Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Autor: Fernanda Rosa (Página 2 de 14)

Diário de uma jornalista inquieta: História da Espanha

Conforme contei lá no Instagram da Calle, escolhi a Espanha para dar início ao projeto Universidade Pessoal. Já que tudo começou nesse país, então, nada mais lógico, não é, gente?! 😄 rs

Quem aí já ouviu falar em #opozulo? Conheci esse termo aqui no Instagram e, de forma geral, podemos dizer que essa palavra é usada para nomear o bom e velho cantinho de #estudos 📚. 📍 Eu, que na fase dos concursos públicos tive um opozulo (só não sabia que podia chamá-lo assim 😁), agora começo a recriar outro!❤ Isso porque neste mês de junho, dei início ao meu projeto “Universidade Pessoal”, com o objetivo de ampliar e refinar meus conhecimentos sobre a #cultura #hispânica. A ideia é estudar aspectos históricos e culturais de todos (TODOS!) os países que falam #espanhol e, de quebra, encontrar novas pautas e trazer novas #entrevistas para o blog (mais detalhes sobre o projeto estão no link da bio 😉). 📍 Eu venho mostrando pelo stories que a #Espanha é o primeiro país da lista! Isso porque eu decidi começar exatamente onde tudo começou (com o perdão da redundância 😅). Até o momento, estou na parte histórica do país e o assunto vem me intrigando absurdamente (é muita treta!) Mas isso já é um papo para um post inteiro no blog, inclusive com direito à entrevista! 📍 Agora me contem o que mais desperta o interesse de vocês com relação à história e/ou à cultura espanhola? Vamos trocar figurinhas! 😁 ✨Obs.: Deslculpem ser tão repetitiva, mas eu não seria eu se deixasse de dizer o seguinte: o que mais desperta meu interesse na cultura espanhola é o @alejandrosanz 😍🙈😁 Desculpa aê, pessoal, mas essa minha verdade, ninguém cala 😂😜 #opositora #opus #callehispánica #meucantodeestudos #universidadepessoal #norastrodoespanhol #espanholdecadadia #espanhol

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Material de estudo

Livro

Usei o livro Breve Historia de España, do historiador Henry Kamen. Conforme promete o título, a obra é bem resumida, partindo do Homem de Neanderthal (pois é! 😮) e seguindo até Carlos II, rei da Espanha entre os anos de 1665 e 1700.

Entre todos os períodos narrados, o período de governo dos Reyes Católicos, Isabel de Castilla e Fernando de Aragón, recebe uma atenção especial. E o motivo é simples: o reinado deles (na verdade, o dela especificamente) marcou não só a história da Espanha, mas também da América.

Isso porque Isabel de Castilla bancou a viagem de Cristóvão Colombo às “Índias” que, na verdade, era o nosso continente americano 🌎.

“Las Indias, tal y como fueron denominadas en Castilla las Américas, era propiedad exclusiva de Castilla, puesto que Colón había recibido el encargo solo de Isabel. Todos los aragoneses estaban en teoría excluidos del nuevo mundo. Tanto la lengua como la administración que se introdujeron en América fueron castellanas”.

Série

E o que me ajudou a assimilar melhor todas essas relações de poder, foi a série da TV Espanhola, Isabel. A produção, de 2012, conta com três temporadas, que mostram a chegada de Isabel ao poder, seu casamento com Fernando II e o governo dos Reyes Católicos.

Recomendo demais! 😉

Obs.: O melhor de tudo é que, hoje em dia, a gente estuda vendo série e ainda coloca o espanhol pra jogo! 😜 rs

Impressões

O que chamou minha atenção, foi perceber o seguinte: A Espanha buscou firmar-se enquanto potência mundial, por meio da expansão do seu território (o que se alcançava declarando guerra a outras nações) e da exploração das regiões colonizadas. E isso até funcionou durante algum tempo. Porém, vejam vocês que irônico, toda essa guerra travada para manter o poder já conquistado foi, juntamente, o que o historiador destacou como sendo o motivo de sua ruína.

“… se ejerció un imperialismo español en Europa, casi en un aislamiento virtual. Fue una monarquía universal cuyos enemigos no se limitaban a ser de una sola nación ni de pertenecer a una única religión. La Francia católica, la Inglaterra protestante  y la Turquía musulmana fueron sus más fervientes enemigos. España se vio en la obligación de explotar todos los de ultramar, en una laboriosa batalla para mantener su puesto en Europa”.

Enfim, como amante de história que sou, achei intrigante todas as tretas que os diversos reis e rainhas se meteram, com o objetivo de mantener la corona. Era um tal de casar primo com prima, sobrinha com tio…  Ay, Dios!

Obs.: E, para garantir que o poder permanecesse em família ou, pelo menos, entre os aliados, as mulheres eram “oferecidas” – literalmente – como um simples objeto de troca (tipo: “você se casa com a minha filha e, assim, sacramentamos a união de nossos reinos 😳).

Bom, essas são minhas impressões iniciais sobre a história da Espanha. E digo iniciais, porque sabemos que, quando se trata de história, sempre existem outras abordagens e outros pontos de vista.

Então, bora seguir com os estudos e, na próxima semana, já teremos uma entrevista MARA aqui no blog. Aguardem! 💜

Universidade Pessoal: Especialização em Cultura Hispânica

Já faz um tempo que venho buscando algo novo para aprofundar e refinar meus conhecimentos sobre essa imensidão chamada Cultura Hispânica. Busquei opções de cursos livres, graduação, pós-graduação, intercâmbio… Tudo que vocês possam imaginar! No entanto, avaliando o conteúdo oferecido, percebi que todas essas possibilidades eram voltadas para professores (ou seja, com conteúdo especificamente voltado para o ensino da Língua Espanhola) ou para alunos que desejam o aprofundamento do idioma em termos gramaticais.

