Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

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Língua Espanhola: 4 erros fatais que atrasam o seu aprendizado

Em 2018, completa 18 anos que o espanhol está na minha vida (pois é! rs). Fazendo um balanço dessa trajetória, listei 4 erros que, geralmente, cometemos e que atrasam nosso aprendizado.

Confira:

Só se interessar pelo idioma

Algumas pessoas iniciam os estudos de uma língua focando pura e simplesmente no idioma em si.

E o que há de errado nisso? Ora, a língua é um elemento que integra um conjunto bem mais amplo, chamado cultura.

Portanto, isso de ficar apenas no idioma faz com que percamos inúmeras oportunidades de praticar a língua, expandir vocabulário e estruturar de forma mais sólida o nosso aprendizado.

Por isso, desde mi más humilde punto de vista, considero que abraçar a cultura pertinente ao idioma aprendido é uma das maneiras mais eficazes e divertidas de aprender.

E eu acredito tanto nisso, que aqui temos a Calle Hispánica!

Só fala espanhol quando está na sala de aula

Sim. Eu falava espanhol em sala de aula (e somente quando a professora me instigava a falar!).

Concluída a aula, eu não tinha mais qualquer contato com o idioma e esperava até o próximo encontro com a professora e os colegas de classe para volver a hablar.

Obs.: Vale lembrar que no início dos anos 2000, a televisão da minha casa nem tinha tecla SAP. Ou seja, nem as novelas mexicanas em áudio original, eu podia ver. Ou seja; demorei a desenvolver a habilidade oral e auditiva porque colocava o espanhol pra jogo apenas 2 vezes por semana.

Então, se você está fazendo aulas de idioma (e isso vale para todos os idiomas!), por favor, não jogue sobre os ombros da sua professora a responsabilidade de conseguir a sua fluência, ok?! Ela está lá para facilitar o aprendizado, mas você precisa colocar a mão na massa e se comprometer com o processo.

Insistir em falar em português com sua professora de espanhol

Sinceramente, essa é de chorar! Inclusive, eu já fiz um post inteirinho ( y en español) falando só sobre esse vício assassino de fluência que é não falar espanhol na aula de espanhol.

Resumindo a história: Embora tenhamos que manter a prática regular do idioma (e, se possível, todo santo dia), a sala de aula é O momento para treinar, errar, corrigir e aprender. Isso é inegável!

Então, vamos concordar que pagar para aprender espanhol e, durante a aula, falar português é, no mínimo, absurdo. (Se você faz isso, só para!)

Tem que viajar

Lá nos meus tempos de cursinho, quando meus conhecimentos estavam começando a se estruturar, eu tinha a mais firme convicção de que viajar para um país de habla hispánica era condição indispensável para se alcançar a fluência. E, como a possibilidade de viajar era bem remota na época, isso me desanimava e me afastava da língua.

Claro que a experiência de estar num país hispânico é, sem dúvida, maravilhosa para o nosso espanhol. Afinal, estar cercad@ de pessoas hablando todo el tiempo nos coloca em contato com a face mais viva do idioma.

No entanto, olhando pra trás, percebo que poderia ter me empenhado mais no aprendizado da língua, em vez de pensar “nossa, quando eu viajar para algum país hispânico, aí sim meu espanhol vai dar um salto de qualidade!”.

Hoje em dia, com a internet, estudar uma língua nova ficou incrivelmente mais prático e acessível! E dá pra fazer MUITA coisa em vez de ficar sentad@, esperando a tal oportunidade perfeita.

E se você precisa de uma forcinha para organizar os estudos, aqui na Calle tem o melhor cronograma para você praticar de segunda a sábado!

Dica Bônus

Enfim, esses 18 anos de aprendizado me ensinaram que sempre podemos mais!

Eu sei que às vezes tendemos a pensar “se eu tivesse mais tempo” “se eu tivesse mais dinheiro”, “se eu tivesse um amigo nativo”, “se”, “se” e “se”…

Mas, aprendizado é construção e, para que essa construção se desenvolva bem é preciso colocar todo santo dia, pelo menos um tijolo na ponte do conhecimento.

Então, não se limite! Explore todas as ferramentos possíveis e, claro, fuja dos erros listados acima igual ao seu Madruga foge da Bruxa do 71!

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La mentira que nos cuentan

Venía para el trabajo cuando leí el siguiente mensaje publicitario en una parada de autobús: “Faça Inglês e siga em frente!”. Sí, así como si estudiar ese idioma (y no otro) pudiera llevarte hacia adelante.

Leer esa frase me hizo recordar el largo tiempo que pasé preguntándome si me había equivocado al elegir estudiar español primero, aunque un chorro de gente me dijera todo el tiempo que el inglés debería ser la prioridad en la vida de cualquier persona. Bueno, por  lo menos, “cualquiera que deseara tener una vida profesional exitosa”, decían ellos. Y, desde luego, yo lo deseaba, pero como ni siquiera había escogido una profesión, cerré los oídos y seguí adelante, aprendiendo español.

Que se abran las puertas de la vida adulta

Después de NO elegir el inglés, me di cuenta de que yo había nacido para ser periodista (ay, ¡cómo me encanta compartir con la gente las cosas que descubro por el camino!). Y de pronto eso se convirtió en un argumento más en manos de quienes defendían que el inglés manda en el mundo laboral.

Y cuando empecé a buscar oportunidades de poner en práctica todo lo que estaba aprendiendo en la facultad de periodismo, solía escuchar la siguiente pregunta: “¿Hablas inglés fluente?”. Y no la escuché una o dos veces. Fueron muchas, muchas las veces en que traté de demostrar que no, no hablaba inglés fluente, pero en el español, yo iba muy bien, gracias. Pero era todo en vano.

Entonces me resigné. Apenas concluí los niveles básico, intermediario y avanzado de español me puse a estudiar el bendito inglés. ¿De qué otra forma saldría yo adelante, como periodista, sin dominar con maestría la lengua de Shakespeare (como, de hecho, me lo exigían)?.

Empecé a dar clases de español en el mismo curso de idiomas en donde yo había estudiado para garantizar una beca para las clases de inglés.

Pasé, entonces, a encontrarme con el español tan solo por motivos laborales.

En mi tiempo libre, me dediqué muchísimo a aprender inglés e, incluso, hice un intercambio para Malta (con mi corazón rogándome que me fuera a México, mi sueño desde siempre). Lo hice todo con tal de desarrollar mis conocimientos, mejorar mi expresión oral y garantizar una vida profesional exitosa, como me lo habían jurado que sería desde que yo hablara inglés perfectamente.

¿Por qué les estoy contando todo eso?

Después de leer la frase que nos sugiere en las entrelíneas que el inglés nos lleva hacia adelante, y después de reflexionar sobre mi camino hasta aquí, me di cuente de que ninguno (dije NINGUNO) de los empleos que tuve, los conseguí gracias al inglés. (Incluso el que tengo actualmente, en asesoría de prensa de la Secretaria de Salud de Minas Gerais).

Mi teoría

Entonces, desde mi más humilde punto de vista, el mercado crea esa leyenda del “inglés del lago Ness” (el todo poderoso que puede garantizar el triunfo profesional de uno), las empresas refuerzan ese discurso (aunque muchas veces ni sea imprescindible tener un funcionario que hable fluentemente), y nosotros, que nos vemos acorralados por esas exigencias, nos rendimos. abrimos los oídos para lo que viene de fuera y mantenemos el corazón calladito, mientras practicamos el verbo to be.

Bueno, si les puedo dar un consejo que va más allá de elegir un idioma para estudiar, es: que tu corazón sea el GPS de tu vida. ¿Cursi? Tal vez. Pero, más vale una cursilería que nos haga feliz que una racionalidad que nos convierta en robot.

(Y además, tener múltiples posibilidades de conjugación se nos hace la vida mucho más emocionante! Jeje).

➡ ¿Sigues hablando en portugués en tus clases de español?

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Língua Espanhola: Uma ponte entre pessoas, países e culturas

A língua espanhola é uma combinação mágica para muito de nós, não é mesmo? Seja pela sonoridade, seja pela engenhosa articulação entre substantivos, verbos, pronomes e artigos ou, ainda, pelo sentimento que nos desperta quando hablamos. Como diria Tiago Iorc, o coração dispara, tropeça quase para! 😆

Desde mi más humilde punto de vista, esse é, sem dúvidas, um idioma que conquista ❤.

(Sim, como normalmente dizemos em português, é muito amor, é amor pra caramba! 😍)

Mas, e quanto à história da língua espanhola, pessoal? Será que conhecemos o contexto de surgimento e o papel desempenhado por esse idioma atualmente? 🤔

Justamente para nos ajudar a refletir sobre essas questões, entrevistei o doutor em Filología Hispánica, José Luis Ramírez Luengo, que desenvolve uma pesquisa baseada fundamentalmente na história da língua espanhola na época moderna, tanto na Espanha quanto na América.

Origem

De acordo com José Luis, para analisarmos o nascimento da língua espanhola é preciso levar em conta um processo ainda mais amplo, que foi desaparecimento do latim, ou melhor, a transformação do latim nas diferentes línguas românicas, o que ocorre em algum momento entre os séculos V e IX, depois de Cristo.

“Nesse período produz-se uma transformação radical na cultura dos povos falantes de latim, que faz com que essas pessoas também comecem a perceber sua forma de falar como algo diferente do que antes existia, como algo afastado do latim”, explica José Luis.

O pesquisador também destaca que é preciso levar em conta que, com o passar do tempo, as diferenças entre os diversos dialetos do latim tornaram-se maiores, o que dificultava a comunicação entre os usuários dessa língua.

“Naturalmente, não é fácil saber em que momento os falantes tomam consciência de que estão falando outra língua e, por isso, é tão difícil dizer quando surge o espanhol. No entanto, há um indício que podemos levar em consideração, que é o momento em que aparecem textos em línguas romances. Tendo isso em mente, podemos estabelecer o século IX como o momento em que já existe tal consciência, algo que textualmente  se reflete, por exemplo, nos Juramentos de Estrasburdo (842) para o caso do francês e, um pouco mais tarde, para o espanhol, nas Glosas Emilianenses, do início do século XI”, explica o doutor em Filología Hispánica.

Espanhol ou Castellhano?

É muito comum encontrarmos os termos ‘espanhol’ e ‘castelhano” referindo-se ao mesmo idioma. Diante disso, paira no ar a seguinte questão: Afinal de contas, existe alguma diferença entre um e outro?

José Luis esclarece que partindo da ideia de que os dois conceitos se referem à mesma realidade (a língua compartilhada pela Espanha e pelos vários países da América), a verdade é que o uso de ‘espanhol’ ou ‘castelhano’ tem a ver com preferências nacionais ou, ainda, pessoais.

“Os filólogos, às vezes, utilizam esses termos de forma ligeiramente diferente: quando falamos da situação atual, normalmente empregamos a palavra espanhol para nos referir à língua compartilhada e suas variedades nacionais (espanhol da Argentina, espanhol da Colômbia). Por outro lado, usamos o termo castelhano, para nos referir à variedade dessa língua usada atualmente em Castilla, no centro-norte da Espanha. Ainda, quando falamos desde um ponto de vista histórico, preferimos castelhano, para fazermos referência à língua durante o período medieval”.

Língua espanhola hoje

Quanto ao papel desempenhado atualmente pela língua espanhola no mundo, José Luis destaca que o idioma é, sem dúvidas, a principal herança compartilhada pelos hispanohablantes.

“Isso deve servir para desenvolver certa solidariedade e favorecer a integração de todos os povos que a utilizam, sem que isso suponha desproteger ou atentar contra as línguas minoritárias que, junto ao espanhol, se utilizam em todo o mundo hispânico”, explica José Luis.

O Futuro da língua de Cervantes

Olhamos para o passado para entendermos as bases de surgimento do idioma, estabelecemos um paralelo até o presente, avaliando o papel desempenhado pela língua espanhola atualmente e, seguindo esse caminho, pensar sobre o futuro é inevitável.

Para o pesquisador, do ponto de vista de sua estrutura, o espanhol do futuro parecerá mais às variedades caribenhas que às variedades da Espanha.

“Acredito que o idioma terá uma importância influência do inglês, ainda que não definitiva, e que se verá como uma das línguas eminentemente americanas e, por tanto, cada vez menos europeia, algo parecido ao que acontece com a língua portuguesa. Já do ponto de vista demográfico, acredito que o idioma vai adquirir progressivamente maior transcendência em países como Estados Unidos. Quero pensar que será cada vez mais conhecido e necessário em zonas onde até então, é tido como segundo língua”.

