Calle Hispánica

Um passeio pela cultura em espanhol

Tag: México

#EnEspañol: ¿Está la cultura mexicana de moda?

Andan diciendo por ahí que la cultura mexicana nunca ha estado tan de moda. Caminamos por las calles y, de hecho, ya no resulta tan difícil encontrar elementos que “nos saben” a México. Y no, no les estoy hablando del chile 😜.

Les estoy hablando de Frida, cactus, calaveras, cactus, calaveras, Frida y… ¡calma! ✋

¿De eso se trata? ¿Solo eso? 🤔

Y no que no me guste encontrar a Frida por todos los lados. Incluso, que pongan más Frida en la vida, porque las que veo hasta ahora, todavía me parecen pocas 😆 jejeje.

PERO…

No debemos caminar por las líneas de una estampa, solamente. Una cultura, cualquiera que sea, no se hace con tan solo unos cuantos elementos, ¿vale?

Y esta publicación es justo para invitarles a la siguiente reflexión: ¿A qué cultura mexicana se refieren cuando se limitan a hablar sobre las cejas de Frida? ¿O sobre las flores que casi siempre llevaba puestas en el pelo?

¿Qué México nos están vendiendo? ¿Y qué México estamos comprando si nos parece “cool” tener artículos de decoración con la cara de la huesuda, pero si ni siquiera buscamos comprender qué significa ese elemento para aquel pueblo?

Y ¿qué  de los mariachis? ¿y de las rancheras? ¿Y qué de los indígenas y de su lucha por mantener viva su cultura?

Hay mucho más de México que, tan solo por no estar en los más conocidos editoriales de moda, simplemente no está de moda. Incluso, lo que no es aprobado por los expertos en pasarelas y tendencias, es lo que la gente suele llamar “cursi”.

Bueno, ese “más” de México no nos lo  van a dar. Por ahora, solo les interesa cactus, Frida y calavera. Pero, nosotros sí, siempre podemos ir por más de México y, especialmente, en tiempos de internet.

¿Vámonos? 🙂

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Guia Calle Hispánica: Roteiro de 5 dias na Cidade do México

Dadas as dicas iniciais sobre quanto tempo ficar e onde se hospedar, agora vamos ao roteiro recheado de dicas importantes, porque é isso que a gente quer! 😜

Primeiro Dia

A Plaza de la Constituición ou Zócalo é o centro histórico da Cidade do México. E, sem dúvidas, é um ótimo começo para o roteiro 👣.

Lembra que no post sobre onde se hospedar no DF, eu disse que o Centro era a melhor opção?! Então! Além de museus e construções históricas que estão nos arredores do Zócalo, as mais variadas manifestações culturais que acontecem por lá tornam o local uma atração e tanto. Por isso, pode-se considerar um dia inteiro só para conhecer essa região. E, se você estiver hospedado por perto, já economiza tempo e dinheiro 😉.

➡ Obs.1: Você pode até pensar que é um exagero deixar um dia inteiro, mas vai por mim, não é! rs Inclusive, se sobrar um tempinho no seu roteiro, é lá que você vai querer voltar 😜.

➡ Obs.2: É nesse centrão onde estão aquelas letrinhas lindas e coloridas, onde todo turista curte tirar foto 😎 rs. Mas, tome cuidado, porque eles colocaram esse letreiro bem em frente a uma pista movimentada. Então, é preciso disputar a vez com outros turistas e também aguardar o sinal fechar para os carros 🚦😒.

Ciudad de México / Calle Hispánica

Palácio Nacional

Palácio Nacional / Crédito: Fernanda Rosa

O Palácio Nacional é considerado o edifício mais importante do país. Além de ser o local utilizado pelo presidente para receber representantes de outros países, o espaço também conta com obras de arte e outros elementos relevantes para cultura mexicana.

➡ Obs.3: Recomendo começar, de cara, pelo Palácio Nacional por uma razão bem simples:  O lugar conta com alguns dos painéis de Don Dieguito Rivera. Um desses painéis, o principal, simplesmente resume TODA A HISTÓRIA DO MÉXICO 💚.

Painel Diego Rivera, Palácio Nacional

Então, se você já começar a viagem tendo uma visão geral sobre a formação do país, sem dúvidas vai aproveitar muito mais tudo que virá na sequência 🙂.

A visitação ao Palácio é gratuita, mas vale destacar o seguinte: Para entrar, é preciso apresentar um documento de identificação original com foto. E não adianta levar a cópia do passaporte, porque não aceitam, tá?! Eles recolhem o documento apresentado e a gente só pega de volta na saída.

Eles oferecem, ainda, a visita guiada (também 0800, do jeito que a gente gosta! ❤rs). Se você quiser dar uma propinita ao guia, aí fica ao seu critério.

