Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Categoria: Cinema

5 materiais para você entender quem foi Simón Bolívar 🙂

Apesar de ocupar um papel central no processo de independência das colônias hispano-americanas, a história de Simón Bolívar não é um tema abordado de forma recorrente aqui no Brasil.

Ainda que sua influência tenha sido muito mais forte em países como Venezuela, Colômbia, Bolívia e Peru, isso não diminui a necessidade e relevância de uma análise do papel desempenhado por essa figura,q ue ficou pupolarmente conhecida como “O Libertador”, na construção da América Latina. E, não custa nada lembrar que nós, brasileiros, somos latinos.

Simón Bolívar nasceu na atual Caracas, capital da Venezuela, exatamente no dia 24 de julho de 2018 (o homi era de leão, minha gente 😄 rs). E, pegando carona na data, que marca o aniversário de 235 anos de Bolívar, a Calle listou 5 materiais, entre filmes, documentários e livros, que podem nos ajudar a compreender o essa figura representou dentro do contexto da América Latina.

Confira! 🙂

Bolívar el Hombre de las Dificultades

Filme venezuelano de 2013 que aborda os desafios  enfrentados por Simón Bolívar durante os anos de 1815 e 1816.

Confira a Sinopsi en español (😜) desse longa-metragem.

“Venezuela está en guerra. El país se encuentra dividido. Hay familias enteras desgajadas en bandos opuestos. Corre el año de 1815 y la Segunda República cae estrepitosamente. El gran derrotado es Simón Bolívar, recién nombrado Libertador, quien sale fugitivo desde Cartagena. Bolívar llega a Jamaica en medio de las peores dificultades. Busca ayuda de otras naciones para liberar a América. Europa le cierra las puertas. El presidente de la rebelde Haití acepta recibirlo y escuchar sus propuestas. Bolívar zarpa de Haití como comandante de una pequeña pero valiente flota, dispuesta a dar la vida por sus ideales. Se inicia una nueva batalla de las muchas que librará el Hombre de las Dificultades por llevar la libertad a la América hispana”.

Conociendo a Bolivar 

Documentário produzido em 2010, que narra desde o nascimento de Bolívar, em em Caracas no ano de 1783, até sua morte na Colômbia, em 1830.

A produção aborda a vida familiar de Simón Bolívar, sua formação política e militar, bem como os êxitos e fracassos que marcaram não só a história desse personagem, mas também a história da América Latina.

Quién es Bolívar? 

Nesse documentário, a história de Bolívar é retomada de maneira mais superficial, já que o objetivo da produção é fazer uma reconstrução científica do rosto do Libertador.

Simón Bolívar (Alfonso Rumazo González)

Nessa obra, o escritor e historiador equatoriano Alfonso Rumazo González traça um perfil psicológico de Bolívar, abordando, ainda, suas motivações e sua secreta vida privada.

Obs.: A versão digital e en español do livro Simón Bolívar está disponível na Amazon, por um precinho super bacana! 💜

Ebook Simón Bolívar, de Alfonso Rumazo González

O General em Seu Labirinto (Gabriel García Márquez)

Já imaginou navegar pela história de simón Bolívar através das letras de Gabriel García Márquez? 😍 Sim, é possível! rs O livro O General em seu Labirinto, foi escrito pelo colombiano, que refez o percurso de Bolívar tanto no plano físico quanto no espiritual, estabelecendo um paralelo entre sua viagem até Cartagena das Índias, de onde ele partiria rumo ao exílio, e sua jornada inevitável à morte.

O Geral em Seu Labirinto, de Gabriel García Marquez

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Copa 2018: Brasil, México e a cultura latina em campo 💚

Nesta segunda-feira (02/07), veremos Brasil e México jogarem pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2018. Apenas um vai seguir na disputa e nosso coração fica como?! 😞

Obs.: Sim, vou torcer pelo Brasil, porque, né?! Sou brasileira rs Maaas, fica aquele desconforto no coração 💔.

Enfim! Deixando o clima de disputa para la cancha, a Calle listou algumas ocasiões em que a parceria entre Brasil e México contribuiu para fortalecer, não só as culturas nacionais, mas a cultura latina! 🇧🇷 💚 🇲🇽

🎬 Começando pela Sétima Arte

De acordo com a Agência Nacional de Cinema (Ancine), Brasil e México coproduziram 4 filmes entre os anos 2006 e 2016.

As produções colocam em campo o talento de artistas como Diego Luna, Alice Braga, Paulo Betti, Gael García Bernal, Leona Cavalli, Jair Rodrigues e Chico Diaz.