E, como a minha outra paixão é o jornalismo, o que eu procuro é algo que parta dessa perspectiva. Resumindo, podemos dizer que meu objetivo é aprender de forma organizada e estruturada a formação histórica e cultural dos países que falam espanhol, partindo de um olhar jornalístico.

Mas, por que estou falando tudo isso?

Bom, depois de tanto pesquisar, pensar e calcular, eu topei com o conceito de Universidade Pessoal, num post do blog Vida Organizada. Lá, a Thaís Godinho explica como decidiu tocar seus estudos sozinha, de forma independente e autodidata.

E então pensei: Por que não?! 🤔 Afinal, é exatamente disso que preciso neste momento, já que essa forma de estudar me permitirá escolher os pontos específicos nos quais desejo me aprofundar.

Sem dúvidas, a vantagem dessa escolha é poder adequar o ritmo de estudos ao meu estilo de vida e, além disso, poder estruturar os conteúdos de forma a atender à minha expectativa de aprendizado.

Por outro lato, tenho plena consciência de que esse é um projeto de longo prazo (tipo, uns bons meses!) e que exigirá não só planejamento e organização, mas também MUITA disciplina. E é aí que vai entrar o foco que aprendi a ter ao longo dos 5 anos de estudos para concursos público 💪.

E como será tudo isso?

Então! Para colocar em prática esse projeto, que chamarei de Especialização em Cultura Hispânica, começarei planejando e estruturando um conteúdo programático. A partir desse conteúdo, partirei para a pesquisa da bibliografia pertinente a cada ponto. Além de livros, também vou recorrer a documentários, vídeo aulas, reportagens especiais e filmes. Ah! E cursos que tenham uma temática pertinente não estão descartados 😄.

A ideia com todo esse trabalho de pesquisa e estudo é desenvolver minha consciência crítica com relação aos assuntos culturais dos países que falam espanhol. E de que forma se desenvolve a consciência crítica, pessoal? Estudando, né non?! 🤓📚📝

Perguntas recorrentes

“Mas, Fernanda, o tema Cultura Hispânica é muito amplo. Quanto tempo isso vai levar? Você tem certeza de que encontrará os materiais necessários para cada ponto do conteúdo programático? Aliás, e esse conteúdo, como será?”

Essas são algumas das perguntas que venho me fazendo desde que nasceu a ideia desse projeto. E eu decidi que vou, simplesmente, deixar fluir. Acredito que se a internet não disponibiliza todas as informações, ela, ao menos, nos oferece uma referência de onde podemos encontrar os dados necessários. Então, bora ver no que dá! 😄

Conforme mencionei, esse será um projeto de longo prazo, construído com muito carinho e dedicação. Além de compartilhar o passo a passo lá no Instagram da Calle, espero encontrar também muitas e muitas pautas para diversificar os assuntos abordados aqui no blog. E, desse jeitinho, eu vou sacramentando essa união entre jornalismo, cultura e espanhol, que são os assuntos que, sem dúvida, fazem meu ❤ bater mais forte. 😍

E aí? Bora seguir nesse passeio pela cultura hispânica?! 🙂👣

#Viagem: Alimentação vegana em Madrid 💚

Oi, xente! 🙂

Este ano eu venho buscando diversificar os olhares e discursos apresentados aqui no Blog. E nada mais justo e adequado, já que o objetivo da Calle é ser o nosso endereço favorito (da vida! 💚) quando o assunto é espanhol, países e cultura!

Então, eu fico buscando temas que sejam bem variados para que a nossa Calle seja democrática e tenha cada vez mais a nossa cara! Afinal de contas, queremos mostrar para o mundo que é sempre possível termos hispanidade em nossas vidas! ❤

E nesta semana, nós vamos falar sobre ser vegano em Madrid. Exatamente! A cidade internacionalmente conhecida como a terra das touradas.

Quem vai contar tudo sobre essa experiência é a Ludmila Lima Alves, que está em Madrid a trabalho, mas também focada em descobrir ótimas opções de alimentação vegana por lá.

Confira! 🙂

A vida vegetariana e vegana em Madrid: um pequeno guia de sobrevivência

Sou a Ludmila Alves do blog Bistroveg e hoje estou aqui na Calle Hispanica para contar como é a vida vegetariana e vegana em Madrid.

Pode parecer inusitado, mas acredito que nunca escolhi ser vegetariana. A causa me escolheu! Não como carne desde criança por motivos que desconheço, o que sempre gerou muita angústia nos adultos. Tentaram me convencer, me levaram em médicos, faziam pratos com carne escondida, mas nada funcionou.

Sigo nesse caminho por respeito aos animais sencientes. Também não consumo leite e derivados e nem cosméticos ou vestuários testados ou criados a partir de matéria-prima animal. É claro que erro, nem posso me dizer vegana porque consumo ovos de galinhas que conheço de vez em quando, mas faço o melhor que posso e esse é o meu objetivo: inspirar outras pessoas a fazerem o que é praticável pelo bem da natureza.

Estou passando uma temporada em Madrid, capital da Espanha, a trabalho e me comprometendo com uma alimentação 100% vegana, o que tem sido bem difícil.

Veganismo em Madrid

Enquanto capitais como Berlin e Londres são consideradas perfeitas para veganos, Madrid segue uma linha bem conservadora. Não é pra menos: o país ainda cultiva a tradição das touradas, que são legalizadas, que nada mais são do que “shows” para machucar um ser indefeso e causar nele uma morte lenta e muito dolorosa.