➡ Obs. 4: Os guias são SEMPRE muito gentis e atenciosos. Então, eu duvido que você não dê uns pesitos 😄 rs.

➡ Obs.5: Dentro do Palácio Nacional há uma Livraria, com muitas obras sobre a história do México e também sobre personagens que foram importantes para a formação do país. Se você curte esse tipo de livro, aviso que essa livraria tem os MELHORES preços! 💙#FicaADica 😉.

Catedral Metropolitana 

Catedral Metropolitana de la Ciudad de México / Crédito: Fernanda Rosa

A Catedral Metropolitana de La Asuncíon de María, além de ser a mais importante do país, também é aquela que SEMPRE aparece nas novelas mexicanas  📺 rs.

Bastante imponente, a Catedral, construída sobre as ruínas do Templo Mayor Azteca (por ordem do espanhol Hernán Cortés) é considerada,  por sua arquitetura, Patrimônio Cultural da Humanidade, desde 1987.

Só não é permitido fotografar em horário de missa. Por isso, vale uma visita num horário alternativo, para fazer alguns registros 📸.

Museu del Templo Mayor

Neste Museu é onde podemos encontrar ruínas (parte delas a céu aberto) dos templos e palácios astecas de Tenotchitlan, a antiga capital.

A entrada custa 70 pesos.

Torre Latinoamericana

Pelo amor do que você acredita, não vá embora do México sem viver essa experiência INCRÍVEL  de ver todo DF do alto 😍.  E quando eu digo “alto” é ALTO mesmo! rs

Torre Latinoamericana / Crédito: Fernanda Rosa

A torre foi inaugurada em 30 de abril de 1956 e resistiu bravamente aos terremotos. Atualmente, é o edifício mais alto da cidade, com 44 andares.

A entrada custa 100 pesos, mas caso você queira ter acesso ao Museu Bicentenário, aí será preciso desembolsar mais 20 pesos. Eles dão uma pulseira para o mirante e outra para o Museu, e permitem que, naquele dia, você saia do prédio e retorne quantas vezes quiser.

Pulseiras de acesso ao Mirante e ao Museu Bicentenário

➡ Obs.6: Prepare-se para deixar mais alguns pesos mexicanos na lojinha que fica estrategicamente no caminho até o 44° andar da Torre 😜.

Recuerdos  😍

Palácio de Bellas Artes

Saindo da Torre Latinoamericana e atravessando a rua, já damos de cara com o Palácio de Bellas Artes (que também é uma figurinha carimbada nas cenas de telenovelas 🙂).

Palácio Belas Artes / Crédito Fernanda Rosa

Belíssimo! 💛 Não há outra palavra que possa definir com exatidão esse palácio, que é de encher os olhos. Lá é possível encontrar algumas exposições (vale conferir a programação no site oficial) e mais alguns painéis de Don Dieguito Rivera.

Mercado de Artesanías de la Ciudadela

Se você ainda tiver energia, vale dar uma caminhada até o Mercado de Artesanías de la Ciudadela. Lá é O LUGAR para comprar lembrancinhas e artesanatos BEM mexicanos 😍.

Artesanías

Segundo Dia 

Museu da Frida 

Chegar ao museu da Frida usando o metrô é bem fácil! Pegamos as coordenadas no Centro de Atendimento ao Turista, que fica no Zócalo, e partimos rumo à nossa primeira viagem de metrô mexicano.

Como era domingo, estava vazio e foi tranquilo. Descemos na estação Coyoacán e lá pegamos um taxi até a residência azul da Diva mexicana 💙. Pagamos 40 pesos pelo trajeto.

Chegando lá…

Museu Frida Kahlo, num dia de “movimento fraco”

Sim, essa fila é, de acordo com o motorista de táxi, a fila de um dia de movimento fraco 😮. Nós não precisamos encará-la porque compramos o “combo”, oferecido pelo próprio museu. Esse combo custa 150 pesos e é formado por 1 ingresso para a casa azul, 1 ingresso para o Museu Diego Rivera e o transporte (ida e volta, de Fridabus) de um museu a outro.

Fridabus

Ah! Se quiser tirar foto, é preciso pagar 30 pesos pela autorização. Eles entregam um adesivo vermelho pra gente colar em local visível da nossa vestimenta e, acreditem: cada segurança, com o seu radinho, faz um controle rigoroso, checando se quem está fotografando, tem o tal adesivo vermelho 😕.

Ingresso para os museus Frida e Diego + autorização para tirar fotos

Museu Anahuacalli (Museu Diego Rivera) 

O espaço, popularmente conhecido como Museu Diego Rivera, além de ser uma construção incrível, abriga mais de 50 mil peças pre-hispânicas, colecionadas pelo próprio Don Dieguito ao longo de sua vida.