➡ Confira o trailer de O Ardor, filme protagonizado pela brasileira Alice Braga e pelo mexicano Gael García Bernal.

🎤 ¡A cantar!

Além do cinema, México e Brasil também batem um bolão na música (e a gente ADORA! 💚).

Dentre os artistas mexicanos que mais gravam com os nossos cantores brasileiros, Julieta Venegas é a que mais aparece na nossa lista.

Saudade – Julieta Venegas e Otto

Ilusión – Julieta Venegas  e Marisa Monte

Miedo – Julieta Venegas e Lenine 

Estou Apaixonado – Thalia e Daniel

📺 Televisão 

E quando se trata de Brasil e México, acho que a parceria entre SBT e Televisa é a mais simbólica para nós, brasileiros. Afinal, quem nunca sentou para assistir a um episódio de Chaves que atire o primeiro sanduíche de presento! 😆

A primeira novela mexicana a ser transmitida pela emissora do tio Sílvio, foi Os Ricos Também Choram, em 1982. De lá pra cá, 90 produções mexicanas foram ao ar aqui no Brasil, através do SBT, com um destaque especial para a trilogia das Marias (Maria Mercedes, Marimas e Maria do Bairro).

A parceria entre a emissora brasileira e a mexicana segue vigente até 2019, quando termina o contrato que, esperamos,  seja renovado! Afinal de contas, quem consegue imaginar a programação do SBT sem as telenovelas mexicanas?! 💛

Conclusão deste post

Independente do resultado da partida desta segunda-feira, torcemos para que a parceria entre Brasil e México se fortaleça cada vez mais e que a nossa cultura latina brilhe seu valor para mundo!✨

Confira também:

➡ Somos insistência, somos resistência, SOMOS latinos!

➡ #Copa2018: Brasil enfrenta o México e reascende a troca cultural entre os países

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Resenha: Documentário argentino “Un Tango Más”

Cumprindo a meta do 3° dia do desafio “Sete metas para sete dias”, escolhi o documentário argentino Un Tango Más, do diretor German Kral.

A história contada é a dos bailarinos  María Nieves e Juan Carlos Copes, figuras que marcaram a história do tango argentino.

Desde mi más humilde punto de vista, o documentário é simplesmente um filmaço!💜 A produção alterna (de forma muito inteligente!) o relato dos protagonistas com a interpretação “dançada” de bailarinos/atores.

E o filme nos traz não apenas a história de María e Juan, mas também reflexões bastante profundas sobre relacionamentos, escolhas e vida.

“No va a llegar a haber nunca más una pareja de tango como la nuestra” – María Nieves

Juana Carlos Copes e María Nieves / Foto: Distribution Company

Através de um passeio por imagens, fotografias e memórias, María resgata e compartilha com o público sua história de amor com o tango, que está tão intimamente relacionada à sua história com Juan Carlos. Inclusive, em um de seus depoimentos, María conta que, no início, rendeu-se ao tango apenas para estar com Juan. E eis que um amor levou ao outro. A dupla casou-se e dividiu durante muitos anos os palcos e a vida.

O talento e a paixão pela dança fez com que Buenos Aires ficasse pequena demais para eles. E, então, cruzaram o mundo, chegando até a Broadway.

No entanto, ao longo desses anos, enfrentaram muitos conflitos na vida pessoal.

María conta no documentário que, em nome do tango, abriu mão da maternidade, trazendo a tona essa questão tão  complexa e tão nossA.

María dedicou-se ao bailado de corpo e alma e, entre coreografias e apresentações, não viu o tempo passar.

Juan Carlos, por outro lado, teve outras mulheres e duas filhas.

Un baile que trascendió los conflictos

A história  dos dois é permeada por emoções tão intensas quanto o bom e velho tango. E o mais surpreendente do documentário é que essa onda de sentimentos diversos é quase palpável nas cenas, diálogos e danças. Emoções à flor da pele é o que temos aqui! ❤

Fim da parceria

A relação entre os dois deteriorou-se a tal ponto que, ao final da parceria de trabalho (o casamento já havia terminado), María e Juan Carlos já não se falavam e, nem mesmo se olhavam.

E por que ainda dançavam juntos? Porque o amor que eles tinham pelo tango era muito maior que o descontentamento que sentiam por ainda terem que conviver um com outro, estando ambos conscientes de que juntos eram maiores.

E ela conta que a separação artística lhe doeu muito mais.

