Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Categoria: Entrevista

Ciganos na Espanha: conquistas, reivindicações e cultura à flor da pele

No início do ano nós tivemos aqui no blog um post para celebrar o Día Internaccional Del Pueblo Gitano. A publicação trouxe 5 músicas pra gente curtir o ritmo pulsante dessa cultura.

No entanto, levando-se em consideração a forte presença dos ciganos na Espanha, esse encontro de duas culturas tão vivas (e lindas! ❤) merece mais espaço aqui na nossa Calle. Por isso e também para entendermos as questões culturais e a atual situação do povo cigano na Espanha, eu conversei com o presidente da Unión Romaní (organização não governamental dedicada à defesa da comunidade cigana) Juan de Dios Ramírez-Heredia.

[SPOILER: Vocês sabiam que o Brasil teve um presidente cigano? 🤔 Então, é só seguir aqui que já, já conto pra vocês o nome dele. Ou melhor, o Juan de Dios vai contar 😉]

Os ciganos estão espalhados por quase todas as regiões do mundo. No que se refere à sua origem, há um consenso entre os especialistas de que a Índia seria o local de surgimento desse povo.

De acordo com a Unión Romaní, embora não seja possível definir de forma precisa, estima-se que cerca de 750.000 ciganos vivam na Espanha e, desse total, quase a metade (cerca de 350 mil) encontra-se em Andaluzia.

“A cultura cigana está presente na Espanha desde o século XV e, na região de Andaluzia é possível vive-la e senti-la de forma mais intensa. Os costumes ciganos se transformaram em sinais de identidade de todo o povo andaluz. Está claro, e ninguém deveria colocar isso em questão, que Andaluzia não seria a mesma sem os ciganos. Por outro lado, nossa história e nossa cultura ainda são grandes desconhecidas e não gozam do reconhecimento merecido por parte das instituições. Por isso, as associações ciganas estão reivindicando que a história e a cultura do nosso povo sejam disciplinas que integrem o currículo escolar. Em algumas comunidades, com em Castilla e em León, isso já acontece”, explica Juan de Dios.

O presidente da Unión Romaní destaca que do Primeiro Congresso Mundial cigano, realizado em Londres, em 1971, surgiram acordos importantes que se mantêm até hoje. “Como exemplo, podemos citar a Bandeira Cigana (azul e verde, com a roda vermelha ao centro e o Hino Internacional Cigano (Gelem, Gelem). Decidiu-se também na ocasião exigir da Alemanha uma indenização pelas vítimas do Samudaripen (o Holocausto cigano), para que essa verba fosse investida na educação, formação e capacitação das comunidades ciganas que sofreram com esse extermínio. Também fruto desse Congresso, em 1978, a ONU reconheceu o Povo Cigano como uma Minoria Cultural Não Governamental”, pontua Juan de Dios.

Outro questão destacada por Juan é que para se conseguir políticas e ações mais efetivas no que se refere à educação, à inclusão no mercado de trabalho, ao melhor acesso à saúde e à moradia, é fundamental que a opinião dos ciganos seja levada em consideração.

Segundo o presidente da Unión Rumaní, o desejo de por fim aos preconceitos que a maior parte da sociedade tem em relação aos ciganos também faz parte das reivindicações atuais.

“Atualmente, nós ciganos somos cidadãos de pleno direito, assim como o resto dos cidadãos espanhóis. No entanto, grande parte dos ciganos ainda vive em situação de exclusão social. Os principais problemas concentram-se na educação, emprego e moradia. O abandono escolar por parte dos jovens ciganos chega aos 64%. Além disso, estamos lutando pelo direito de termos uma identidade cultural reconhecida. Por isso, falar de inclusão hoje em dia é uma falácia, pois a igualdade de oportunidades ainda não é real”, explica Juan de Dios.

Cultura cigana

E quando falamos em cultura cigana, de imediato nos vem à mente o vibrante flamenco.

“A música é um dos elementos fundamentais da cultura cigana e o flamenco é, sem dúvidas, uma das mais ricas contribuições da nossa cultura à cultura universal. Por isso, a Unesco o declarou Patrimônio Imaterial da Humanidade em 2010”.

E quanto aos artistas ciganos que colaboraram para o reconhecimento dessa cultura, Juan destaca Camarón de la Isla, Django Reinhardt, Raimundo Amador, Carmen Amaya, Joaquín Cortés e Los Gipsy Kings.

“Aos já mencionados, devemos incluir também personagens como Juscelino Kubitschek, Soraya Post (membro do parlamento europeu), Rafael de Paula (toureiro) e Eric Cantona (jogador de futebol). Há, ainda, outros ciganos que seguem lutando por sua comunidade e pelo seu reconhecimento, como o jornalista  Joan Oleaque, a advogada Carmen Santiago, a professora  Ana Giménez e a estilista Juana Martín.

Para quem está planejando viajar à Espanha, Juan de Dios deixa a dica: “Não há um lugar específico e concreto na Espanha onde seja possível viver a cultura cigana em sentido amplo, pois cada família vive essa cultura de forma interna. No entanto, há muitos lugares onde é possível desfrutar de uma das expressões mais conhecidas da nossa cultura, o flamenco. Se me perguntam sobre um lugar, eu sugiriria Casa Patas, em Madrid”.

5 músicas para celebrar ‘el Día Internacional del Pueblo Gitano’

Y además…

Entrevista completa con el presidente de la Unión Romaní, Juan de Dios Ramírez-Heredia

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Además: Estrevista completa con Juan de Dios Ramírez-Heredia

Para hablar un poco sobre la comunidad gitana en España y también sobre su cultura, Calle Hispánica entrevistó al presidente de la Unión Romaní, Juan de Dios Ramírez-Heredia.

Juan de Dios Ramírez-Heredia, presidente de la Unión Romaní

1) ¿Es posible definir cuántos gitanos viven en España? 

En España no hay datos certeros al respecto, porqué en los censos de población no se recoge la etnia de las personas. Sin embargo, calculamos que actualmente la población gitana española está formada por unas 750.000 personas, de las cuales casi la mitad se encuentran en Andalucía, donde viven cerca de 350.000 gitanos, lo que supone un 5% de la población total de esa zona.

2) ¿Cuáles fueron las principales conquistas de ese pueblo? 

El 8 de abril de 1971 se celebró el Primer Congreso Mundial Gitano, en Londres, al que acudieron rromà de 25 países diferentes. De allí salieron acuerdos importantes que se mantienen hasta el día de hoy: se creó la Bandera Gitana (azul y verde, con la rueda roja en el centro) y el Himno Internacional Gitano, Gelem, Gelem; se decidió estandarizar la lengua gitana, el rromanò; y exigir una indemnización a Alemania por las víctimas del Samudaripen (el Holocausot gitano) para invertirlas en formación, educación y capacitación para las comunidades gitanas que habían padecido el exterminio. También fruto de ese Congreso, en 1978, la ONU reconoció al Pueblo Gitano como una Minoría Cultural No Gubernamental.

3)  Actualmente, ¿Qué lugar ocupa la cultura gitana en España?

La cultura gitana está presente en España desde el siglo XV y ha aportado mucho a la cultura española, por ejemplo, hay más de 80 palabras que usamos en castellano que provienen de nuestra lengua, el romanò. En Andalucía, la cultura gitana se ha vivido como en ningún otro lugar de España, ya que las costumbres asociadas a los gitanos se han convertido en señas de identidad de todo el pueblo andaluz. Está claro, y nadie debería ponerlo en duda, que Andalucía no sería lo mismo sin los gitanos. Y por ende España tampoco.

Sin embargo, nuestra historia y nuestra cultura todavía son grandes desconocidas y no gozan del reconocimiento merecido por parte de las instituciones. Por eso, las asociaciones gitanas estamos reclamando que la historia y la cultura de nuestro pueblo se estudien en los colegios. En algunas comunidades, como en Castilla y León, ya se ha incorporado al currículum educativo y en muchas ciudades españolas ya se han aprobado mociones para instar a los gobiernos autonómicos a hacer lo mismo.

