Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Autor: Fernanda Rosa (Página 2 de 10)

¿Sigues hablando en portugués en tus clases de español?

Ya empezaste a estudiar español, te sientes encantado por ese idioma (y a quien no le encanta, ¿verdad?❤), además de sentirte muy entusiasmado delante de ese nuevo reto de hablar otra lengua 🙂.

PERO (ay, los “peros” 😕…), tu profesora (o profesor) habla en español contigo en las clases y tú, en lugar de tratar de hablar también en español, le contestas en portugués. Bueno… eso ya me pasó a mí y sé que solemos hacerlo por dos razones:

1⃣ Pereza 😞

Seamos honestos: Cuando estamos aprendiendo una segunda lengua, nos da pereza expresar, en ese idioma, las tantas cosas que tenemos en mente.

Hablar un idioma que no sea el nuestro, no nos hace sentir cómodos al inicio. Eso porque nos cuesta trabajo hacer que el cerebro siga por otro camino, totalmente desconocido, en lugar de seguir por la vieja  Y  conocida calle del idioma que aprendimos cuando niños.

2⃣ Vergüenza  🙈

Nos da tremenda vergüenza hablar en español, especialmente delante de otra persona que nos parezca hablar tan bien 😥.

Normalmente, creemos que vamos a cometer errores y eso no lo aceptamos. Punto.

¿Qué hacer?

Ahora que ya tenemos el corazón más tranquilito por habernos dicho y aceptado la verdad, vamos a derrumbar esas dos razones ¿vale? Muy bien, ahí va.

Sobre la maldita pereza: amigo, si no imponemos nuestras ganas de, realmente hablar español, frente a ese “ay, no… Qué pereza tengo de pensar y hablar en español…“, la cosa, simplemente, no va a funcionar (¡y que nos quede muy claro eso!).

Sugerencia: Trata de pensar en el motivo que te ha llevado a estudiar español. Sea por lo que sea. Para hacer un viaje, por el trabajo o porque siempre te ha gustado ese idioma.  Busca una motivación que te haga tener muchas ganas de hablar.

Entonces, así de sencillo: contra la pereza, ¡ganas! 💪

Sobre la vergüenza: sí, vas a hablar y seguramente vas a cometer errores. Pero, calma. Respira.

Amigo, tú estás a-pren-dien-do. ¿Percibes el significado que tiene esa palabra? ¿Percibes que el aprendizaje siempre es un proceso que requiere tiempo y dedicación?

Por lo tanto, no te avergüences, de ningún modo, por hablar en español y, tal vez, equivocarte. Pues, ahí está tu profesora o profesor para ayudarte con las correcciones que sean necesarias.

Acuérdate de que la persona que te enseña y que habla contigo en ese idioma ya lo sabe muy bien. Eres tú quien necesita practicar más y más, ¿vale?

Un consejito 

Entonces, ahí va el consejo del día: Confía en tu capacidad de aprender y trata de hablar en español en las clases de español.

➡ En Español: Hablemos con (¡mucha!) pasión ❤

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As músicas brasileiras en español que você PRECISA ouvir!

Músicas que amamos! ❤ E algumas delas têm o poder de, simplesmente, não-en-ve-lhe-cer! 🙂

São clássicos que marcaram época e,independente do ano de lançamento, seguem na nossa playlist até hoje.

No caso das canções brasileiras, algumas ganharam o mundo e, com tamanha popularidade, ganharam também versões em espanhol! (Para noooossa alegria! 😍)

Hoje, a Calle Hispánica traz 5 queridinhas “invelhecíveis” en español!

Confere essa seleção aí!

(Obs.: “prestenção” na primeira da lista! 😍)

Evidencias – Ana Gabriel

Sim pessoal! Esse hino que arrebata nosso coração tem uma versão em espanhol para chamar de sua! 💜

Composta por José Augusto, Evidências foi lançada em 1990, na voz de Chitãozinho e Xororó. Lá na terra da Maria do Bairro, a música é interpretada (com toda intensidade que merece! ❤) pela cantora mexicana Ana Gabriel.

“…Es una locura el decir que no te quiero 
Evitar las apariencias ocultando evidencias 
Mas porque seguir fingiendo sino puedo engañar mi corazón 
Yo se que te amo…”

➡ ISSO É UM HINO, meus amigxs! 😍

La Chica de Ipanema – Jarabe de Palo

E o que podemos dizer de Garota de Ipanema? Simplesmente, A música quando o assunto é Bossa Nova, verdade?!

Escrita por Vinícius de Moraes e Tom Jobim, o tema foi lançado no ano de 1963.

E a galera do grupo Jarabe de Palo, lá de Barcelona, converteu esse clássico da música brasileira ao espanhol 🙂.