Outro ponto da cultura carnista madrilenha é o culto ao jamon (presunto) que fica exposto em toda lanchonete aqui. Como as pessoas conseguem lidar com indeferença a patas penduradas no lugar em que se come? É difícil, porém é impossível não ver isso: está em todo lugar.

Se você perguntar de pratos vegetarianos não se assuste se te oferecerem algo com presunto e considerarem carne somente como a carne de boi, como acontece no Brasil.

Aqui se come carne de vaca, porco, cordeiro e frutos do mar em grande quantidade e sem acompanhamentos, somente com pão, o que dificulta comer fora de forma saudável. Ficar só na salada de alface, vinho e pão, por mais vegan que seja, não supre nossas necessidades de nutrientes, sejamos francos.

Os restaurantes convencionais não trazem opções veganas, talvez porque ainda não se importem com isso ou não enxergam demanda para tal. Fato que só vi uma vez um cardápio com opções veganas e que, ainda por cima, dizia “opciones 100% veganas”. Me explica como é um prato 50% vegano? Rsrs

Mas dá pra vegano ir pra Madrid?

Sim! Se nossos valores são fortes tudo é possível.

Existem sim restaurantes 100% veganos por aqui. Não são baratos, nem sempre com pratos elaborados, mas existem os bons que valem a ida naqueles dias que você merece algo especial.

Na hashtag #BistrovegEmMadrid no instagram indico bons lugares com opções veganas na cidade.

Mas a verdade é que se você é como eu e se importa também com a saúde, vai precisar fazer sua própria comida. Terá que ir ao supermercado comprar frutas, salada, castanhas, hummus, pão e o que for consumir. Esse planejamento e dedicação são essenciais pra você ficar de bom humor!

Para não passar tanto aperto, eu trouxe a minha proteína isolada de arroz, por exemplo. Afinal, infelizmente, aqui não é a terra do arroz e feijão, maravilhosa combinação de aminoácidos.

Outra coisa que ajuda muito é desapegar de comer somente o que é típico. Aqui tem ótimas opções e preços em restaurantes arábes, tailandeses e indianos que naturalmente têm muitas opções veganas!

Pense que viajar é algo além da comida. Tem muitos aspectos culturais para você conhecer, ainda mais em um lugar com tanta história como a Espanha.

Comidas típicas daqui em versão vegana

Se você viaja para provar novos sabores, tem lugar pra você em Madrid! Só vai ter que procurar um pouquinho mais!

Já encontrei paella vegana e opções de tapas veganas. Mas não vai muito longe disso já que tem prato que é composto por nada além de carne.

🥗 Sobre se comprometer com uma alimentação #plant-based fora de casa 🥒 Não acho que tem sido fácil ir atrás de opções de comida saudável em Madrid, terra em que tem jamon (o presunto) e pernas de animais penduradas em todo lugar e muitas padarias com itens nada naturais. . Mas quando queremos, damos um jeito! 💚 O importante é usar nosso direito de escolha em vez de ser refém das opções de mais fácil acesso, que sempre são as mais processadas. . O que fazer pra se nutrir com o máximo de alimentos naturais fora de casa é: 🥦descubra bons supermercados próximos. Entenda “bons” como aqueles que não vendem apenas pacotinhos, mas que contam com uma boa oferta de frutas e verduras! Faça uma pesquisa prévia pra não ficar a mercê de lojas de conveniência onde as coisas são mais caras. . 🥦leve frutas e oleaginosas com você. Elas salvam a gente de quaqluer aperto! Tenho aproveitado para comprar as frutas e castanhas que estão em temporada aqui 😀 . 🥦liste os grupos de alimentos que você vai precisar Eu preciso de leguminosas, folhas verde escuras, bolacha de arroz integral, frutas da estação, cítricos e leite vegetal. Dessa forma, compro esses elementos semanalmente alternando a variedade: hora feijão branco, hora lentilha, hora morango, hora maçã verde, por exemplo. . 🥦defina o que você está disposto a comer na rua Se eu comesse nas padarias e cafeterias das ruas que passo minha alimentação seria bem pobre em nutrientes: pães e bolos. Mas como eu também posso estar sem lanches comigo, me permito comprar sucos verdes e castanhas torradas. E paellas veganas, claro! . 🥦cozinhe coisas práticas se tiver possibilidade Aos finais de semana, eu faço uma leguminosa (feijão, lentilha e grão de bico) com vegetais pra garantir minhas doses diárias de ferro e proteínas. Coloco na geladeira e sempre esquento para comer no almoço ou na janta. . Claro que sinto falta de arroz e feijão, dos sucos com tudo que eu tinha na geladeira e dos meus bolinhos! Mas estou feliz (e me sentindo bem) com o que dá pra fazer! . Tudo que a gente acredita que é bom pode virar ação no nosso dia-a-dia! 🌿 . E como você faz pra manter uma alimentação natural quando viaja? Conta aí 😊

Uma publicação compartilhada por Lud L. Alves (@bistroveg) em

Se é vegetariano, tem as croquetas e as torilla de patatas para provar.

A recomendação é sempre pesquisar antes de ir porque aqui isso não é comum, então não fiquei à mercê da sorte! Outro dia em uma lanchonete vegana, a dona contou como isso ainda é novo em Madrid: as pessoas que chegam lá para comer ainda não sabem o que é uma comida vegana.

Por fim, gosto de reforçar que, apesar de tudo, difícil é não viver como a gente acredita. 

Venha pra Madrid, passeie bastante, inclusive nas cidadezinhas ao redor, mas pesquise bem onde tem opções que se encaixam em suas necessidades. E leve sempre seus lanchinhos!

Sobre a autora

Ludmila é jornalista, sempre trabalhou com marketing digital e usa sua habilidade com as palavras para falar sobre sustentabilidade, veganismo, finanças e trabalho com sentido de uma forma sincera e praticável no blog Bistroveg.

