigor dos bailarinos.

Enredo

Uma cigana sedutora e que impunha sua vontade e autonomia ante a dita moral de uma sociedade que concedia liberdade de querer aos homens e deveres inescapáveis às mulheres. Sim, poderia ser sobre os dias atuais, mas esse é o contexto do início do século XIX, período em que se situa a história de Carmen.

E o enredo se desenrola trazendo à tona a conduta dessa cigana, considerada oposta ao que se tinha (e talvez ainda se tenha) como tradicional. Inclusive, esse paralelo com a atualidade é reforçado quando, durante a apresentação do espetáculo, é possível ouvir comentários do tipo “mas ela namora todo mundo”.

Crédito da imagem: Fernanda Rosa

Em cena, Carmen dança e celebra sua liberdade, vivendo suas vontades sem puderes, até que Don José, inconformado por ser abandonado pela cigana, a apunhala em meio a uma discussão.

Mais uma vez vemos a atualidade de nossos tempos ir ao encontro de um enredo de 1875. Um crime que, muitas vezes é romantizado pela própria imprensa, que o noticia como passional quando, na verdade, é um crime (e ponto).

Aproveitando essa discussão, este espetáculo se encerra com mensagens que, justamente, reforçam que amor não tem qualquer relação com violência, não sendo por isso, aceitável utilizá-lo como justificativa para o que hoje conhecemos como feminicídio.

Flamenco

O flamenco, tão intenso, flamante e pulsante como a nossa língua espanhola, foi sem dúvidas o brilho da força comunicativa dos artistas em cena. Seja nos momentos mais conflituosos ou nos momentos de festa e celebração, as batidas ao solo (que produzem uma musicalidade de encher os olhos!) coordenadas com movimentos de mãos e braços, ditaram o ritmo vigoroso do espetáculo.

O cuidado com os figurinos, especialmente das ciganas com suas saias longas e assessórios dourados, também reforçou a construção em cena dessa Sevilla do início do século XIX.

Crédito da imagem: Fernanda Rosa / Calle Hispánica

A adaptação da obra Carmen contou com a participação de artistas convidados, alunos do Centro de Cultura Flamenca e alunos do projeto Amigos da Cultura Espaço Cênico Yoshifumi Yagi /Teatro Raúl Belém Machado, das oficinas de dança flamenca, dança cigana, dança livre, cinema e TV, e de crianças com Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista, que se integraram ao elenco.

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Vamos falar sobre o Espanhol da Anitta?

Comentei numa postagem lá no Instagram da Calle que gosto muito do Espanhol da Anitta.

Algumas pessoas concordaram e outras discordaram, cada uma usando diferentes argumentos.

Aproveitando o calor dos debates, pesquei esse gancho para falar sobre o ‘tal espanhol’ perfeito que paira em nosso imaginário.

De qual ponto de vista estamos analisando?

Particularmente, considero que há uma linha tênue entre as limitações naturais que encontramos ao aprender um novo idioma (no caso do inglês, por exemplo, não me peçam pra falar ‘menina’ e ‘mundo’ 🙊) e o desleixo com esse idioma.

Desleixo esse que, muitas vezes, vem daquela velha lenga lenga de “espanhol é igualzinho ao português.

Por esse caminho, a gente escuta coisas como ‘coraZÓn’ (com o som da nossa letra z) e Éu País (com o som do ‘E’ bem aberto e com o som do ‘L’ igual ao som da nossa letra ‘U’).

Aprender um idioma novo é uma construção

Quando um artista brasileiro se dispõe a cantar em espanhol, espera-se que ele cante TÃO bem (mas TÃO bem!), que até os gringos acreditem que ele seja nativo do espanhol. E eu fico me pergunto se existe essa mesma exigência quando é o inglês que está em jogo? 🤔

Enfim! Sabemos que esse processo de aprendizagem não se dá de um dia para outro, pois aprender um idioma novo é uma construção.

Trata-se de adquirir vocabulário, treinar as formas de pronúncia, assimilar estruturas novas e costurar sentidos a partir de uma base, até então desconhecida.

Para além disso tudo, ainda é preciso ensinar o cérebro a se sentir seguro por esse novo caminho.

Especialmente no caso da Anitta, não sinto esse desleixo. Inclusive, ela vem sendo elogiada pela imprensa hispânica por conta da desenvoltura na hora de hablar.

Ainda que existam questões a serem trabalhadas, acredito que, com o tempo e com o fortalecimento da sua inserção no mercado hispânico, essas questões serão superadas.

Por que negar as aparências e disfarçar as evidências?

Por melhor que falemos, por mais desenvolta que seja a nossa expressão oral num segundo idioma, a brasilidade da nossa língua portuguesa estará pairando em nosso modo de hablar.

Afinal de contas, né?! Somos o quê? Brasileiros! 🇧🇷

Eu sou carioca da gema e moro em BH há dois anos. No ínicio, sentia muita (MUITA!) vergonha de sair por aí falando meu “s” com som de “x” rsrs (e eu falo carioquexxx pa caraca! 😁) Vocês não tem noção do choque que dá, falar “mexxxxxxxxmo” no meio de tantos falando “meSmo”! Mas, com o tempo, eu entendi que esse bendito “X” é quem eu sou, é a minha cultura e a minha hixxxtória. E isso acabou me ajudando também no espanhol! Sabe aquela busca por uma pronúncia nível nativo? Balela, meu povo! Porque falar um espanhol maravilhoso é bom sim, mas melhor ainda é não precisar exxconder sua hixxxtória 😉 ➡ Obs.: Meu “S” só aparece como “S” quando falo Esssssspanhol! No Portuguêxxx ele é puro “X” mexxxxxxxxmo! 😜 #BeijoxxxHixxxpanicoxxx . . . . . #CalleHispánica #Espanhol #Sotaques #NossaMarca

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E, indo mais longe nessa análise, acredito que ainda vale considerarmos o seguinte: A Anitta, uma das artistas de maior destaque no atual cenário da música nacional (não adianta negar!☝), vem nos reconectando à cultura latina que a gente, vira e mexe, esquece que é nossa também (sim, somos latinos!💪).

➡ Somos insistência, somos resistência, SOMOS latinos!

Por isso tudo, eu deixo essa sementinha da reflexão para tod@s nós:

Será justo colocar na mesma balança diferentes questões como: “falar um idioma negligenciando de forma consciente suas bases e regras” X “estar em processo de aprendizagem de uma língua”? 🤔

Y Además… te dejo una entrevista en la que Anitta habla sobre cómo empezó a aprender español 🙂

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5 livros para explorar a literatura infantojuvenil argentina 🇦🇷

A literatura infantojuvenil tem a honrosa missão de despertar em crianças e adolescentes o gosto pela leitura.

