Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Categoria: Entrevista (Página 2 de 2)

Confira a entrevista completa com a tradutora Damiana Rosa de Oliveira

Seguindo com o nosso bate-papo sobre tradução, confira a entrevista (¡completica!) com a tradutora, revisora e professora Damiana Rosa de Oliveira 🙂

*Damiana Rosa de Oliveira

Conta pra gente um pouco da sua história com o espanhol

A língua me escolheu. Acho que a minha história de amor com o espanhol começou com o meu pai. Papai ama boleros. Tenho lembranças de aos 4, 5 anos, cantar “Quizás, quizás” sentada no colo dele, ouvindo um disco que ele gostava muito do Nat King Cole cantando em espanhol. Minha mãe sempre leu muito e me levava à biblioteca com ela toda semana. Foi lá que me deparei pela primeira vez com um livro do Pablo Neruda, uma antologia em espanhol. Aí decidi a língua que queria estudar. Comecei meus estudos em um projeto do Estado de São Paulo, o CEL (Centro de Línguas). Depois fiz aulas particulares com a Profa.María del CarmenCurbelo Martín, hoje minha vizinha, que é filha de espanhóis e tinha morado um bom tempo nas Ilhas Canárias. Desde então nunca mais parei de estudar e me aprimorar.

Também não escolhi a tradução: ela me escolheu. Aos 20 anos, em 2003, fui selecionada, por causa do espanhol, para trabalhar como assistente do Prof. Dr. José Marques de Melo e da Profa. Dra. Maria Cristina Gobbi, na Cátedra Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. Lá tive um contato amplo com a língua, pois atendia colombianos, argentinos, peruanos, mexicanos, paraguaios, equatorianos, espanhóis, etc. Na Cátedra, pude conhecer e vivenciar a pluralidade de sotaques, a diversidade cultural, a beleza da nossa América Latina.

A profa. Gobbi, atenta a este meu encantamento, um dia pediu que lhe traduzisse um artigo. Fiquei apavorada! Nesta época já estava cursando a minha licenciatura em Letras e sabia muito bem da responsabilidade que envolvia traduzir um texto. Sofri muito para traduzir o artigo, mas ela gostou bastante do resultado, mostrou para o Prof. Marques que aprovou e começou a me passar textos seus para eu traduzir. De repente me dei conta de que era a tradutora da Cátedra, traduzindo publicações, artigos, etc.

Às vezes assumia até o papel de intérprete, quando recebíamos palestrantes para os congressos ou reuniões. Gostava muito de ser intérprete do conselheiro regional de comunicação para a América Latina, o Dr. Alejandro Alfonso, pois me dava sempre muito incentivo e dicas de leitura preciosas. A Cátedra foi uma excelente escola de aprendizagem prática. Foi lá que vivenciei a tradução profissionalmente.

Depois, fui me aprimorar na Universidade Gama Filho, onde cursei pós-graduação latu-sensu em Tradução-Interpretação Português-Espanhol e Espanhol-Português. Então decidi que era hora de caminhar sozinha e iniciei a minha carreira autônoma, que exerço até hoje.

Como você definiria a arte de traduzir?

Traduzir é alquimia. É transmutar o significado de uma língua para a outra, com o mínimo de perdas.

A partir de sua experiência na área de tradução, é possível dizer que tudo é traduzível?

O grande Paulo Rónai afirmava que: “O objetivo de toda arte não é algo impossível? O poeta exprime (ou quer exprimir) o inexprimível, o pintor reproduz o irreproduzível, o estatuário fixa o infixável. Não é surpreendente, pois, que o tradutor se empenhe em traduzir o intraduzível”.