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A Espanha pelos olhos da brasileira Karina Wanderley

E vamos falar sobre a Espanha! 🇪🇦

Através do Instagram da Calle, conheci a Karina Wanderley, uma brasileira que anda se aventurando lá na terra do nosso amado Alejandro Sanz 😍.

Karina Wanderley / Crédito da imagem: Ezequiel Quirino

Eu conversei com a Karina para saber mais sobre essas experiência. Confira o resultado desse bate-papo 🙂

Há quanto tempo você está na Espanha?

Já morei aqui com meu filho e marido 2 vezes: em 2006, quando passamos 1 ano e meio em Castelldefels, província de Barcelona e, na segunda vez, em dezembro de 2014, quando fomos morar em Sant Boi de Llobregat, Barcelona, sem intenção de voltar.

Foram dois momentos bem diferentes: O primeiro de difícil adaptação, sem trabalho e a ideia era mais nos aventurar do que qualquer outra coisa. Já o segundo, bem mais tranquilos, com certa estabilidade financeira e com a ideia diferente: Não era mais uma aventura, era a vontade de estabelecer uma nova vida.

Em dezembro de 2017, com a crise política na Catalunya, decidimos sair de Barcelona e nos mudamos para a região da Galícia, na cidade de Vigo, província de Pontevedra.

Você já estudava espanhol? Conta pra gente um pouco da sua história com o idioma.

Não estudava o idioma. Acreditava que pelo fato de estar ali, podia aprender convivendo com os espanhóis.

A verdade é que se aprende praticando, convivendo, ouvindo as musicas, vendo o noticiário da TV, lendo… mas eu convivia mais com minha família. Além do marido e filho, minhas 3 irmãs e os sobrinhos que moram aqui, falando o dia todo o português, ouvia e lia português pela internet… isso não me ajudou muito nessa parte!

Me inscrevi em um curso gratuito na cidade de Viladecans, em Barcelona e fiz dois anos. Foi muito bom e valeu a pena.

Hoje, ainda que tenha que falar o português com a família, procuro interagir com gente daqui, ler, assistir TV local.

Por que você escolheu a Espanha?

Por 4 motivos: Pela minha família que morava aqui, pela segurança (um lugar onde meu filho pudesse ir e vir em paz), pela qualidade de vida e pelo idioma que, por se “parecer” com o nosso, acreditei que pudesse nos facilitar a vida.

Quais aspectos da cultura espanhola você mais gosta? 

Adoro esse país e, como eles dizem, me encanta a riqueza cultural de cada região.

O Flamenco de Andalucía, Los Castellets e La Sardana de Catalunya, os Gaiteiros da Galícia, los San Fermines de Pamplona, la Féria de Málaga, la Feria de Abril de Sevilla, el bocadillo de calamar de Madrid en la Plaza Mayor, as festas locais, a paella. Eu poderia escrever milhões de coisas, pois cada região tem a sua peculiaridade. Há festas diferentes cada mês, como a festa do “vino”, a festa do “Pulpo”, la ruta de tapas. A Espanha é riquíssima culturalmente e as pessoas são muito patriotas.

Você destacaria algo como sendo curioso ou, para nós brasileiros, considerado muito diferente? 

Em Catalunya e em Aragon existe a seguinte tradição natalina: no dia 24/12, uma criança “surra” um pedaço de tronco de madeira, pintado com uma cara de um bonequinho adorável e que leva um gorro vermelho e preto e, ao mesmo tempo, a criança canta uma canção que diz assim (traduzido para o português): “Caga tio, tio de natal, não cague sardinhas que são salgadas, cague torrone que são melhores! Caga tio, Amêndoas e Torrone, se não quiser cagar, vou te dar uma porrada com o pau”.

E o tronco, que está coberto por uma manta vermelha, “caga” presentes para a criança. Essa brincadeira é repetida varias vezes porque os pais compram muitos presentes, algo em torno de uns 10. Para mim é uma curiosidade bem estranha!

As novelas também são forte por aí? 

Não existem novelas, mas séries de TV que estão há muitas temporadas como: Aída, Lo que se Avecina. 

De quais artistas espanhóis você mais gosta? 

David Bisbal, Alejandro Sanz, Henrique Iglesias, Melendi, Fito y Fitipaldi, a atriz Penépole Cruz, o ator Antônio Banderas, os Tenores Josep Carreras, Monserrat Cabalet. O pintor Salvador Dali!

Para os brasileiros que estão planejando conhecer a Espanha, qual ou quais lugares você recomendaria? Por quê? 

Meu Deus, uma infinidade de lugares!! Posso falar da Catalunya onde vivi. Barcelona é uma cidade multicultural, cosmopolita, cheia de história e beleza. Indicaria passeios como a Sagrada Família e todas as outras obras de Gaudí, como “A Pedreira”, “Paque Guell”, “Casa Batlló”. “A Rambla das Flores”, “Mercado da Boqueria”, “Barceloneta”, “Anilla Olímpica”, “Palau de la Música”, “Parque da Ciudadela”, “Monjuic” e claro, conhecer o “Camp Nou”, que é o estádio do Barça! Esses são alguns dos lugares que eu conheci e que eu indicaria, mas a Espanha tem uma infinidade de lugares lindos e incríveis para conhecer.

Curtiu a história da Karina? Pois segura essa dica, então: Ela e as irmãs têm o canal As Kas, no Youtube. Lá, a família compartilha mais dessa experiência de morar fora. Confira! 🙂

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Guia Calle Hispánica: Viajando pela Viva Aerobus

Quem acompanha as postagens aqui do blog já sabe que nosso roteiro de viagem de outubro de 2017 foi Cidade do México – Mérida. E, no momento de montar esse roteiro, pesquisei qual seria a melhor forma de chegar a Mérida (localizada na península de Yucatán, lá ponta do mapa!), partindo da Cidade de México (já que os dois lugares ficam relativamente distantes um do outro).