Justamente por isso, os livros desse segmento são um convite irrecusável a esse universo de letros. Recheados de imagens, texturas e até cheiros essas obras fisgam a atenção dos futuros leitores.

E, pegando carona na temática infantojuvenil, a Calle Hispánica listou 6 livros de escritoras argentinas de destaque nesse segmento literário.

DICAS 

✔ As obras infantojuvenis são ótimas opções para quem está começando a aprender espanhol. Isso porque seu conteúdo apresenta um vocabulário mais acessível que, combinado a imagens, ampliam o entendimento.

✔ Os livros classificados como infantojuvenis são voltados para crianças e adolescentes. Entretanto, vale lembrar que essas obras podem (e devem) ser exploradas por todxs nós, pois estimulam a criatividade e abrem as portas da imaginação 🙂.

Agora sim, vamos à lista! 🙂

La Niña, el Corazón y la Casa ( María Teresa Andruetto)

Da premiada escritora María Teresa Andruetto, La Niña, el Corazón y la Casa aborda a história de uma menina que, abandonada pela mãe e pela avó, desenvolve um relação especial e comovedora com o irmão que tem síndrome de Down.

Caos: Nadie Puede Decirte Quién Sos (Magalí Tajes)

O livro combina textos de ficção e não ficção, variando entre contos e reflexões que fazem o leitor rir, mas que também comovem.

Nesta segunda obra da escritora Magali Tajes, o efeito lúdico solicita a participação do leitor, que pode orientar sua leitura no sentido tradicional ou, ainda, de trás para frente.

Una Caja Llena de y Otros Poemas (Laura Devetach)

Livro de poemas da escritora Laura Devetach. A obra é estruturada a partir de três textos: Una caja llena, Milongas tamaño alpiste e pozo redondo.

Dentro de Una Palabra (María Cristina Ramos)

Livro de poemas que traz uma seleção de textos de María Cristina Ramos.

Indo além da dança poética das palavras, a obra da escritora argentina traz, ainda, ilustrações de Claudia Degliuomini, que também conferem sentido estético e simbólica a todo o conjunto literário.

Vida de Perro (Beatriz Doumerc)

Um cachorro que, empenhado em relatar sua vida, acaba por nos apresentar um espelho onde vemos refletir com bastante clareza a vida dos seres humanos: Essa é a história apresentada por Beatriz Doumerc em Vida de Perro.

Curtiu a nossa seleção? Então, segura essa notícia boa: todos (eu disse TODOS) os livros listados estão à venda pela Amazon, na versão ebook e en español, por menos de R$ 20,00 cada! 😍

Agora é só se jogar no espanhol e na leitura! 😜

Confira também: 5 Mulheres hispânicas que você deveria conhecer 😉

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Copa 2018: Brasil, México e a cultura latina em campo 💚

Nesta segunda-feira (02/07), veremos Brasil e México, dois representantes da cultura latina,  jogarem pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2018.

Apenas um vai seguir na disputa e nosso coração fica como?! 😞

Obs.: Sim, vou torcer pelo Brasil, porque, né?! Sou brasileira rs Maaas, fica aquele desconforto no coração 💔.

Enfim! Deixando o clima de disputa para la cancha, a Calle listou algumas ocasiões em que a parceria entre Brasil e México contribuiu para fortalecer, não só as culturas nacionais, mas a cultura latina! 🇧🇷 💚 🇲🇽

🎬 Começando pela Sétima Arte

De acordo com a Agência Nacional de Cinema (Ancine), Brasil e México coproduziram 4 filmes entre os anos 2006 e 2016.

As produções colocam em campo o talento de artistas como Diego Luna, Alice Braga, Paulo Betti, Gael García Bernal, Leona Cavalli, Jair Rodrigues e Chico Diaz.

➡ Confira o trailer de O Ardorfilme protagonizado pela brasileira Alice Braga e pelo mexicano Gael García Bernal.

🎤 ¡A cantar!

Além do cinema, México e Brasil também batem um bolão na música (e a gente ADORA! 💚).

Dentre os artistas mexicanos que mais gravam com os nossos cantores brasileiros, Julieta Venegas é a que mais aparece na nossa lista.

Saudade – Julieta Venegas e Otto

Ilusión – Julieta Venegas  e Marisa Monte

Miedo – Julieta Venegas e Lenine 

Estou Apaixonado – Thalia e Daniel

📺 Televisão 

E quando se trata de Brasil e México, acho que a parceria entre SBT e Televisa é a mais simbólica para nós, brasileiros. Afinal, quem nunca sentou para assistir a um episódio de Chaves que atire o primeiro sanduíche de presento! 😆

A primeira novela mexicana a ser transmitida pela emissora do tio Sílvio, foi Os Ricos Também Choram, em 1982. De lá pra cá, 90 produções mexicanas foram ao ar aqui no Brasil, através do SBT, com um destaque especial para a trilogia das Marias (Maria Mercedes, Marimar e Maria do Bairro).

A parceria entre a emissora brasileira e a mexicana segue vigente até 2019, quando termina o contrato que, esperamos,  seja renovado! Afinal de contas, quem consegue imaginar a programação do SBT sem as telenovelas mexicanas?! 💛

Conclusão deste post

Independente do resultado da partida desta segunda-feira, torcemos para que a parceria entre Brasil e México se fortaleça cada vez mais e que a nossa cultura latina brilhe seu valor para mundo!✨

Confira também:

➡ Somos insistência, somos resistência, SOMOS latinos!

➡ #Copa2018: Brasil enfrenta o México e reascende a troca cultural entre os países

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Tretas da história da Espanha que todo mundo deveria saber

Eis que, finalmente “terminei” de estudar a história da Espanha. E digo “terminei” porque, sinceramente, não sei se há como um ser humano, de fato, terminar de estudar a história de um país. Concordam? 😄 rs

E, vamos combinar, a Espanha faz parte do dito “velho mundo”, correto? Agora, pensem no tanto de história que esse país tem, minha gente! rsrs

Bom, história vai, história vem, destaquei 5 tretas espanholas que todo mundo deveria saber!

✏ Mas passou foi gente por lá!

Já no início dos estudos, fiquei chocada ao descobrir os mais variados povos que passaram pela região que, atualmente, conhecemos como Espanha. Falando por alto, temos os celtas, cartagineses, romanos, visigodos e muçulmanos. (Claro que foram declaradas várias guerras para expulsar essa galera do território espanhol).