“…Mira que cosa más linda, mas llena de gracia
Es esa muchacha, que viene y que pasa
Con su balanceo, camino del mar
Nina de cuerpo dorado, del sol de ipanema
Con su balanceo, es todo un poema
La chica más linda que he visto pasar…” 

Que Más – Pedro Capó

A música Resposta ( que eu AMO! ❤) foi escrita por Nando Reis, inspirada no fim de seu relacionamento com a cantora Marisa Monte (só eu que não sabia desse babado?? 😮🤔).

A canção já foi interpretada pelos muchachos do Skank e também por Milton Nascimento. E, en español, temos essa versão increíble na voz de Pedro Capó 😍.

(Obs.: Eu, simplesmente, não dou conta dessa voz com areia que esse muchacho tem ❤)

“…Qué más 
debo comprometer 
par poder evitar 
este infierno 

Qué más 
esta la vida doy 
solo quiero continuar 
lo nuestro…”

Vamos a Huir – Pedro Capó

Sim, pessoal, ainda ele! rs Pedrito também fez sua versão de Vamos Fugir, música composta por Gilberto Gil e Liminha, e lançada em 2004.

“…Solo dime que irás más allá, mas allá
Donde las lluvias de tus besos calmen mi calor
Para dos, solo dos
Cualquier otro lugar común
Con tal de que tu estés
Allá iré, te seguiré
Cualquier otro lugar de sol
Otro lugar al sur
De cielo azul, de cielo azul

Donde nuestros cuerpos desnudos
Rebienten de luz…”

Flor de Lis – Ketama

Contando ninguém acredita, mas Flor de Lis já tem 41 anos! 😮 Lançada em 1976, a música foi o primeiro single promocional do primeiro álbum da carreira do (maravilhoso 💚) Djavan.

E qual não foi a minha surpresa quando descobri que o grupo espanhol Ketama gravou uma versão da música! 😍 E o melhor: Eles mantiveram aquele temperinho de samba, que é o selo de hecho en Brasil (🇧🇷) dessa canção.

“…mi jardin de la vida se secó y murió
donde pisaba Maria ni margarita nació…”

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“En Letra de Otro”: Ouça o novo CD do cantor Pedro Capó

Hoje nós vamos falar sobre Pedro Capó e seu novo álbum! 🙂💿

“Revivir los clásicos que te hicieron saltar el corazón  y fueron emblemáticos en tu vida”

Essa é a proposta de “En Letra de Otro”, novo álbum do cantor.

Amazon / Reprodução

 

Normalmente, Pedro Capó interpreta músicas de sua própria autoria. Ele é o que, em espanhol, chamamos cantautor.

Como compositor, Pedro já escreveu músicas para uma galera boa, como, por exemplo, Ricky Martin e Noel Schajris (da dupla Sin Bandera ❤).

No entanto, para esse álbum, o cantor traz uma proposta nova. Dar voz a temas que marcaram época, como Amor Prohíbido, da inesquecível Selena.

Mas, “prestenção”, gente. Não se trata apenas de ligar o microfone e soltar a voz, não! Pedro Capó vestiu, cada um dos temas, com o seu estilo que, particularmente, costumo definir como descolado, alternativo e sedutor (sim, sedutor! 😜).

E esse é, sem dúvidas, o ponto forte do álbum. Quando escutei a versão do cantor de Amor prohibido, só consegui me dar conta de que era a música da Selena, pela letra. Porque os arranjos, a roupagem e a cara da música é outra, completamente diferente da original.

Confira o resultado de Amor Prohibido, na voz (com areia ❤) de Pedro Capó

Resumindo: O resultado ficou MARA, meus amigxs! 😍

“En Letra de Otro” traz, ainda, sucessos de artistas como Jon Secada, Luis Miguel, Chayanne e Donato e Estefano.

Gente, eu simplesmente AMO artista que sabe inovar dessa forma 💜. Artista que muda, reinventa-se e renova-se, mas sem perder aquela essência que é a marca registrada do profissional (tipo Juanes e meu queridíssimo Alejandro!❤).

Então, se você, assim como eu, adora navegar por novos sons e, ainda, praticar o espanhol, deixo o convite para que conheça não só o álbum, mas também o trabalho desse guapo.

Confira todas as faixas de “En Letra de Otro”, novo álbum do cantor Pedro Capó 🙂. (Obs.: Lembra que eu falei sobre o estilo do cantor ser sedutor? Então aí vai uma dica ➡ Dá um play na quinta música, Amores como el nuestro 😉.)

Y además…

Te dejo una entrevista con el cantante Pedro Capó 🙂.

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Dica: Rock, soul, funk e essência latina com Los Amigos Invisibles

Já faz algum tempo que vemos a Venezuela ter destaque no noticiário internacional, devido às diversas tretas políticas e econômicas do país 😥.

Mercosul, petróleo, crise financeira, escassez de alimentos… Enfim! É fácil perceber que m meio a todos esses conflitos, a cultura venezuelana acaba não ocupando o espaço que merece 🙁.

