Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Tag: Cultura latina

Dica: Rock, soul, funk e essência latina com Los Amigos Invisibles

Já faz algum tempo que vemos a Venezuela ter destaque no noticiário internacional, devido às diversas tretas políticas e econômicas do país 😥.

Mercosul, petróleo, crise financeira, escassez de alimentos… Enfim! É fácil perceber que m meio a todos esses conflitos, a cultura venezuelana acaba não ocupando o espaço que merece 🙁.

Ao encontro dessa reflexão, veio a sugestão (super bem-vinda! 💚) de uma amiga, referente a uma banda venezuelana. “Eles são tipo o Skank da Venezuela!”, ela me disse. E eu pensei: Oooopa! Vamos conhecer essa galera, então! 😃

Pessoal, estamos falando de Los Amigos Invisibles.

Los Amigos Invisibles / Jacks on Live – Reprodução

Obs.: Pra quem, de cara (e assim como eu!), já ficou curioso com o nome do grupo, aí vai a explicação. Os muchachos se inspiraram na saudação (amigos invisibles…) utilizada pelo jornalista e escritor venezuelano, Arturo Uslar Pietri, antes de iniciar o programa de TV Valores Humanos.

Formada em 1991, a banda lançou, quatro anos depois, seu primeiro álbum (produzido pelos próprios integrantes), intitulado A typical and autoctonal Venezuelan dance band.

Com um som que mistura rock, soul e funk, mas sem abrir mão daquela essência latina que faz o coração vibrar e dançar junto, Los Amigos Invisibles começaram a conquistar o público venezuelano.

Confira “Mentiras”, um dos sucessos de Los Amigos Invisibles

Da década de 1990 para cá, o som dos muchachos ultrapassou as fronteiras do seu lugar de origem e alcançou países como México, Argentina e Estados Unidos.

Com 26 anos de estrada, 11 álbuns e 1 Grammy Latino (conquistado em 2009), o grupo, que passou por algumas mudanças em sua formação, conta atualmente com 4 integrantes: Jose Rafael Torres, Juan Manuel Roura, Julio Briceño e Mauricio Arcas.

E passeando pelo repertório de Los Amigos Invisibles, o tema La que Me Gusta foi, literalmente, la que más me gustó 😜 Confere aí! 👇

Como vocês devem ter percebido e sentido, Los Amigos Invisibles esbanjam ritmo e una tremenda buena vibra (nada de sofrência, pessoal! 😆). Por isso, o som dos muchachos venezuelanos é uma ótima pedida pra quem curte conhecer novos estilos musicais, especialmente os que trazem o nosso tempero latino 💚.

Confira as faixas do “El Paradise”, atual disco de trabalho do grupo 🙂

E essa é a dica hispânica de hoje! E vocês? Curtem o som de algum outro artista venezuelano? Me contem nos cometário 😃 😉

Y además…

Te dejamos una entrevista con los muchachos del grupo Los Amigos Invisibles

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Frida Kahlo: Muito mais que sobrancelhas marcantes

Magdalena Carmen Frida Kahlo Calderón. Sim, pessoal, vamos falar sobre a Frida! 🙂 (E ela dispensa qualquer tipo de apresentação 💚)

Julho é a época em que devemos celebrar Frida Kahlo mais que nunca. Isso porque foi num mês como este que a pintora mexicana veio ao nosso mundão (em 06/07/1907) e, 47 anos depois (em 13/07/1954), despediu-se dele.

Atualmente, a figura de Frida segue viva e seu nome se faz cada vez mais forte e presente. A todo momento encontramos seu rosto estampado em camisas, bolsas, canecas, artigos de decoração e por aí vai!

Super Tela / Reprodução

Carão expressivo, olhar desafiador e sobrancelhas marcantes como SÓ-ELA-TINHA! Mas, sabemos que Frida Kahlo é muito mais que isso. Muito mais que uma estampa, muita mais que o último grito da moda.

Conhecida nos quatro cantos do mundo, a pintora mexicana é um dos maiores ícones da cultura latina. E para falar sobre ela, a Calle Hispánica conversou com Martha Zamora, autora de “El Pincel de La Angústia”, biografia considerada como uma das mais completas sobre Frida Kahlo.