Xochimilco 

De volta ao Museu da Frida, o ideal é aproveitar o fato de já estar em Coyoacán e ir até Xochimilco, aquele laguinho LINDO de viver, cheio de traineiras coloridas 😍.

O lugar não fica tão próximo ao museu e, como já era por volta das 15h, pegamos um táxi para ir até lá. Conseguimos fechar com o motorista o preço fixo de 600 pesos, para que ele nos levasse até Xochimilco, nos esperasse lá (o tempo que nós quiséssemos ficar) e nos trouxesse de volta até o lugar onde estávamos hospedadas, no Centro.

E esse foi, sem dúvidas, um dos lugares que mais AMEI! O custo do passeio de traineira varia de acordo com a duração do passeio. Nós pagamos 500 pesos (esse valor é dividido pelo número de passageiros a bordo) por uma hora.

Durante o trajeto, é um desfile sem fim de música, cores, comidas típicas e artesanato. Muitas famílias mexicanas pagam até mais que duas horas de passeio, levam sua própria comida, seu radinho, e passam a toda a tarde lanchando e jogando conversa fora. Resumindo: O lugar é um encanto que só! ❤

➡ Obs.7: Lá mesmo em Xochimilco tem um feirinha, onde é possível encontrar artesanatos e roupas. E já adianto que os preços lá são, em geral, mais em conta que no Mercado de Artesanía. #FicaADica 😉

Terceiro Dia 

O Sítio Arqueológico de Teotihuacán está um pouco afastado do centro, mas também é um dos lugares que não podem faltar de jeito nenhum no nosso roteiro.

Nós optamos por pagar um tour (500 pesos por pessoa) que incluía Plaza de las 3 culturas (ali no Centro mesmo), Pirâmides e Basílica.

Sim, tours compartilhados costumam ter a desvantagem de oferecer um tempo mais curto. Mas, minha amiga e eu não nos arrependemos da escolha! O Hugo, guia que acompanhou nosso grupo durante todo o dia é, sem dúvida, o mais divertido de todxs! 😄

Antes de chegar às Pirâmides, ainda fizemos uma degustação das três bebidas mais populares no México: a tequila, o mezcal e o pulque.

Degustação de tequila, mezcal e pulque

➡ Obs. 8: O dia mais indicado para ir até Teotihuacán é numa segunda feira (anota isso aí porque é importante! 😉). Isso porque às segundas, nenhum museu da cidade está aberto. Então, a programação “zona arqueológica” + “Basílica de Guadalupe” é a melhor opção!

➡ Obs. 9: Pelo amor do que você acredita, confie no que eu vou dizer: Se você for por conta própria, vá às ruínas na parte da manhã. Sério! O lugar é incrível, com uma energia MARA, mas se liga: são duzentos e tantos degraus só na Pirâmide do Sol, e ainda tem a da Lua! 😥. (E eu não vi nenhuma unidade de atendimento por lá 😶).

Então, aproveita para ir na parte da manhã, que o sol estará mais tranquilo.

➡ Obs.10: Leve apenas o indispensável na bolsa e não esqueça o protetor solar e a garrafinha de água, pois a subida é bem íngreme.

Pirâmide do Sol – Subindo!

➡ Obs.11: Ao longo de toda a zona arqueológica há vários vendedores ambulantes e eles são um pouco insistentes. Oferecem desde artesanatos mais simples, de madeira, até jóias e toalhas com bordados incríveis feitos a mão. A orientação que o guia nos passou antes de chegarmos ao local foi a seguinte: Cuidado para não comprar gato por lebre. Isso porque nem sempre é possível assegurar que a “prata” oferecida pelos vendedores é, de fato, prata. Então, fique atento você também 👀.

Basílica de Guadalupe

A Basílica não está tão pertinho da Zona Arqueológica, mas os dois lugares ficam no mesmo lado da cidade. Por isso, vale muito fazer esses dois passeios no mesmo dia.

Sou mega suspeita para falar sobre a experiência de ir à Basílica, mas, posso dizer que é, simplesmente, MÁGICO ✨😍✨.

Manto original de Nossa Senhora de Guadalupe 🙌

O lugar abre de segunda a domingo, das 6h às 21h e, acreditem: está sempre cheio.

Basílica de la Virgen de Guadalupe, minutos antes de iniciar a missa das 14h

Nós fomos duas vezes. Na primeira vez, com o tour, o guia nos explicou toda a história envolvendo la Morenita e a construção do lugar. No entanto, tivemos o horário um pouco mais justo.

Como estávamos com uma boa folga no nosso roteiro, decidimos voltar por conta própria e, dessa vez, com mais calma. Gente, ir até a Basílica de metrô é MUITO tranquilo.