4) El flamenco es una expresión artística conocida mundialmente. Pero, ¿cuáles son las otras formas de arte gitano que, en su opinión, no tienen todavía su debido reconocimiento?

La música es uno de los elementos fundamentales de la cultura gitana y el flamenco es, sin duda, una de las más ricas aportaciones de nuestra cultura a la cultura universal.  Por eso la UNESCO lo declaró Patrimonio Inmaterial de la Humanidad en 2010. Aunque está es la expresión artística más representativa del Pueblo Gitano, también encontramos gitanos en otras muchas disciplinas. Por citar algunos, en el mundo del cine tenemos a Charles Chaplin, Helen Mirren o Michael Caine. También hay grandes pintores gitanos, como Lita Cabellut, la artista española viva más cotizada del mundo del arte, Ceija Stoika, Helios Gómez, Luis Heredia Amaya… Y en el campo de las letras, Wronislawa Wajs (Papusza), José Heredia Maya, Rajko Djuric, Bajram Haliti…

5) Y ¿cuáles son los artistas gitanos que tienen/tuvieron gran importancia en la difusión de la cultura de ese pueblo?

Hay muchos artistas gitanos que han ayudado a la visibilización y reconocimiento de nuestra cultura. A los anteriormente mencionados deberíamos añadir a grandes figuras de la música y el baile, como Camarón de la Isla, Django Reinhardt, Raimundo Amador, Carmen Amaya, Joaquín Cortés, Los Gipsy Kings…  Y un amplio etc. de personajes que han influido mucho en sus disciplinas y en sus sociedades: Juscelino Kubitschek (fue presidente de Brasil); Soraya Post (eurodiputada); Rafael de Paula (torero); Eric Cantona (futbolista)… Y después muchísimos gitanos de a pie que están luchando por su comunidad y su reconocimiento: el periodista Joan Oleaque; la abogada Carmen Santiago; la profesora de universidad Ana Giménez; la diseñadora de moda Juana Martín; el politólogo Pedro Aguilera; el experto en rromanò Nicolás Jiménez…

6)  En 1977, los gitanos españoles presentaban la siguiente reivindicación a los partidos políticos: Lo que buscan los gitanos es que, detente el Poder quien lo detente, se les considere a ellos y su cultura, como españoles a todos los efectos y se reconozca su derecho a tener un puesto en la sociedad”. ¿Cómo evalúa usted  la situación de los gitanos en España, hoy día?

Actualmente, los gitanos somos ciudadanos de pleno derecho, al igual que el resto de los ciudadanos españoles, por lo que, sobre el papel, disfrutamos exactamente de los mismos derechos. Sin embargo, gran parte de los gitanos siguen viviendo en situación de exclusión social. Los principales problemas se centran en la educación, el empleo y la vivienda. Por mencionar algunos ejemplos, el abandono escolar temprano de la juventud gitana se sitúa en el 64%, sufren una tasa de paro doble que la del resto de la población y siguen sin gozar de un acceso a la vivienda en condiciones. Además, los gitanos estamos luchando por nuestro derecho a ser reconocidos como identidad cultural. Por ello, hablar de inclusión hoy en día es una falacia, porqué la igualdad de oportunidades aún no es real.

¿Y cuáles son las reivindicaciones actuales? 

El Pueblo Gitano está reclamando ser artífice de su propia promoción social. Para conseguirlo, es necesaria una mayor implicación por parte de las administraciones, una financiación más ágil y más realista y que se tenga en cuenta nuestra opinión y manera de hacer para conseguir políticas y actuaciones exitosas, en ámbitos como la educación, la promoción social, la inclusión laboral, o el mejor acceso a la salud y a la vivienda, por ejemplo.

Otra reivindicación gitana que sigue latente hoy en día es enterrar los prejuicios que la sociedad mayoritaria tiene sobre nosotros y que se amplifican a través de los medios de comunicación. La ciudadanía debería formarse valoraciones de los gitanos a través de experiencias reales y no de lo que oye por ahí o de lo que ve en la televisión.

7) ¿Cómo considera la actuación de la prensa en lo que se refiere al reconocimiento del pueblo gitano?

Desde Unión Romaní elaboramos anualmente un estudio estadístico, ‘¿Periodistas contra el racismo? La prensa española ante el Pueblo Gitano’, en el que analizamos precisamente el trato que le da la prensa española a las noticias relacionadas con la comunidad gitana. En el estudio del 2016 constatamos una vez más que en los medios sigue habiendo racismo: un 19% de las noticias analizadas se trataron de forma negativa. Así la palabra “gitano” aparece en muchas informaciones de forma gratuita y contribuye, básicamente, a continuar estigmatizando a la comunidad. Además, pocas veces se da voz al Pueblo Gitano para contrastar la información. Lo peor es que esta manera de actuar se acentúa cuando se narra un hecho ya de por sí negativo –asesinatos, delincuencia, etc.–. Algo perverso, porque es justamente en esos casos cuando se debería ir con más cuidado y priorizar la rigurosidad y la imparcialidad.

Otro aspecto a destacar es que los temas están muy encorsetados. O se nos asocia con delincuencia y marginalidad o aparecemos ligados al folclore. Los estereotipos han conseguido dañar nuestra imagen porque han conseguido invisibilizar a buena parte de nuestra población, a los miles y miles de gitanos que viven en la “normalidad”. El prejuicio nos arrincona a ser marginales o bohemios artistas, y esa no es la realidad de nuestro pueblo.

8) A los brasileños que se van de viaje a España, ¿les sugiere algún sitio específico en donde se pueda vivir la cultura gitana

No hay un lugar concreto en España donde se pueda vivir la cultura gitana, en sentido amplio, porqué cada familia la vive de forma interna. Sí que hay muchos lugares donde puede disfrutar de una de las expresiones más conocidas de nuestra cultura, el flamenco. Si me pide uno, le sugeriría Casa Patas, en Madrid.

9) Y por fin, ¿Qué significa ser gitano?

Ser gitano es sentirse gitano, ser partícipe de un sistema de valores que impregna todo el cuerpo y que tamiza la percepción exterior en base a una cultura milenaria. Es tu forma de ver la vida, tus raíces, tus valores…

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Frida Kahlo: Muito mais que sobrancelhas marcantes

Magdalena Carmen Frida Kahlo Calderón. Sim, pessoal, vamos falar sobre a Frida! 🙂 (E ela dispensa qualquer tipo de apresentação 💚)

Julho é a época em que devemos celebrar Frida Kahlo mais que nunca. Isso porque foi num mês como este que a pintora mexicana veio ao nosso mundão (em 06/07/1907) e, 47 anos depois (em 13/07/1954), despediu-se dele.

Atualmente, a figura de Frida segue viva e seu nome se faz cada vez mais forte e presente. A todo momento encontramos seu rosto estampado em camisas, bolsas, canecas, artigos de decoração e por aí vai!

Super Tela / Reprodução

Carão expressivo, olhar desafiador e sobrancelhas marcantes como SÓ-ELA-TINHA! Mas, sabemos que Frida Kahlo é muito mais que isso. Muito mais que uma estampa, muita mais que o último grito da moda.

Conhecida nos quatro cantos do mundo, a pintora mexicana é um dos maiores ícones da cultura latina. E para falar sobre ela, a Calle Hispánica conversou com Martha Zamora, autora de “El Pincel de La Angústia”, biografia considerada como uma das mais completas sobre Frida Kahlo.

Publicado pela primeira vez em 1987, o livro de 407 páginas já foi traduzido para 5 idiomas e continua sendo publicado em espanhol.