Ao encontro dessa reflexão, veio a sugestão (super bem-vinda! 💚) de uma amiga, referente a uma banda venezuelana. “Eles são tipo o Skank da Venezuela!”, ela me disse. E eu pensei: Oooopa! Vamos conhecer essa galera, então! 😃

Pessoal, estamos falando de Los Amigos Invisibles.

Los Amigos Invisibles / Jacks on Live – Reprodução

Obs.: Pra quem, de cara (e assim como eu!), já ficou curioso com o nome do grupo, aí vai a explicação. Os muchachos se inspiraram na saudação (amigos invisibles…) utilizada pelo jornalista e escritor venezuelano, Arturo Uslar Pietri, antes de iniciar o programa de TV Valores Humanos.

Formada em 1991, a banda lançou, quatro anos depois, seu primeiro álbum (produzido pelos próprios integrantes), intitulado A typical and autoctonal Venezuelan dance band.

Com um som que mistura rock, soul e funk, mas sem abrir mão daquela essência latina que faz o coração vibrar e dançar junto, Los Amigos Invisibles começaram a conquistar o público venezuelano.

Confira “Mentiras”, um dos sucessos de Los Amigos Invisibles

Da década de 1990 para cá, o som dos muchachos ultrapassou as fronteiras do seu lugar de origem e alcançou países como México, Argentina e Estados Unidos.

Com 26 anos de estrada, 11 álbuns e 1 Grammy Latino (conquistado em 2009), o grupo, que passou por algumas mudanças em sua formação, conta atualmente com 4 integrantes: Jose Rafael Torres, Juan Manuel Roura, Julio Briceño e Mauricio Arcas.

E passeando pelo repertório de Los Amigos Invisibles, o tema La que Me Gusta foi, literalmente, la que más me gustó 😜 Confere aí! 👇

Como vocês devem ter percebido e sentido, Los Amigos Invisibles esbanjam ritmo e una tremenda buena vibra (nada de sofrência, pessoal! 😆). Por isso, o som dos muchachos venezuelanos é uma ótima pedida pra quem curte conhecer novos estilos musicais, especialmente os que trazem o nosso tempero latino 💚.

Confira as faixas do “El Paradise”, atual disco de trabalho do grupo 🙂

E essa é a dica hispânica de hoje! E vocês? Curtem o som de algum outro artista venezuelano? Me contem nos cometário 😃 😉

Y además…

Te dejamos una entrevista con los muchachos del grupo Los Amigos Invisibles

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Resenha: Mexicalle, a única hamburgueria mexicana de Belo Horizonte

Antes de mudar para Belo Horizonte, quando ainda estava pesquisando sobre o ritmo de vida da cidade, encontrei uma frase que resume bem o sentimento mineiro. “Se não tem mar, vamos pro bar!” 😆.

Sim, todxs sabemos que BH é a capital dos bares e restaurantes. Dos mais caros aos mais em conta, tem para todos os gostos, inclusive para o nosso gosto hispánico! ❤

Minha amiga Pollyana, sabendo que sou a loka do espanhol, me falou a respeito da hamburgueria Mexicalle, que fica na Rua Alberto Cintra (de acordo com a Polly, quando se trata de bar, Alberto Cintra é um dos points da cidade! #FicaADica 😜).

E então lá fomos nós conhecer a única hamburgueria mexicana da cidade 🙂.

O lugar

Mexicalle / Imagem: Divulgação

Eu, com a minha alma mexicana, fiquei encantada de cara! 😍

O lugar é super estiloso, com direito a sombreros, Frida e cores que nos remetem, de fato ao México, mas respeitando o limite do bom senso. E falo isso porque ainda há quem acredite que para representar a terra da Maria do Bairro, basta misturar as cores mais escandalosas da paleta pantone e pronto! Habemos México! (Apenas parem com isso, ok?! Obrigada, de nada! 😜 rs)

O coração até acelerou quando vi a parede principal, que tem uma estrutura em arcos e com lampiões. Gente, quem passou a vida vendo novelas mexicanas consegue lembrar fácil de las cantinas 😅.

A comida 🍽

O cardápio é um capítulo a parte dessa novela! Apesar de levar o nome de hamburgueria, as opções são bem variadas. Taco, quesadilla, nacho, chili, guacamole, burritos, enchiladas, sandwiches e dulces. (O difícil é decidir, minha gente! rs).

Nossa escolha foi, de entrada, tacos al pastor, que são tortillas de milho fritas e posteriormente recheadas com filé mignon marinado no vinho, abacaxi, cebola roxa, coentro e pimenta.

 ¡Saben riquísimos! 🌮❤

Tacos al pastor

Depois, pedimos quesadilhas Guadalajara. Feitas com tortillas de trigo e recheadas com carne seca desfiada (que eu AMO! 💜), queijo derretido, cebola roxa, tomate, cebolinha e pimenta calabresa.