➡ Obs.12: Se você também escolher ir de metrô, a dica de ouro que te dou é a seguinte: Vá no horário da tarde, pois na parte da manhã, a Basílica fica bem mais cheia 😉.

Quarto Dia 

Museo de Antropología

Já começo com uma dica esperta! No dia anterior à sua ida ao Museo de Antropología, tente ir dormir cedo e descansar bastante. Isso porque, o lugar é grande! (e grande, tipo, mais de 20 salas 😯).

Museo Nacional de Antropología

A entrada custa 70 pesos e, para visitar todas as salas, nós passamos quase quatro horas lá dentro 😲.

O Museu oferece um verdadeiro banho de história e cultura das diferentes regiões do México! E o ponto mais concorrido é a sala onde está o famoso Calendário Maia (ou a Pedra do Sol). É preciso um pouco de paciência para conseguir tirar uma foto só sua lá! rs

Calendário Maia

Bosque Chapultepec e Polanco

Bem pertinho ao Museu, também há outras opções interessantes. Se você ainda tiver energia, aí vai a lista de lugares: Castillo de Chapultepec (com uma das mais belas vistas da cidade e onde funciona o Museu Nacional de História), Museu de Arte Moderna (com excelentes peças de Frida Kahlo, Diego Rivera e outros grandes nomes mexicanos) e Museu Tamayo. (Talvez, um dia inteiro ainda seja pouco 🤔).

Quinto dia

Eis que chegamos ao quinto dia. Amigx, se você confia em mim (pode confiar!🙂), guarda essa dica na parte mais bonita do seu coração ❤. Deixe um dia inteirinho livre no seu roteiro. E vou te dar três razões para te convencer de que essa estratégia é válida:

1) A Cidade do México é uma cidade super dinâmica, onde acontecem 200 mil coisas ao mesmo tempo. Então, caso você fique sabendo de algum programa ou passeio interessante quando já estiver por lá, conseguirá encaixá-lo nesse dia;

2) Se não aparecer nada que te interesse o bastante, você poderá retornar a algum lugar, para aproveitá-lo melhor. Por exemplo, o Zócalo, que é enorme e conta com várias atrações;

3) Maaas, caso ainda não tenha te convencido, então “prestenção”: Amigx, qualquer atraso no horário do seu voo de ida, ou qualquer imprevisto que aconteça, você, ainda assim, conseguirá cumprir seu roteiro sem passar aperto no tempo 🙂.

Ufa! Tá aí nosso roteiro lindo de 5 dias na terra da Maria do Bairro. Vale reforçar que, caso você tenha uma disponibilidade maior de tempo e de grana, super vale ficar mais alguns dias. Conforme disse antes, a cidade conta com muitíssimas atrações e, tenho certeza, de que não vai faltar atividade 🙂.

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México após 3 terremotos: Por que não adiei a viagem?

Minha viagem ao México já era algo definido, desde que o espanhol entrou na minha vida. Comecei a planejá-la um ano antes, com todo carinho, cuidado e empenho ❤.

Quem acompanha as postagens aqui na Calle, sabe o quanto eu sou APAIXONADA por esse país e por essa cultura.

Em setembro deste ano, minha amiga (que também AMA o México) e eu já tínhamos praticamente tudo planejado e pronto.

Estava correndo tudo bem até que… 😢

Pois é… TRÊS terremotos no país e dentro de um curtíssimo espaço de tempo. Sim, após o segundo e mais forte tremor, que aconteceu no dia 19/09, nós cogitamos adiar a viagem para 2018. Além da nossa tristeza pelo povo mexicano, também estávamos preocupadas com a situação do país.

E por que não adiei?

Tanto minha amiga Ana quanto eu sonhávamos com essa viagem já há algum tempo e nos planejamos da melhor forma possível para irmos a todos os lugares que queríamos conhecer.

Pensamos muito até decidirmos que, como ainda estávamos a um mês da data do embarque, o melhor seria aguardar e acompanhar a situação.

Gente, todos os dias pela manhã, a PRIMEIRA coisa que fazia antes de tudo era jogar a palavra “México” no Google para ver quais eram as últimas notícias. E, numa dessas, soube que mais um terremoto havia acontecido 😭.

Minha amiga e eu nos mantivemos firmes na decisão de aguardar um pouco mais, já que embarcaríamos só no dia 13. E assim fizemos. Aguardamos, observamos e fomos driblando nossa preocupação e ansiedade.

Já em outubro, graças ao bom Deus, a situação estava mais calma e as coisas pareciam caminhar bem outra vez. O México estava de pé e a viagem também!