Publicado pela primeira vez em 1987, o livro de 407 páginas já foi traduzido para 5 idiomas e continua sendo publicado em espanhol.

Porrúa / Reprodução

Sobre o início dessa relação com a figura da pintora, Martha nos conta: “Desde que a vi pela primeira vez, quando tinha 6 anos, passei toda a minha vida reunindo informações sobre Frida Kahlo. Sua presença colorida me deslumbrou (…). Estudar um ser tão extraordinário, tão cheio de facetas, me fez amadurecer para poder compreendê-la. Passei as fases jovem e adulta da minha vida num meio conservador e limitado. Não se falava em homossexualidade, nem em aborto. Frida me ensinou a VER, realmente ver, a beleza das pequenas coisas. Me impressionou sua bondade. Normalmente, a medida que envelhecemos e, talvez, por conta das desilusões ou más experiências, deixamos a bondade de lado. Ela lutou para conservá-la e isso, somado ao exemplo de que é possível florescer mesmo debaixo de uma grande árvore, será a lição de vida que buscarei ter em mente para o resto da minha vida”.

(Em 1929, Frida Kahlo casou-se com o já consagrado pintor mexicano, Diego Rivera. E eis o florescer, mesmo debaixo de uma grande árvore, mencionado por Martha Zamora.)

Num passeio rápido pela internet, encontramos diversas opções de biografias, reportagens e filmes sobre a pintora e muito se fala sobre quem era Frida Kahlo. Em meio a tantas informações e afirmações, nos perguntamos, então, o que Frida NÃO era 🤔.

De acordo com Martha, a pintora mexicana não era uma pessoa depressiva e sofredora. “Considero que apenas no último ano da sua vida, depois que sua perna direita foi amputada, é que essas características se aplicam a ela. Entrevistei muitas pessoas que conviveram com Frida, como amigos, familiares e amantes,  e todos chegaram até ela porque esbanjava vida, bom amor e uma impressionante qualidade de saber ouvir e tentar ajudar aos demais”, destaca a escritora.

Frida no mundo 

Frida é mexicana, mas podemos dizer sem equívoco que sua arte está no mundo e, consequentemente, sua figura, quase sempre sujeito e objeto de sua pintura, também.

Martha Zamora destaca os motivos que, na sua opinião, fazem de Frida Kahlo uma figura tão global. “Sua pintura é emotiva. São quadros pequenos em sua maior parte, que fazem com que nós nos aproximemos física e moralmente a eles. Se dirigem a medos como a morte, o abandono, a esterilidade. Além disso, possuem um ‘quê’ que não se pode captar pela câmera, algo que não é reproduzível”.

Frida Kahlo e a cultura mexicana

Segundo Mrtha Zamora, Frida é, simplesmente, o símbolo artístico mais importante do México. “É a artista (entre homens e mulheres) que avança e abre caminho no mercado para outras, como a brasileira Tarsila do Amaral e para a cubana Amelia Peláez, diante de um Diego Rivera, de um Tamayo, um Orozco, um Siqueiros, que são os gigantes do muralismo que dominavam o cenários em sua época. E ela jamais imaginaria algo assim!”, destaca a escritora.

Martha destaca, ainda, que “a ideia de que a lenda de seus amores, seus problemas físicos e sua forma peculiar de se vestir e se arrumar são os fatores que sustentam Frida Kahlo se esvai se pensamos que os principais museus do mundo aguardam com ansiedade para expor suas pinturas. Esses recintos não cedem seus espaços a lendas, mas sim  a grandes artistas”.

Frida em 2017

63 anos depois de sua morte, essa mulher que muitos conhecem e definem coma “a das sobrancelhas marcantes” é, na verdade, uma referência (e das mais importantes!) de arte, cultura latina, feminismo e força.