Essa viagem seria possível de ônibus e a empresa ADO conta com ótimas referências entre os usuários. No entanto, esse trajeto dura, em média, 20 horas! 😓

Nós já estávamos quase desistindo desse roteiro dos sonhos, quando, uma amiga (abençoada! 💛) me enviou o link de um post falando sobre a Viva Aerobus, a companhia aérea do México considerada low cost.

Obs.: De avião, a viagem entre o DF e Mérida levaria, em média, duas horas! 😮

No final das contas, optamos pela Viva Aerobus, a viagem aconteceu e o roteiro foi cumprido ao pé da letra! ❤ Porém, acho importante compartilhar alguns pontos de atenção e dicas com relação a essa companhia aérea.

1 – nome na reserva

Pessoal, é MUITO importante estar atento e se certificar de que o nome que aparecerá lá na reserva seja exatamente igual ao nome que aparece no seu passaporte. Parece besteira isso, não?! Pois eu quase paguei 1000 pesos de multa porque na minha reserva faltava o “da” de Fernanda Rosa “da” Silva 😵. Exatamente! 😰

No momento de comprar a passagem, eu coloquei meu nome completinho, mas o sistema misteriosa e inocentemente (ATA! 😐) suprimiu essa partícula do meu nome.

Posso dizer que essa sim foi uma prova de fogo para o meu espanhol! Precisei manter a calma para explicar com toda a segurança do mundo à atendente que eu havia colocado o nome completo. Por fim, posso dizer que a mexicana que mora em mim veio à tona e eu já estava rogandole por la Virgen de Guadalupe que no me hiciera pagar más por um error que no era mio, sino del  “sistema” 😭.

A atendente fue super buena onda conmigo e corrigiu tudo sem que eu precisasse desembolsar a grana. No entanto, ela reforçou umas três vezes que era fundamental sempre checar MUITO BEM se o que apareceia na reserva estava correto.

2 – o peso da bagagem

Se você, assim como eu, tiver o desejo de comprar muitas coisas, como roupas, artesanatos, lembrancinhas, livros etc, então avalie bem o peso da bagagem mais adequado a comprar.

Nós subestimamos nossa ânsia consumista e compramos as passagens com bagagem adicional de 15 kilos. Adivinhem: Na ida para Mérida, nossas malas já estavam com quase 20 kilos. Sim! Hahaha 😅 (Tô rindo agora, mas lá na hora, o coração apertou! 😥)

Resultado: tivemos que pagar por esse excesso lá no aeroporto. Claro que isso saiu mais caro do que se tivéssemos comprado a bagagem adicional de até 23 kg, né!? 😑

Bom, lá na hora de despachar a bagagem, a atendente nos orientou a entrar em contato pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor e solicitar esse aumento para que não pagássemos tão caro no retorno de Mérida para o DF. E assim fizemos 🙂.

3 – Tenha um cartão de crédito internacional

A Viva Aerobus não aceita dinheiro em espécie. Então, se você precisar fazer qualquer tipo de pagamento, seja por excesso de bagagem (como eu 😏) ou para fazer um upgrade na sua passagem, você precisará fazer esse pagamento no cartão de crédito 💳.

4 – o tempo de espera (atrasos)

Tanto na ida quanto na volta tivemos problemas com atrasos. E na volta, foi “O atraso”! Tanto que a empresa nos deu um vaucher de alimentação no incrível valor de… 100 pesos!. Obs.: O sanduíche mais barato à venda no aeroporto custava 170 pesos 😒.

Então, fique atento a isso. Não faça um roteiro muito justo e conte com a possibilidade de atrasos para que sua programação não seja prejudicada. Além disso, separe uma graninha extra, para o caso de você precisar complementar sua alimentação.

 

5 – A fila do cheking é a maior!

Pelo amor do que você acredita, chegue ao aeroporto com um ÓTIMO tempo de antecedência (eu disse ótimo, ok?!).

Confia em mim! Por oferecer os melhores preços, a fila para cheking da viva Aerobus são as maiores! Então, prepare o lanchinho, separe um livro bem legal, coloque uma roupa bem confortável e chegue BEM antes ao aeroporto.

A boa notícia é que, ao menos no aeroporto de Mérida, a wifi funcioana maravilhosamente bem 💜! Para que vocês tenham uma ideia, eu assisti aos primeiros capítulos de Papá a Toda Madre mientras esperaba por mi vuelo! (noveleira, né meu povo?! 😅)

Resumindo: Eu voltaria a voar pela Viva Aerobus? Eu diria que depende! No caso de distâncias mais curtas, eu optaria pelo ônibus e, no caso de longas distâncias, como foi Ciudad de México e Mérida, eu pesquisaria outras opções e avaliaria bem.

Mas, no caso de optar pela Viva Aerobus, o faria com dois pés atrás e teria em mente todas essas cinco questões destacadas aqui, para evitar qualquer tipo de desgaste.

Bom, espero ter ajudado! E, se você já viajou dentro do México utilizando outras companhias aéreas, compartilha com a gente como foi sua experiência! 🙂

Abrazos hispánicos 💜

➡ Confira ainda: Guia Calle Hispánica: Roteiro de 3 dias em Mérida (México)

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Luis Miguel, la serie: Tá na Netflix Brasil! ❤

Finalmente a Netflix estreou a tão esperada série sobre a vida do cantor mexicano Luis Miguel.

O ator Diego Boneta foi o escolhido para interpretar el Sol de México e, nesse primeiro episódio, ainda tivemos a ilustre participação do cantor em uma das cenas.