Foram 15 dias muito bem aproveitados na terra da Maria do Bairro. Sim, vimos alguns rastros dos tremores (especialmente para os lados de Coyoacán) e precisamos fazer algumas adaptações ao nosso roteiro. Alguns prédios desalojados devido ao risco de desabamento, lojas que, de hecho, vieram abaixo e algumas rachaduras e desnivelamentos no solo.

O passeio pelos bairros Roma e Condesa foram suspensos, seguindo a orientação do Clemente, um taxista muchísima buena onda, que nos levou a Xochimilco. De acordo com o Clemente, aquela região havia sido a mais atingida pelo terremoto do dia 19/09 e o clima por lá era de bastante tristeza.

Mas a região do Zócalo, que fica bem no centrão do DF, estava em perfeito estado. O transporte público (que, sem dúvidas, terá um post a parte aqui!), os museus, pontos turísticos, shoppings, tudo em pleno funcionamento 🙂.

Então, meus amigxs, se vocês também estão planejando conhecer esse país hermoso, cola aqui com a Calle porque nas próximas postagens, vou contar tudinho dessa viagem linda e cheia de cores pra vocês 😉.

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Vacaciones: Calle no México!

Oi, gente! 🙂

Até o mês de novembro, vamos dar uma pequena pausa nas postagens aqui no blog, por um motivo justo, justíssimo. ¡Estoy de vacaciones! 😍🎉.

Mas, “prestenção”, gente: O blog vai dar uma parada, mas a Calle estará mais hispânica que nunca e, literalmente, por las calles. Isso mesmo! Passarei as férias no meu amadíssimo México (❤) e pretendo trazer un chorro de conteúdo 😃.

Durante essa pausa aqui no blog, convido vocês a virem comigo, pelo Instagram da Calleen ese viaje! 🛫🌎👣📸

E em novembro, voltamos com a nossa programação normal! 😜 rs

E então? Bora conhecer a terra da Maria do Bairro? 😉

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Resenha: Mexicalle, a única hamburgueria mexicana de Belo Horizonte

Antes de mudar para Belo Horizonte, quando ainda estava pesquisando sobre o ritmo de vida da cidade, encontrei uma frase que resume bem o sentimento mineiro. “Se não tem mar, vamos pro bar!” 😆.

Sim, todxs sabemos que BH é a capital dos bares e restaurantes. Dos mais caros aos mais em conta, tem para todos os gostos, inclusive para o nosso gosto hispánico! ❤

Minha amiga Pollyana, sabendo que sou a loka do espanhol, me falou a respeito da hamburgueria Mexicalle, que fica na Rua Alberto Cintra (de acordo com a Polly, quando se trata de bar, Alberto Cintra é um dos points da cidade! #FicaADica 😜).

E então lá fomos nós conhecer a única hamburgueria mexicana da cidade 🙂.

O lugar

Mexicalle / Imagem: Divulgação

Eu, com a minha alma mexicana, fiquei encantada de cara! 😍

O lugar é super estiloso, com direito a sombreros, Frida e cores que nos remetem, de fato ao México, mas respeitando o limite do bom senso. E falo isso porque ainda há quem acredite que para representar a terra da Maria do Bairro, basta misturar as cores mais escandalosas da paleta pantone e pronto! Habemos México! (Apenas parem com isso, ok?! Obrigada, de nada! 😜 rs)

O coração até acelerou quando vi a parede principal, que tem uma estrutura em arcos e com lampiões. Gente, quem passou a vida vendo novelas mexicanas consegue lembrar fácil de las cantinas 😅.

A comida 🍽

O cardápio é um capítulo a parte dessa novela! Apesar de levar o nome de hamburgueria, as opções são bem variadas. Taco, quesadilla, nacho, chili, guacamole, burritos, enchiladas, sandwiches e dulces. (O difícil é decidir, minha gente! rs).

Nossa escolha foi, de entrada, tacos al pastor, que são tortillas de milho fritas e posteriormente recheadas com filé mignon marinado no vinho, abacaxi, cebola roxa, coentro e pimenta.

 ¡Saben riquísimos! 🌮❤

Tacos al pastor

Depois, pedimos quesadilhas Guadalajara. Feitas com tortillas de trigo e recheadas com carne seca desfiada (que eu AMO! 💜), queijo derretido, cebola roxa, tomate, cebolinha e pimenta calabresa.

Quesadillas Guadalajara

E entre tacos e quesadillas, las quesadillas ganaran mi corazón! BUENÍSIMAS! 💞

Pimenta 🌶

Então, pessoal! Apesar de A-M-A-R o México (com todas as forças do meu 💚 ), há algo na cultura desse país que me deixa bastante apreensiva. E esse algo se chama “Pimenta”. (Pois é! Tenho alma mexicana, mas confesso que não sou a maior fã do mundo de pimenta).