Porrúa / Reprodução

Sobre o início dessa relação com a figura da pintora, Martha nos conta: “Desde que a vi pela primeira vez, quando tinha 6 anos, passei toda a minha vida reunindo informações sobre Frida Kahlo. Sua presença colorida me deslumbrou (…). Estudar um ser tão extraordinário, tão cheio de facetas, me fez amadurecer para poder compreendê-la. Passei as fases jovem e adulta da minha vida num meio conservador e limitado. Não se falava em homossexualidade, nem em aborto. Frida me ensinou a VER, realmente ver, a beleza das pequenas coisas. Me impressionou sua bondade. Normalmente, a medida que envelhecemos e, talvez, por conta das desilusões ou más experiências, deixamos a bondade de lado. Ela lutou para conservá-la e isso, somado ao exemplo de que é possível florescer mesmo debaixo de uma grande árvore, será a lição de vida que buscarei ter em mente para o resto da minha vida”.

(Em 1929, Frida Kahlo casou-se com o já consagrado pintor mexicano, Diego Rivera. E eis o florescer, mesmo debaixo de uma grande árvore, mencionado por Martha Zamora.)

Num passeio rápido pela internet, encontramos diversas opções de biografias, reportagens e filmes sobre a pintora e muito se fala sobre quem era Frida Kahlo. Em meio a tantas informações e afirmações, nos perguntamos, então, o que Frida NÃO era 🤔.

De acordo com Martha, a pintora mexicana não era uma pessoa depressiva e sofredora. “Considero que apenas no último ano da sua vida, depois que sua perna direita foi amputada, é que essas características se aplicam a ela. Entrevistei muitas pessoas que conviveram com Frida, como amigos, familiares e amantes,  e todos chegaram até ela porque esbanjava vida, bom amor e uma impressionante qualidade de saber ouvir e tentar ajudar aos demais”, destaca a escritora.

Frida no mundo 

Frida é mexicana, mas podemos dizer sem equívoco que sua arte está no mundo e, consequentemente, sua figura, quase sempre sujeito e objeto de sua pintura, também.

Martha Zamora destaca os motivos que, na sua opinião, fazem de Frida Kahlo uma figura tão global. “Sua pintura é emotiva. São quadros pequenos em sua maior parte, que fazem com que nós nos aproximemos física e moralmente a eles. Se dirigem a medos como a morte, o abandono, a esterilidade. Além disso, possuem um ‘quê’ que não se pode captar pela câmera, algo que não é reproduzível”.

Frida Kahlo e a cultura mexicana

Segundo Mrtha Zamora, Frida é, simplesmente, o símbolo artístico mais importante do México. “É a artista (entre homens e mulheres) que avança e abre caminho no mercado para outras, como a brasileira Tarsila do Amaral e para a cubana Amelia Peláez, diante de um Diego Rivera, de um Tamayo, um Orozco, um Siqueiros, que são os gigantes do muralismo que dominavam o cenários em sua época. E ela jamais imaginaria algo assim!”, destaca a escritora.

Martha destaca, ainda, que “a ideia de que a lenda de seus amores, seus problemas físicos e sua forma peculiar de se vestir e se arrumar são os fatores que sustentam Frida Kahlo se esvai se pensamos que os principais museus do mundo aguardam com ansiedade para expor suas pinturas. Esses recintos não cedem seus espaços a lendas, mas sim  a grandes artistas”.

Frida em 2017

63 anos depois de sua morte, essa mulher que muitos conhecem e definem coma “a das sobrancelhas marcantes” é, na verdade, uma referência (e das mais importantes!) de arte, cultura latina, feminismo e força.

De herança para o mundo e para todxs nós que aqui estamos, Frida Kahlo deixou muito mais que suas telas. Deixou sua história, suas cores e sua verdade. Diante de tudo isso, só nos resta reverenciar a figura dessa mulher e tudo que ela representa, além de desejar, hoje e sempre, vida longa à Frida! 💙

Y además…

Te dejamos la entrevista completa con Martha Zamora, autora de la biografia sobre Frida Kahlo, “El Pincel de La Angustia”

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Además: Entrevista completa con la escritora Martha Zamora

Para esta publicación especial sobre Frida Kahlo, Calle Hispánica entrevistó a la autora Martha Zamora, quien escribió la biografia “Frida: El Pincel de La angustia”.

Foto: Antonio Nava

Usted lleva años recompilando informaciones sobre Frida Kahlo. Se puede decir que vive todo ese tiempo con su presencia, ¿Vale? Me gustaría saber ¿Qué le ha enseñado ella?

En efecto, toda mi vida he compilado información sobre Frida Kahlo, desde que la ví por primera vez cuando tenía yo seis años y me deslumbró con su colorida presencia; del kindergarten nos llevaron a ver pintar a Diego Rivera el mural Sueño de una Tarde Dominical, en la Alameda Central. Desde entonces, ella ha vivido conmigo. Mis hijos crecieron con la presencia de una mujer que había muerto más de veinticinco años antes…

Estudiar a un ser tan extraordinario, tan lleno de facetas, me llevó a madurar para comprenderla. Mi vida de joven y adulta reciente estaba enclavada en un entorno conservador y limitado. Ahí no se hablaba de homosexualidad ni de aborto. Si quieres conocer más de ese proceso, que me llevó a no juzgar sino comprender, puedes leer mi libro “En Busca de Frida” que narra mis aventuras conociendo a personajes como Aurora Reyes, Isamu Noguchi, Alejandro Gómez Arias y Emmy Lou Packard.

Frida misma me enseñó a VER, realmente ver, la belleza de las pequeñas cosas. Me impresionó su bondad. Esta es una cualidad que ha perdido vigencia. No admiramos a la gente bondadosa. Admiramos a la gente rica, exitosa, deslumbrante. Los buenos tienen ahora una cierta semejanza con los no muy inteligentes.

En general, a medida que avanzamos en edad, y quizá por desilusiones o malas experiencias, dejamos la bondad a un lado. Ella luchó por conservarla y eso, aunado al ejemplo de que se puede florecer bajo la sombra de un árbol grande, será una lección de vida que procuraré tener en mente por lo que me resta de vida.

Encontramos muchos relatos sobre quién era Frida Kahlo. En su opinión, ¿Qué Frida NO era?

En efecto, se publican una enorme cantidad de libros sobre Frida Kahlo. Desafortunadamente pocos, muy pocos, conllevan investigación. Usualmente toman partes de libros anteriores y cambian de posición las ilustraciones. Unos son de formatos grandes y caros, otros pequeños para bolsillos más reducidos, pero nada nuevo dentro.

Yo creo que NO ERA una persona depresiva y continuamente sufriente. Sólo el último año de su vida, después de la amputación de parte de su pierna derecha, considero que esos calificativos se aplican a ella.

Entrevisté a muchas personas que convivieron con Frida, como amigos, familiares o amantes y siempre llegaron junto a ella porque destilaba vida, buen humor, calidez y una impresionante cualidad como ser compasivo, que te oía, que trataba de ayudar.

Tanto ella como Diego Rivera fueron grandes coleccionistas de exvotos. Estas pequeñas pinturas se realizan para entregarlas en la iglesia en conmemoración de un accidente, una tragedia, un dolor. La obligación del creyente es dejarlas en la iglesia, ofrecer al santo o a la virgen ese dolor y… retirarse a vivir, a vivir plenamente. Eso creo que Frida hacía con su pintura, exsorcisar el dolor, dejarlo atrás. Por eso la Frida que todos recordaban era un ser lleno de alegría. Es sólo que el mensaje visual de su pintura es tan poderoso que borra lo demás. Difícil reconocer a un ser lleno de alegría, como sé que fue ella, viendo La Columna Rota.

Usted escribió el libro “El Pincel de la Angustia”, que nos trae la biografía de Frida. Para escribir sobre ella, ¿Cuál fue el mayor reto? ¿Y qué te ha regalado esa experiencia?

Tuve que superar varios retos para escribir “El Pincel de la Angustia”. En primer lugar, combinaba el trabajo de investigación con mi ocupación regular, realizando catálogos y folletos para la industria en México. No tenía prisa. Me llevó ocho años compilarlo, acariciarlo, sacarlo a la luz y quedarme asombrada con la velocidad de su venta y el alcance geográfico que tuvo.