Obs.: Quem assistiu à novela Rebelde, vai lembrar do ator, que viveu o personagem Rocco, amorzinho da Vick (Angelique Boyer) 😅.

Já por esse primeiro capítulo, é possível perceber que, conforme prometido, a série vai caminhar pelas trilhas mais nebulosas da história do cantor mexicano. Ou seja: as questões mais delicadas (e, até mesmo invasivas) sobre a vida privada de Luis Miguel serão abordadas com o consentimento dele. Sim! Pela primeira vez o cantor aceitou contar sua versão sobre a sua própria vida.

Tem certeza de que não é o Luis Miguel? 

Imagem: Latin Pop

Sim, a caracterização do Diego Boneta está muito boa! Inclusive, ele fez até um tratamento dentário para ter aquele espacinho entre os dois dentes da frente (uma das marcas do Luis Miguel!). Mas, o que REALMENTE me chamou a atenção é a forma como o ator “vestiu” tão perfeitamente o “ser Luis Miguel”. Da forma de andar e de mexer no cabelo, até os trejeitos tão característicos do cantor ao se apresentar!

Resumindo: enxergamos Luis Miguel em cada movimento! rsrs E isso já faz da série um prato cheio para quem é fã! ❤

Ao total, Luis Miguel, La Serie contará com 13 episódios e, como a produção também está sendo transmitida aos domingos, na tv aberta de alguns países, a Netflix irá colocar um novo episódio a cada segunda-feira.

Então, anote aí na agenda: Segunda-feira, dia de colocar o espanhol pra jogo com  Luis Miguel ✏📋😆 .

Y además…

Te dejamos una entrevista con Diego Boneta, en la que el actor y cantante habla sobre su trabajo en la serie 🙂

Confira também:

➡ “Luis Miguel, la Serie” cumpriu o prometido. E agora, Mickey?

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En Español: El drama que nos gusta

Y si hablamos en drama, ¿pensamos en qué? 🤔🤔🤔

Pues sí, mi gente buena, vamos a hablar sobre las telenovelas latinas 📺.

Ya deben de saber ustedes que soy una aficionada por las telenovelas (💜) y que esas me han ayudado muchísimo a mantener contacto con el español, especialmente después de haber terminado el curso regular.

Pero hoy yo no vine a hablarles sobre la ayuda que esas producciones le han dado a mi aprendizaje. Hoy vine a hablarles sobre el drama. Mejor: sobre el drama que nos gusta 💓😜.

Muy seguramente ya han escuchado (o quizá, ustedes mismos lo han dicho) que las telenovelas son aburridas porque son demasiado dramáticas y suelen contar historias muy irreales. A fin de cuentas, ¿Quién descubre al azar una hermana gemela en el baño de damas de un elegante casino en Cancún? ¡Y más! ¿Quién es obligada a sustituir esa mala hermana y termina por salvar una fábrica de cerámica de la ruina, poner fin a los berrinches de un muchachito aburrido (¡qué flojera nos da el Carlitos ese! 😑), sacar del vicio del alcohol una anciana y, aun, ganarse el corazón del cuñado (qué sí es bien tonto, pero sí, es todo un bombón 😆)?

Sí, sabemos que historias así van “un poquito” más allá de lo posible. Pero, tal vez, a nosotros aficionados por las telenovelas, sea justo ese carácter irreal lo que nos guste un chorro, ¿no? 🤔

Las telenovelas sí nos traen muchos elementos de los cuentos de hadas, pero ya no con manzanitas o zapatitos.

Me explico. Las telenovelas latinas, esas que son bien cargadas de drama, suelen llegar a nosotros con un mensajito implícito: “Estimado televidente, empezamos aquí este viaje. Te vamos a presentar estos amiguitos y toda su historia. Sin embargo, te advertimos que, en un dado momento, todo va empeorar mucho. Ahí sí que vamos a tener muchísimas lágrimas. Agua salada cayendo por los ojos de los buenos (así que mantén tu pañuelo siempre cerquita). Pero puedes venir sin miedo porque te aseguramos que al final sale el Sol”.

Y ahí está la diferencia cuando las comparamos a las producciones brasileñas: Dime, ¿Cuándo se vio en el último capítulo de una telenovela mexicana, por ejemplo, un villano salirse con la suya?

Ese tipo de cosa no suele pasar en las producciones de países como México, Argentina, Venezuela y Colombia, por ejemplo. Eso porque como he dicho más arriba, ellas nos traen aquel mensajito que nos garantiza que todo va a salir mejor. La gente mala va a pagar y los buenos serán felices. El hecho de que sepamos muy bien que en la vida real no siempre las cosas son así, no nos quita para nada el anhelo de mantener viva la esperanza de que sí, tarde o temprano, el sol siempre regresa ☺🌞.

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Guia Calle Hispánica: Roteiro de 3 dias em Mérida (México)

Por que Mérida? 🤔 Eis a pergunta que muitas pessoas me fizeram quando eu dizia que esse lugar estava no meu roteiro de viagem ao México.

Eu conheci a cidade através da telenovela (TINHA QUE SER! 😅 Hahaha) Sortilégio. A produção da Televisa, de 2009, era ambientada em Mérida e também em Valladolid, que está construída sobre o antigo centro cerimonial maia de Zací.

Lembro que assisti à novela em 2013 e fiquei simplesmente encantada com aqueles ares de cidade pequena, cheia de vida e de cores! 💜

Mérida, Yucatán

Então, daí vem meu interesse por esse lugar! 😄

Nosso roteiro por lá foi mais curtinho, mas igualmente incrível! Aí vão as dicas preciosas!