Quesadillas Guadalajara

E entre tacos e quesadillas, las quesadillas ganaran mi corazón! BUENÍSIMAS! 💞

Pimenta 🌶

Então, pessoal! Apesar de A-M-A-R o México (com todas as forças do meu 💚 ), há algo na cultura desse país que me deixa bastante apreensiva. E esse algo se chama “Pimenta”. (Pois é! Tenho alma mexicana, mas confesso que não sou a maior fã do mundo de pimenta).

Claro que, se estamos numa hamburgueria mexicana, vai rolar el caliente desse tempero! No entanto, levando-se em consideração que estamos no Brasil, eu diria que a comida veio bem no ponto 🙂.

As quesadillas estavam mais apimentadas que os tacos, mas sem exceder o limite. Mas, para quem é amante de uma boa pimenta, assim como minha amiga, eles sevem um potinho a parte. O tempero é preparado na hora e chegou ainda morinho à nossa mesa. De acordo com a Polly, o trem estava TÃO MARAVILHOSO, que ela quase chorou de emoção 😆.

E para beber, nós fomos de margueritas. Preparadas com tequila, licor, suco de limão e o tradicional salzinho na borda! 🙂 Muy buena, mas se você for mais fracx para bebidas alcoólicas, cuidado! rsrs Depois que tomei a minha, precisei me concentrar bem no momento em que precisei levantar e andar 😜 rsrsrs).

Margarita!

Lo que sí puede mejorar

A única coisa que eu, realmente, senti falta na Mexicalle foi de música hispânica. Não tenho absolutamente nada contra a trilha sonora com  Mick Jagger que estava rolando. Mas, a experiência teria sido bem mais rica (sensorialmente falando), se a playlist contasse com músicas tipicamente mexicanas, como as rancheras interpretadas por mariachis! Então, fica a dica para o pessoal da Mexicalle.

No mais, eu super curti a experiência e recomendo não só aos amantes da cultura hispânica, mas também a quem ama provar comidas diferentes e que nos remetem a culturas diferentes 🙂.

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América do Sul: 15 dias no Peru, com Ana Paula Brum – Parte I

Pesquisando informações e dicas para fechar seu roteiro de viagem ao Peru? 🛫🌎

Então, pegue uma caneta e um caderninho de anotações (📝), acomode-se bem aí no seu lugarzinho e confira as dicas (várias! 💛) da jornalista Ana Paula Brum, que esteve no Peru, e também na Bolívia, em abril deste ano.

Como a Ana fez um relato recheado de informações importantes (por exemplo, sobre o clima, o transporte, a altitude e os pontos turísticos), dividi o post em duas partes.

Dito isso, bora começar esse passeio! 😎 👣

Há quase 15 anos, quando estudei espanhol com o professor Richard Hermoza, na extinta Casa Latina, em Belo Horizonte, já despontou minha primeira vontade de conhecer o Peru. Richard nasceu em Arequipa e tinha muito orgulho de contar as lendas da região. Ficava encantada com aquelas histórias lindas, repletas de misticismo e de uma magia que nunca havia escutado antes. Mas foi só neste ano que a vontade se concretizou. Antes de definirmos o roteiro, o Rodrigo, meu marido, e eu pesquisamos bastante sobre as belezas naturais e sobre a culinária local, itens tão destacados pelos turistas que já visitaram o país. Chegando lá, o que mais nos impressionou não foram esses pontos e sim a simplicidade e a gentileza dos peruanos. Que povo mais fofo e mais feliz! A vontade que tinha era sair abraçando todo mundo e guardar todos em uma caixinha!

Ao todo, ficamos 15 dias no país. Chegamos por Lima e lá ficamos quatro dias. De cara já levamos um susto com o trânsito caótico da capital do país. Nunca ouvi tanta buzina em toda minha vida! Parece que é regra dirigir e buzinar ao mesmo tempo, mesmo sem motivo. Ficamos no bairro de Miraflores, um dos mais turísticos, com parques maravilhosos ao longo da costa do oceano Pacífico: o Malecón de Miraflores.

Malecón de Miraflores, em Lima / Imagem: Rodrigo Silva

O Malecón fica na parte de cima da costa, no topo das falésias do bairro, e dá para ir caminhando de uma ponta a outra. São mais de dez parques, um ao lado do outro, e cada um tem um atrativo diferente: Farol da Marina, área de paragliding, Parque del Amor (com a famosa escultura do beijo, de Victor Delfín). Em um dos extremos do Malecón, quase na divisa do bairro Miraflores com o Barranco, está o Shopping Larcomar. Há restaurantes muito bons e o pôr do sol de lá é lindo. Se o dia não estiver nublado, coisa rara em Lima, vale a pena chegar cedo em um dos restaurantes do shopping e acompanhar o sol se pondo no meio do oceano Pacífico. Por ser uma cidade com clima desértico, as chuvas em Lima são bem raras, apesar de o tempo estar sempre nublado. Uma dica é usar muito protetor, pois mesmo coberto por nuvens, o sol queima bastante!