A partir disso, já começamos a pensar nas influências culturais deixadas por cada um na cultura espanhola.

✏ Disputa em família

Pra quem acha que tem uma família treteira, aí vai uma dica: Coloca uma coroa e um trono na história, meu amig@. Aí sim, você vai ver o que é treta das grandes!

Para ilustrar essa situação, peguemos o caso de Isabel (rainha de Castilla e Aragón) e a sobrinha, Juana, la Beltraneja (depois explico o ‘Beltraneja’).

Resumindo a história: Enrique IV era o rei de Castilla e esteve à frente do poder de 1454 a 1457. Casado com Joana de Portugal, o casal teve uma filha, Joana de Trastamara (a Beltraneja que eu falei rs). Logo, Joana seria a herdeira do trono, correto? Errado! Rs

Começou a circular um chisme de que Joana não era filha do rei, e sim de um fidalgo da corte espanhola, Don Beltrán de La Cueva (por isso o “Beltraneja”).

Diante dessa suspeita, a galera poderosa começou a questionar a legitimidade de Joana como herdeira do trono.

Primeiro Alfonso (irmão de Isabel e meio irmão de Enrique) brigou pela coroa. Mas o rapaz morreu bem jovem e de forma bastante suspeita. Inclusive, essa morte é investigada até hoje e há quem diga que foi por envenenamento!

Candidato a rei morto, candidato a rei posto. Sem Alfonso, foi a vez de Isabel rodar a baiana e reivindicar o trono.

E para sacramentar a mudança do fluxo dessa linhagem real, rolou muita guerra! Isabel e Joana disputaram a regência, muita gente foi para o campo de batalha e a Igreja Católica ficou no meio desse tiroteio, esperando para ver qual das duas sairia ganhando e, mais ainda, qual das duas poderia oferecer mais vantagens ao Vaticano.

Enfim! Isabel levou o trono, virou rainha e governou em Castilla e Aragón de 1474 a 1516, ao lado do rei Fernando II.

E a Beltraneja? Casou com o tio, Afonso V de Portugal (sim, vocês leram corretamente! Ela casou AOS 13 ANOS, com o irmão da mãe!). O casamento foi para fortalecer a posição de Joana na disputa pela coroa de Castilla, já que ela poderia contar com a força militar e política do tio. No entanto, após algum tempo de casamento, entrou um novo Papa que revogou a dispensa de parentesco que havia sido concedida pelo Papa anterior.

Ou seja, Joana ficou sem a coroa (de Castilla e de Portugal) e, após a anulação do casamento com o tio, entrou para um convento onde ficou até o fim de sua vida. Dizem que ela nunca aceitou o fato de não ter reinado em Castilla e, assinava todos os documentos como yo, la Reina.

América de Castilla, não de Aragón

Isabel I de Castilla se casou com Fernando II de Aragón em 1469. Embora alguns historiadores afirmem que os dois eram apaixonados, é pacífico entre eles que, mais uma vez, o casamento foi utilizado como estratégia para unificar e fortalecer as duas coroas contra as intenções expansionistas da França.

Isabel e Fernando assinavam juntos como reis de Castilla e Aragón, mas com relação às terras do Novo mundo, a situação foi diferente.

A América (denominada Índias em Castilla) era propriedade exclusiva de Castilla, já que Cristóvão Colombo recebeu a tarefa apenas de Isabel. Dessa forma, Aragón estava fora do Novo Mundo e, tanto a língua quanto à administração introduzida na região foram castellanas.

 O custo do domínio

Lá por volta de 1600, a coroa de Castilla e Aragón fazia a verdadeira dança do estica e puxa para conciliar os direitos dos diferentes reinos com os seus interesses próprios, garantir a integridade de todos esses reinos, manter sua reputação e prestígio internacional, defender a religião católica e ainda manter o monopólio comercial da América. Ufa! 😓 Haja estratégia, recursos financeiros, recursos humanos, armamento e energia para tanto!

Claro que não foi possível sustentar essa situação para sempre.

Como não havia recurso suficiente para defender seus domínios, as colônias espanholas foram conquistando sua independência (e a Espanha foi perdendo ainda mais recursos 🙊) .

Enfim! Essas são só algumas das mil e uma tretas que me deixaram CHOCADA! 😮

Agora que “concluí” esta etapa histórica, é hora de mergulhar na literatura espanhola 💜 Bora lá?! 🙂

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Língua Espanhola: Uma ponte entre pessoas, países e culturas

A língua espanhola é uma combinação mágica para muito de nós, não é mesmo? Seja pela sonoridade, seja pela engenhosa articulação entre substantivos, verbos, pronomes e artigos ou, ainda, pelo sentimento que nos desperta quando hablamos. Como diria Tiago Iorc, o coração dispara, tropeça quase para! 😆

Desde mi más humilde punto de vista, esse é, sem dúvidas, um idioma que conquista ❤.

(Sim, como normalmente dizemos em português, é muito amor, é amor pra caramba! 😍)

Mas, e quanto à história da língua espanhola, pessoal? Será que conhecemos o contexto de surgimento e o papel desempenhado por esse idioma atualmente? 🤔

Justamente para nos ajudar a refletir sobre essas questões, entrevistei o doutor em Filología Hispánica, José Luis Ramírez Luengo, que desenvolve uma pesquisa baseada fundamentalmente na história da língua espanhola na época moderna, tanto na Espanha quanto na América.

Origem

De acordo com José Luis, para analisarmos o nascimento da língua espanhola é preciso levar em conta um processo ainda mais amplo, que foi desaparecimento do latim, ou melhor, a transformação do latim nas diferentes línguas românicas, o que ocorre em algum momento entre os séculos V e IX, depois de Cristo.

“Nesse período produz-se uma transformação radical na cultura dos povos falantes de latim, que faz com que essas pessoas também comecem a perceber sua forma de falar como algo diferente do que antes existia, como algo afastado do latim”, explica José Luis.

O pesquisador também destaca que é preciso levar em conta que, com o passar do tempo, as diferenças entre os diversos dialetos do latim tornaram-se maiores, o que dificultava a comunicação entre os usuários dessa língua.

“Naturalmente, não é fácil saber em que momento os falantes tomam consciência de que estão falando outra língua e, por isso, é tão difícil dizer quando surge o espanhol. No entanto, há um indício que podemos levar em consideração, que é o momento em que aparecem textos em línguas romances. Tendo isso em mente, podemos estabelecer o século IX como o momento em que já existe tal consciência, algo que textualmente  se reflete, por exemplo, nos Juramentos de Estrasburdo (842) para o caso do francês e, um pouco mais tarde, para o espanhol, nas Glosas Emilianenses, do início do século XI”, explica o doutor em Filología Hispánica.