1° dia

Nós nos hospedamos a uns 15 minutos de ônibus do Centro de Mérida, mas não vimos nisso um problema. A passagem lá custa bem baratinho, apenas 8 pesos e, praticamente todos os ônibus passam pelo Centro.

Para esse primeiro dia, nos programamos para conhecer os lugares históricos do Centro, como o Palacio de Gobierno, Catedral de San Idelfonso, Centro Cultural Olimpo e Pasaje Picheta. A entrada em todos esses lugares é gratuita e eles ficam muito próximos um ao outro, dispensando transporte.

Palácio de Gobierno, Mérida

Palacio de Gobierno, Mérida

Catedral de San Idelfonso, Mérida

No entanto, nós optamos por embarcar no turibus (120 pesos por pessoa), que faz um tour bem legal por todos esses lugares, explicando alguns detalhes sobre cada um deles, e ainda vai até o Monumento a La Patria, que aparecia em cena sim e cena também sim na novela Sortilégio rsrs.

➡ Obs. 1: Acho importante não programar muitas coisas para esse primeiro dia. Pessoal, eu sou carioquíssima da gema e lhes digo com toda a segurança: O calor que faz em Mérida é BEM, BEM parecido ao do Rio de Janeiro 🔥😥. Então, se você não está muito acostumadx a temperaturas altas, sofrendo com quedas de pressão e moleza no corpo, vai por mim. Programe um primeiro dia mais tranquilinho e aproveite para ficar pelo Centro de Mérida, conhecendo de boas os lugares históricos, que já será um roteiro recheado de cores! 😍

2° dia

Para o segundo dia, nós compramos um tour BEM LEGAL que tinha a seguinte programação: A cidade amarilla de Izamal , visitação a um Cenote, Chichen Itzá e a cidade de Valladolid.

Conforme expliquei lá no roteiro de 5 dias na Cidade do México, os tours compartilhados têm a desvantagem do tempo, já que as visitas são todas com hora marcada para terminar. No entanto, para nós, ainda assim foi positivo, já que não tivemos as preocupações do tipo “como chegar até lá e como voltar”. Lembrando que esses lugares contemplados pelo tour estão localizados fora de Mérida.

Izamal

Izamal, um dos 111 Pueblos Magicos de México, fica a 1 hora de carro de Mérida. Seu nome significa Rocío del Cielo 😍.

A cidade colonial foi construída sobre os vestígios de uma antiga cidade maia e a cor amarela que vemos em praticamente todas as construções é uma referência às cores do Vaticano. Isso porque em uma das visitas feitas pelo Papa, decidiu-se unificar o povoado, pintando-se as construções de uma só cor.

E a Ciudad Amarilla foi a primeira parada do nosso tour. Lá, encontramos o Templo de la Purísima Concepción, o ex-Convento de San Antonio de Padua, a pirâmide Kinich Kakmó, uma feirinha de artesanato, comida típica, além de um banho de história e cultura.

➡ Obs. 2: A dica para visitar Izamal é a seguinte: carregue bem a bateria do seu celular e/ou da sua câmera e torça para o tempo colaborar. Isso porque o sol, o azul do céu e a cora amarela do lugar dão um contraste INCRÍVEL para as fotos! 📸💛

Chichén-Itzá

Se o seu roteiro inclui a Penísula de Yucatan, então, pelo amor do que você acredita, não deixe Chichén-Itzá de fora. O sítio arqueológico foi eleito uma das sete maravilhas do mundo e nos traz um misto de beleza, magia e mistério ✨.

Para os mexicanos que apresentam um documento de identificação oficial e com foto, a entrada é gratuita. Já para nós, o ingresso custa em torno de 270 pesos.

➡ Obs. 3: No sítio arqueológico há MUITOS vendedores ambulantes e eles se empenham bastante em vender sus artesanías. Tanto que alguns até arriscam um pouco de português 😄 rs.

A questão é: Assim como em Teotihuacan, na Cidade do México, em meio a tantas peças e preços, é importante estar atento para não comprar gato por lebre, ok? 😉

Ao contrário da Pirâmide do Sol, que fica lá em Teotihuacan (DF), não é permitido escalar essa belezura de pirâmide aí de Chichén-Itzá. Mas, vamos combinar?! A foto em frente já tá valendo, né non?! 😍

Cenote

Ah, os cenotes… 💕 Lá no site oficial do Visit Mexico, eles definem cenote como um afundamento no solo de pedra calcária da península de Yucatán. Graças aos rios subterrâneos da região, com o passar do tempo, formaram-se cavernas e piscinas naturais nesses afundamentos.

Um cenote pode ser aberto, semi aberto ou fechado. Nós visitamos um fechado, que foi descoberto no quinta da casa de uma senhora (mega sortuda!). Lá em Mérida, quem descobre um cenote em suas terras, é legalmente considerado dono. A senhorinha, esperta que é, construiu uma estrutura para receber os turistas e passou a cobrar a taxa de 50 pesos por pessoa, pela visitação. Esse preço inclui também o colete salva-vidas.

Gente, o visual é simplesmente MÁGICO ✨

Cenote fechado

Valladolid

Sou suspeitíssima para falar sobre Valladolid! A cidadezinha, tradicionalmente conhecida como La Capital del Oriente Maya, também é um dos Pueblos Magicos de México e tem um clima super gostoso! ❤

Valladolid está construída sobre o antigo centro cerimonial maia de Zací. No centro da cidade encontramos o Parque Francisco Cantón Rosado, onde também está a igreja de São Servacio (Teve cena da personagem Maria José, de Sortilégio, chorando nessa igreja, mi gente buena! 😄 rsrs).

3° dia

➡ E esse terceiro dia já entra inteirinho como dica! Se você curte feirinhas, artesanatos e un chorro de productos regionales, então reserve um dia inteirinho para passear pelas lojinhas do centro de Mérida 👣.