Como meu marido e eu preferimos os passeios a céu aberto, do Malecón seguimos para um outro parque, dessa vez no bairro San Isidro, bem próximo a Miraflores. A principal atração de lá é o Bosque El Olivar, com várias oliveiras bem antigas e casarões ao redor. Um charme! 

Ana e Rodrigo, no Bosque del Olivar, em Lima / Imagem: Rodrigo Silva

Mas de todos os bairros, o mais bacana é o Barranco. É um bairro boêmio, com muitas cores (grafites nas paredes, casinhas coloridas) e muito alegre. Vale a pena ir à tarde, ainda durante o dia, para ver todas essas cores, e ficar até a noite em algum barzinho ou restaurante. A iluminação da noite também é bem bacana.

Para conhecer a parte mais histórica da cidade, um passeio pelo Centro é fundamental.

Centro Histórico / Imagem: Rodrigo Silva

As principais atrações são a Plaza de Armas, a Catedral, os palácios e os conventos que ficam nas redondezas. Estando pelo centro, vale dar um pulinho no Museu Larco, que conta a história dos povos peruanos antes mesmo dos Incas. Em praticamente todos os guias e blogs que eu li, esse museu é citado como muito importante, principalmente para conhecer antes de visitar os sítios arqueológicos do país e entender melhor como eram as civilizações antigas.

Outro ponto turístico mais ou menos próximo do centro histórico é o Circuito Mágico del Agua, que fica no Parque de la Reserva. O espaço possui várias fontes de água, em formatos diferentes, e as pessoas (principalmente as crianças e adultos como o Rodrigo) super se divertiam passando embaixo das fontes ou tentando se esquivar de jatos de água que saem do chão. Eu não me arrisquei, mas pelo tanto que as pessoas riam, parecia ser bem divertido. À noite há um show holográfico em uma dessas fontes. Achei essa parte bem baranga, mas como a gente já estava lá, ficamos para ver.

Circuito das Águas / Imagem: Rodrigo Silva

*Ana Paula Brum

Clique aqui e continue esse passeio com a gente! 👣

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América do Sul: 15 dias no Peru com Ana Paula Brum – Parte II

Conforme combinado no post anterior, vamos seguir o passeio pelo Peru, com a jornalista Ana Paula Brum 😉.

[SPOILER: Se liga porque é nessa parte que ela fala sobre Machu Picchu 😍]

“De Lima, seguimos para Arequipa, a chamada “Cidade Branca”, pelas casas construídas em silla, um tipo de pedra branca vulcânica porosa.

Biblioteca Mario Vargas Llosa, em Arequipa / Imagem: Rodrigo Silva

A cidade é linda e preserva muito bem os casarões da época colonial. Era maravilhoso entrar em prédios públicos, como bancos e bibliotecas, e ver a arquitetura do período da colonização espanhola tão imponente e bem preservada. De vários pontos da cidade era possível ver os vulcões (El Misti, Chachani e Picchu Picchu), com seus topos cobertos por neve.

Vulcão Misti, em Arequipa / Imagem: Rodrigo Silva

Mas é do alto dos prédios ao redor da Plaza de Armas que se tem a vista mais bonita da cidade, com a Catedral de Arequipa à frente e os vulcões ao fundo. Ah, vale também lembrar que a Plaza de Armas de Arequipa é considerada uma das mais bonitas do Peru! Como gostamos muito de caminhar pelas cidades, da Plaza de Armas fomos até o bairro de Yanahuara, localizado na parte alta da cidade. Fica um pouco distante, então quem não gosta muito de andar, sugiro pegar um taxi. Os taxis no Peru são bem baratos e ainda é possível barganhar um preço menor. Desse bairro, tem-se uma bela vista de Arequipa e, ao fundo, dos três vulcões. O mirante fica em frente a uma praça bem bonitinha também e, ao lado, fica a Igreja de San Juan de Yanahuara. Para complementar a vista, que já é linda, há um conjunto de arcos em que foram gravadas palavras de arequipenhos famosos.

Ana Paula em Arequipa / Imagem: Rodrigo Silva

Outro ponto turístico importante de Arequipa é o Mosteiro de Santa Catalina. Ele foi fundado em 1579 e, até 1970, não era aberto ao público. As freiras da região viviam em um sistema de clausura. Somente depois da visita do Papa, parte das dependências foram abertas à visitação. As cores do Mosteiro são uma atração à parte e, à medida que o sol muda de posição, o jogo entre sombra e luz torna o lugar mais especial. É em Arequipa também que fica a Juanita, uma múmia de uma menina do fim do século XV que foi sacrificada em um ritual aos deuses. A múmia é tida como a mais bem conservada entre todas encontradas em antigos territórios incas.