De herança para o mundo e para todxs nós que aqui estamos, Frida Kahlo deixou muito mais que suas telas. Deixou sua história, suas cores e sua verdade. Diante de tudo isso, só nos resta reverenciar a figura dessa mulher e tudo que ela representa, além de desejar, hoje e sempre, vida longa à Frida! 💙

Y además…

Te dejamos la entrevista completa con Martha Zamora, autora de la biografia sobre Frida Kahlo, “El Pincel de La Angustia”

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5 músicas en español para celebrar a nossa latinidade

E quem resiste ao ritmo latino? Começa a tocar alguma música com aquela batida (que a gente AMA!❤) e todo mundo já levanta para bailar! 👇

Então, para celebrar a nossa latinidade, a Calle Hispánica selecionou 5 músicas que traduzem, no mais puro gingado, esse sentimento que faz nosso ❤ pulsar mais forte.

Aumenta o volume aí! 📻😎

La Gozadera – Gente de Zona y Marc Anthony

Si tú eres Latino, saca tu bandera… 🇧🇷

La La La – Shakira y Carlinhos Brown

La pasión que tiene mi gente, quedan las penas en el olvido, bienvenidos a mi continente 💚

A Dios le Pido – Juanes

Que mi pueblo no derrame tanta sangre y se levante mi gente, a Dios le pido… 🙏

Mi Tierra – Gloria Estefan

De mi tierra bella, de mi tierra santa oigo ese grito de los tambores y los timbales al cumbanchar… 🎷

Amor a la Mexicana – Thalia 

Amor a la mexicana, caliente al ritmo del sol… ☀

Confira também: Somos insistência, somos resistência, SOMOS latinos!

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Somos insistência, somos resistência, SOMOS latinos!

[ALERTA: Post para reflexão🤔]

Respira fundo e conta comigo: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. (Ufa!) Eis os países que, oficialmente, compõem a (nossa!) América Latina (🌎). Seja falando português ou espanhol, quem nasce nessa região, latino é.

No entanto, ser latino vai muito além do traçado estampado no mapa (concordam?). Os habitantes desses países têm muitas questões em comum. Pertencemos a um caldeirão cultural e somos sinônimo de cor, energia, calor e ritmo. Mistura nos define! Temos biodiversidade e fartura por todos os lados. Mas dizem por aí que estamos ‘em desenvolvimento’. Desigualdade é um fantasma que ainda estamos longe de exorcizar (😥). Mas somos insistência e resistência, somos luta!💪

E refletindo sobre tudo isso, surgem as seguintes perguntas: Temos a plena consciência de que nós, brasileiros, somos latinos? De fato nos enxergamos como tal? Estamos conscientes de que toda vez que um presidente despeja, sem nenhuma cerimônia, ofensas contra os latinos, ele não está se referindo apenas aos mexicanos? Ora, não se trata de ‘latinos, eles’. Trata-se de ‘latinos, nós!’.

Vivemos um momento importante em que (graças aos que não se cansam e não se calam 🗣) vozes, antes ignoradas, começam a ser ouvidas. Sim, o processo vem acontecendo despacito. Mas o importante é que aconteça!

E qual o nosso papel, enquanto latinos, nessa história toda? De forma resumida, ¡Si tú eres latino, saca tu bandera! 

Vamos trazer o nosso olhar de volta para a nossa própria cultura latino-americana? Vamos resgatar nossa história e valorizar toda essa cultura increíble que está ao nosso redor (e da qual fazemos parte!)?

Já estamos carecas de saber como é Miami, como é a Times Square, como é a Disney. Mas e a nossa latinidade? Queremos clipes que apresentem aos quatro cantos do planeta a cara das ruas cubanas e porto-riquenhas. Queremos sucessos que reflitam essa cultura e que, pasito a pasito, suave, suavecito, façam o mundo dançar ao nosso ritmo. Queremos séries mostrando a cara da Guatemala, a cultura do Equador, o dia a dia no Panamá. Vimos o México estampado em Ingobernable e, simplesmente, amamos!❤ Agora queremos mais!

Somos latinos e queremos conhecer melhor as nações irmãs que nos cercam e compartilham conosco as dores e delícias de viver essa latinidade nossa de cada dia. Queremos nos identificar, queremos sentir que o que vemos e ouvimos faz o nosso coração pulsar, vibrar e bailar!

Confira também:
Falando sobre Música Latina, no programa Caleidoscópio, da TV Horizonte

DES-PA-CITO: 5 motivos que fizeram da música verdadeiro um sucesso

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