Espanhol ou Castellhano?

É muito comum encontrarmos os termos ‘espanhol’ e ‘castelhano” referindo-se ao mesmo idioma. Diante disso, paira no ar a seguinte questão: Afinal de contas, existe alguma diferença entre um e outro?

José Luis esclarece que partindo da ideia de que os dois conceitos se referem à mesma realidade (a língua compartilhada pela Espanha e pelos vários países da América), a verdade é que o uso de ‘espanhol’ ou ‘castelhano’ tem a ver com preferências nacionais ou, ainda, pessoais.

“Os filólogos, às vezes, utilizam esses termos de forma ligeiramente diferente: quando falamos da situação atual, normalmente empregamos a palavra espanhol para nos referir à língua compartilhada e suas variedades nacionais (espanhol da Argentina, espanhol da Colômbia). Por outro lado, usamos o termo castelhano, para nos referir à variedade dessa língua usada atualmente em Castilla, no centro-norte da Espanha. Ainda, quando falamos desde um ponto de vista histórico, preferimos castelhano, para fazermos referência à língua durante o período medieval”.

Língua espanhola hoje

Quanto ao papel desempenhado atualmente pela língua espanhola no mundo, José Luis destaca que o idioma é, sem dúvidas, a principal herança compartilhada pelos hispanohablantes.

“Isso deve servir para desenvolver certa solidariedade e favorecer a integração de todos os povos que a utilizam, sem que isso suponha desproteger ou atentar contra as línguas minoritárias que, junto ao espanhol, se utilizam em todo o mundo hispânico”, explica José Luis.

O Futuro da língua de Cervantes

Olhamos para o passado para entendermos as bases de surgimento do idioma, estabelecemos um paralelo até o presente, avaliando o papel desempenhado pela língua espanhola atualmente e, seguindo esse caminho, pensar sobre o futuro é inevitável.

Para o pesquisador, do ponto de vista de sua estrutura, o espanhol do futuro parecerá mais às variedades caribenhas que às variedades da Espanha.

“Acredito que o idioma terá uma importância influência do inglês, ainda que não definitiva, e que se verá como uma das línguas eminentemente americanas e, por tanto, cada vez menos europeia, algo parecido ao que acontece com a língua portuguesa. Já do ponto de vista demográfico, acredito que o idioma vai adquirir progressivamente maior transcendência em países como Estados Unidos. Quero pensar que será cada vez mais conhecido e necessário em zonas onde até então, é tido como segundo língua”.

E José Luis segue, destacando, agora, como ele gostaria que fosse o futura da língua de Cervantes. “Que o espanhol seja uma língua mais inclusiva, mais respeitosa com os outros idiomas com os quais convive e uma língua que sirva como ponte para conhecer outras realidades e outras culturas que também utilizam o espanhol como forma de expressão. Que seja, enfim, uma língua mais tolerante por ser o reflexo dos falantes que assim também são. Ainda que eu não saiba se isso está fora da linguística e, na verdade, tenha mais a ver com o que todos sempre esperam do mundo: que ele seja, pouco a pouco, um lugar um pouco melhor.

Y además…

Te dejamos un video en el que el doctor en Filología Hispánica, José Luis Ramírez Luengo, habla sobre historia del español 🙂.

Curtiu as reflexões sobre a língua espanhola? Então, aproveite o embalo e confira a entrevista completa e en español, com o doutor em Filología Hispánica, José Luis Ramírez Luengo.

En Español: Entrevista completa con José Luis Ramírez Luengo, doctor en Filología Hispánica

Para ayudarnos a reflexionar sobre sobre el origen de la lengua española y sobre su papel en el mundo, Calle Hispánica entrevistó al doctor en Filología Hispánica, José Luis Ramírez Luengo.

1) ¿Cuál ha sido el contexto del surgimiento de la lengua española?

El proceso de nacimiento del español se enmarca en un proceso más general: la desaparición del latín, o mejor, la conversión del latín en las diferentes lenguas románicas, que se produce en algún momento entre los siglos V y IX después de Cristo, un periodo muy largo porque la fecha depende de la teoría que se acepte para explicar estos orígenes y de los autores que se uno siga. En esos momentos históricos se produce un fenómeno que se denomina transculturización, es decir, una transformación radical en la cultura de los pueblos hablantes de latín (cambia, por ejemplo, la forma de gobierno al caer el Imperio Romano y la religión por la generalización del cristianismo, desciende el nivel cultural, se produce un aislamiento entre las partes del antiguo Imperio, etc.) que hace que estas personas también comiencen a percibir su forma de hablar como algo diferente de lo que existía antes, como algo alejado del latín; hay que tener en cuenta, además, que con el paso del tiempo las diferencias existentes entre los diversos dialectos del latín se habían hecho mayores y eso dificultaba la comunicación entre los usuarios de esta lengua, todo lo cual va a producir que en un momento –y por motivos históricos muy complejos- los hablantes tomen conciencia de que su forma de hablar es diferente, es ya otra cosa que no es latín y que podemos llamar lenguasromances, tanto el español como el resto de ellas, también el portugués, por supuesto.

Naturalmente, no es fácil saber en qué momento los hablantes toman conciencia de que están hablando otra lengua que no es el latín –y por eso es difícil decir cuándo surge el español–, pero hay un indicio que se puede tener en cuenta: el momento en que aparecen textos en lenguas romances, que implican que los hablantes ya tienen la conciencia que se ha mencionado y que, por tanto, han aparecido tales lenguas. Teniendo esto en mente, podemos establecer la fecha del siglo IX como el momento en que ya existe tal conciencia, algo que textualmente se refleja, por ejemplo, en los Juramentos de Estrasburgo (842) para el caso del francés y un poco más tarde para el del español, en concreto en las Glosas Emilianenses de principios del siglo XI.

2) ¿Hay alguna división más o menos estructurada en la que podemos ordenar la historia de la lengua española?

En realidad, la cuestión de la periodización en la historia de la lengua es un tema también muy discutido, pues son varios los criterios que se han empleado para establecer las divisiones en periodos y, por tanto, no existe un esquema que se acepte de forma general; ahora bien, si tenemos que establecer diferentes etapas indiscutibles, probablemente podamos tener en cuenta tres grandes momentos que, a su vez, podrían subdividirse: a) época medieval (siglos XI-XV); b) español clásico (siglos XVI-XVII); c) español moderno (siglo XVIII-actualidad). Todas ellas guardan relación más o menos precisa con hechos históricos de importancia y con grandes fenómenos de cambio del sistema lingüístico del español, de manera que es probable que esta periodización sea la más útil y, sobre todo, la que se suele aceptar de forma más general por los estudiosos.