De Arequipa fomos para Cusco. O primeiro dia na cidade é mais para ambientar com a altitude. Então, nada de passeios longos e caminhadas exageradas. Por mais que tenhamos passado antes por Arequipa, cidade intermediária em termos de altitude entre Lima e Cusco, é bom não forçar e ir se adaptando aos poucos. Chá de coca e balas ajudam bastante! As principais atrações de Cusco ficam no centro histórico mesmo, nos arredores da Plaza de Armas.

Praça das Armas, em Cusco / Imagem: Rodrigo Silva

Além da Catedral, tem também o Convento Santo Domingo (Qoricancha) e o Mercado Central de San Pedro. Um bairro um pouquinho mais distante da Plaza de Armas, mas que dá para ir andando de boa, é o San Blas, que tem uma igreja com o mesmo nome. As ruas são muito bonitinhas (mais estreitas) e como o bairro fica em uma parte íngreme da cidade(tem que subir ladeira mesmo) a vista é bem bacana.

No dia seguinte, fizemos o passeio pelo Vale Sagrado dos Incas, que é o que tem de mais legal nos arredores de Cusco. Super recomendo fazer esse passeio, mas antes de conhecer Machu Picchu. Conheci pessoas que foram antes a Machu Picchu e não viram tanta graça no Vale Sagrado. O roteiro que fizemos foi de um dia, saindo de Cusco cedo e voltando no começo da noite.

Vale Sagrado dos Incas / Imagem: Rodrigo Silva

Passamos por Moray, Chinchero, Salinas de Maras, Ollantaytambo e Pisaq. Compramos o passeio em Cusco mesmo, em uma das muitas agências de turismo ao redor da Plaza de Armas. Foi também nessa mesma agência que compramos o passeio para Machu Picchu, o tão esperado de toda a viagem.

Machu Picchu merece um post à parte, mas para não me alongar muito vou resumir em uma palavra: sensacional!

Machu Picchu / Imagem: Rodrigo Silva

Sabe tudo aquilo que você já leu sobre o Pueblo? Pois então, é tudo isso e muito mais. Nossa chegada a Machu Picchu não foi tão aventureira como os que fazem as trilhas e dormem em barracas durante dias e não tão confortável como os que vão de trem. Nós pegamos uma van em Custo e seguimos até a hidrelétrica. Só o caminho feito pela van já era uma aventura a parte, pois ao lado da estrada de terra, cheia de curvas, havia um precipício bem alto! Depois que chegamos à hidrelétrica, seguimos caminhando pelos trilhos do trem até Aguas Calientes. Essa parte foi relativamente tranquila, apesar de ser um chãozinho bom até a cidade: 11 km. Para quem vai fazer esse caminho, recomendo levar uma mochila bem leve, somente com uma peça de roupa para dormir e outra para usar no dia seguinte. Há tendas vendendo água pelo caminho, então evite levar peso extra, de verdade! Dormimos em Aguas Calientese, no dia seguinte, seguimos cedo até Machu Picchu.

Muitas pessoas relatam que a energia do lugar é incrível e, sinceramente, eu não acreditava que era tudo isso. Mas depois de chegar lá, foi difícil segurar a emoção. Em vários momentos meus olhos se encheram de lágrimas e teve uma hora que a mistura de sentimentos como alegria, cansaço e realização tomaram conta de mim e chorei muito. Naquele momento, só queria agradecer pela oportunidade de estar ali, realizando um sonho. E a magia daquele lugar, cercado por montanhas e uma paisagem sem igual, fizeram daquele momento ainda mais especial. Os incas foram povos muito ligados à natureza e, durante o tempo em que estivemos no Peru, a imersão que fizemos em sua cultura nos permitiu sermos pessoas mais gratas às coisas simples da vida, como ao sol, à lua, à mãe terra e a tantos outros elementos essenciais à nossa sobrevivência.

De volta à Cusco, seguimos viagem para o Lago Titicaca, o maior lago em volume da América do Sul e o mais alto lago navegável do mundo, a 3.800 metros de altitude. Seguimos as dicas de alguns amigos e fomos para o lado boliviano do lago, que muitos dizem ser ainda mais bonito. A cidade escolhida foi Copacabana, na Bolívia, que tem esse nome por causa da Basílica de Copacabana, uma das igrejas mais importantes do país. Foi por causa da Virgem de Copacabana que o bairro no Rio de Janeiro tem esse nome. A cidade em si não tem muitos atrativos, mas o pôr do sol no lago já valeu todo o passeio.

É de Copacabana que seguem os passeios para a Isla del Sol e Isla de la Luna. A Isla del Sol é a maior ilha do Titicaca e com altitude ainda maior que a do lago, chegando a 4.100 metros no ponto mais alto. Haja fôlego e preparo físico para percorrer as trilhas pelos sítios arqueológicos da ilha. Ela se divide entre a parte sul e a parte norte, mas infelizmente quando fomos a parte norte não estava aberta para visitação. Houve uma briga entre os povoados e, como sansão, a parte norte foi bloqueada para turistas. Mesmo assim o passeio valeu muito! As paisagens são deslumbrantes e a sensação é que o lugar parou no tempo. A conexão com a natureza fala mais alto e você não pensa em celular, televisão ou qualquer outra tecnologia.

Isla del Sol, na Bolívia / Imagem: Rodrigo Silva

Uma dica que damos para quem quer fazer esse passeio é voltar por La Paz, que fica bem pertinho de Copacabana. Como nosso voo de volta para o Brasil era por Lima, fizemos todo o caminho de volta. O que não foi de todo mal, pois conseguimos visitar lugares que ficaram para trás na primeira parte da viagem. Ah, e uma última dica: viajar de ônibus pelo Peru é super barato e os ônibus são bem confortáveis. Para quem quer economizar, nós super recomendamos!

Daria para falar muito mais sobre o Peru, como sobre a gastronomia (pratos deliciosos como Lomo Saltado e carne de Alpaca com arroz e quinoa), arquitetura, artesanato, mas o que era para ser um simples relato já virou praticamente um diário de bordo. Então paro por aqui. A viagem foi incrível e conhecer um pouco da cultura desse povo tão simples e ao mesmo tempo tão rico foi uma experiência sem igual.

Rodrigo e Ana em Machu Picchu / Imagem: Rodrigo Silva

*Por Ana Paula Brum

Curtiram o passeio? 😃👣

#Dica: Quem quiser conferir mais imagens dessa viagem MARA da Ana e do Rodrigo, é só seguir o perfil Terapia Fotográfica R, no Instagram 😉.

Também já foi a algum país hispânico? Então compartilha com a gente essa experiência, enviando uma foto com seu depoimento para fernanda05rs@gmail.com 📸

Ah! Não se esqueça de informar seu nome, o crédito da imagem e onde ela foi feita.

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#Desapega: 5 músicas en español para dar adeus a quem não te merece!

E quem nunca penou para colocar um ponto final (DEFINITIVO!) numa relação bizarra com aquele crush que não vale nem R$ 1,99?! 😥

Pois é, pessoal. O fato de sermos esse poço de bondade e candura que somos (porque SOMOS!😇), não nos deixa imunes aos efeitos colaterais provocados por certas criaturas de corazón de hielo (o, quizá, sin corazón) que encontramos pela vida afora.

Quem não passou por essa situação, certamente conhece outra pessoa que já tenha passado. E, no final das contas, a verdade é uma só: O desapego dessa criatura é fundamental e indispensável!

Anotem aí: Pedra que nos faz tropeçar, deixamos pra trás! 😜

Pensando nisso, a Calle Hispánica separou 5 músicas empoderadas para você dar aquele ADIÓS (sim, em letras garrafais!) a esse encosto que vem tirando seu sossego.

Confira! 🙂

Vete, Vete – Matisse

“…Hoy amablemente y discretamente
Te pido vete, vete
Vete, vete, ya vete…”

Camila – Decidiste Dejarme

“Tu decidiste dejarme tu disparaste primero
Ni se te ocurra acercarte no te perdono ni quiero
Nada más de ti y aunque tu recuerdo arde
No voy a caer otra vez llegaste tarde…”

Te Dejo Madrid – Shakira

“Yo no quiero cobardes
Que me hagan sufrir
Mejor le digo adiós
A tu boca de anís…”

Ahora Te Puedes Marchar – Luis Miguel

“…y ahora me llamas
me quieres ver
me juras que has cambiado
y piensas en volver
si no supiste amar
ahora te puedes marchar
aléjate de mí…”

Es Tarde – Juanes

“Y ahora soy yo quien dice no oh oh
No llames, no vengas, no entiendes que
Ya te olvidé
se siente bien mirarte y no ver el amor de ayer…”

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Netflix: Cinebiografia sobre Gloria Trevi traz música, espanhol e muitas tretas

Impactada 😮.

Essa foi a sensação que tive ao terminar de assistir ao filme “Gloria, a Diva Suprema” (tá na Netflix!).

Lançado em 2015, o longa retrata o auge da carreira da cantora Gloria Trevi (interpretada pela atriz Sofía Espinosa), considerada um dos ícones da música pop mexicana.

Confira o Trailer de “Gloria, a Diva Suprema” 🙂

 “¡Pura dinamita esta chava!”

O filme começa a relatar a história de Gloria Trevi, a partir de 1984, ano em que a cantora conhece o produtor musical (e também seu futuro empresário) Sergio Andrade.

Gloria, desde o início da carreira, já aparecia como uma figura polêmica e controvertida, abordando, sem qualquer tipo de pudor, temas bastante sensíveis a um país católico e conservador como o México.

Já em 1989, a cantora alcançou o topo das paradas com a música Dr. Psiquiatra, que ocupou a posição de número 1 na lista Billboard de canções latinas.