Apenas unas 3 semanas después tenía sobre mi escritorio un contrato de la compañía editorial japonesa más grande de ese país. Se tradujo rápidamente al inglés, al francés, al alemán y tuve que dejar mis otras ocupaciones para empezar giras y conferencias.

En efecto, el libro me dio los 15 minutos de fama a que todos tenemos derecho (ja-ja). Empecé a viajar invitada por instituciones culturales de México, mi país. Tengo una lista inmensa de estos viajes y, cuando la miro de vez en cuando, me asombro del volumen de trabajo y de energía que consumió.

Me dio, además, la apertura de un mercado. Después de ese libro, fue mucho más sencillo que las librerías principales, las estaciones de televisión y de radio, me abrieran sus puertas para promocionar los libros que siguieron. A nivel personal, la admiración de mis hijos fue un regalo adicional. Para ellos sigo siendo la mamá, pero con sorna me llaman “la célebre escritora”; en mi posición de mujer, es fácil mantener los pies pegados a la tierra. Regresas de aplausos y encomios muy grandes y te vas al supermercado, a la tintorería y a tender la cama. Eso es muy sano. Aunque es indudable que el reconocimiento externo y el placer de constatar que hay personas, que como tú, han recibido algo de la emoción, del placer de escribir la biografía de Frida Kahlo, existen en el mundo y eventualmente se comunican conmigo.

En su opinión, ¿Qué es lo que hace con que la obra de Frida Kahlo sea tan global?

En mi opinión la obra de Frida Kahlo se adapta mejor a la realidad actual que a la etapa en que ella trabajó, de los años veinte al inicio de los cincuenta del siglo pasado.

Ahora abundan libros de autoconfesión de debilidades sexuales o de adicción, de defensa de los minusválidos o “personas con capacidades diferentes”, como ordena lo políticamente correcto. Su pintura es emotiva, son cuadros pequeños en su mayoría que hacen que te acerques física y moralmente a ellos, se dirigen a miedos atávicos como la muerte, el abandono, la esterilidad. Además, tienen “algo” que no puede captar la cámara, que no es reproducible.

Apoyo esto con una anécdota: Cuando se gestaba la película sobre Frida Kahlo, con Salma Hayek, contrataron a un pintor profesional para realizar copias de los cuadros que aparecerían en el filme. Este no sólo era una persona perfectamente capacitada, sino que disponía de cámaras claras y todo género de adelantos técnicos para copiar centímetro a centímetro las pinturas y los colores, el brochazo y las sombras. Estos cuadros resultaron fríos, eran pero no eran, algo faltaba en ellos. Con la cámara cinematográfica en movimiento quizá no fuera obvio. Para mí, parada frente a ellos, veía que algo faltaba.

Y ¿Cuál sería su marca o su principal característica?

La marca de Frida sería la emotividad, aquella cercana calidez de la que hablan quienes la conocieron que resulta transmisible en sus cuadros. Ella no siguió corrientes en boga como el muralismo, los grandes cuadros con narrativa revolucionaria o agrarista. Eso es lo que llamaba la atención en el momento artístico que ella vivió. Por el contrario, se dedicó a hacer una pequeña biografía de una mujer, habitante de un pueblito cercano a la capital de México, que vive y no vive con su esposo, que siente una muerte cercana, que ama a sus pericos, a sus monos araña, a las mariposas, a los pollitos que nacen en esa su casa, su clima y su refugio florido que pinta de azul estridente con pisos amarillos y decora con calacas colgantes vestidas con ropa de ella o de Diego Rivera. Se rodea de música, de amigos, de cigarros y de alcohol y pinta, lenta, esporádicamente.

En su opinión ¿Qué representa Frida Kahlo actualmente para la cultura mexicana?

Cuando se hizo la enorme exposición México-Esplendor de Treinta Siglos en Nueva York, simultáneamente hubo conferencias en varios museos e instituciones culturales. Recientemente una pintura chiquita de Frida, Diego y yo (1949), que mide menos que una hoja tamaño oficio y que ella había intercambiado con otra pintora emergente en su momento, superó el millón de dólares en subasta. Todos opinaron que la “burbuja Frida Kahlo explotaría y los precios bajarían estrepitosamente”. El concepto de que ella se sostiene por la leyenda de sus amores, de sus problemas físicos y su extraño arreglo personal se diluye si consideras que los museos principales del mundo la esperan con ansiedad y triunfan estrepitosamente cuando logran una exposición de su pintura. Esos recintos no se abren a leyendas, sino a grandes artistas.

Ella es hoy día el símbolo artístico más importante de México, la pintora mujer que alcanza las más altas cotizaciones y el artista latinoamericano (hombre o mujer) que avanza a la cabeza abriendo mercado para la brasileña Tarsila do Amaral, para la cubana Amelia Peláez, delante de un Diego Rivera, de un Tamayo, un Orozco, un Siqueiros, los titanes muralistas que acaparaban la atención en su época. ¡¡Nunca se lo hubiera imaginado ella!

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“Estoy Aquí”: 5 motivos pelos quais não enjoamos dessa música 🙂

Quem começou a estudar espanhol antes que a internet se transformasse nessa força onipresente que é hoje, sabe a importância da música Estoy Aquí para o universo hispânico.

A canção foi lançada há 21 anos, mas a verdade é que esse clássico continua sendo um queridinho, não só entre os fãs de Shakira, mas também entre o público em geral.

E hoje, a Calle Hispánica listou 5 motivos pelos quais nós, simplesmente, não enjoamos nunca de Estoy Aquí.

Bora conferir? 😉

Shakira, Shakira – O primeiro motivo da lista dispensa qualquer comentário, né pessoal?! Estoy Aquí foi o primeiro passo de Shakira rumo à carreira internacional. E o talento e carisma dela realçaram os pontos fortes da música. Com uma voz única, dançando como ninguém e com letras que iam más allá das rimas simples, a colombiana conquistou seu espaço no mundo da música e na nossa playlist.

Ano de lançamento – Gente, Estoy Aquí foi lançada em 1996. Ou seja, numa época em que era raríssimo uma canção 100% en español se destacar e repercutir pelo mundo a fora (🌎). E a música da Reina Shakira deu um destaque e tanto ao nosso amado idioma! Então, natural que tenhamos tanto carinho por essa faixa.

Combinação letra triste + ritmo contagiante –  Estoy Aquí fala sobre alguém que sofre por um relacionamento frustrado. A letra é uma mistura de lamento e esperança moribunda (afinal, primeiro ela diz já saber que a relação não tem mais volta e, depois, manda um recadinho, dizendo que está lá, esperando, caso a outra pessoa ainda pense nela rsrs).

No entanto, talvez pela voz inconfundível da Shakira, a música não nos remete à tristeza. A letra em si não é feliz, mas, curiosamente, nós não ficamos tristes ao ouvi-la. Aliás, se bobear, a gente levanta e dança! 😜 rs

Refrão desafio – Tá certo que nem todo mundo sabe de cor aquele refrão, em que a Shakira consegue a proeza de falar zilhões de palavras por cada nanossegundo. Mas, ainda assim, é só a colombiana soltar a voz e dizer “estoy aquí… queriéndote…” e pronto! Todo mundo já sabe de cara qual é a música. E mais! Ninguém resiste a arriscar, nem que seja a parte do “no puedo compreender” rsrsrs 😆.

Versão Remix – A versão original, que já é ótima, ganhou uma versão remix melhor ainda! E o que nem todo mundo sabe é que essa versão mais dançante, considerada como responsável por torná-la conhecida internacionalmente, foi produzida por ninguém menos que o top dos tops entre os Djs, o brasileiro Meme.