No filme, María e Juan gravaram as cenas em separado, cada cual por su lado. Compartilharam uma história que fez (e faz!) do tango argentino um elemento cultural ainda mais importe no mundo da dança. No entanto, já não compartilham nada mais que isso 😟.

Para nós, telespectadores, fica muito claro que Un Tango Más não é apenas um documentário biográfico. O filme é um mergulho na reflexão sobre como lidar com emoções tão intensas, como paixões, desilusões e mágoas. E toda essa reflexão vem embalada por esse ritmo tão envolvente e marcada pelos passos certeiros. Todos esses elementos nos prendem à tela até a última cena!

Além disso (tudo) que pontuei acima, o documentário ainda nos leva por um passeio muito gostoso por Buenos Aires, revisitado as casas noturnas onde María Nieves e Juan Carlos costumavam se apresentar, e indo a lugares da Buenos Aires atual, como cafeterias e pizzarias.

Bom, resumindo o que eu tenho a dizer a vocês a respeito de Un Tango Más: Apenas vejam! ❤

Y además…

Te dejo una entrevista con María Nieves 🙂

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Unidos do Netflix: 5 programas para colocar o Espanhol em dia durante o Carnaval

Hola, mi gente buena! ☺

Sim, o blog andou parado nesse comecinho de 2018, porque a “loka do espanhol” aqui precisava de umas férias (😅) da agenda de atividades da Calle.

Pero, ¡basta de lamentos! Aquí estoy super lista para seguir con el español nuestro de cada día 😜.

E a parada é a seguinte: Carnaval já está aí batendo à nossa porta e sabemos que muita gente curte cair no samba e se jogar na folia. Maaaas, também há quem prefira aproveitar este feriadão para descansar (así soy yo! 🙈).

Então, pensando nisso, a Calle Hispánica separou algumas dicas para você que vai sair no bloco “Unidos do Netflix”. O objetivo aqui, claro, é colocar o espanhol em dia até a quarta virar cinzas! 🎉 rsrs

Bora lá?! 🙂

  • Ingobernable

A Netflix já confirmou a estreia da segunda temporada de Ingobernable para este ano. Então, quem ainda não viu ou quem já viu, mas precisa relembrar todo o desenvolvimento da história, tem aí uma oportunidade de maratonar a série e ficar por dentro de todas as tretas envolvendo Emília Urquiza, a primeira dama babadeira.

Confira: 5 razões pelas quais você deveria assistir a Ingobernable

  • La Reina del Sur

Seguindo com a poderosa Kate Del Castillo, temos mais uma dica de séria digna de ser maratonada! (E essa está na minha lista 📝)

Baseada na obra do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, La Reina del Sur conta a história de Teresa Mendoza, uma mulher daquelas que a Kate ADORA interpretar: Babadeira!

Após enfrentar muitas tretas pesadas, ela acaba virando a narcotraficante mais importante do sul da Espanha.

A primeira temporada está disponível na Netflix e, a Telemundo, rede de televisão responsável pela produção, já avisou que agora em 2018 teremos a estreia da segunda temporada da série.

  • Las Chicas del Cable

Para quem quer menos tiro, porrada e bomba, mas não abre mão da nossa boa e velha problematização, Las Chicas del Cable pode ser uma ótima pedida!

Obs.: Lembrando que a série espanhola é uma boa oportunidade para termos contato com o sotaque da Espanha 😜

Confira: Las Chicas del Cable: Netflix libera trailer de sua primeira série espanhola

  • Peru: Tesouro Escondido

É fato que, quando falamos em Peru, nos vem de imediato à mente, a imagem vibrante de Machu Picchu. No entanto, a proposta desse documentário, lançado em 2017, é justamente apresentar um olhar mais diversificado sobre o país. (Já está na minha lista também! 😍 📝).

  • Seu filme favorito com a legenda (ou o áudio) EN ESPAÑOL 

Já pensou em assistir ao seu filme favorito da VIDA com a legenda ou com o áudio em espanhol? 😍 Gente, isso é MARA para ganhar vocabulário! Especialmente se você já tiver assistido ao filme umas 399 vezes e se, graças a isso, você já souber praticamente todas as falas! rsrs

Meu filme da Vida é (e sempre será!) Dirty Dancing. Como realmente tenho dificuldades em aceitar outra voz para meu amado Patrick Swayze, então eu deixo o áudio em inglês e coloco a legenda en español. E é um exercício e tanto para o nosso cérebro nativo do português, ouvir inglês e ler espanhol 💪.