Penso que o papel do tradutor é viabilizar o acesso ao significado. Isso não é fácil, pelo contrário, é árduo e faz sofrer o tradutor. Mas é o que torna a tradução uma arte. Uma vez me enviaram um slogan que perderia seu significado se eu realizasse uma tradução literal. Conversei na época com a equipe de publicitários que pensou a campanha, expliquei a dificuldade. Encaminhei para eles mais ou menos umas 10 opções diferentes de slogans em que o sentido original não se perdesse para que escolhessem o que se aplicaria à campanha em espanhol. Tornar tudo traduzível é a difícil arte do tradutor.

Qual palavra ou expressão você encontrou mais dificuldade para traduzir?

Provérbios e ditos populares. Uma vez o prof. José Marques de Melo escreveu um discurso para um evento que participaria no México, em que usava provérbios para dar graça ao texto. Ganhei muitos cabelos brancos tentando encontrar provérbios mexicanos equivalentes que se encaixassem no discurso. Durante a minha pós-graduação, desenvolvi uma monografia que tratou da dificuldade de se traduzir provérbios por conta desta experiência.

E qual palavra ou expressão em espanhol você acha mais curiosa?

São tantas! Meu lema de vida é “Pereza, llave de la pobreza”. Mas sou apaixonada pela palavra “corazonada”, talvez porque me deixo levar por las corazonadas, sempre.

Na sua opinião, qual ponto do idioma você considera mais difícil ou delicado?

A linguagem coloquial é sempre difícil e delicada. É preciso ter muita sensibilidade para garantir a mesma fluidez. A comédia também é uma pedra no sapato do tradutor. Legendar o filme do Didi “O caçador de Tesouros” foi uma aventura, literalmente. O Didi gosta de brincar com as palavras e garantir essas brincadeiras em espanhol gerou muita tensão. Os tradutores nativos não conseguiam absorver muitas dessas brincadeiras, então tive que criar uma primeira versão para que em equipe pudéssemos recriar jogos com palavras para que o filme não perdesse o tom de humor.

E qual trabalho de tradução (ou legendagem) você mais gostou de fazer?

Todos! Cada trabalho é gerado e parido como um filho. Mas claro que alguns foram marcantes. Na legendagem, a série argentina “Cromo” e o filme “Un paraíso para los malditos” me marcaram bastante. Curioso foi legendar o filme dos Cavaleiros do Zodíaco, porque fiz a legenda em português usando como base o filme legendado em espanhol.

Em tradução técnica, acho que a coisa mais curiosa que já fiz foi traduzir a papelada de exportação de uma girafa. Traduzi todos os laudos e exames assegurando que ela estava em plena saúde para fazer a viagem para a América Latina. A papelada era necessária para que um médico veterinário pudesse atestar no país de chegada que a girafa estava nas mesmas condições de saúde do país de origem. Nunca imaginei traduzir algo assim!

Como você enxerga o mercado de tradução ‘espanhol-português’ atualmente? 

Quando comecei ainda prevalecia fortemente a ideia de que espanhol era fácil de entender e que não precisava ser traduzido. Hoje, as coisas estão mudando e o mercado cresceu consideravelmente. Muitas multinacionais agora possuem uma comunicação única em espanhol com as suas filiais da América Latina, então há uma necessidade diária de tradução do espanhol ao português. Com o advento da Netflix, o mercado da legendagem também aqueceu: há muito conteúdo em espanhol hoje disponível já legendado e dublado para o português, e acredito que este seja só o começo. Além disso, cresceu muito a legendagem de cursos EAD e vídeos institucionais.

Devido a uma “aparente” semelhança ao português, muitas pessoas consideram o espanhol um idioma fácil e, inclusive, negligenciam o seu estudo por isso. O que você responde quando alguém diz algo do tipo “espanhol é fácil porque parece com o português“?

“Nada é o que parece ser!” Hoje este estigma está mudando até porque os brasileiros têm viajado mais e sentido na pele a falta que faz levar o espanhol a sério. As empresas também têm exigido no mínimo um espanhol intermediário, porque estão enxergando as potencialidades de comercialização com os países vizinhos.

Muitas pessoas acreditam que para traduzir basta dominar um idioma. Mas, quais pré-requisitos você considera fundamentais para que alguém possa trabalhar como tradutor?

Precisa amar sua língua materna: amar sua ortografia, gramática, sonoridade. Amá-la por inteiro. O bom tradutor tem que ser desconfiado, não pode nunca se contentar com a primeira definição que encontrar no dicionário. Deve ter alma de pesquisador. Costumo brincar que tradutor é aquele que lê embalagem de margarina no café da manhã, que lê todos os manuais dos eletrodomésticos, livros bons e ruins. É importante ler de tudo um pouco, conhecer bem diferentes gêneros e formatos de texto. E manter-se sempre atualizado.

E para quem está pensando em começar a atuar na área de tradução, qual conselho você daria?

Mantenha-se atualizado. Nesta área você precisa mostrar a sua capacidade: estude, faça cursos, participe de congressos e encontros da área. Esteja por dentro das novidades tecnológicas, converse com colegas tradutores. Penso que muitos não ingressam na área não por falta de conhecimento, mas por não saber por onde começar. É importante conhecer bem o mercado de tradução e traduzir somente aquilo que você se sente capaz de realizar. É importante por isso conhecer bem o seu trabalho: quanto tempo você leva para traduzir diferentes tipos de textos. É essencial conhecer bem seu próprio trabalho para fazer orçamentos realistas. Novos clientes sempre surgem a partir de indicações, então se você faz um trabalho bem feito, entregue no prazo e que deixa o cliente feliz, ele com certeza vai te indicar.

*Damiana Rosa de Oliveira é graduada em Letras pela Universidade Metodista de São Paulo, é pós-graduada em Tradução-Interpretação Espanhol-Português na Universidade Gama Filho. Possui conhecimentos em história da arte (cursos de extensão no MASP), e realiza viagens frequentes ao exterior para aperfeiçoar o idioma e sua formação cultural. Trabalhou na Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional por 5 anos, onde desenvolveu atividades ligadas à pesquisa e extensão na área de Comunicação Latino-Americana. Já efetuou trabalhos de revisão e tradução em espanhol e português, com vasta experiência na área (Ed. Paullus, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Editora da Universidade Metodista de São Paulo, etc.) em temáticas diversas, abrangendo desde engenharia civil, informática a artigos acadêmicos, literatura, cinema, educação, música e cultura. Também legendas filmes, novelas e documentários. Atualmente, Damiana também ministra aulas online na Escola de Tradutores, espaço que oferece cursos de formação para quem deseja ingressar nessa área (inclusive, fica a dica!🙂)

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Dublagem de novela latina não é de boa qualidade? Mito!

Vamos começar esse post relembrando uma cena da novela O Privilégio de Amar, transmitida pelo SBT, em 1998. (Dica: Preste bastante atenção na voz da Cristina, personagem interpretada por Adela Noriega) 👂

Sobre a tão falada Dublagem de novelas mexicanas 🗣

Eu assisto às novelas mexicanas (e argentinas, e venezuelanas, e colombianas…) há anos e durante todo esse tempo perdi as contas de quantas vezes ouvi críticas relacionadas à dublagem dessas produções.

(Minha reação ao escutar “nossa, a dublagem das novelas latinas é péssima“).

Quem é apaixonado por telenovela (assim como eu! rs), revira o olho de impaciência toda vez que escuta esse tipo de crítica. Afinal de contas, muitos dubladores dessas produções também emprestam sua voz a personagens de filmes e séries norte-americanas.

Então, para desconstruir esse mito de que a dublagem das telenovelas latinas não é de boa qualidade, a Calle Hispánica conversou com a atriz e dubladora Fernanda Baronne. Lembra o vídeo que você acabou de ver? Lembra a voz da Cristina? Exatamente! Nas tramas mexicanas, além da Adela Noriega, Fernanda também dubla as atrizes Ana Patrícia Rojo, Mónika Sánchez e Angélica Rivera.

Ana Patrícia Rojo interpretando a personagem Penélope, na novela Maria do Bairro

De acordo com Fernanda Baronne, o processo de dublagem de uma personagem de novela mexicana é como qualquer outro. “Todos os personagens gravam separadamente num tempo decidido pelo diretor de dublagem. Três capítulos costumam ser feitos em uma média de quatro dias de gravação. Com relação à escolha do elenco, testes são feitos quando necessário, e se um ator já foi dublado por alguém, procura-se manter a mesma voz”, explica a dubladora.

Com relação ao mito de que as novelas mexicanas são mal dubladas, Fernanda Baronne explica que a semelhança entre o português e o espanhol pode desfavorecer o processo de dublagem. “Eu considero o trabalho em espanhol mais difícil por causa da semelhança entre as línguas. Fica muito mais evidente quando uma palavra não ‘encaixa’ e as vezes não tem jeito: temos que mudar o termo ou a ordem das palavras na frase, senão fica muito artificial em português. Isso leva muitas pessoas a acharem que novelas mexicanas são mal dubladas, o que não é verdade”, esclarece.

(Olha aí a explicação, pessoal! Quando aquela pessoa que fala mal das novelas mexicanas – todo mundo conhece uma 😜- começar com o discurso de dublagem ruim, já podemos explicar sobre a peculiaridade que compete às produções originais em português).

Sobre as personagens de produções mexicanas já dubladas, Fernanda conta que a Maria Isabel, vivida por Adela Noriega em novela de mesmo nome, exigiu um pouco mais de atenção e concentração da sua parte. “Foi bem difícil dublar a Adela Noriega, em Maria Isabel, até me acostumar com o jeito da personagem falar. Mas tirando isso, só tive boas experiências e sempre curto muito dublar novelas mexicanas. Aliás, se for vilã, melhor ainda! Elas são bem mais divertidas que as mocinhas”, destaca Fernanda Baronne.

E os personagens mexicanos são realmente mais dramáticos? Segundo a dubladora, Sim! “E se a gente não for nessa ‘vibe’ dramática, a voz não combina com a imagem. Tem que ‘carregar nas tintas’ mesmo!”, explica Fernanda.

E cá entre nós, em se tratando de telenovelas latinas, quanto mais drama (😰😀😫😍😱😭), mais a gente ama!❤

Confira outros personagens dublados por Fernanda Boronne:

Confira também: Qual a vantagem das telenovelas latinas para quem deseja praticar o espanhol?

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Además: Entrevista completa con Luis Daniel Vega, director de Señal Cumbia

Para hablar un poco sobre la história y las caracterísiticas de la Cumbia, Calle Hispánica entrevistó a Luis Daniel Vega, director de Señal Cumbia, la emisora en internet de Radio Nacional de Colombia.

Foto: Radio Nacional / Reprodução

¿Es posible precisar cuando se dio el surgimiento de la cumbia?

No, no es posible. Los orígenes son inciertos y no hay, hasta el momento, estudios ni literatura que soporte cualquier conjetura. Esto deja el asunto en el terreno de la mitología.

¿Puedes mencionar algunas canciones más clásicas de este género en Colombia?

Podemos mencionar canciones como “La pollera colora”, “La Piragua”, “Cumbia sampuesana”, “Cumbia cienaguera”, “La zenaida”, “La tabaquera”, “Amaneciendo”, “La subienda” y “Cumbia que te vas de ronda”. 

¿Cuáles fueron las principales transformaciones por las cuales ha pasado la cumbia hasta hoy?

De las primeras manifestaciones con flauta de millo en Colombia, la cumbia se ha transformado a través del jazz con las grandes orquestas colombianas de los años cuarenta. Se mezcló con el rock y los ritmos cubanos en México. Se mezcló con el surf y la sicodelía en Perú. Recientemente ha penetrado los circuitos de música electrónica comercial y experimental, así como terrenos del jazz de vanguardia.