Em conversa com a Calle Hispánica, o DJ contou que o convite para o remix foi feito pela Sony Music americana. De acordo com o DJ, isso significaria que não seria preciso pensar nos formatos de remixes comerciais radiofônicos que o Brasil demandava.

Meme, então, optou por fazer a versão pista, para que tanto ele quanto outros DJs pudessem tocá-la.

“Essa versão demorou um tempo para ficar pronta, pois eu experimentei bastante, além de levar a música para outros estúdios além do meu, para gravar percussão”, explica Meme.

Ainda de acordo com o DJ, o pedido para que fosse produzida a versão remix de Estoy Aquí veio sem qualquer tipo de restrição por parte da gravadora.

“Shakira era novata no mercado e não é normal limitar o trabalho do produtor num caso desses, muito pelo contrário. Somos chamados para fazer algo que funcione, e assim foi feito”, explica Meme.

Confira Shakira no programa Domingão do Faustão, cantando a versão remix de Estoy Aquí 

É por isso tudo que Estoy Aquí, além de ser considerada um clássico entre os sucessos en español, também segue firme e forte na nossa playlist de músicas queridinhas! ❤

Y además…

Te dejamos una entrevista en la que Shakira habla sobre el éxito de Estoy Aquí y también sobre su carrera 🙂

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Además: Calle Hispánica entrevista a la ilustradora Flavia Álvarez

Para conocer más sobre la carrera y sobre el trabajo de Flavia Álvarez, Calle Hispánica entrevistó a la ilustradora 🙂

@FlavitaBananaIlustracion / Reprodução

¿Cómo fue que te descubriste ilustradora?

La verdad es que todos somos ilustradores desde pequeños, dibujar es parte de la educación. Algunos sencillamente seguimos haciéndolo, los únicos que hacen un cambio son aquellos que dejan de dibujar. Siempre dibujé, incluso durante la educación secundaria (donde me especialicé en ciencias). Cuando llegó la hora de ir a la universidad, yo me decidí por los estudios artísticos, pese a que no tenía más formación que la propia. Fallé la prueba de acceso a Bellas Artes (obvio) pero me inscribí en la Escuela Massana de Barcelona, un centro artístico donde impartían una carrera semiprivada. Después de esos 4 años tambien cursé allí el ciclo de ilustración, aunque si lo pienso nunca creí que me fuera a dedicar a esto. Quiero decir, a nivel estético no resaltaba, y durante mucho tiempo creí que sólo eso importaba.

Y de Flavia Álvarez hasta Flavita Banana, cuéntanos cómo ha sido este camino.

No creo que una se haya convertido en la otra. Yo sigo siendo Flavia, y Flavita Banana es el nombre que puse para no firmar con mi nombre, sin más. Sí es verdad que las viñetas que empecé a firmar con ese nombre aparecieron uno o dos años después de terminar mis estudios, cuando ya estaba casi convencida de que seguiría trabajando toda mi vida en la restauración o los call centers, y que dibujar sería algo anecdótico. Me cansé de intentar hacerlo bonito, y empecé a poner texto y decir mis verdades. Era algo terapéutico supongo, abrirse tanto a los demás. Abrí la página de Facebook y de ahí hasta ahora.

¿Sobre qué NO es ‘Las Cosas del Querer?

No es sobre los hombres y mujeres normativos. No es sobre la feminidad ni la masculinidad como algo separado. No es sobre el amor romántico ideal. No trata sobre nada establecido, inamovible ni verdadero. Es sólo un punto de vista, una manera de ver las cosas que pretende dar a entender que hay mil maneras de ser, que nadie es mejor que nadie.

¿Quién es la mujer que dibujas en el libro? ¿Cómo la presentarías al público que va a leerlo?

No la asocio a nadie real, es más bien un ente que representa a todos y todas aquellas que pese a tener muy claro cómo quieren que sean las cosas, también son un mar de dudas. Es alguien confiado, combativo, impulsivo y lleno de miedos. Sé que suena contradictorio, pero ahí está la gracia, supongo que ahí está la clave de muchos de nosotros. Somos cambiantes, débiles a veces, y eso no tiene nada de malo.

Cuando terminé de leer el libro, me pregunté: “Cómo hace ella para hablar tan directamente conmigo si ni siquiera me conoce? Entonces, ¿Cómo haces para hablar con todas y, al mismo tiempo, también con cada una?

La verdad es que nunca visualizo al lector o lectora, junto pensamientos que se me han pasado a mí por la cabeza o en la vida real, y cada vez me sorprendo con que tanta gente se sienta identificada. Somos muchas personas sobre la tierra, y supongo que es normal que muchos nos sintamos igual. También creo que nuestra generación tiene esa incertidumbre en común, somos la generación de la total libertad, de todas las posibilidades, y eso nos ha hecho ser inseguros e incoherentes. No sé si es malo o bueno, yo intento que nos riamos de ello.

¿Dirías que tu trabajo es feminista?

Tanto en el libro como en las viñetas de las redes defiendo que los rasgos “masculinos” y “femeninos” de carácter no son implícitos en el sexo con que se nace. No juegas con camiones porque naciste chico, ni te pintas las uñas por nacer mujer. Te enseñan a ser así. Sin embargo todos somos capaces de todo, tanto a nivel físico como intelectual (obviemos el embarazo/parto). Para mí no debe haber ninguna diferencia de derechos entre unos y otras, ni debería haber cambios de comportamiento por estar frente a un sexo o el otro. No defiendo que se sostenga la puerta a la mujeres, que se haga pagar la cena/copas a los hombres, que la caja grande la cargue el hombre pese a que ambos están en la misma condición física. Y esto son ejemplos inofensivos comparado con las enormes diferencias que se dan en el mundo. Así que sí, obviamente mi trabajo es feminista, porque yo lo soy. Igualarnos sólo nos beneficiaría a todos. Y se escapa a mi comprensión que alguien no lo sea.

Es un hecho que nosotras mujeres hemos conquistado cosas importantes, pero también es un hecho que todavía tenemos un largo camino por delante. ¿Cómo ves nuestra situación actualmente?

Sólo puedo hablar desde la perspectiva que conozco, la de mujer blanca joven heterosexual europea. Vamos, una posición muy cómoda. Soy mujer pero todas mis demás “características” me colocan en la cumbre de lo fácil. Por eso muchas veces intento que se entienda que la lucha por los derechos de la mujer no se distancia de cualquier otra lucha contra la discriminación, ya que ese combinado de origen, orientación sexual, edad, raza, es una lotería y sea cual sea tu situación el mundo debe ser capaz de entender que tú tienes los mismos derechos que el resto. Las mujeres estamos logrando cosas porque somos la mitad del planeta y las cosas caen por su propio peso, las nuevas generaciones empiezan a ser conscientes de que no hay una jerarquía hombre-mujer. Eso no se logra haciendo que los hombres nos teman, si no borrando las diferencias, mostrando que somos lo mismo. Todavía falta mucho, pero ya se empieza a valorar el trayecto profesional de las personas independientemente de su género.

¿Los hombres también pueden identificarse con tu libro?

Obviamente. Y no son pocos los que ya lo tienen y lo leen. Todas hemos visto películas de James Bond y viéndolas hemos podido pensar ¿qué habria hecho yo en esa situación?. El mundo de la cultura nos ha martilleado con personajes masculinos como neutros, y femeninos como “para mujeres”. En mis viñetas aparecen casi siempre mujeres, pero no hablo de cosas de mujeres. Hablo de cosas de personas (vivo con 3 chicos desde hace años, créeme que sentimos igual) e intento que, con constancia, se logre identificar cualquier género. Basta con echar una ojeada a los comentarios de mis viñetas en instagram, hay muchas chicas pero también chicos diciendo que les ha pasado. Soy optimista, creo que por lo menos en mi caso se está entendiendo que no me dirijo sólo a las mujeres.

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Para ser tradutor basta dominar um segundo idioma?

Laranja em espanhol? Naranja! Morango? Fresa! E maçã? Manzana!