E José Luis segue, destacando, agora, como ele gostaria que fosse o futura da língua de Cervantes. “Que o espanhol seja uma língua mais inclusiva, mais respeitosa com os outros idiomas com os quais convive e uma língua que sirva como ponte para conhecer outras realidades e outras culturas que também utilizam o espanhol como forma de expressão. Que seja, enfim, uma língua mais tolerante por ser o reflexo dos falantes que assim também são. Ainda que eu não saiba se isso está fora da linguística e, na verdade, tenha mais a ver com o que todos sempre esperam do mundo: que ele seja, pouco a pouco, um lugar um pouco melhor.

Y además…

Te dejamos un video en el que el doctor en Filología Hispánica, José Luis Ramírez Luengo, habla sobre historia del español 🙂.

Curtiu as reflexões sobre a língua espanhola? Então, aproveite o embalo e confira a entrevista completa e en español, com o doutor em Filología Hispánica, José Luis Ramírez Luengo.

5 sofrências vividas pelos amantes da Língua Espanhola

Amar o Espanhol, a gente ama, mas é cada sofrência que a gente passa para viver esse amor! 😥 rs

Afinal de contas, mesmo o Brasil tendo o português como língua oficial, temos que concordar que encontrar referências da língua inglesa por todos os lados é relativamente fácil, né non?

Tá na trilha sonora de TODAS as novelas globais, tá na frase daquela camisa super descolada, tá no download do arquivo, tá no stories do Instagram, no milk-shake e no bom e velho jeans.

E o espanhol? ☹

Pois é, mi gente buena… Repensando minha vivência como brasileira (de alma mexicana 🇲🇽) e apaixonada (❤) pelo espanhol desde novinha, pontuei 5⃣ sofrências que, somente quem AMA a língua de Cervantes poderá entender.

“Prestenção”!

1) Shows

A forma mais prática e divertida de trazer o espanhol para a nossa vida continua sendo conhecer artistas hispânicos. No entanto, a questão aqui é a seguinte: A gente começa a descobrir un chorro de artistas que son simplemente increíbles y de pronto nos enamoramos!

Juanes, Pablo Alborán, Sin Bandera, Matisse, Jesse y Joy, Alejandra Guzman, Alejandro Fernandez, Pedro Capó, Fonseca… Essa é a minha lista BASTANTE reduzida de artistas que adoro! E, então, eu pergunto a vocês: Quantas vezes eles fizeram un concierto (não sou obrigada a falar show rsrsrs) no Brasil?

Exatamente, nenhuma!

Em tempo, este ano de 2018 já está sendo super camarada conosco! Enrique Iglesias e Shakira já estão, praticamente, com o passaporte carimbado para o Brasil. O Enrique fará única apresentação em São Paulo, no dia 5 de abril. Já a Shakira ainda não confirmiu a data em que passará por aqui, mas confirmou que vem! rs

2)  Músicas ganham versão em inglês

Ultimamente, graças aos céus, as músicas em espanhol têm tido mais espaço entre o público brasileiro! Mas, se há uma coisa que me deixa bastante #xatiada é quando aquela música incrível em espanhol, que desbravou mares e montanhas até chegar ao nosso país, desembarca por aqui em inglês 😭.

Um exemplo recente disso é Ecos de Amor, da dupla Jesse y Joy. A música fez parte da trilha sonora de Malhação, em 2016. No entanto, foi a versão em inglês que entrou para a trilha da trama. E, consequentemente, foi essa a versão que tocou em todas as rádios 😒.

3) Variedade nas opções de cursos

Sim, nós temos muitas opções de cursos de espanhol, correto? No entanto, de uma forma geral, esses cursos oferecem modalidades como básico, intermediário, avançado, conversação e para professores.

O que eu realmente acho que faz muita falta são cursos, por exemplo, voltados para a fonética do idioma, para a literatura hispânica ou, ainda, um curso que aborde pontos específicos da gramática, mas utilizando músicas 😍.

Então, fica a dica para as escolas de idioma! Inclusive, se precisarem de ajuda com as músicas, tamo aí! 😜 rs

 4) Livros em espanhol

Quem já tentou comprar, aqui no Brasil, um livro em espanhol sabe o motivo desse tópico, né?! Em primeiro lugar, não é tão fácil encontrar essas obras à venda por aqui. Em segundo lugar, quando encontramos, precisamos estar dispostos a desembolsar uma grana consideravelmente mais alta do que pela publicação em espanhol.

5) Camisas com frases em espanhol

Chegar a uma loja dessas de departamento e encontrar, a um precinho REBUENO uma camisa super estilosa, com frases de Pablo Neruda, Miguel de Cervantes, Isabel Allende ou Frida Khalo. Seria o meu sonho de princesa?

Mas, até hoje, nunca vi! 😐

E aí? Vocês se identificam com alguma sofrência dessas?

No final das contas, pessoal, a verdade é uma só: Nós não largamos do espanhol, nem ele quer largar da gente, né non?! 😅

➡ Confira também: 5 frases que todo estudante de espanhol detesta ouvir 😵

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45 fatos sobre mim, relacionados ao universo hispânico! ❤

Oi, gente! 🙂

Conforme já falei (várias vezes rsrs) aqui no blog, o espanhol faz parte da minha vida desde que ouvi Corazón Partío, na novela Torre de Babel. Já naquele momento, me apaixonei por esse idioma (e também pelo Ale, Alejandro rs ❤).

E, aproveitando que hoy es mi cumple, resolvi fazer essa postagem e compartilhar com vocês 45 fatos sobre mim, relacionados a esse universo hispânico, que a gente AMA!

Então lá vai! 😜

1) A sonoridade do espanhol é, sem dúvidas, o que eu mais amo nesse idioma! Pra mim, hablar es pura magia! ✨

2) Uma “amiga” já se afastou de mim por causa do espanhol 😮. Entramos juntas no curso e, logo após a aula experimental, os pais dela a obrigaram a fazer inglês porque, de acordo com eles, o inglês é que seria relevante para o futuro. Ela, então, me pediu para também mudar de curso 😶.

Claro que eu não quis! E ela ficou TÃO #chateada, que se afastou de mim.

Obs.: Dica para xs amigxs, parentes e crushs: NUNCA me façam escolher entre vocês e o espanhol 😜 rsrssrsrs.

3) Estudei espanhol a vida inteira no CCAA. Fiz os três níveis do curso regular (básico, intermediário e avançado), depois mais um ano do curso chamado “Mesp” (de Más Español), que seria um avançado do avançado rsrs.  Já no finzinho do Mesp, participei de uma seleção para dar aulas nas duas unidades da Barra da Tijuca, lá no RJ. Passei e trabalhei como professora por 1 ano e meio.