Ainda que você não vá comprar, vale muito à pena esse passeio para conhecer e registrar la artesanía regional.

Confira ainda:

➡ Guia Calle Hispánica: Viajando pela Viva Aerobus

➡  Guia Calle Hispánica: 5 coisas que ninguém te conta sobre a Cidade do México

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Resenha: Documentário argentino “Un Tango Más”

Cumprindo a meta do 3° dia do desafio “Sete metas para sete dias”, escolhi o documentário argentino Un Tango Más, do diretor German Kral.

A história contada é a dos bailarinos  María Nieves e Juan Carlos Copes, figuras que marcaram a história do tango argentino.

Desde mi más humilde punto de vista, o documentário é simplesmente um filmaço!💜 A produção alterna (de forma muito inteligente!) o relato dos protagonistas com a interpretação “dançada” de bailarinos/atores.

E o filme nos traz não apenas a história de María e Juan, mas também reflexões bastante profundas sobre relacionamentos, escolhas e vida.

“No va a llegar a haber nunca más una pareja de tango como la nuestra” – María Nieves

Juana Carlos Copes e María Nieves / Foto: Distribution Company

Através de um passeio por imagens, fotografias e memórias, María resgata e compartilha com o público sua história de amor com o tango, que está tão intimamente relacionada à sua história com Juan Carlos. Inclusive, em um de seus depoimentos, María conta que, no início, rendeu-se ao tango apenas para estar com Juan. E eis que um amor levou ao outro. A dupla casou-se e dividiu durante muitos anos os palcos e a vida.

O talento e a paixão pela dança fez com que Buenos Aires ficasse pequena demais para eles. E, então, cruzaram o mundo, chegando até a Broadway.

No entanto, ao longo desses anos, enfrentaram muitos conflitos na vida pessoal.

María conta no documentário que, em nome do tango, abriu mão da maternidade, trazendo a tona essa questão tão  complexa e tão nossA.

María dedicou-se ao bailado de corpo e alma e, entre coreografias e apresentações, não viu o tempo passar.

Juan Carlos, por outro lado, teve outras mulheres e duas filhas.

Un baile que trascendió los conflictos

A história  dos dois é permeada por emoções tão intensas quanto o bom e velho tango. E o mais surpreendente do documentário é que essa onda de sentimentos diversos é quase palpável nas cenas, diálogos e danças. Emoções à flor da pele é o que temos aqui! ❤

Fim da parceria

A relação entre os dois deteriorou-se a tal ponto que, ao final da parceria de trabalho (o casamento já havia terminado), María e Juan Carlos já não se falavam e, nem mesmo se olhavam.

E por que ainda dançavam juntos? Porque o amor que eles tinham pelo tango era muito maior que o descontentamento que sentiam por ainda terem que conviver um com outro, estando ambos conscientes de que juntos eram maiores.

E ela conta que a separação artística lhe doeu muito mais.

No filme, María e Juan gravaram as cenas em separado, cada cual por su lado. Compartilharam uma história que fez (e faz!) do tango argentino um elemento cultural ainda mais importe no mundo da dança. No entanto, já não compartilham nada mais que isso 😟.

Para nós, telespectadores, fica muito claro que Un Tango Más não é apenas um documentário biográfico. O filme é um mergulho na reflexão sobre como lidar com emoções tão intensas, como paixões, desilusões e mágoas. E toda essa reflexão vem embalada por esse ritmo tão envolvente e marcada pelos passos certeiros. Todos esses elementos nos prendem à tela até a última cena!

Além disso (tudo) que pontuei acima, o documentário ainda nos leva por um passeio muito gostoso por Buenos Aires, revisitado as casas noturnas onde María Nieves e Juan Carlos costumavam se apresentar, e indo a lugares da Buenos Aires atual, como cafeterias e pizzarias.

Bom, resumindo o que eu tenho a dizer a vocês a respeito de Un Tango Más: Apenas vejam! ❤

Y además…

Te dejo una entrevista con María Nieves 🙂

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Companhia “El Abrazo Tango” estreia novo espetáculo em Belo Horizonte

“O Tango é um ritmo de raízes populares, com influências de diversas origens, e que agregou elementos de tal refinamento que se aproxima ao erudito. Por isso é uma música tão rica. Já enquanto uma dança, o tango tem como sua maior característica o abraço. Acho que o Tango é a conjugação de tudo isso: a riqueza da música, a densidade própria da dança popular e a figura do abraço, ou seja, tudo o que torna esse ritmo tão apaixonante”.

É assim como Navir Salas Morales, da companhia El Abrazo Tango, define esse gênero tão envolvente.

E, justamente, tango é o que teremos nesta semana, em Belo Horizonte, com apresentações do novo espetáculo da companhia, o Batuca Tango 😍. Dirigido por Navir, as apresentações vão acontecer no Teatro Bradesco, nos dias 27, 28 de fevereiro e 01 de março.

Companhia El Abrazo Tango / Divulgação

O grupo El Abrazo Tango subiu aos palcos pela primeira vez em 2008 e, de lá pra cá, foram várias apresentações.

Navir contou para a Calle Hispánica que, desta vez, a inspiração do Batuca Tango está nos tambores do candombe (uma dança com atabaques, típica da América do Sul) e na pulsação do coração ❤.

“O espetáculo fala de emoção, de ritmo, de batida, de pulso. Queremos mostrar o tango que bate no tambor, no corpo, que brinca e que toca a alma. É isso que o público pode esperar”, afirma Navir Salas Morales.

As informações sobre os ingressos para o espetáculo Batuca Tango estão disponíveis no site do Teatro Bradesco.

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