Fácil traduzir, não é mesmo? Ainda mais hoje em dia, com o digníssimo Google tradutor, certo? Errado! ❌

Ainda que o dicionário defina traduzir como ‘fazer passar (uma obra) de uma língua para outra’, basta pesquisar um pouquinho mais sobre o assunto para perceber que essa atividade vai bem além de, simplesmente, substituir palavras.

E para dar conta dessa tarefa, para montar o quebra-cabeça da tradução, encaixando cada peça no contexto adequado, existem os tradutores. Esses profissionais são responsáveis por construir, num segundo idioma, a ponte que levará o público direto ao lugar onde o autor deu o Checkin. Nesse trajeto, o desafio do tradutor é não permitir que informações e significados se percam pelo caminho.

Sim, meu amigx, traduzir é uma arte! E para entender melhor sobre o assunto, bem como sobre alguns mitos e curiosidades do espanhol, a Calle Hispánica conversou com a tradutora, revisora e professora Damiana Rosa de Oliveira.

“Quando comecei ainda prevalecia fortemente a ideia de que espanhol era fácil de entender e que não precisava ser traduzido. Hoje, as coisas estão mudando e o mercado cresceu consideravelmente. Muitas multinacionais agora possuem uma comunicação única em espanhol com as suas filiais da América Latina, então há uma necessidade diária de tradução do espanhol ao português. Com o advento da Netflix, o mercado da legendagem também aqueceu: há muito conteúdo em espanhol hoje disponível já legendado e dublado para o português, e acredito que este seja só o começo. Além disso, cresceu muito a legendagem de cursos EAD e vídeos institucionais”, explica Damiana.

O papel do tradutor

Levando-se em consideração o mar de palavras que exite num idioma, surge a seguinte questão: seria possível dizer que tudo (T-U-D-O!) é traduzível?

Damiana destaca que o papel desse profissional é, justamente, tornar viável o acesso ao significado. “Isso não é fácil, pelo contrário, é árduo e faz sofrer o tradutor. Mas é o que torna a tradução uma arte. Uma vez me enviaram um slogan que perderia seu significado se eu realizasse uma tradução literal. Conversei na época com a equipe de publicitários que pensou a campanha, expliquei a dificuldade. Encaminhei para eles mais ou menos umas 10 opções diferentes de slogans em que o sentido original não se perdesse para que escolhessem o que se aplicaria à campanha em espanhol. Tornar tudo traduzível é a difícil arte do tradutor”.

Espanhol, Português e a tal semelhança

Especificamente no caso do espanhol, algumas pessoas negligenciam seu estudo por considerá-lo fácil, devido a uma aparente semelhança ao português. A essas situações, Damiana responde com a conhecida frase ‘nada é o que parece ser!’.

“Hoje este estigma está mudando até porque os brasileiros têm viajado mais e sentido na pele a falta que faz levar o espanhol a sério. As empresas também têm exigido no mínimo um espanhol intermediário, porque estão enxergando as potencialidades de comercialização com os países vizinhos”.

Pontos de atenção

Quanto às questões mais delicadas do espanhol, a tradutora afirma que a linguagem coloquial é sempre difícil e delicada e que “é preciso ter muita sensibilidade para garantir a mesma fluidez”, explica.

Para ser tradutor

Ao contrário do que muita gente acredita, para traduzir não basta dominar um segundo idioma. Para atuar nesta área, Damiana também considera fundamental  amar sua língua materna. “Amar sua ortografia, gramática, sonoridade. Amá-la por inteiro. O bom tradutor tem que ser desconfiado, não pode nunca se contentar com a primeira definição que encontrar no dicionário. Deve ter alma de pesquisador. Costumo brincar que tradutor é aquele que lê embalagem de margarina no café da manhã, que lê todos os manuais dos eletrodomésticos, livros bons e ruins. É importante ler de tudo um pouco, conhecer bem diferentes gêneros e formatos de texto. E manter-se sempre atualizado”, explica Damiana.

E para quem está pensando em começar a atuar na área da tradução, anota aí a dica da profissional: “mantenha-se atualizado. Nesta área você precisa mostrar a sua capacidade: estude, faça cursos, participe de congressos e encontros da área. Esteja por dentro das novidades tecnológicas e converse com colegas tradutores”, orienta Damiana.

Anotou? 🙂

Ótimo! Mas essa conversa não termina por aqui, não! 👇

Confira a entrevista completa com a tradutora, revisora e professora Damiana Rosa de Oliveira

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Confira a entrevista completa com a tradutora Damiana Rosa de Oliveira

Seguindo com o nosso bate-papo sobre tradução, confira a entrevista (¡completica!) com a tradutora, revisora e professora Damiana Rosa de Oliveira 🙂

*Damiana Rosa de Oliveira

Conta pra gente um pouco da sua história com o espanhol

A língua me escolheu. Acho que a minha história de amor com o espanhol começou com o meu pai. Papai ama boleros. Tenho lembranças de aos 4, 5 anos, cantar “Quizás, quizás” sentada no colo dele, ouvindo um disco que ele gostava muito do Nat King Cole cantando em espanhol. Minha mãe sempre leu muito e me levava à biblioteca com ela toda semana. Foi lá que me deparei pela primeira vez com um livro do Pablo Neruda, uma antologia em espanhol. Aí decidi a língua que queria estudar. Comecei meus estudos em um projeto do Estado de São Paulo, o CEL (Centro de Línguas). Depois fiz aulas particulares com a Profa.María del CarmenCurbelo Martín, hoje minha vizinha, que é filha de espanhóis e tinha morado um bom tempo nas Ilhas Canárias. Desde então nunca mais parei de estudar e me aprimorar.

Também não escolhi a tradução: ela me escolheu. Aos 20 anos, em 2003, fui selecionada, por causa do espanhol, para trabalhar como assistente do Prof. Dr. José Marques de Melo e da Profa. Dra. Maria Cristina Gobbi, na Cátedra Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. Lá tive um contato amplo com a língua, pois atendia colombianos, argentinos, peruanos, mexicanos, paraguaios, equatorianos, espanhóis, etc. Na Cátedra, pude conhecer e vivenciar a pluralidade de sotaques, a diversidade cultural, a beleza da nossa América Latina.

A profa. Gobbi, atenta a este meu encantamento, um dia pediu que lhe traduzisse um artigo. Fiquei apavorada! Nesta época já estava cursando a minha licenciatura em Letras e sabia muito bem da responsabilidade que envolvia traduzir um texto. Sofri muito para traduzir o artigo, mas ela gostou bastante do resultado, mostrou para o Prof. Marques que aprovou e começou a me passar textos seus para eu traduzir. De repente me dei conta de que era a tradutora da Cátedra, traduzindo publicações, artigos, etc.

Às vezes assumia até o papel de intérprete, quando recebíamos palestrantes para os congressos ou reuniões. Gostava muito de ser intérprete do conselheiro regional de comunicação para a América Latina, o Dr. Alejandro Alfonso, pois me dava sempre muito incentivo e dicas de leitura preciosas. A Cátedra foi uma excelente escola de aprendizagem prática. Foi lá que vivenciei a tradução profissionalmente.

Depois, fui me aprimorar na Universidade Gama Filho, onde cursei pós-graduação latu-sensu em Tradução-Interpretação Português-Espanhol e Espanhol-Português. Então decidi que era hora de caminhar sozinha e iniciei a minha carreira autônoma, que exerço até hoje.

Como você definiria a arte de traduzir?

Traduzir é alquimia. É transmutar o significado de uma língua para a outra, com o mínimo de perdas.

A partir de sua experiência na área de tradução, é possível dizer que tudo é traduzível?

O grande Paulo Rónai afirmava que: “O objetivo de toda arte não é algo impossível? O poeta exprime (ou quer exprimir) o inexprimível, o pintor reproduz o irreproduzível, o estatuário fixa o infixável. Não é surpreendente, pois, que o tradutor se empenhe em traduzir o intraduzível”.