4) Em 2010 eu me formei em jornalismo e comecei a trilhar o caminho dos concursos públicos. Quem é ou já foi concurseiro sabe bem o que essa escolha exige de nós. Como é preciso estudar (e muito!) cada uma das zilhões de matérias, precisei me afastar um pouco do espanhol para me dedicar 100% ao meu objetivo.

Essa caminhada se estendeu até 2015, quando fui aprovada no concurso da Secretaria de Saúde de Minas. Uma vez alcançado meu objetivo, a primeira coisa que fiz foi trazer o espanhol de volta à minha vida e com carga total! Rsrsrs A Calle é um claro reflexo desse empenho em viver a Língua de Cervantes.

E nunca mais fico sin hablar!

5) Muita gente me pergunta por que fiz Jornalismo e não Letras. Escolhi o jornalismo como graduação porque também é uma paixão na minha vida. Pra mim, ser jornalista é traduzir discursos e compartilhar conhecimento. E eu, simplesmente, AMO isso! Se esse conhecimento estiver relacionado ao espanhol, então?! E, justamente por essas duas paixões que nasceu a Calle hispánica 😃.

6) Escolhi esse nome para blog porque, desde que encontrei o espanhol, realmente é como se eu estivesse todos os dias passeando por uma calle hispánica. Sempre buscando conhecer um artista diferente, uma música nova, mais uma novela, mais cultura, mais espanhol ❤.

7) Minha postagem preferida aqui da Calle é a que fiz sobre a Frida Kahlo, com a entrevista da Martha Zamora, biógrafa da Frida. A Martha é buenísima gente, foi muito gentil comigo e respondeu às minhas perguntas com toda atenção do mundo. Além disso tudo, a paixão com a qual ela fala sobre o seu trabalho é contagiante. Reforçou minha crença mais forte de que sonhos são possíveis e devemos teimar (MUITO) em fazer o que amamos 🙂.

➡ Frida Kahlo: Muito mais que sobrancelhas marcantes 

8) Eu sou mexicana de alma. Sério. Seríssimo. Soy total y completamente apasionada por México ❤. Tenho uma conexão sem igual com esse país e sempre digo que vivi, no mínimo, umas 49 vidas na terra da María la del Barrio 🇲🇽 rs.

9) Aliás, amo todos os sotaques da Língua Espanhola, mas o mexicano… 😍 (Sim, é o meu favorito! rs)

10) Sobre Alejandro Sánchez Pizarro, ou, para o mundo, Alejandro Sanz: Ele é, simplesmente, um dos artistas mais completos que conheço! No início dos meu estudos, eu só conhecia Corazón Partío. Mas, graças à minha professora de espanhol Elaine Candela (que já era apaixonada por ele e, inclusive me emprestou o CD MTV unplugged), conheci outras músicas e descobri el tremendísimo cantautor que es él!

11) E ainda falando no Ale, Alejandro… Sim, Corazón Partío é a música mais bonita do mundo! ❤

12) Já assisti a cerca de 80 novelas latinas (Sim, eu contei! 😜).

13) A primeira foi Carrossel, apresentada pelo SBT em 1991. Minha irmã e eu não perdíamos um capítulo! rs

14) Hoje em dia, assistir a telenovelas latinas é, de longe, minha forma preferida de praticar espanhol! 📺

15) Dentre todas as que já vi, a minha favorita é Café Con Aroma de Mujer. Um dos melhores enredos e com conflitos de fôlego que não deixam o público cansar ou enjoar da trama. Amo!

16) E mesmo quando eu não gosto da novela, continuo vendo! Não consigo abandonar no meio da caminho! Não sei explicar o que acontece, meu povo, mas eu sigo firme e forte 😆.

17) A que menos gostei foi a venezuelana Toda Una Dama. Fraquíssima, personagens aburridos e com uma histór…😴💤💤.

18) Minha personagem favorita é, justamente, a Gaivota, de Café con Aroma de Mujer. Sabe aquela mocinha boazinha, que passa a novela INTEIRA chorando por el príncipe azul e, num dado momento, recebe uma baita herança, por obra e graça do destino?! Então! ¡La Gaviota no tiene NADA de eso! Ela sofre sim, afinal, é uma novela latina, né?! Mas ela é forte, decidida, empoderada… Não fica esperando o mocinho voltar e vai trilhando seu próprio caminho com muita determinação, inteligência… y aguardiente 😆.

Sério! Ela é uma das personagens que, de verdade, me inspiram. Se vocês ainda não conhecem a Gaivota, eu recomendo demais! 😉

19) Minha atriz hispânica favorita é a maravilhosa Silvia Navarro. Ela vai da comédia ao bom e velho drama mexicano sem perder o brilho! ✨

20) O ator favorito é o Guy Ecker. Brasileiro (natural de São Paulo), ele protagonizou grandes sucessos da TV latina, como Café con Aroma de Mujer e La Mentira.

21) E se a minha vida fosse uma novela mexicana, ela se chamaria… La muy mexicana, la muy atrevida 😜

22) Com a Calle , tenho me esforçado para ler mais a literatura hispânica. E, como boa amante de novela mexicana que sou, minha escritora FAVORITA de la vida é Caridad Bravo Adams. Muitas das telenovelas com o selo “Televisa” são adaptações de histórias originais suas.

23) Mas, dentre os livros hispânicos que li recentemente, La Mujer Habitada, da nicaraguense Gioconda Belli, foi o que mais mexeu comigo. Quero muito ler outras obras dela!

 Resenha: A Mulher Habitada, de Gioconda Belli

24) Minha frase preferida em espanhol é “Pies, ¿para qué los quiero, si tengo alas pa’ volar?”, da super Frida Kahlo 💜.

25) A música La Playa, do grupo espanhol La Oreja de Van Gogh, é que mais tenho ouvido no momento. Já ouvi mais 100 no Spotfy a versão (MARA!), que conta com a participação do Leonel García, da dupla Sin Bandera 🎶.

26) E por falar em Sin Bandera, alguém me dá um chá de “Aceita que dói menos”, porque meu ❤ não está sabendo lidar com a separação dessa dupla! 😭 E o pior! Vão se separar sem que eu tenha ido a um show deles 💔.

Mas, seguindo… eles são minha dupla FAVORITA e a música que mais amo (é MUITO difícil escolher só uma, mas lá vai!) é Que me Alcance la vida ❤

27) E nesse universo hispânico, há algo que não me agrade? 🤔 Sim! Sim?😮 Siiiimm! rsrs E o nome dele é Maluma. Gente, esse rapaz tem algumas músicas que, sinceramente…

Dica: apenas joguem na internet “Maluma machista”. Definitivamente, é o artistas que não faz parte da minha playlist 🙉.

28) No terreno dos esportes, curto demais o Lionel Messi! ⚽

29) Dia 17 de outubro de 2010, Rio de Janeiro. Esse foi um momento INESQUECÍVEL na minha vida 😍 Meus amigxs, nesse dia eu vi e OUVI o cara das “tiritas” cantar Corazón Partío, bem ali na minha frente! (Inclusive, acho que ele já pode voltar ao Brasil!). Na época, estava mega enrolada, terminando o trabalho final da faculdade. Mas larguei tudo para encontrá-lo! 😍 (Ainda bem que passei! 😄)

A imagem pode conter: 1 pessoa, no palco

30) Minha meta profissional é, sem dúvidas, entrevistar o Alejandro Sanz.

31) Para me agradar basta… “Nossa, seu espanhol é lindo!” 😜.

32) “Espanhol é fácil. Eu entendo tudo, só não falo” – Eis a fórmula mágica para acabar com a minha paciência! 😖

33) Ah! E eu fico bem brava quando dão mais visibilidade a uma versão em inglês da música originalmente em espanhol de algum artista hispânico. Ah, gente… pra quê?! 😠

34) Minha palavra favorita em espanhol é corazonada. (Mas eu também amo a palavra apapachar 💞)

35) E a expressão que eu mais gosto é “¿Quién te ha dado vela en este entierro?”, que, a grosso modo, equivaleria ao nosso “quem te chamou na conversa”, usado para cortar as asinhas de quem estiver se metendo onde não foi chamado 😆

36) Mas, se eu tivesse que definir o espanhol em uma palavra, seria “pulsante” (como un corazón 💓).

37) Sempre faço e refaço exercícios sobre o uso dos pronomes Le/Les, porque acho um ponto bem delicado do idioma 😥.

38) Quase não encontro quem curta, mas eu sou APAIXONADA pela musica mariachi. Sério! Ouçam o Vicente Fernández cantando Me Voy a Quitar de en Medio e vejam que preciosidade da cultura mexicana ❤

Obs.: Se você também ama esse estilo de música, QUERO ser sua amiga! rsrsrsrs 🙂

39) Meu sonho é conhecer todos os países que falam espanhol! 🛫🌎💛

40) Adoraria tirar uma selfie com a Thalia e ainda pediria a ela para cantar Piel Morena (a minha favorita dela! 🙂)

41) Mas, se fosse para salir y tomar unos tragos, aí seria com a Kate Del Castillo, que interpreta a primeira dama babadeira de Ingobernable. Adoro a Kate! rsrs

42) Uma das vozes femininas mais intensas que conheço é da Alejandra Guzman. Confiram👂:

43) Acho que a  Selena Quintanilla é, na verdade, um fenômeno da natureza. Ela nasceu nos Estados Unidos, mas era filha de pais mexicanos. Morreu aos 23 anos e no auge da carreira, assassinada pela sócia e presidente do seu fã-clube 😭. Mas, até hoje, ela é considerada a rainha da música texana. E o mais incrível: Sua legião de fãs só aumenta!

44) Passaria um dia inteiro assistindo a esse vídeo ⬇ Acho incrível o público cantando e o vozeirão do Luis Miguel (mesmo bem longe do microfone! 🗣🎙rs). Enfim… Não há como não se render a essa canção 💘.

45) “Si alguna vez te pierdes, solo mira dentro” – Esse trecho da música Mira Dentro, do grupo espanhol Maldita Nerea, é o meu lema da vida! ❤

Ufa! Acho que para este 5 de outubro, é isso 🤔 rs. As outras coisas, eu te conto nos próximos passeios pela Calle 😉.

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As músicas brasileiras en español que você PRECISA ouvir!

Músicas que amamos! ❤ E algumas delas têm o poder de, simplesmente, não-en-ve-lhe-cer! 🙂

São clássicos que marcaram época e,independente do ano de lançamento, seguem na nossa playlist até hoje.

No caso das canções brasileiras, algumas ganharam o mundo e, com tamanha popularidade, ganharam também versões em espanhol! (Para noooossa alegria! 😍)

Hoje, a Calle Hispánica traz 5 queridinhas “invelhecíveis” en español!

Confere essa seleção aí!

(Obs.: “prestenção” na primeira da lista! 😍)

Evidencias – Ana Gabriel

Sim pessoal! Esse hino que arrebata nosso coração tem uma versão em espanhol para chamar de sua! 💜

Composta por José Augusto, Evidências foi lançada em 1990, na voz de Chitãozinho e Xororó. Lá na terra da Maria do Bairro, a música é interpretada (com toda intensidade que merece! ❤) pela cantora mexicana Ana Gabriel.

“…Es una locura el decir que no te quiero 
Evitar las apariencias ocultando evidencias 
Mas porque seguir fingiendo sino puedo engañar mi corazón 
Yo se que te amo…”

➡ ISSO É UM HINO, meus amigxs! 😍

La Chica de Ipanema – Jarabe de Palo

E o que podemos dizer de Garota de Ipanema? Simplesmente, A música quando o assunto é Bossa Nova, verdade?!

Escrita por Vinícius de Moraes e Tom Jobim, o tema foi lançado no ano de 1963.

E a galera do grupo Jarabe de Palo, lá de Barcelona, converteu esse clássico da música brasileira ao espanhol 🙂.

“…Mira que cosa más linda, mas llena de gracia
Es esa muchacha, que viene y que pasa
Con su balanceo, camino del mar
Nina de cuerpo dorado, del sol de ipanema
Con su balanceo, es todo un poema
La chica más linda que he visto pasar…” 

Que Más – Pedro Capó

A música Resposta ( que eu AMO! ❤) foi escrita por Nando Reis, inspirada no fim de seu relacionamento com a cantora Marisa Monte (só eu que não sabia desse babado?? 😮🤔).

A canção já foi interpretada pelos muchachos do Skank e também por Milton Nascimento. E, en español, temos essa versão increíble na voz de Pedro Capó 😍.

(Obs.: Eu, simplesmente, não dou conta dessa voz com areia que esse muchacho tem ❤)

“…Qué más 
debo comprometer 
par poder evitar 
este infierno 

Qué más 
esta la vida doy 
solo quiero continuar 
lo nuestro…”

Vamos a Huir – Pedro Capó

Sim, pessoal, ainda ele! rs Pedrito também fez sua versão de Vamos Fugir, música composta por Gilberto Gil e Liminha, e lançada em 2004.