Claro que, se estamos numa hamburgueria mexicana, vai rolar el caliente desse tempero! No entanto, levando-se em consideração que estamos no Brasil, eu diria que a comida veio bem no ponto 🙂.

As quesadillas estavam mais apimentadas que os tacos, mas sem exceder o limite. Mas, para quem é amante de uma boa pimenta, assim como minha amiga, eles sevem um potinho a parte. O tempero é preparado na hora e chegou ainda morinho à nossa mesa. De acordo com a Polly, o trem estava TÃO MARAVILHOSO, que ela quase chorou de emoção 😆.

E para beber, nós fomos de margueritas. Preparadas com tequila, licor, suco de limão e o tradicional salzinho na borda! 🙂 Muy buena, mas se você for mais fracx para bebidas alcoólicas, cuidado! rsrs Depois que tomei a minha, precisei me concentrar bem no momento em que precisei levantar e andar 😜 rsrsrs).

Margarita!

Lo que sí puede mejorar

A única coisa que eu, realmente, senti falta na Mexicalle foi de música hispânica. Não tenho absolutamente nada contra a trilha sonora com  Mick Jagger que estava rolando. Mas, a experiência teria sido bem mais rica (sensorialmente falando), se a playlist contasse com músicas tipicamente mexicanas, como as rancheras interpretadas por mariachis! Então, fica a dica para o pessoal da Mexicalle.

No mais, eu super curti a experiência e recomendo não só aos amantes da cultura hispânica, mas também a quem ama provar comidas diferentes e que nos remetem a culturas diferentes 🙂.

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Netflix: Cinebiografia sobre Gloria Trevi traz música, espanhol e muitas tretas

Impactada 😮.

Essa foi a sensação que tive ao terminar de assistir ao filme “Gloria, a Diva Suprema” (tá na Netflix!).

Lançado em 2015, o longa retrata o auge da carreira da cantora Gloria Trevi (interpretada pela atriz Sofía Espinosa), considerada um dos ícones da música pop mexicana.

Confira o Trailer de “Gloria, a Diva Suprema” 🙂

 “¡Pura dinamita esta chava!”

O filme começa a relatar a história de Gloria Trevi, a partir de 1984, ano em que a cantora conhece o produtor musical (e também seu futuro empresário) Sergio Andrade.

Gloria, desde o início da carreira, já aparecia como uma figura polêmica e controvertida, abordando, sem qualquer tipo de pudor, temas bastante sensíveis a um país católico e conservador como o México.

Já em 1989, a cantora alcançou o topo das paradas com a música Dr. Psiquiatra, que ocupou a posição de número 1 na lista Billboard de canções latinas.

Com um estilo muy loco de ser e interpretando de forma muito peculiar as letras escritas por ela mesma, Gloria conquistou o público jovem. No entanto, sua conturbada vida pessoal e sua relação com Sergio Andrade ofuscaram o sucesso da cantora. (Sinceramente, nem sei se podemos usar o termo relação nesse caso).

Em 1997, Gloria Trevi e Sergio Andrade foram acusados de sequestro, abuso sexual e corrupção de menores. E o filme retrata essas questões de forma bem clara.

Então, meu amigx, assista ao filme com o estômago preparado, pois a história é forte. (Confesso que me senti mexida e, em vários momentos, verdadeiramente enojada 🤢).

Música, Espanhol e tretas. Muitas tretas!

No ano de 2000, eu tinha 13 anos e lembro que os telejornais e programas de fofoca da época falavam muito a respeito de uma cantora internacional que havia sido presa aqui no Brasil.

A prisão aconteceu a pedido do governo mexicano. No entanto, o pedido de extradição se arrastou por um bom tempo devido aos vários recursos apresentados pela defesa  dos acusados.

Após passar quase três anos presa no Brasil, Gloria Trevi renunciou às medidas legais adotadas para evitar a extradição e retornou ao México para enfrentar os tribunais.

Detalhe: Tudo isso aconteceu depois que a cantora engravidou no presídio e deu à luz um menino. (Várias versões circulam na mídia a respeito da gestação de Gloria Trevi. Mas, quanto à versão adotada no filme, deixo para que vocês descubram 😜).

Em 21 de setembro de 2004, depois de quatro anos e oito meses de detenção, a justiça mexicana absolveu a cantora.

E então?

Sendo muito sincera, o filme não me deixou com vontade de voltar a vê-lo. Eu já sabia que Gloria Trevi tem uma história com várias tretas, mas não estava por dentro “dos paranauês”.

Como disse antes, o longa me deixou impactada. Meu conselho para quem vai dar play nessa história é o seguinte: Não o assista pensando que a música e o talento de Trevi são o foco. Tem música sim, mas as tretas são o destaque da história.  E, talvez, isso tenha me frustrado.

Afinal de contas, a parte mais interessante da carreira de Gloria Trevi é, justamente, seu recomeço. A reconquista dos palcos e o retorno à mídia, mas dessa vez por seu talento.  E essa parte, o filme não aborda 😕.

De qualquer forma, a produção é uma oportunidade de botar o espanhol pra jogo e de conhecer um pouco mais sobre esse capítulo da música mexicana.

Y además…

Te dejamos una entrevista en la que Gloria Trevi habla sobre su carrera y vida personal 🙂.

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5 razões pelas quais você deveria assistir a Ingobernable

Antes de dizer qualquer coisa, dou minha palavra de honra de que NÃO HÁ SPOILERS neste post. Pode confiar 😉 Combinado? Então bora lá!

Precisamos falar sobre Ingobernable

Terminei de assistir à primeira temporada e devo dizer que essa série é daquelas que ficam rondando a nossa cabeça durante toda a semana. Começamos a acompanhar a história e logo nos pegamos, em diferentes momentos do dia, refletindo sobre o que vimos, na tentativa de encaixar as peças e matar as charadas. Sim, são várias charadas que encontramos ao longo do caminho! E, na maioria das vezes, uma resposta já traz embutida uma nova pergunta (E é nessa brincadeira que você assiste aos 15 episódios num piscar de olhos! rsrs)

Então se me perguntarem: Você recomenda essa série? Minha resposta será um belíssimo ¡desde luego que sí!. E para justificar minha resposta, aí vão 5 razões pelas quais você deveria (mas deveria mesmo!) assistir a Ingobernable:

É ambientado no México (🇲🇽). Ok, eu sei que outras 300 mil tramas também são ambientadas lá. No entanto, o ponto forte da série é justamente mostrar ao público um México real, que vai além dos estereótipos que estamos habituados a encontrar. O desenrolar da história se divide basicamente entre a residencia oficial do presidente (Los Pinos) e Tepito, que é considerado um dos bairros mais perigosos da Cidade do México. Ok que parte das gravações aconteceram em San Diego, nos Estados Unidos, mas a verdade é que Ingobernable transpira México por todos os poros (e eu AMO isso!❤). É o espanhol do cotidiano, com suas gírias e expressões, as músicas das ruas e a viver de uma cidade latino-americana estampados bem ali na nossa tela.

Mulher no poder (Ha!💪) . A série nos traz uma primeira dama que nem em sonho é recatada e do lar. Emília Urquiza, aliás, samba em qualquer estereótipo do tipo. Ela luta, encara, pega em armas, protege os seus e, como dizemos em espanhol, arriesga su pellejo por la justicia y por todo lo que cree. Resumindo: Quem é o presidente na fila do pão francês?

E a primeira dama não é a única mulher poderosa nessa história. Ao longo da trama, outras personagens vão lacrando e assumindo papéis decisivos ( o que eu acho lindo de viver!).

Um ponto forte da série relacionado a isso é justamente o fato de ter buscado inspiração na história real de Las 7 cabronas de Tepito, um grupo de mulheres com grande poder de ação, que se defendem das injustiças sociais dentro e fora do bairro.

Tem uma abertura IN-CRÍ-VEL. A música Me Verás, interpretada pelo grupo mexicano La Santa Cecília, foi escrita especialmente para a série e, cá pra nós, casa com a primeira dama muito melhor que o próprio presidente (Só acho!). A letra fala sobre as batalhas (bravamente) travadas por Emília Urquiza  para provar sua inocência.  

Confira a abertura de Ingobernable

“Me verás a la luz del dia Cuando el mundo este de rodillas Lucharé hasta el final De mi ultimo dia…” 🎶

No que se refere a tretas políticas, não perde em nada para House of Cards. Enquanto Emília Urquiza se vira nos 30 para provar sua inocência, diferentes casos de corrupção do alto escalão do governo mexicano vem à tona. (Aí é pura lama, né?!)

E falando em House Of Cards, olha aí o pessoal de lá se solidarizando pela morte do presidente Diego Nava:

Outros pontos também abordados por Ingobernable são as questões relacionadas a direitos humanos, homossexualidade e pirataria.

Somos nós, latinos, naquela tela! Sim, eu acompanho séries norte-americanas, como Scandal, e amo (mesmo a Shonda destruindo meu 💔 a cada capítulo!). Mas, ver a cultura latina em foco é, na minha humilde opinião, SEN-SA-CIO-NAL! Especialmente na atual conjuntura, em que questões como preconceito, intolerância e ‘muro’ estão em pauta! (e quem tá por aí falando mal dos latinos vai ter que engolir essa! 😝)

Então é isso! (Na verdade, é mais que isso, mas prometi não soltar spoiler e sou uma mulher de palavra! 🙂)

E aí? Preparado para embarcar nessa montanha russa chamada Ingobernable? Compartilhe sua opinião com a gente!