Penso que o papel do tradutor é viabilizar o acesso ao significado. Isso não é fácil, pelo contrário, é árduo e faz sofrer o tradutor. Mas é o que torna a tradução uma arte. Uma vez me enviaram um slogan que perderia seu significado se eu realizasse uma tradução literal. Conversei na época com a equipe de publicitários que pensou a campanha, expliquei a dificuldade. Encaminhei para eles mais ou menos umas 10 opções diferentes de slogans em que o sentido original não se perdesse para que escolhessem o que se aplicaria à campanha em espanhol. Tornar tudo traduzível é a difícil arte do tradutor.

Qual palavra ou expressão você encontrou mais dificuldade para traduzir?

Provérbios e ditos populares. Uma vez o prof. José Marques de Melo escreveu um discurso para um evento que participaria no México, em que usava provérbios para dar graça ao texto. Ganhei muitos cabelos brancos tentando encontrar provérbios mexicanos equivalentes que se encaixassem no discurso. Durante a minha pós-graduação, desenvolvi uma monografia que tratou da dificuldade de se traduzir provérbios por conta desta experiência.

E qual palavra ou expressão em espanhol você acha mais curiosa?

São tantas! Meu lema de vida é “Pereza, llave de la pobreza”. Mas sou apaixonada pela palavra “corazonada”, talvez porque me deixo levar por las corazonadas, sempre.

Na sua opinião, qual ponto do idioma você considera mais difícil ou delicado?

A linguagem coloquial é sempre difícil e delicada. É preciso ter muita sensibilidade para garantir a mesma fluidez. A comédia também é uma pedra no sapato do tradutor. Legendar o filme do Didi “O caçador de Tesouros” foi uma aventura, literalmente. O Didi gosta de brincar com as palavras e garantir essas brincadeiras em espanhol gerou muita tensão. Os tradutores nativos não conseguiam absorver muitas dessas brincadeiras, então tive que criar uma primeira versão para que em equipe pudéssemos recriar jogos com palavras para que o filme não perdesse o tom de humor.

E qual trabalho de tradução (ou legendagem) você mais gostou de fazer?

Todos! Cada trabalho é gerado e parido como um filho. Mas claro que alguns foram marcantes. Na legendagem, a série argentina “Cromo” e o filme “Un paraíso para los malditos” me marcaram bastante. Curioso foi legendar o filme dos Cavaleiros do Zodíaco, porque fiz a legenda em português usando como base o filme legendado em espanhol.

Em tradução técnica, acho que a coisa mais curiosa que já fiz foi traduzir a papelada de exportação de uma girafa. Traduzi todos os laudos e exames assegurando que ela estava em plena saúde para fazer a viagem para a América Latina. A papelada era necessária para que um médico veterinário pudesse atestar no país de chegada que a girafa estava nas mesmas condições de saúde do país de origem. Nunca imaginei traduzir algo assim!

Como você enxerga o mercado de tradução ‘espanhol-português’ atualmente? 

Quando comecei ainda prevalecia fortemente a ideia de que espanhol era fácil de entender e que não precisava ser traduzido. Hoje, as coisas estão mudando e o mercado cresceu consideravelmente. Muitas multinacionais agora possuem uma comunicação única em espanhol com as suas filiais da América Latina, então há uma necessidade diária de tradução do espanhol ao português. Com o advento da Netflix, o mercado da legendagem também aqueceu: há muito conteúdo em espanhol hoje disponível já legendado e dublado para o português, e acredito que este seja só o começo. Além disso, cresceu muito a legendagem de cursos EAD e vídeos institucionais.

Devido a uma “aparente” semelhança ao português, muitas pessoas consideram o espanhol um idioma fácil e, inclusive, negligenciam o seu estudo por isso. O que você responde quando alguém diz algo do tipo “espanhol é fácil porque parece com o português“?

“Nada é o que parece ser!” Hoje este estigma está mudando até porque os brasileiros têm viajado mais e sentido na pele a falta que faz levar o espanhol a sério. As empresas também têm exigido no mínimo um espanhol intermediário, porque estão enxergando as potencialidades de comercialização com os países vizinhos.

Muitas pessoas acreditam que para traduzir basta dominar um idioma. Mas, quais pré-requisitos você considera fundamentais para que alguém possa trabalhar como tradutor?

Precisa amar sua língua materna: amar sua ortografia, gramática, sonoridade. Amá-la por inteiro. O bom tradutor tem que ser desconfiado, não pode nunca se contentar com a primeira definição que encontrar no dicionário. Deve ter alma de pesquisador. Costumo brincar que tradutor é aquele que lê embalagem de margarina no café da manhã, que lê todos os manuais dos eletrodomésticos, livros bons e ruins. É importante ler de tudo um pouco, conhecer bem diferentes gêneros e formatos de texto. E manter-se sempre atualizado.

E para quem está pensando em começar a atuar na área de tradução, qual conselho você daria?

Mantenha-se atualizado. Nesta área você precisa mostrar a sua capacidade: estude, faça cursos, participe de congressos e encontros da área. Esteja por dentro das novidades tecnológicas, converse com colegas tradutores. Penso que muitos não ingressam na área não por falta de conhecimento, mas por não saber por onde começar. É importante conhecer bem o mercado de tradução e traduzir somente aquilo que você se sente capaz de realizar. É importante por isso conhecer bem o seu trabalho: quanto tempo você leva para traduzir diferentes tipos de textos. É essencial conhecer bem seu próprio trabalho para fazer orçamentos realistas. Novos clientes sempre surgem a partir de indicações, então se você faz um trabalho bem feito, entregue no prazo e que deixa o cliente feliz, ele com certeza vai te indicar.

*Damiana Rosa de Oliveira é graduada em Letras pela Universidade Metodista de São Paulo, é pós-graduada em Tradução-Interpretação Espanhol-Português na Universidade Gama Filho. Possui conhecimentos em história da arte (cursos de extensão no MASP), e realiza viagens frequentes ao exterior para aperfeiçoar o idioma e sua formação cultural. Trabalhou na Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional por 5 anos, onde desenvolveu atividades ligadas à pesquisa e extensão na área de Comunicação Latino-Americana. Já efetuou trabalhos de revisão e tradução em espanhol e português, com vasta experiência na área (Ed. Paullus, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Editora da Universidade Metodista de São Paulo, etc.) em temáticas diversas, abrangendo desde engenharia civil, informática a artigos acadêmicos, literatura, cinema, educação, música e cultura. Também legendas filmes, novelas e documentários. Atualmente, Damiana também ministra aulas online na Escola de Tradutores, espaço que oferece cursos de formação para quem deseja ingressar nessa área (inclusive, fica a dica!🙂)

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Dublagem de novela latina não é de boa qualidade? Mito!

Vamos começar esse post relembrando uma cena da novela O Privilégio de Amar, transmitida pelo SBT, em 1998. (Dica: Preste bastante atenção na voz da Cristina, personagem interpretada por Adela Noriega) 👂

Sobre a tão falada Dublagem de novelas mexicanas 🗣

Eu assisto às novelas mexicanas (e argentinas, e venezuelanas, e colombianas…) há anos e durante todo esse tempo perdi as contas de quantas vezes ouvi críticas relacionadas à dublagem dessas produções.

(Minha reação ao escutar “nossa, a dublagem das novelas latinas é péssima“).

Quem é apaixonado por telenovela (assim como eu! rs), revira o olho de impaciência toda vez que escuta esse tipo de crítica. Afinal de contas, muitos dubladores dessas produções também emprestam sua voz a personagens de filmes e séries norte-americanas.

Então, para desconstruir esse mito de que a dublagem das telenovelas latinas não é de boa qualidade, a Calle Hispánica conversou com a atriz e dubladora Fernanda Baronne. Lembra o vídeo que você acabou de ver? Lembra a voz da Cristina? Exatamente! Nas tramas mexicanas, além da Adela Noriega, Fernanda também dubla as atrizes Ana Patrícia Rojo, Mónika Sánchez e Angélica Rivera.

