Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Tag: Jornalismo Cultural

Espetáculo “Carmen” coloca em cena a arte flamenca

Nessa sexta-feira (20/07) e sábado (21/07), o palco do teatro Raúl Belém Machado, em Belo Horizonte, se vestiu de Sevilla para apresentar ao público o espetáculo Carmen, uma adaptação para dança-teatro da ópera composta pelo francês Georges Bizet, em 1875.

Dirigida por Fátima Carretero e produzida por Thiago Oliveira, o espetáculo composto por 4 atos, contou com a participação de mais de 50 artistas que estiveram em cena para dar vida, cor e movimento à obra.

Com os ingressos esgotados e com um público composto por diferentes faixas etárias, o espetáculo teve como protagonista a intensidade da dança flamenca e a energia e vigor dos bailarinos.

Enredo

Uma cigana sedutora e que impunha sua vontade e autonomia ante a dita moral de uma sociedade que concedia liberdade de querer aos homens e deveres inescapáveis às mulheres. Sim, poderia ser sobre os dias atuais, mas esse é o contexto do início do século XIX, período em que se situa a história de Carmen.

E o enredo se desenrola trazendo à tona a conduta dessa cigana, considerada oposta ao que se tinha (e talvez ainda se tenha) como tradicional. Inclusive, esse paralelo com a atualidade é reforçado quando, durante a apresentação do espetáculo, é possível ouvir comentários do tipo “mas ela namora todo mundo”.

Crédito da imagem: Fernanda Rosa

Em cena, Carmen dança e celebra sua liberdade, vivendo suas vontades sem puderes, até que Don José, inconformado por ser abandonado pela cigana, a apunhala em meio a uma discussão.

Mais uma vez vemos a atualidade de nossos tempos ir ao encontro de um enredo de 1875. Um crime que, muitas vezes é romantizado pela própria imprensa, que o noticia como passional quando, na verdade, é um crime (e ponto).

Aproveitando essa discussão, este espetáculo se encerra com mensagens que, justamente, reforçam que amor não tem qualquer relação com violência, não sendo por isso, aceitável utilizá-lo como justificativa para o que hoje conhecemos como feminicídio.

Flamenco

O flamenco, tão intenso, flamante e pulsante como a nossa língua espanhola, foi sem dúvidas o brilho da força comunicativa dos artistas em cena. Seja nos momentos mais conflituosos ou nos momentos de festa e celebração, as batidas ao solo (que produzem uma musicalidade de encher os olhos!) coordenadas com movimentos de mãos e braços, ditaram o ritmo vigoroso do espetáculo.

O cuidado com os figurinos, especialmente das ciganas com suas saias longas e assessórios dourados, também reforçou a construção em cena dessa Sevilla do início do século XIX.

Crédito da imagem: Fernanda Rosa / Calle Hispánica

A adaptação da obra Carmen contou com a participação de artistas convidados, alunos do Centro de Cultura Flamenca e alunos do projeto Amigos da Cultura Espaço Cênico Yoshifumi Yagi /Teatro Raúl Belém Machado, das oficinas de dança flamenca, dança cigana, dança livre, cinema e TV, e de crianças com Síndrome de Down e Transtorno do Espectro Autista, que se integraram ao elenco.

Gostou da Calle Hispánica e não quer perder nenhuma postagem? Então, siga a Calle no Instagram! 😉

Universidade Pessoal: Especialização em Cultura Hispânica

Já faz um tempo que venho buscando algo novo para aprofundar e refinar meus conhecimentos sobre essa imensidão chamada Cultura Hispânica. Busquei opções de cursos livres, graduação, pós-graduação, intercâmbio… Tudo que vocês possam imaginar! No entanto, avaliando o conteúdo oferecido, percebi que todas essas possibilidades eram voltadas para professores (ou seja, com conteúdo especificamente voltado para o ensino da Língua Espanhola) ou para alunos que desejam o aprofundamento do idioma em termos gramaticais.

E, como a minha outra paixão é o jornalismo, o que eu procuro é algo que parta dessa perspectiva. Resumindo, podemos dizer que meu objetivo é aprender de forma organizada e estruturada a formação histórica e cultural dos países que falam espanhol, partindo de um olhar jornalístico.

Mas, por que estou falando tudo isso?

Bom, depois de tanto pesquisar, pensar e calcular, eu topei com o conceito de Universidade Pessoal, num post do blog Vida Organizada. Lá, a Thaís Godinho explica como decidiu tocar seus estudos sozinha, de forma independente e autodidata.

E então pensei: Por que não?! 🤔 Afinal, é exatamente disso que preciso neste momento, já que essa forma de estudar me permitirá escolher os pontos específicos nos quais desejo me aprofundar.

Sem dúvidas, a vantagem dessa escolha é poder adequar o ritmo de estudos ao meu estilo de vida e, além disso, poder estruturar os conteúdos de forma a atender à minha expectativa de aprendizado.

Por outro lato, tenho plena consciência de que esse é um projeto de longo prazo (tipo, uns bons meses!) e que exigirá não só planejamento e organização, mas também MUITA disciplina. E é aí que vai entrar o foco que aprendi a ter ao longo dos 5 anos de estudos para concursos público 💪.

E como será tudo isso?

Então! Para colocar em prática esse projeto, que chamarei de Especialização em Cultura Hispânica, começarei planejando e estruturando um conteúdo programático. A partir desse conteúdo, partirei para a pesquisa da bibliografia pertinente a cada ponto. Além de livros, também vou recorrer a documentários, vídeo aulas, reportagens especiais e filmes. Ah! E cursos que tenham uma temática pertinente não estão descartados 😄.

A ideia com todo esse trabalho de pesquisa e estudo é desenvolver minha consciência crítica com relação aos assuntos culturais dos países que falam espanhol. E de que forma se desenvolve a consciência crítica, pessoal? Estudando, né non?! 🤓📚📝

Perguntas recorrentes

“Mas, Fernanda, o tema Cultura Hispânica é muito amplo. Quanto tempo isso vai levar? Você tem certeza de que encontrará os materiais necessários para cada ponto do conteúdo programático? Aliás, e esse conteúdo, como será?”

Essas são algumas das perguntas que venho me fazendo desde que nasceu a ideia desse projeto. E eu decidi que vou, simplesmente, deixar fluir. Acredito que se a internet não disponibiliza todas as informações, ela, ao menos, nos oferece uma referência de onde podemos encontrar os dados necessários. Então, bora ver no que dá! 😄

Conforme mencionei, esse será um projeto de longo prazo, construído com muito carinho e dedicação. Além de compartilhar o passo a passo lá no Instagram da Calle, espero encontrar também muitas e muitas pautas para diversificar os assuntos abordados aqui no blog. E, desse jeitinho, eu vou sacramentando essa união entre jornalismo, cultura e espanhol, que são os assuntos que, sem dúvida, fazem meu ❤ bater mais forte. 😍

E aí? Bora seguir nesse passeio pela cultura hispânica?! 🙂👣

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén