Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Categoria: Resenha

Desafio Literário: Resenha de Bodas de Odio, de Caridad Bravo Adams

Dando check-in no primeiro mês de desafio literário, concluí a leitura de Bodas de Odio, escrito em 196, pela escritora mexicana Caridad Bravo Adams ✅.

Lembrando que para esse mês de setembro, o tema foi “Um livro que tenha sido adaptado para a TV” 📺.

Bodas de Odio virou novela nada menos que TRÊS vezes. A primeira em 1983, adotando o mesmo nome do livro, depois em 2003, com Amor Real, e mais recente, em 2013, com Lo que la Vida me Robó.

Mas, vamos ao livro! 🤓📚

Enredo

A história se passa no final do século XIX, nos tempos da Rússia czarista.

Lisaveta Kerloff é uma jovem aristocrata, porém de família falida 👎💸. Apaixonada (e correspondida) pelo tenente Fedor Mikailovich, ela tenta conseguir do pai, o coronel Ivan Petrovich Kerloff, permissão para se casar com o amado.

E se dependesse só do pai, Lisa tava bem na história. Mas, o problema é que no meio do romance tinha uma mãe ambiciosa, uma mãe ambiciosa tinha no meio do romance. E essa é Paula Petrovna.

A megera (ela é uma megera, gente! rs), percebendo as intenções de Lisa para com o humilde tenente, consegue, com ajuda do filho mais velho, Dimitri, tecer uma teia de intrigas e conspirações para separar a filha e o jovem. E tudo isso porque Paula já tinha em vista, aquele que, de acordo com ela, seria la pereja ideal para su hija.

Alejandro Kareline: Solteiro, milionário e príncipe. Esse era o cara! E para sorte de Paula, ele se apaixona por Lisa já no primeiro encontro e, acreditando nas mentiras da megera, acredita ter chances com a jovem.

Para complicar o enredo, o pai de Lisa fica muito doente e sua mãe passa a utilizar o estudo de saúde do coronel para coagir a filha a aceitar se casar com o príncipe e garantir a boa reputação da família Kerloff.

—En efecto, es espantoso que los hijos no comprendan a veces cuál es su deber, Lisaveta! Él, muriéndose por ti, pensando en que quedarás arruinada, con el nombre manchado y que no habrá hombre que se acerque a ti… y tú, en cambio, no puedes darle ni el gusto de ser amable con Kareline. Tengo entendido que Iván te ha pedido más de una vez que seas gentil y cortés con él.

—Así lo haré, mamá —prometió con vehemencia la joven”.

Lisa se sentia muito incomodada com as gentilezas de Alejandro, afinal, ela amava Fedor. No entanto, as esperanças da jovem com relação ao amado se desvaneciam pouco a pouco.

Em meio a tantas intrigas e estratagemas, a verdade é que Fedor marca bobeira e, graças às armações de Paula e Dimitri, acaba perdendo terreno na vida de Lisaveta.

Resumindo, gente: A megera tanto faz que consegue enganar a filha e o príncipe, com o objetivo de casá-los, salvar a família Kerloff da ruína e, de quebra, garantir a sua boa vida. E como ela faz isso? “Prestenção”: Ela convence a filha de que Alejandro sabe toda a verdade sobre seus sentimentos, mas, ainda assim, deseja se casar com uma jovem da aristocracia apenas para melhorar sua reputação enquanto príncipe.

Por outro lado, Paula convence a Alejandro de que Lisa sim o ama, mas é uma jovem caprichosa, que ainda não sabe lidar com os sentimentos e expressá-los da forma adequada. (Falei pra vocês que ela era uma megera 😝 rsrs)

E casar, eles casam. Maaaaas, no dia de la fieta de matrimonio, todas as mentiras são descobertas, Alejandro descobre a existência de Fedor, Lisa fica sabendo que o príncipe estava crente que ela o amava… enfim. Foi babado, confusão e gritaria!

E a partir daí, a história começa uma nova etapa. Lisa odiando (ou achando que odiava) o marido. Alejandro querendo odiar (mas, na verdade, muitíssimo apaixonado) por lisa. ¡Ese es el drama que me gusta! Jejeje

Nessa fase, Paula Petrovna sai de cena, mas nem por isso a vida de Lisa fica mais tranquila e favorável. Isso porque chega Natacha Maslova, com sua paixão platônica por Alejandro. E aí temos mais intrigas, mais armações e mais tretas até os capítulos finais.

Vale a leitura? 🤔

Como boa amante de telenovelas mexicanas, sou suspeita para falar. Mas, aí vai meu parecer: Vale! 🙂

Caridad Bravo Adams é uma verdadeira mestra dos argumentos bem costurados e o resultado desse talento é que ficamos presos, atados e amarrados à história ATÉ-O-FIM. Especificamente no caso de Bodas de Odio, a história toma caminhos bem inesperados, dando aqueles sustinhos na gente durante o percurso da leitura (😮😰😧). E isso é ótimo porque deixa a narrativa mais viva e dinâmica.

No entanto, sem sobra de dúvida, o ponto forte da obra é a intensidade. A boa e velha intensidade mexicana que eu simplesmente AMO! ❤

Emoções à flor da pele e sentimentos bem definidos. Trata-se de um romance sim, mas não um romance água com açúcar e cor de rosa. Eu diria que é um romance sacudido e cheio de reviravoltas!