3) En investigaciones, libros y reportajes, se suele utilizar tanto el término español como el término castellano. Incluso, algunos países tienen el español como lengua oficial, mientras otros tienen el castellano. Aunque los dos términos equivalgan al mismo idioma, ¿hay, actualmente, alguna diferencia entre esas dos palabras?

Partiendo de que ambos conceptos se refieren a la misma realidad –la lengua que comparten España y numerosos países de América, en la que yo estoy hablando hoy–, lo cierto es que el empleo de español o castellano tiene que ver con preferencias nacionales (en Bolivia se suele utilizar castellano; en México, español) o inclusopersonales (a manera de ejemplo, yo siempre digo español, mientras que mi madre suele utilizar castellano). Dicho esto, los filólogos a veces utilizamos los conceptos español y castellano de forma ligeramente diferente o, si se quiere, especializada: cuando hablamos de la situación actual, solemos emplear español para hablar de la lengua compartida y de sus variedades nacionales (español de Argentina, español de Colombia) y castellano para referirnos a la variedad de esta lengua que se emplea actualmente en Castilla, en el centro-norte de España; cuando hablamos desde un punto de vista histórico, preferimos castellano para referirnos a la lengua durante el periodo medieval ya mencionado y español para hablar de la lengua a partir del siglo XVI, es decir, utilizamos ambos términos con un criterio cronológico que opone el castellanomedieval al españolclásicoymoderno.

4) En el contexto global, ¿qué papel crees detener la lengua española actualmente?

No cabe duda de que actualmente el español es una de las grandes lenguas de cultura del mundo, algo que se ve en su carácter de lengua oficial en múltiples países, en el estatus que presenta en instituciones internacionales como la ONU, en el peso de la cultura que se genera y se expresa por medio de ella y en el sentimiento de comunidad que produce entre todos sus hablantes. En este sentido, no cabe duda de que se trata de la herencia compartida más importante que tenemos los hispanohabantes, y que debe servir para desarrollar cierta solidaridad y favorecer la integración de todos los pueblos que la emplean, sin que eso suponga, por supuesto, desproteger o atentar contra las lenguas minoritarias que, junto al español, se utilizana lo largo de todo el mundo hispánico.

5) En tu opinión, ¿cuáles fueron los principales retos enfrentados por la lengua española para que se estableciera como la conocemos hoy?

No es una pregunta fácil de responder, porque la situación actual es el resultado de la interacción de múltiples procesos que tuvieron lugar en el pasado; en este sentido, es probable que algunas de las cuestiones fundamentales para entender la situación actual hayan sido dos:por un lado, la enorme expansión geográfica que experimenta en el mundo, especialmente en América, y sobre todo a partir de las Independencias de los países hispanoamericanos; por otro, los procesos de estandarización y creación de una variedad culta que se desarrollanmuy lentamente a partir del siglo XIII. Son estas dos ideas, por tanto, las que hacen que podamos entender la situación que presenta el español a día de hoy, y que se puede definirpor presentar una forma de hablar/escribir que, con sus variantes, se acepta como culta y que se suele definir como de variación dentro de la unidad, así como por ser la lengua materna y cotidiana de casi 500 millones de personas repartidas por cuatro continentes que se pueden entender y comunicar entre sí con poco esfuerzo y mínimas dificultades.

6)  ¿Qué nombres o personajes podemos resaltar como siendo fundamentales en ese proceso?

A mí no me gusta hablar de nombres específicos porque creo que la historia de un idioma es el resultado de las decisiones que toman todos sus hablantes, y que en este sentido todos son igual de importantes; es decir, me parece que se trata de una cuestión social y no individual, y por eso es necesario destacar las aportaciones de la sociedad como un todo. Ahora bien, si tenemos que señalar algunos nombres que se relacionen con los procesos y retos que te señalé en la pregunta anterior, creo que sería fundamental mencionar, por un lado, al rey de Castilla Alfonso X el sabio (1252-1284), pues es él el que, con sus políticas, fomenta el empleo del castellano escrito y comienza a desarrollar la estandarización de la que he hablado más arriba; por otro, y en relación con la expansión del idioma, no cabe duda de que hay que resaltar a las élites del siglo XIX que toman el poder tras las Independencias americanas, pues son ellas las que, con sus decisiones, van a hacer que el español deje de ser la lengua minoritaria que era en el continente durante la época colonial y se transforme con el paso del tiempo en la lengua de uso general que es hoy en la región.

7) Sabemos que los hispanohablantes, aunque sean de diferentes países, pueden entenderse entre sí. ¿Es posible decir si la tendencia es que se mantenga ese entendimiento, a pesar de las variantes que existen? ¿O, al contrario, percibes que hay una transformación del español hablado en Latinoamérica que lo estaría alejando del español de España?

Bueno, la ruptura del idioma es un tema que se lleva discutiendo al menos desde el siglo XIX, cuando el español Valera y el colombiano Cuervo se cruzan una serie de cartas y de reflexiones sobre este asunto realmente fascinantes. Desde el punto de vista del cambio lingüístico, te puedo decir que la tendencia digamos natural (con muchas comillas) de las lenguas es la transformación y, por tanto, tienden hacia la separación, muy especialmente si se habla en zonas muy alejadas entre sí (como ocurre en el caso del español), de manera que se podría decir que el futuro que le espera a esta lengua sería, en principio, parecido a lo que le ocurrió al latín, y podríamos pensar que en algunos siglos el español se habrá transformado en diferentes idiomas. Ahora bien, también hay que tener en cuenta que en nuestra sociedad existen fenómenos que no existían en la época latina, tales como los medios de comunicación masiva, la cultura compartida, las frecuentes migraciones o la posibilidad de viajar, que hacen que actualmente cualquier hispanohablante esté acostumbrado a escuchar otras formas de hablar español, conozca sus características y las comprenda más o menos bien; pues bien, este conocimiento y reconocimiento de los otros españoles, más allá del propio de uno, es un importante factor de cohesión que hace que las tendencias centrífugas, hacia la ruptura, se detengan o, al menos, se ralenticen, así que no hay que preocuparse mucho por este asunto: es probable que en un futuro lejano el español se divida en varias lenguas, es cierto, pero por el momento esa situación no está ni siquiera cerca, así que los hispanohablantes podremos seguir entendiéndonos relativamente sin dificultades al menos algunos cuantos siglos más.