Ana Patrícia Rojo interpretando a personagem Penélope, na novela Maria do Bairro

De acordo com Fernanda Baronne, o processo de dublagem de uma personagem de novela mexicana é como qualquer outro. “Todos os personagens gravam separadamente num tempo decidido pelo diretor de dublagem. Três capítulos costumam ser feitos em uma média de quatro dias de gravação. Com relação à escolha do elenco, testes são feitos quando necessário, e se um ator já foi dublado por alguém, procura-se manter a mesma voz”, explica a dubladora.

Com relação ao mito de que as novelas mexicanas são mal dubladas, Fernanda Baronne explica que a semelhança entre o português e o espanhol pode desfavorecer o processo de dublagem. “Eu considero o trabalho em espanhol mais difícil por causa da semelhança entre as línguas. Fica muito mais evidente quando uma palavra não ‘encaixa’ e as vezes não tem jeito: temos que mudar o termo ou a ordem das palavras na frase, senão fica muito artificial em português. Isso leva muitas pessoas a acharem que novelas mexicanas são mal dubladas, o que não é verdade”, esclarece.

(Olha aí a explicação, pessoal! Quando aquela pessoa que fala mal das novelas mexicanas – todo mundo conhece uma 😜- começar com o discurso de dublagem ruim, já podemos explicar sobre a peculiaridade que compete às produções originais em português).

Sobre as personagens de produções mexicanas já dubladas, Fernanda conta que a Maria Isabel, vivida por Adela Noriega em novela de mesmo nome, exigiu um pouco mais de atenção e concentração da sua parte. “Foi bem difícil dublar a Adela Noriega, em Maria Isabel, até me acostumar com o jeito da personagem falar. Mas tirando isso, só tive boas experiências e sempre curto muito dublar novelas mexicanas. Aliás, se for vilã, melhor ainda! Elas são bem mais divertidas que as mocinhas”, destaca Fernanda Baronne.

E os personagens mexicanos são realmente mais dramáticos? Segundo a dubladora, Sim! “E se a gente não for nessa ‘vibe’ dramática, a voz não combina com a imagem. Tem que ‘carregar nas tintas’ mesmo!”, explica Fernanda.

E cá entre nós, em se tratando de telenovelas latinas, quanto mais drama (😰😀😫😍😱😭), mais a gente ama!❤

Confira outros personagens dublados por Fernanda Boronne:

Confira também: Qual a vantagem das telenovelas latinas para quem deseja praticar o espanhol?

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Además: Entrevista completa con Luis Daniel Vega, director de Señal Cumbia

Para hablar un poco sobre la história y las caracterísiticas de la Cumbia, Calle Hispánica entrevistó a Luis Daniel Vega, director de Señal Cumbia, la emisora en internet de Radio Nacional de Colombia.

Foto: Radio Nacional / Reprodução

¿Es posible precisar cuando se dio el surgimiento de la cumbia?

No, no es posible. Los orígenes son inciertos y no hay, hasta el momento, estudios ni literatura que soporte cualquier conjetura. Esto deja el asunto en el terreno de la mitología.

¿Puedes mencionar algunas canciones más clásicas de este género en Colombia?

Podemos mencionar canciones como “La pollera colora”, “La Piragua”, “Cumbia sampuesana”, “Cumbia cienaguera”, “La zenaida”, “La tabaquera”, “Amaneciendo”, “La subienda” y “Cumbia que te vas de ronda”. 

¿Cuáles fueron las principales transformaciones por las cuales ha pasado la cumbia hasta hoy?

De las primeras manifestaciones con flauta de millo en Colombia, la cumbia se ha transformado a través del jazz con las grandes orquestas colombianas de los años cuarenta. Se mezcló con el rock y los ritmos cubanos en México. Se mezcló con el surf y la sicodelía en Perú. Recientemente ha penetrado los circuitos de música electrónica comercial y experimental, así como terrenos del jazz de vanguardia.

El género es una mezcla entre tres elementos etnoculturales: los indígenas, los blancos y los africanos. ¿Cuáles son las nuevas influencias que podemos observar en la cumbia hoy día? 

Se puede decir que en la cumbia de hoy día vemos sobretodo la influencia de la música electrónica.

¿Cuáles son algunos de los nuevos nombres de ese género musical?

Podemos enumerar muchos terrenos de los nuevos pasos de la cumbia en Latinoamérica: experimentos digitales del sello argentino ZZK – con El Remolón, La Yegros, Frikstailers y King Koya a la cabeza-; el revival en onda garage de Sonido Gallo Negro en México; el desenfado punk de Kumbia Queers; la insolencia y el alboroto rumbero de Los Terapeutas del Ritmo, Dengue Dengue Dengue y Bareto en Perú; el increíble mestizaje de la nueva cumbia en Chile –donde grupos como Banda Conmoción, Villa Cariño, Combo Ginebra, La Mano Ajena y Chico Trujillo mezclan cumbia, ska, música balcánica, reggae y bolero-; el desenfado villero o santafesino en Argentina; la vibrante mezcla con hip hop de Toy Selectah en México; la cumbia “cheta” –o “gomela”- en Uruguay representada por bandas como Marama, Rombai o Toco para Vos y, por supuesto, el exuberante abanico de posibilidades que en la actualidad ofrece Colombia.

Y es que en Colombia es posible encontrar rastros de nueva cumbia en el pop edulcorado de Carlos Vives hasta el jazz subversivo de El Ombligo. En medio de estos dos polos, nos topamos con el desmadre electrónico de Cero 39, Dub de Gaita, Quantic, Mitú, Systema Solar, Tricófero de Barro, Pernett, Milmarías, Bomba Estéreo o Frente Cumbiero, como, también, el humor despiadado de Puerto Candelaria, la cumbia jazzera de Metropolizón y Gregorio Uribe, las conexiones entre sonidos modernos y viejos de Carmelo Torres y Los Toscos o La Perla, los sampleos inverosímiles de Romperayo, la alegría punk de la Tromba Bacalao o Papaya Republik, el viaje sicodélico de Espeisbroders o Ghetto Kumbé, y la anarquía tropical de Los Pirañas y Meridian Brothers.

A los brasileños que se van de viaje a Colombia, ¿les sugieres algún sitio en donde se pueda encontrar la cumbia y realmente vivir esta tradición? 

Pueden visitar El Banco, Magdalena, donde cada año se celebra el Festival Nacional de la Cumbia. Pueden visitar San Basilio de Palenque y San Jacinto, tierra de gaiteros.

Con relación a Señal Cumbia ¿Cómo nasció la idea de crear una radio especifica para la cumbia? 

Desde sus albores inexactos, en algún lugar y en algún momento de la geografía y la historia colombianas, la cumbia se ha ido transformando lentamente en un fenómeno musical que hoy en día alcanza repercusiones universales. Desde la Patagonia hasta los Estados Unidos, con la única excepción en Brasil, la cumbia se ha arraigado profundamente en América Latina y, a consecuencia de su popularidad, se ha replicado con fuerza en el continente Europeo. La Radio Nacional de Colombia no ha sido ajena a este fenómeno y por esta razón pone al alcance del público global Señal Cumbia, una emisora digital que irradia el cadencioso y mestizo ritmo en sus variables más particulares.

¿Cuáles tipos de cumbia el publico puede escuchar en Señal Cumbia? 

Desde la flauta de millo hasta la manipulación digital, pasando por las grandes orquestas, el desenfado popular villero, sabanero y sonidero, la cumbia andina, la tecnocumbia, el rock y las experimentaciones del jazz, Señal Cumbia pone en la palestra digital un amplio repertorio cumbiero que rebasa los géneros y el tiempo.

Cúmbia: O ritmo colombiano que você precisa conhecer

Para conocer más de este género musical, escucha Señal Cumbia de Radio Nacional de Colombia.

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