“— Lo que tengo que reprocharte es que no hayas sido franca… ¿Qué necesitabas para salvar a tu padre? ¿Un puñado de rublos? ¡Los hubiera dado con placer, sin necesidad de engaños y farsas!

– ¡Yo no los hubiera aceptado como una limosna! —replicó ella, desafiante también.

Corrió, escaleras arriba. Alex quedó inmóvil, con los puños apretados. Su ira se disolvió en dolor y pensó con angustia:

– ¡Odio, sólo odio puede haber entre nosotros dos!”

Então, meus amigxs, para quem curte esse estilo de narrativa regada à emoção, fica a dica! Caridad Bravo Adams é A MESTRA! rsrsrs

➡ Leitura: Desafio literário à la Calle Hispánica

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Resenha: Mexicalle, a única hamburgueria mexicana de Belo Horizonte

Antes de mudar para Belo Horizonte, quando ainda estava pesquisando sobre o ritmo de vida da cidade, encontrei uma frase que resume bem o sentimento mineiro. “Se não tem mar, vamos pro bar!” 😆.

Sim, todxs sabemos que BH é a capital dos bares e restaurantes. Dos mais caros aos mais em conta, tem para todos os gostos, inclusive para o nosso gosto hispánico! ❤

Minha amiga Pollyana, sabendo que sou a loka do espanhol, me falou a respeito da hamburgueria Mexicalle, que fica na Rua Alberto Cintra (de acordo com a Polly, quando se trata de bar, Alberto Cintra é um dos points da cidade! #FicaADica 😜).

E então lá fomos nós conhecer a única hamburgueria mexicana da cidade 🙂.

O lugar

Mexicalle / Imagem: Divulgação

Eu, com a minha alma mexicana, fiquei encantada de cara! 😍

O lugar é super estiloso, com direito a sombreros, Frida e cores que nos remetem, de fato ao México, mas respeitando o limite do bom senso. E falo isso porque ainda há quem acredite que para representar a terra da Maria do Bairro, basta misturar as cores mais escandalosas da paleta pantone e pronto! Habemos México! (Apenas parem com isso, ok?! Obrigada, de nada! 😜 rs)

O coração até acelerou quando vi a parede principal, que tem uma estrutura em arcos e com lampiões. Gente, quem passou a vida vendo novelas mexicanas consegue lembrar fácil de las cantinas 😅.

A comida 🍽

O cardápio é um capítulo a parte dessa novela! Apesar de levar o nome de hamburgueria, as opções são bem variadas. Taco, quesadilla, nacho, chili, guacamole, burritos, enchiladas, sandwiches e dulces. (O difícil é decidir, minha gente! rs).

Nossa escolha foi, de entrada, tacos al pastor, que são tortillas de milho fritas e posteriormente recheadas com filé mignon marinado no vinho, abacaxi, cebola roxa, coentro e pimenta.

 ¡Saben riquísimos! 🌮❤

Tacos al pastor

Depois, pedimos quesadilhas Guadalajara. Feitas com tortillas de trigo e recheadas com carne seca desfiada (que eu AMO! 💜), queijo derretido, cebola roxa, tomate, cebolinha e pimenta calabresa.

Quesadillas Guadalajara

E entre tacos e quesadillas, las quesadillas ganaran mi corazón! BUENÍSIMAS! 💞

Pimenta 🌶

Então, pessoal! Apesar de A-M-A-R o México (com todas as forças do meu 💚 ), há algo na cultura desse país que me deixa bastante apreensiva. E esse algo se chama “Pimenta”. (Pois é! Tenho alma mexicana, mas confesso que não sou a maior fã do mundo de pimenta).

Claro que, se estamos numa hamburgueria mexicana, vai rolar el caliente desse tempero! No entanto, levando-se em consideração que estamos no Brasil, eu diria que a comida veio bem no ponto 🙂.

As quesadillas estavam mais apimentadas que os tacos, mas sem exceder o limite. Mas, para quem é amante de uma boa pimenta, assim como minha amiga, eles sevem um potinho a parte. O tempero é preparado na hora e chegou ainda morinho à nossa mesa. De acordo com a Polly, o trem estava TÃO MARAVILHOSO, que ela quase chorou de emoção 😆.

E para beber, nós fomos de margueritas. Preparadas com tequila, licor, suco de limão e o tradicional salzinho na borda! 🙂 Muy buena, mas se você for mais fracx para bebidas alcoólicas, cuidado! rsrs Depois que tomei a minha, precisei me concentrar bem no momento em que precisei levantar e andar 😜 rsrsrs).

Margarita!

Lo que sí puede mejorar

A única coisa que eu, realmente, senti falta na Mexicalle foi de música hispânica. Não tenho absolutamente nada contra a trilha sonora com  Mick Jagger que estava rolando. Mas, a experiência teria sido bem mais rica (sensorialmente falando), se a playlist contasse com músicas tipicamente mexicanas, como as rancheras interpretadas por mariachis! Então, fica a dica para o pessoal da Mexicalle.

No mais, eu super curti a experiência e recomendo não só aos amantes da cultura hispânica, mas também a quem ama provar comidas diferentes e que nos remetem a culturas diferentes 🙂.

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