Com um estilo muy loco de ser e interpretando de forma muito peculiar as letras escritas por ela mesma, Gloria conquistou o público jovem. No entanto, sua conturbada vida pessoal e sua relação com Sergio Andrade ofuscaram o sucesso da cantora. (Sinceramente, nem sei se podemos usar o termo relação nesse caso).

Em 1997, Gloria Trevi e Sergio Andrade foram acusados de sequestro, abuso sexual e corrupção de menores. E o filme retrata essas questões de forma bem clara.

Então, meu amigx, assista ao filme com o estômago preparado, pois a história é forte. (Confesso que me senti mexida e, em vários momentos, verdadeiramente enojada 🤢).

Música, Espanhol e tretas. Muitas tretas!

No ano de 2000, eu tinha 13 anos e lembro que os telejornais e programas de fofoca da época falavam muito a respeito de uma cantora internacional que havia sido presa aqui no Brasil.

A prisão aconteceu a pedido do governo mexicano. No entanto, o pedido de extradição se arrastou por um bom tempo devido aos vários recursos apresentados pela defesa  dos acusados.

Após passar quase três anos presa no Brasil, Gloria Trevi renunciou às medidas legais adotadas para evitar a extradição e retornou ao México para enfrentar os tribunais.

Detalhe: Tudo isso aconteceu depois que a cantora engravidou no presídio e deu à luz um menino. (Várias versões circulam na mídia a respeito da gestação de Gloria Trevi. Mas, quanto à versão adotada no filme, deixo para que vocês descubram 😜).

Em 21 de setembro de 2004, depois de quatro anos e oito meses de detenção, a justiça mexicana absolveu a cantora.

E então?

Sendo muito sincera, o filme não me deixou com vontade de voltar a vê-lo. Eu já sabia que Gloria Trevi tem uma história com várias tretas, mas não estava por dentro “dos paranauês”.

Como disse antes, o longa me deixou impactada. Meu conselho para quem vai dar play nessa história é o seguinte: Não o assista pensando que a música e o talento de Trevi são o foco. Tem música sim, mas as tretas são o destaque da história.  E, talvez, isso tenha me frustrado.

Afinal de contas, a parte mais interessante da carreira de Gloria Trevi é, justamente, seu recomeço. A reconquista dos palcos e o retorno à mídia, mas dessa vez por seu talento.  E essa parte, o filme não aborda 😕.

De qualquer forma, a produção é uma oportunidade de botar o espanhol pra jogo e de conhecer um pouco mais sobre esse capítulo da música mexicana.

Y además…

Te dejamos una entrevista en la que Gloria Trevi habla sobre su carrera y vida personal 🙂.

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En Español: Hablemos con (¡mucha!) pasión ❤

Preposiciones, sustantivos, verbos, artículos, pronombres y otros elementos más. Igual que los tantos idiomas hablados en todo el mundo, el español es constituido por partículas que desempeñan funciones y que hacen con que las frases tengan un sentido (¡o muchos!).

Nosotros, que nos dedicamos a estudiar una lengua, ponemos toda nuestra atención en eso. La conjugación de los verbos, la forma correcta para pronunciar las palabras, el contexto adecuado para sacar un refrán del bolsillo y utilizarlo. Sí, todo eso es importante si deseamos hablar una segunda lengua cada vez mejor.

Pero, la verdad es que el hecho de hablar un idioma se convierte en una tarea mucho más placentera cuando vamos más allá de lo que nos trae la gramática.

Específicamente en el caso del español, con los años que llevo estudiando (¡y amando!❤) ese idioma, he llegado a la siguiente conclusión (que no suele aparecer en los libros): El español tenemos que hablar con pasión.

Sí, es verdad que a algunas personas les resulta ser un poco más difícil articular las palabras y expresarlas oralmente de la forma correcta, según la fonética española. Pero, eso se puede resolver con entrenamientos y con mucha práctica.

Lo que sí, en mi opinión, es mucho más difícil resolver es el “hablar sin ganas”. O sea, la falta de sentimiento.

No se trata de solamente aprender palabras y estructuras, amigos. Hay que sumergir en este universo, tratar de llegar en el “más allá” del que he hablado y jamás, jamás hablar sin ganas.

El español es entero, pulsante y flamante. ¿O acaso ustedes nunca han sentido el corazón latir más fuerte mientras hablan? Bueno, si alguien me contesta con un “no”, entonces, tal vez esa persona no esté hablando con el sentimiento que ese idioma se merece.

Es cierto que no existe ninguna regla gramatical que determine eso que les voy a decir, pero, yo que ustedes, tomaría nota de la siguiente sugerencia: para hablar español pongamos sen-ti-mien-to.

Sí, estudiemos la gramatica (que a esa no la podemos dejar nunca). Pero no nos olvidemos de dejar espacio para que el corazón haga parte de la conversación y hablemos – siempre – con pasión, ¿vale? 🙂

➡ ¿Sigues hablando en portugués en tus clases de español?

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