“…Solo dime que irás más allá, mas allá
Donde las lluvias de tus besos calmen mi calor
Para dos, solo dos
Cualquier otro lugar común
Con tal de que tu estés
Allá iré, te seguiré
Cualquier otro lugar de sol
Otro lugar al sur
De cielo azul, de cielo azul

Donde nuestros cuerpos desnudos
Rebienten de luz…”

Flor de Lis – Ketama

Contando ninguém acredita, mas Flor de Lis já tem 41 anos! 😮 Lançada em 1976, a música foi o primeiro single promocional do primeiro álbum da carreira do (maravilhoso 💚) Djavan.

E qual não foi a minha surpresa quando descobri que o grupo espanhol Ketama gravou uma versão da música! 😍 E o melhor: Eles mantiveram aquele temperinho de samba, que é o selo de hecho en Brasil (🇧🇷) dessa canção.

“…mi jardin de la vida se secó y murió
donde pisaba Maria ni margarita nació…”

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5 músicas para curtir a sofrência em espanhol 😜

O termo “sofrência”, muitíssimo popular no Brasil, é resultado da junção das palavras “sofrimento” e “carência”.

Ou seja, uma pessoa na sofrência sente a mais pura e genuína dor de cotovelo! 😰

E certas músicas têm O PODER  de mergulhar nosso coração nessa tal sofrência. Às vezes, a letra da música nem combina com o nosso atual momento, mas a gente escuta e já começa a sofrer, mesmo sem qualquer motivo! 😆

Quem nunca compartilhou, nem que seja 10% (😜), da angústia da Maiara e Maraisa, gente?! Com aquele garçom que não troca o bendito do DVD?!

Pois é, pessoal! Para curtir a sofrência, muitas vezes nem precisa ter um corazón partío. Basta dar play em certas músicas. Músicas essas que a gente goxxta porque goxxta! 😜 E, sim, há canções en español para isso! ❤ E a Calle Hispánica separou 5, bem intensas e angustiantes para embalar qualquer sofrência 😂.

Bora conferir!? 😄

Como la Flor – Selena y Los Dinos

Como la flor (como la flor), con tanto amor (con tanto amor), me diste tú, se marchitó, me marcho hoy, yo sé perder, pero, ¡Aaaayyy! Cómo me duele
¡Aaaayyy! Cómo me duele 😰

No Es Cierto – Noel Schajris e Danna Paola

“A mí ya no sale el sol desde que tu amor se escapó, me cuesta saber quien soy yo…” 😞

Me voy a quitar de en medio – Vicente Fernández

“…Si nuestro amor se acaba, si nuestro amor termina, ya no me queda nada para vivir la vida…” 😓

Vuelveme a Querer – Cristian Castro

“…Vuélveme a querer, no me castigues, ven aquí a decir como se vive con el frío en el alma, como le hago sin ti…” 😭

 El Amor que Perdimos – Prince Royce

“…Tú me decías que me amabas, pero en mi espalda tu me engañabas, por eso es que nuestro amor ha fracasado…” 😢

Confira também: 5 músicas em espanhol que te farão chorar mais que Maria do Bairro

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5 frases que todo estudante de espanhol detesta ouvir 😵

E no tutorial de hoje, nós vamos aprender a como #chatear um aluno de espanhol em 5 frases 😩. E digo aluno/estudante porque, a partir do momento em que começamos a estudar um idioma novo, não paramos nunca mais!

Mesmo quem cursou Letras e já se formou, quem já dá aulas, quem trabalha como tradutor ou, ainda, quem já terminou o curso regular e usa o idioma para outros fins. Não tem jeito! Quem ama o espanhol e não quer perder para o tempo os aprendizados adquiridos, segue firme nos estudos, não é mesmo?! 🙂

No entanto, ao longo desse trajeto, a gente escuta CA-DA-COI-SA sobre o espanhol, que sinceramente… 😶.

Então, bora conferir 5 frases que nos dizem sobre o espanhol e que mais nos irritam y que nos sacan de nuestras casillas?! 😆

Obs.: respira fundo daí que eu respiro fundo daqui! 😜 rsrs

É mais fácil, né?! – Eu juro que não sei quem foi o ser humano que inventou isso. Sério! Sabemos que o espanhol é lindo, é apaixonante, é caliente, é instigante e mais um monte de coisa. Mas fácil, meus amigxs?! Não é MESMO!

No meu caso, comecei a estudar esse idioma aos 14 anos e, até hoje (com 29), ainda compro livros de gramática para continuar aprendendo e também para reforçar cada um dos zilhões de pontos da língua espanhola, como os tempos verbais e os complementos.

Um bom dicionário resolve – Navegando nessa crença de que espanhol é fácil, as pessoas também acreditam, de todo coração, que quando é preciso colocar o espanhol pra jogo, basta contar com um bom dicionário. Ah, a ingenuidade… rsrs

Bom, vamos lá! Um idioma, qualquer que seja ele, apresenta uma estrutura própria que vai muito além de palavras. Com o espanhol não é diferente. A assimilação dessa estrutura é que permite ao aluno falar a nova língua de forma mais natural.

Então, um dicionário ajuda? Claro! Mas, falar espanhol não se resume a substituir palavras. Isso o Google Tradutor faz. Nós, seres pensantes, temos que ir além disso. E os verbetes de um dicionário não dão conta desse “ir além” que todxs nós almejamos.

Entonces, ¡ni modo! Tenemos que estudiar y seguir estudiando siempre 🙂.

É igualzinho ao português! – Por favor, apenas PAREM com isso! Sim, há alguma semelhança entre os dois idiomas e há termos parecidos, como La Casa / A Casa. Mas parem de diminuir as complexidades pertinentes ao espanhol, confiando nessa crença.

Afinal de contas, na hora de conversar com um nativo, ninguém nessa vida sustenta um diálogo usando apenas as palavras que são semelhantes ao português. La casa es bonita. E acabou o papo, né?! 😐

Além disso, justamente por esse semelhança entre os dois idiomas, o risco de confundir algumas estruturas e falar espanhol dentro da forminha do português é enorme!

E ainda há outra questão (muito importante!) a ser lembrada. O espanhol é o idioma de diversos países. E sabemos muito bem o que isso significa: morango, na Espanha, é fresa; Já na Argentina, o mais usual seria frutilla. Ou seja; varia bastante, meus carxs!

Confira mais exemplos no vídeo abaixo:

E, além das palavras, cada país tem suas gírias e expressões que somente são compreendidas dentro daquela região. Um ótimo exemplo é a mexicaníssima frase ¿Qué Pachuca por Toluca?, usada para perguntar ¿Qué pasó?