El género es una mezcla entre tres elementos etnoculturales: los indígenas, los blancos y los africanos. ¿Cuáles son las nuevas influencias que podemos observar en la cumbia hoy día? 

Se puede decir que en la cumbia de hoy día vemos sobretodo la influencia de la música electrónica.

¿Cuáles son algunos de los nuevos nombres de ese género musical?

Podemos enumerar muchos terrenos de los nuevos pasos de la cumbia en Latinoamérica: experimentos digitales del sello argentino ZZK – con El Remolón, La Yegros, Frikstailers y King Koya a la cabeza-; el revival en onda garage de Sonido Gallo Negro en México; el desenfado punk de Kumbia Queers; la insolencia y el alboroto rumbero de Los Terapeutas del Ritmo, Dengue Dengue Dengue y Bareto en Perú; el increíble mestizaje de la nueva cumbia en Chile –donde grupos como Banda Conmoción, Villa Cariño, Combo Ginebra, La Mano Ajena y Chico Trujillo mezclan cumbia, ska, música balcánica, reggae y bolero-; el desenfado villero o santafesino en Argentina; la vibrante mezcla con hip hop de Toy Selectah en México; la cumbia “cheta” –o “gomela”- en Uruguay representada por bandas como Marama, Rombai o Toco para Vos y, por supuesto, el exuberante abanico de posibilidades que en la actualidad ofrece Colombia.

Y es que en Colombia es posible encontrar rastros de nueva cumbia en el pop edulcorado de Carlos Vives hasta el jazz subversivo de El Ombligo. En medio de estos dos polos, nos topamos con el desmadre electrónico de Cero 39, Dub de Gaita, Quantic, Mitú, Systema Solar, Tricófero de Barro, Pernett, Milmarías, Bomba Estéreo o Frente Cumbiero, como, también, el humor despiadado de Puerto Candelaria, la cumbia jazzera de Metropolizón y Gregorio Uribe, las conexiones entre sonidos modernos y viejos de Carmelo Torres y Los Toscos o La Perla, los sampleos inverosímiles de Romperayo, la alegría punk de la Tromba Bacalao o Papaya Republik, el viaje sicodélico de Espeisbroders o Ghetto Kumbé, y la anarquía tropical de Los Pirañas y Meridian Brothers.

A los brasileños que se van de viaje a Colombia, ¿les sugieres algún sitio en donde se pueda encontrar la cumbia y realmente vivir esta tradición? 

Pueden visitar El Banco, Magdalena, donde cada año se celebra el Festival Nacional de la Cumbia. Pueden visitar San Basilio de Palenque y San Jacinto, tierra de gaiteros.

Con relación a Señal Cumbia ¿Cómo nasció la idea de crear una radio especifica para la cumbia? 

Desde sus albores inexactos, en algún lugar y en algún momento de la geografía y la historia colombianas, la cumbia se ha ido transformando lentamente en un fenómeno musical que hoy en día alcanza repercusiones universales. Desde la Patagonia hasta los Estados Unidos, con la única excepción en Brasil, la cumbia se ha arraigado profundamente en América Latina y, a consecuencia de su popularidad, se ha replicado con fuerza en el continente Europeo. La Radio Nacional de Colombia no ha sido ajena a este fenómeno y por esta razón pone al alcance del público global Señal Cumbia, una emisora digital que irradia el cadencioso y mestizo ritmo en sus variables más particulares.

¿Cuáles tipos de cumbia el publico puede escuchar en Señal Cumbia? 

Desde la flauta de millo hasta la manipulación digital, pasando por las grandes orquestas, el desenfado popular villero, sabanero y sonidero, la cumbia andina, la tecnocumbia, el rock y las experimentaciones del jazz, Señal Cumbia pone en la palestra digital un amplio repertorio cumbiero que rebasa los géneros y el tiempo.

Cúmbia: O ritmo colombiano que você precisa conhecer

Para conocer más de este género musical, escucha Señal Cumbia de Radio Nacional de Colombia.

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