E aí, como está a agenda hispânica de vocês para esse feriadão? Me contem nos comentários e a gente vai trocando figurinhas, combinado?! 😆

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Disney lança trailer de animação inspirada na cultura mexicana

Para quem curte o México (que não é só novela, mas sim, também é novela! rsrs) vem aí uma ótima oportunidade de conhecer melhor uma das características dessa cultura: A forma como os mexicanos lidam com a morte.

A Disney – Pixar lançou nesta semana o trailer da animação ‘Coco’, que tem como tema central a tradicional celebração do Dia dos Mortos no México. (Isso mesmo, gente! Para nossa alegria, a Disney vai colocar cultura latina nas telonas!)

Confira o trailer oficial de ‘Coco

Segundo o diretor, Lee Unkrich (o mesmo de ‘Toy Story’), a animação, repleta de homenagens à cultura mexicana, é uma verdadeira carta de amor ao país (já gostei!).

A história de Coco

Miguel é um menino de 12 anos que vive num alegre povoado mexicano. Em sua família, a música é algo proibido há décadas, por ser considerada portadora de uma maldição. Agora eu pergunto a vocês: Adivinhem só qual é a grande paixão de Miguel? A música!

Imagem: Magazine HD / Reprodução

Sonhando em transformar-se no seu ídolo, um cantor já falecido, Miguel termina acidentalmente dentro do mundo dos mortos, na noite do dia 1° de novembro. E lá o menino encontrará não só os seus antepassados, mas também suas história.

Nessa viagem ao lado de lá, a animação se propõe a mostrar ao público, através dos olhos de Miguel, todas as cores e formas dessa tradicional manifestação cultural mexicana.

Coco chegará aos cinemas no mês de novembro, logo após a celebração do dia 02, El Día de Los Muertos.

E aí? Alguém mais já quer ver Coco? rs

Y además…

Memo Aponte, exitoso actor mexicano de doblaje, nos cuenta todo lo que sabe sobre la película ‘Coco

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Hecho en México: A visão de um país segundo seu povo

La coctelera / Reprodução

Já vimos o país da Maria do Bairro, da Paola Bracho, do Chaves e de tantos outros personagens ser retratado bem na tela da nossa TV. No entanto, Hecho en México, dirigido por Duncan Bridgeman, nos traz um outro olhar. Ou melhor, nos traz diversidade de olhares. O documentário pinta com riqueza de nuances (e MUITAS cores!) o atual México e o que é ‘ser mexicano’.

Dividido em 8 capítulos (“¿Qué es ahora?”, “Libertad”, “Fronteras”, “¿Quién lleva los pantalones?”, “Resistencia”, “Me gusta mi medicina”, “¿Alma?” y “¿Quién soy?”), Hecho en México percorre caminhos que vão de norte a sul do país, colocando em foco as representações culturais que se mantém vivas e fortalecem a nacionalidade desse povo.

O que vemos cena após cena é uma multiplicidade de rostos que mostram um país que vai muito além de muros, violência e narcotráfico. Essas dificuldades existem sim, mas não anulam, de forma alguma, todas as peculiaridades culturais que fazem do México a nação vibrante que é (Ay, Caramba!).

A trilha sonora do documentário desfila entre gêneros como rock, norteño, cumbia e música eletrônica. Cada um dos temas apresentados entrelaça-se ao assunto em questão, cumprindo o papel de também contar a história.

Nomes como Gloria Trevi, Alejandro Fernandéz, Natalia LaFourcade, Emmanuel del Real, Los Tucanes de Tijuana e Guadalupe Esparza colocam sua voz em cena para ajudar a cantar a complexidade da identidade mexicana.

Além dos artistas conhecidos pelo grande público, a riqueza musical do país também é representada por artistas anônimos que fazem das ruas, o palco onde apresentam sua arte de cada dia.

Cena do Documentário “Hecho En México”

O culto à Virgem de Guadalupe é apresentado como sendo tão forte quanto a própria consciência do “ser mexicano”. O documentário deixa claro que se trata de uma devoção que vai muito além do ato de ajoelhar-se, juntar as mãos e tecer uma prece. É o elevar de olhos, coração e pensamento em direção aquela que protege, abençoa e ilumina.

Em tempos de tensão e incerteza, em que temas como fronteira, limite e divisão vêm tomando conta do noticiário internacional (especialmente após as eleições da Casa Branca), o documentário é uma carona para quem sabe desfrutar de um mergulho em culturas diversas. Hecho en México é, na verdade, uma ótima oportunidade para conhecer a versão deles, sobre eles mesmos.

Obs.: Hecho en México está disponível no Netflix, com áudio original em espanhol e com legenda em português como opção. Corre lá!

Y además… 

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