Ou seja: dá para confiar na semelhança entre português e espanhol? Não.

Mas, e o inglês? A gente pode falar espanhol, francês, italiano, russo ou mandarim. Não adianta. Sempre vai aparecer um ser humano no nosso caminho para perguntar: “Mas você também fala inglês, né?!”. E se você entrar nesse papo, ele vai te explicar que o inglês é o idioma que manda no mundo, que o inglês é o idioma dos negócios e do sucesso e blá, blá, blá, whiskas sachê (😑).

Sim, nós sabemos (e não negamos!) a relevância do inglês no mundo globalizado. No entanto, isso não nos obriga a dar prioridade a esse idioma, correto?! No meu caso, estudei inglês também porque, como jornalista, considero importante ter alguma independência com relação a essa língua.

Mas, minha paixão da vida toda sempre foi o espanhol. E temos aqui a Calle Hispánica como prova mais concreta disso! ❤ rsrs

Nunca estudei espanhol, mas entendo tudo de boas – (esta sí que me cae en la punta del hígado!) Ok, vamos lá! Se o amigx não conhece as nuances pertinentes a cada um dos tempos verbais, não sabe da existência do artigo neutro, não faz ideia do tanto de coisa que se pode expressar com me lo, te lo, se lo e suas variantes…oras! O AMIGX NÃO ENTENDE TUDO DE BOAS, concordam? Obrigada, de nada! rsrs

E aí, pessoal? Qual dessas frases vocês mais escutam? Vocês conhecem alguma outra que não esteja na lista? Me contem nos comentários! 😉

Confira também: Para ser tradutor, basta dominar um segundo idioma?

Y además…

Un video especialmente dedicado a la gente que dice “español es muy fácil!” 😜

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Dobradinha: 5 músicas metade em espanhol e metade em português 🙂

Que o espanhol é um idioma incrível e cheio de charme, isso a gente já sabe! Afinal, a Calle Hispánica reafirma essa verdade em cada postagem 💜 rs

No entanto, também é verdade que quando rola uma dobradinha Espanhol/Português, a gente simplesmente ama! 😍

Por isso, separamos 5 músicas que transitam entre esses dois idiomas e que contam com a participação dos nossos artistas brasileiros 🇧🇷

(Obs.: Sim, é claro que o Alejandro está nesta lista 😜❤)

Confira! 🙂

Miedo – Julieta Venegas e Lenine

Ilusión – Julieta Venegas e Marisa Monte

Donde está el amor – Pablo Alborán e Tiê

Bailando – Enrique Iglesias e Luan Santana

Corazón Partío – Alejandro Sanz (❤) e Ivete Sangalo

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Confira a entrevista completa com a tradutora Damiana Rosa de Oliveira

Seguindo com o nosso bate-papo sobre tradução, confira a entrevista (¡completica!) com a tradutora, revisora e professora Damiana Rosa de Oliveira 🙂

*Damiana Rosa de Oliveira

Conta pra gente um pouco da sua história com o espanhol

A língua me escolheu. Acho que a minha história de amor com o espanhol começou com o meu pai. Papai ama boleros. Tenho lembranças de aos 4, 5 anos, cantar “Quizás, quizás” sentada no colo dele, ouvindo um disco que ele gostava muito do Nat King Cole cantando em espanhol. Minha mãe sempre leu muito e me levava à biblioteca com ela toda semana. Foi lá que me deparei pela primeira vez com um livro do Pablo Neruda, uma antologia em espanhol. Aí decidi a língua que queria estudar. Comecei meus estudos em um projeto do Estado de São Paulo, o CEL (Centro de Línguas). Depois fiz aulas particulares com a Profa.María del CarmenCurbelo Martín, hoje minha vizinha, que é filha de espanhóis e tinha morado um bom tempo nas Ilhas Canárias. Desde então nunca mais parei de estudar e me aprimorar.

Também não escolhi a tradução: ela me escolheu. Aos 20 anos, em 2003, fui selecionada, por causa do espanhol, para trabalhar como assistente do Prof. Dr. José Marques de Melo e da Profa. Dra. Maria Cristina Gobbi, na Cátedra Unesco de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. Lá tive um contato amplo com a língua, pois atendia colombianos, argentinos, peruanos, mexicanos, paraguaios, equatorianos, espanhóis, etc. Na Cátedra, pude conhecer e vivenciar a pluralidade de sotaques, a diversidade cultural, a beleza da nossa América Latina.

A profa. Gobbi, atenta a este meu encantamento, um dia pediu que lhe traduzisse um artigo. Fiquei apavorada! Nesta época já estava cursando a minha licenciatura em Letras e sabia muito bem da responsabilidade que envolvia traduzir um texto. Sofri muito para traduzir o artigo, mas ela gostou bastante do resultado, mostrou para o Prof. Marques que aprovou e começou a me passar textos seus para eu traduzir. De repente me dei conta de que era a tradutora da Cátedra, traduzindo publicações, artigos, etc.

Às vezes assumia até o papel de intérprete, quando recebíamos palestrantes para os congressos ou reuniões. Gostava muito de ser intérprete do conselheiro regional de comunicação para a América Latina, o Dr. Alejandro Alfonso, pois me dava sempre muito incentivo e dicas de leitura preciosas. A Cátedra foi uma excelente escola de aprendizagem prática. Foi lá que vivenciei a tradução profissionalmente.

Depois, fui me aprimorar na Universidade Gama Filho, onde cursei pós-graduação latu-sensu em Tradução-Interpretação Português-Espanhol e Espanhol-Português. Então decidi que era hora de caminhar sozinha e iniciei a minha carreira autônoma, que exerço até hoje.

Como você definiria a arte de traduzir?

Traduzir é alquimia. É transmutar o significado de uma língua para a outra, com o mínimo de perdas.

A partir de sua experiência na área de tradução, é possível dizer que tudo é traduzível?

O grande Paulo Rónai afirmava que: “O objetivo de toda arte não é algo impossível? O poeta exprime (ou quer exprimir) o inexprimível, o pintor reproduz o irreproduzível, o estatuário fixa o infixável. Não é surpreendente, pois, que o tradutor se empenhe em traduzir o intraduzível”.