8) Por todo lo que has estudiado e investigado hasta hoy sobre la historia de la lengua española, ¿cómo ves (o imaginas) el español en el futuro?

Creo que esta pregunta se puede responder desde muchos puntos de vista, así que te explico primero lo que creo y luego lo que me gustaría: desde el punto de vista de su estructura, creo que el español del futuro se parecerá más a las variedades caribeñas que a las de España, que tendrá una influencia del inglés importante aunque no definitoria, y que se verá como una lenguas eminentemente americana y, por tanto, cada vez menos europea, algo parecido a lo que le sucede al portugués; desde el punto de vista demográfico, creo que esun idiomaque progresivamente va a adquirir mayor trascendencia en países como Estados Unidos, quiero pensar que cada vez será más conocido y necesario en zonas donde se lo tiene como segunda lengua, y en ese sentido me parece que el Brasil de hoy representa un ejemplo evidente de lo que existirá en muchos lugares del planeta dentro de un tiempo.

Lo que me gustaría es que poco a poco el español sea una lengua más inclusiva, una lengua más respetuosa con los otros idiomas con los que convive y una lengua que sirva como puente para conocer otras realidades y otras culturas que lo utilizan como medio de expresión; que sea, en fin, una lengua más tolerante porque sea el reflejo de unos hablantes que también lo son, aunque no sé si esto está ya fuera de la lingüística y tiene que ver con que uno siempre espera que el mundo sea, poco a poco, un lugar un poco mejor…

Sobre el entrevistado

José Luis Ramírez Luengo es doctor en Filología Hispánica por la Universidad de Deusto (España), y actualmente desarrolla su labor docente e investigadora en la Universidad Autónoma de Querétaro (México). Ha investigado e impartido docencia, además, en la Universidad de Jaén y en la Universidad de Alcalá (España), así como invitado en diferentes instituciones de enseñanza superior de Europa e Iberoamérica.

Su ámbito de investigación fundamental lo constituye la historia de la lengua española en la época moderna, tanto en España como en América, así como el contacto lingüístico del español con el portugués desde un punto de vista histórico y la configuración de la ortografía moderna; sobre tales temas ha publicado más de un centenar de trabajos y reseñas en revistas científicas, entre los que destacan su Breve Historia del Español de América (Madrid: Arco Libros, 2007), La lengua que hablaban los próceres. El español de América en la época de las Independencias (Buenos Aires: Voces del Sur, 2011), Una descripción del español de mediados del siglo XVIII. Edición y estudio de las cartas de M. Martierena del Barranco (1757-1763) (Lugo: Axac, 2013) o Textos para la historia del español, XI. Honduras y El Salvador (Alcalá de Henares: Universidad de Alcalá, 2017).

➡ Língua Espanhola: Uma ponte entre pessoas, países e culturas

Diário de uma jornalista inquieta: História da Espanha

Conforme contei lá no Instagram da Calle, escolhi a Espanha para dar início ao projeto Universidade Pessoal. Já que tudo começou nesse país, então, nada mais lógico, não é, gente?! 😄 rs

Quem aí já ouviu falar em #opozulo? Conheci esse termo aqui no Instagram e, de forma geral, podemos dizer que essa palavra é usada para nomear o bom e velho cantinho de #estudos 📚. 📍 Eu, que na fase dos concursos públicos tive um opozulo (só não sabia que podia chamá-lo assim 😁), agora começo a recriar outro!❤ Isso porque neste mês de junho, dei início ao meu projeto “Universidade Pessoal”, com o objetivo de ampliar e refinar meus conhecimentos sobre a #cultura #hispânica. A ideia é estudar aspectos históricos e culturais de todos (TODOS!) os países que falam #espanhol e, de quebra, encontrar novas pautas e trazer novas #entrevistas para o blog (mais detalhes sobre o projeto estão no link da bio 😉). 📍 Eu venho mostrando pelo stories que a #Espanha é o primeiro país da lista! Isso porque eu decidi começar exatamente onde tudo começou (com o perdão da redundância 😅). Até o momento, estou na parte histórica do país e o assunto vem me intrigando absurdamente (é muita treta!) Mas isso já é um papo para um post inteiro no blog, inclusive com direito à entrevista! 📍 Agora me contem o que mais desperta o interesse de vocês com relação à história e/ou à cultura espanhola? Vamos trocar figurinhas! 😁 ✨Obs.: Deslculpem ser tão repetitiva, mas eu não seria eu se deixasse de dizer o seguinte: o que mais desperta meu interesse na cultura espanhola é o @alejandrosanz 😍🙈😁 Desculpa aê, pessoal, mas essa minha verdade, ninguém cala 😂😜 #opositora #opus #callehispánica #meucantodeestudos #universidadepessoal #norastrodoespanhol #espanholdecadadia #espanhol

Uma publicação compartilhada por Por Fernanda Rosa (@callehispanica) em

Material de estudo

Livro

Usei o livro Breve Historia de España, do historiador Henry Kamen. Conforme promete o título, a obra é bem resumida, partindo do Homem de Neanderthal (pois é! 😮) e seguindo até Carlos II, rei da Espanha entre os anos de 1665 e 1700.

Entre todos os períodos narrados, o período de governo dos Reyes Católicos, Isabel de Castilla e Fernando de Aragón, recebe uma atenção especial. E o motivo é simples: o reinado deles (na verdade, o dela especificamente) marcou não só a história da Espanha, mas também da América.

Isso porque Isabel de Castilla bancou a viagem de Cristóvão Colombo às “Índias” que, na verdade, era o nosso continente americano 🌎.

“Las Indias, tal y como fueron denominadas en Castilla las Américas, era propiedad exclusiva de Castilla, puesto que Colón había recibido el encargo solo de Isabel. Todos los aragoneses estaban en teoría excluidos del nuevo mundo. Tanto la lengua como la administración que se introdujeron en América fueron castellanas”.

Série

E o que me ajudou a assimilar melhor todas essas relações de poder, foi a série da TV Espanhola, Isabel. A produção, de 2012, conta com três temporadas, que mostram a chegada de Isabel ao poder, seu casamento com Fernando II e o governo dos Reyes Católicos.

Recomendo demais! 😉

Obs.: O melhor de tudo é que, hoje em dia, a gente estuda vendo série e ainda coloca o espanhol pra jogo! 😜 rs

Impressões

O que chamou minha atenção, foi perceber o seguinte: A Espanha buscou firmar-se enquanto potência mundial, por meio da expansão do seu território (o que se alcançava declarando guerra a outras nações) e da exploração das regiões colonizadas. E isso até funcionou durante algum tempo. Porém, vejam vocês que irônico, toda essa guerra travada para manter o poder já conquistado foi, juntamente, o que o historiador destacou como sendo o motivo de sua ruína.

“… se ejerció un imperialismo español en Europa, casi en un aislamiento virtual. Fue una monarquía universal cuyos enemigos no se limitaban a ser de una sola nación ni de pertenecer a una única religión. La Francia católica, la Inglaterra protestante  y la Turquía musulmana fueron sus más fervientes enemigos. España se vio en la obligación de explotar todos los de ultramar, en una laboriosa batalla para mantener su puesto en Europa”.

Enfim, como amante de história que sou, achei intrigante todas as tretas que os diversos reis e rainhas se meteram, com o objetivo de mantener la corona. Era um tal de casar primo com prima, sobrinha com tio…  Ay, Dios!

Obs.: E, para garantir que o poder permanecesse em família ou, pelo menos, entre os aliados, as mulheres eram “oferecidas” – literalmente – como um simples objeto de troca (tipo: “você se casa com a minha filha e, assim, sacramentamos a união de nossos reinos 😳).

Bom, essas são minhas impressões iniciais sobre a história da Espanha. E digo iniciais, porque sabemos que, quando se trata de história, sempre existem outras abordagens e outros pontos de vista.

Então, bora seguir com os estudos e, na próxima semana, já teremos uma entrevista MARA aqui no blog. Aguardem! 💜

Universidade Pessoal: Especialização em Cultura Hispânica

Já faz um tempo que venho buscando algo novo para aprofundar e refinar meus conhecimentos sobre essa imensidão chamada Cultura Hispânica. Busquei opções de cursos livres, graduação, pós-graduação, intercâmbio… Tudo que vocês possam imaginar! No entanto, avaliando o conteúdo oferecido, percebi que todas essas possibilidades eram voltadas para professores (ou seja, com conteúdo especificamente voltado para o ensino da Língua Espanhola) ou para alunos que desejam o aprofundamento do idioma em termos gramaticais.

E, como a minha outra paixão é o jornalismo, o que eu procuro é algo que parta dessa perspectiva. Resumindo, podemos dizer que meu objetivo é aprender de forma organizada e estruturada a formação histórica e cultural dos países que falam espanhol, partindo de um olhar jornalístico.

Mas, por que estou falando tudo isso?

Bom, depois de tanto pesquisar, pensar e calcular, eu topei com o conceito de Universidade Pessoal, num post do blog Vida Organizada. Lá, a Thaís Godinho explica como decidiu tocar seus estudos sozinha, de forma independente e autodidata.

E então pensei: Por que não?! 🤔 Afinal, é exatamente disso que preciso neste momento, já que essa forma de estudar me permitirá escolher os pontos específicos nos quais desejo me aprofundar.

Sem dúvidas, a vantagem dessa escolha é poder adequar o ritmo de estudos ao meu estilo de vida e, além disso, poder estruturar os conteúdos de forma a atender à minha expectativa de aprendizado.

Por outro lato, tenho plena consciência de que esse é um projeto de longo prazo (tipo, uns bons meses!) e que exigirá não só planejamento e organização, mas também MUITA disciplina. E é aí que vai entrar o foco que aprendi a ter ao longo dos 5 anos de estudos para concursos público 💪.

E como será tudo isso?

Então! Para colocar em prática esse projeto, que chamarei de Especialização em Cultura Hispânica, começarei planejando e estruturando um conteúdo programático. A partir desse conteúdo, partirei para a pesquisa da bibliografia pertinente a cada ponto. Além de livros, também vou recorrer a documentários, vídeo aulas, reportagens especiais e filmes. Ah! E cursos que tenham uma temática pertinente não estão descartados 😄.

A ideia com todo esse trabalho de pesquisa e estudo é desenvolver minha consciência crítica com relação aos assuntos culturais dos países que falam espanhol. E de que forma se desenvolve a consciência crítica, pessoal? Estudando, né non?! 🤓📚📝

Perguntas recorrentes

“Mas, Fernanda, o tema Cultura Hispânica é muito amplo. Quanto tempo isso vai levar? Você tem certeza de que encontrará os materiais necessários para cada ponto do conteúdo programático? Aliás, e esse conteúdo, como será?”

Essas são algumas das perguntas que venho me fazendo desde que nasceu a ideia desse projeto. E eu decidi que vou, simplesmente, deixar fluir. Acredito que se a internet não disponibiliza todas as informações, ela, ao menos, nos oferece uma referência de onde podemos encontrar os dados necessários. Então, bora ver no que dá! 😄

Conforme mencionei, esse será um projeto de longo prazo, construído com muito carinho e dedicação. Além de compartilhar o passo a passo lá no Instagram da Calle, espero encontrar também muitas e muitas pautas para diversificar os assuntos abordados aqui no blog. E, desse jeitinho, eu vou sacramentando essa união entre jornalismo, cultura e espanhol, que são os assuntos que, sem dúvida, fazem meu ❤ bater mais forte. 😍

E aí? Bora seguir nesse passeio pela cultura hispânica?! 🙂👣

#Viagem: Alimentação vegana em Madrid 💚

Será possível manter uma alimentação vegana em Madrid, a cidade internacionalmente conhecida como a terra das touradas?

Para diversificar os olhares e discursos apresentados aqui na Calle Hispánica, eu conversei com a  Ludmila Lima Alves, que esteve em Madrid a trabalho, e aproveitou para descobrir ótimas opções de alimentação vegana por lá.

Confira! 🙂

A vida vegetariana e vegana em Madrid: um pequeno guia de sobrevivência

Sou a Ludmila Alves do blog Bistroveg e hoje estou aqui na Calle Hispanica para contar como é a vida vegetariana e vegana em Madrid.

Pode parecer inusitado, mas acredito que nunca escolhi ser vegetariana. A causa me escolheu! Não como carne desde criança por motivos que desconheço, o que sempre gerou muita angústia nos adultos. Tentaram me convencer, me levaram em médicos, faziam pratos com carne escondida, mas nada funcionou.

Sigo nesse caminho por respeito aos animais sencientes. Também não consumo leite e derivados e nem cosméticos ou vestuários testados ou criados a partir de matéria-prima animal.