Penso que o papel do tradutor é viabilizar o acesso ao significado. Isso não é fácil, pelo contrário, é árduo e faz sofrer o tradutor. Mas é o que torna a tradução uma arte. Uma vez me enviaram um slogan que perderia seu significado se eu realizasse uma tradução literal. Conversei na época com a equipe de publicitários que pensou a campanha, expliquei a dificuldade. Encaminhei para eles mais ou menos umas 10 opções diferentes de slogans em que o sentido original não se perdesse para que escolhessem o que se aplicaria à campanha em espanhol. Tornar tudo traduzível é a difícil arte do tradutor.

Qual palavra ou expressão você encontrou mais dificuldade para traduzir?

Provérbios e ditos populares. Uma vez o prof. José Marques de Melo escreveu um discurso para um evento que participaria no México, em que usava provérbios para dar graça ao texto. Ganhei muitos cabelos brancos tentando encontrar provérbios mexicanos equivalentes que se encaixassem no discurso. Durante a minha pós-graduação, desenvolvi uma monografia que tratou da dificuldade de se traduzir provérbios por conta desta experiência.

E qual palavra ou expressão em espanhol você acha mais curiosa?

São tantas! Meu lema de vida é “Pereza, llave de la pobreza”. Mas sou apaixonada pela palavra “corazonada”, talvez porque me deixo levar por las corazonadas, sempre.

Na sua opinião, qual ponto do idioma você considera mais difícil ou delicado?

A linguagem coloquial é sempre difícil e delicada. É preciso ter muita sensibilidade para garantir a mesma fluidez. A comédia também é uma pedra no sapato do tradutor. Legendar o filme do Didi “O caçador de Tesouros” foi uma aventura, literalmente. O Didi gosta de brincar com as palavras e garantir essas brincadeiras em espanhol gerou muita tensão. Os tradutores nativos não conseguiam absorver muitas dessas brincadeiras, então tive que criar uma primeira versão para que em equipe pudéssemos recriar jogos com palavras para que o filme não perdesse o tom de humor.

E qual trabalho de tradução (ou legendagem) você mais gostou de fazer?

Todos! Cada trabalho é gerado e parido como um filho. Mas claro que alguns foram marcantes. Na legendagem, a série argentina “Cromo” e o filme “Un paraíso para los malditos” me marcaram bastante. Curioso foi legendar o filme dos Cavaleiros do Zodíaco, porque fiz a legenda em português usando como base o filme legendado em espanhol.

Em tradução técnica, acho que a coisa mais curiosa que já fiz foi traduzir a papelada de exportação de uma girafa. Traduzi todos os laudos e exames assegurando que ela estava em plena saúde para fazer a viagem para a América Latina. A papelada era necessária para que um médico veterinário pudesse atestar no país de chegada que a girafa estava nas mesmas condições de saúde do país de origem. Nunca imaginei traduzir algo assim!

Como você enxerga o mercado de tradução ‘espanhol-português’ atualmente? 

Quando comecei ainda prevalecia fortemente a ideia de que espanhol era fácil de entender e que não precisava ser traduzido. Hoje, as coisas estão mudando e o mercado cresceu consideravelmente. Muitas multinacionais agora possuem uma comunicação única em espanhol com as suas filiais da América Latina, então há uma necessidade diária de tradução do espanhol ao português. Com o advento da Netflix, o mercado da legendagem também aqueceu: há muito conteúdo em espanhol hoje disponível já legendado e dublado para o português, e acredito que este seja só o começo. Além disso, cresceu muito a legendagem de cursos EAD e vídeos institucionais.

Devido a uma “aparente” semelhança ao português, muitas pessoas consideram o espanhol um idioma fácil e, inclusive, negligenciam o seu estudo por isso. O que você responde quando alguém diz algo do tipo “espanhol é fácil porque parece com o português“?

“Nada é o que parece ser!” Hoje este estigma está mudando até porque os brasileiros têm viajado mais e sentido na pele a falta que faz levar o espanhol a sério. As empresas também têm exigido no mínimo um espanhol intermediário, porque estão enxergando as potencialidades de comercialização com os países vizinhos.

Muitas pessoas acreditam que para traduzir basta dominar um idioma. Mas, quais pré-requisitos você considera fundamentais para que alguém possa trabalhar como tradutor?

Precisa amar sua língua materna: amar sua ortografia, gramática, sonoridade. Amá-la por inteiro. O bom tradutor tem que ser desconfiado, não pode nunca se contentar com a primeira definição que encontrar no dicionário. Deve ter alma de pesquisador. Costumo brincar que tradutor é aquele que lê embalagem de margarina no café da manhã, que lê todos os manuais dos eletrodomésticos, livros bons e ruins. É importante ler de tudo um pouco, conhecer bem diferentes gêneros e formatos de texto. E manter-se sempre atualizado.

E para quem está pensando em começar a atuar na área de tradução, qual conselho você daria?

Mantenha-se atualizado. Nesta área você precisa mostrar a sua capacidade: estude, faça cursos, participe de congressos e encontros da área. Esteja por dentro das novidades tecnológicas, converse com colegas tradutores. Penso que muitos não ingressam na área não por falta de conhecimento, mas por não saber por onde começar. É importante conhecer bem o mercado de tradução e traduzir somente aquilo que você se sente capaz de realizar. É importante por isso conhecer bem o seu trabalho: quanto tempo você leva para traduzir diferentes tipos de textos. É essencial conhecer bem seu próprio trabalho para fazer orçamentos realistas. Novos clientes sempre surgem a partir de indicações, então se você faz um trabalho bem feito, entregue no prazo e que deixa o cliente feliz, ele com certeza vai te indicar.

*Damiana Rosa de Oliveira é graduada em Letras pela Universidade Metodista de São Paulo, é pós-graduada em Tradução-Interpretação Espanhol-Português na Universidade Gama Filho. Possui conhecimentos em história da arte (cursos de extensão no MASP), e realiza viagens frequentes ao exterior para aperfeiçoar o idioma e sua formação cultural. Trabalhou na Cátedra UNESCO de Comunicação para o Desenvolvimento Regional por 5 anos, onde desenvolveu atividades ligadas à pesquisa e extensão na área de Comunicação Latino-Americana. Já efetuou trabalhos de revisão e tradução em espanhol e português, com vasta experiência na área (Ed. Paullus, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Editora da Universidade Metodista de São Paulo, etc.) em temáticas diversas, abrangendo desde engenharia civil, informática a artigos acadêmicos, literatura, cinema, educação, música e cultura. Também legendas filmes, novelas e documentários. Atualmente, Damiana também ministra aulas online na Escola de Tradutores, espaço que oferece cursos de formação para quem deseja ingressar nessa área (inclusive, fica a dica!🙂)

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