É claro que erro, nem posso me dizer vegana porque consumo ovos de galinhas que conheço de vez em quando, mas faço o melhor que posso e esse é o meu objetivo: inspirar outras pessoas a fazerem o que é praticável pelo bem da natureza.

Estou passando uma temporada em Madrid, capital da Espanha, a trabalho e me comprometendo com uma alimentação 100% vegana, o que tem sido bem difícil.

Veganismo em Madrid

Enquanto capitais como Berlin e Londres são consideradas perfeitas para veganos, Madrid segue uma linha bem conservadora. Não é pra menos: o país ainda cultiva a tradição das touradas, que são legalizadas, que nada mais são do que “shows” para machucar um ser indefeso e causar nele uma morte lenta e muito dolorosa.

Outro ponto da cultura carnista madrilenha é o culto ao jamon (presunto) que fica exposto em toda lanchonete aqui. Como as pessoas conseguem lidar com indeferença a patas penduradas no lugar em que se come? É difícil, porém é impossível não ver isso: está em todo lugar.

Se você perguntar de pratos vegetarianos não se assuste se te oferecerem algo com presunto e considerarem carne somente como a carne de boi, como acontece no Brasil.

Aqui se come carne de vaca, porco, cordeiro e frutos do mar em grande quantidade e sem acompanhamentos, somente com pão, o que dificulta comer fora de forma saudável. Ficar só na salada de alface, vinho e pão, por mais vegan que seja, não supre nossas necessidades de nutrientes, sejamos francos.

Os restaurantes convencionais não trazem opções veganas, talvez porque ainda não se importem com isso ou não enxergam demanda para tal. Fato que só vi uma vez um cardápio com opções veganas e que, ainda por cima, dizia “opciones 100% veganas”. Me explica como é um prato 50% vegano? Rsrs

Mas dá pra vegano ir pra Madrid?

Sim! Se nossos valores são fortes tudo é possível.

Existem sim restaurantes 100% veganos por aqui. Não são baratos, nem sempre com pratos elaborados, mas existem os bons que valem a ida naqueles dias que você merece algo especial.

Na hashtag #BistrovegEmMadrid no instagram indico bons lugares com opções veganas na cidade.

Mas a verdade é que se você é como eu e se importa também com a saúde, vai precisar fazer sua própria comida. Terá que ir ao supermercado comprar frutas, salada, castanhas, hummus, pão e o que for consumir. Esse planejamento e dedicação são essenciais pra você ficar de bom humor!

Para não passar tanto aperto, eu trouxe a minha proteína isolada de arroz, por exemplo. Afinal, infelizmente, aqui não é a terra do arroz e feijão, maravilhosa combinação de aminoácidos.

Outra coisa que ajuda muito é desapegar de comer somente o que é típico. Aqui tem ótimas opções e preços em restaurantes arábes, tailandeses e indianos que naturalmente têm muitas opções veganas!

Pense que viajar é algo além da comida. Tem muitos aspectos culturais para você conhecer, ainda mais em um lugar com tanta história como a Espanha.

Comidas típicas daqui em versão vegana

Se você viaja para provar novos sabores, tem lugar pra você em Madrid! Só vai ter que procurar um pouquinho mais!

Já encontrei paella vegana e opções de tapas veganas. Mas não vai muito longe disso já que tem prato que é composto por nada além de carne.

🥗 Sobre se comprometer com uma alimentação #plant-based fora de casa 🥒 Não acho que tem sido fácil ir atrás de opções de comida saudável em Madrid, terra em que tem jamon (o presunto) e pernas de animais penduradas em todo lugar e muitas padarias com itens nada naturais. . Mas quando queremos, damos um jeito! 💚 O importante é usar nosso direito de escolha em vez de ser refém das opções de mais fácil acesso, que sempre são as mais processadas. . O que fazer pra se nutrir com o máximo de alimentos naturais fora de casa é: 🥦descubra bons supermercados próximos. Entenda “bons” como aqueles que não vendem apenas pacotinhos, mas que contam com uma boa oferta de frutas e verduras! Faça uma pesquisa prévia pra não ficar a mercê de lojas de conveniência onde as coisas são mais caras. . 🥦leve frutas e oleaginosas com você. Elas salvam a gente de quaqluer aperto! Tenho aproveitado para comprar as frutas e castanhas que estão em temporada aqui 😀 . 🥦liste os grupos de alimentos que você vai precisar Eu preciso de leguminosas, folhas verde escuras, bolacha de arroz integral, frutas da estação, cítricos e leite vegetal. Dessa forma, compro esses elementos semanalmente alternando a variedade: hora feijão branco, hora lentilha, hora morango, hora maçã verde, por exemplo. . 🥦defina o que você está disposto a comer na rua Se eu comesse nas padarias e cafeterias das ruas que passo minha alimentação seria bem pobre em nutrientes: pães e bolos. Mas como eu também posso estar sem lanches comigo, me permito comprar sucos verdes e castanhas torradas. E paellas veganas, claro! . 🥦cozinhe coisas práticas se tiver possibilidade Aos finais de semana, eu faço uma leguminosa (feijão, lentilha e grão de bico) com vegetais pra garantir minhas doses diárias de ferro e proteínas. Coloco na geladeira e sempre esquento para comer no almoço ou na janta. . Claro que sinto falta de arroz e feijão, dos sucos com tudo que eu tinha na geladeira e dos meus bolinhos! Mas estou feliz (e me sentindo bem) com o que dá pra fazer! . Tudo que a gente acredita que é bom pode virar ação no nosso dia-a-dia! 🌿 . E como você faz pra manter uma alimentação natural quando viaja? Conta aí 😊

Uma publicação compartilhada por Lud L. Alves (@bistroveg) em

Se é vegetariano, tem as croquetas e as torilla de patatas para provar.

A recomendação é sempre pesquisar antes de ir porque aqui isso não é comum, então não fiquei à mercê da sorte! Outro dia em uma lanchonete vegana, a dona contou como isso ainda é novo em Madrid: as pessoas que chegam lá para comer ainda não sabem o que é uma comida vegana.

Por fim, gosto de reforçar que, apesar de tudo, difícil é não viver como a gente acredita. 

Venha pra Madrid, passeie bastante, inclusive nas cidadezinhas ao redor, mas pesquise bem onde tem opções que se encaixam em suas necessidades. E leve sempre seus lanchinhos!

Sobre a autora

Ludmila é jornalista, sempre trabalhou com marketing digital e usa sua habilidade com as palavras para falar sobre sustentabilidade, veganismo, finanças e trabalho com sentido de uma forma sincera e praticável no blog Bistroveg.

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