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ViajeJet / Reprodução

5 músicas para viajar pelos países que falam espanhol

Melhor que conhecer músicas em espanhol e praticar o idioma é ainda poder literalmente viajar por esse som.

Colômbia, Porto Rico, México ou Cuba? Você escolhe o destino. Então, senhores passageiros, apertem o cinto porque já vamos decolar!

Obs.: Eu DU-VI-DO você ouvir essas músicas e não sentir uma vontade incontrolável de dançar. Por favor, apenas #NãoSeReprima!

Tierra Del Olvido (Carlos Vives)

Lançada em 1995, por Carlos Vives, Tierra Del Olvido ganhou, 20 anos mais tarde, uma nova versão com dois pontos que merecem destaque: Além de mostrar uma visão ainda mais incrível da Colômbia, Carlos Vives também convidou mais 8 artistas da sua terra-natal (Maluma, Fanny Lu, Fonseca, el Cholo Valderrama, Herencia de Timbiquí, Andrea Echeverry y Coral Group) para ajudá-lo nessa missão de reviver o tema.

La Bicicleta – Shakira e Carlos Vives

Ainda na Colômbia, quem segura Shakira e Carlos Vives com uma bicicleta? (Graças a Deus, ninguém!). Pois é assim (em La Bicicleta) que os dois nos levam a um passeio pela Costa caribenha desse país, passando por cidades como Santa Marta e Barranquilla (Afinal de contas, mira en Barranquilla se baila así…”).

Despacito (Luis Fonsi & Daddy Yankee)

O clipe de Despacito, de Luis Fonsi e Daddy Yankee (e com participação da Miss Universo 2006, Zuleyka Rivera) foi lançado no comecinho deste ano. Gravado em San Juan, capital de Porto Rico, teve como cenário a comunidade La Perla e o clube La Factoría, localizados na zona velha da cidade.

(Alerta clipe #Caliente!)

Arriba De Lo Mal Hecho (Charanga Habanera)

O grupo cubano fez do bairro San Leopoldo, em Havana, o cenário da música Arriba De Lo Mal Hecho.

Madre Tierra (Chayanne)

Saindo de Cuba, subimos mais um pouquinho no mapa, até o México. Foi lá, na cidade de Mérida, onde o cantor porto-riquenho Chayanne gravou as cenas do clipe Madre Tierra.

Conhece outras músicas que também viajam por países que falam espanhol? Compartilhe sua sugestão conosco, ali nos comentários!

Y además…
Te dejamos este video en que el cantante Luis Fonsi habla sobre su nueva canción de trabajo, Despacito.

Netflix traz ao Brasil série mexicana ‘Juana Inés’

Imagem: Ciudad Ocio / Reprodução

A Netflix adicionou ao seu catálogo a série mexicana Juana Inés (muchísimas gracias, Netflix!), produzida pelo canal de tv Once e escrita por Patricia Arriaga, Monika Revilla e Javier Peñaloza.

A produção traz a história da freira, filósofa e escritora Juana Inés de Asbaje (mais conhecida como Sor Juana Inés de la Cruz), figura considerada referência do início da literatura mexicana na língua espanhola.

“Qué es más importante ¿Llenar la cabeza de la gente con conocimientos o salvar su alma?”

O contexto dessa frase é a segunda metade do século XVII. Nesta época, a Espanha tinha como reino a região chamada de Nova Espanha, que ia dos estados de Arizona, Califórnia, Colorado, Novo México e Utah, nos Estados Unidos, até a Costa Rica, na América Central.

Em meio a esse cenário, em 12 de novembro de 1648, nasceu Juana Inés, que na série é interpretada por Arantza Ruiz (em sua fase mais jovem) e por Arcelia Ramírez (na segunda fase).

Interessada pelo universo das letras desde muito cedo, Juana aprendeu a ler e escrever aos três anos. Já entre os seis e sete anos, pedia à mãe que a vestisse de menino para que pudesse frequentar a universidade.

Aos 13 esteve na corte e conquistou a confiança e admiração da Vice-Rainha e Marquesa de Mancera, Leonor Carreto.

Vale destacar que durante a época colonial do México, conhecimento e estudo eram privilégios apenas dos homens, pois as mulheres eram qualificadas como (ok, a frase que vem a seguir é incomoda até mesmo para escrever, mas vamos lá!) ‘pouco ou nada inteligentes’. E vemos a representação desse pensamento já no primeiro capítulo da série, quando Juana é informada que não é permita a entrada de mulheres na biblioteca real (proibição que, obviamente, ela conseguiu driblar. Há!).

!Se queman todos!

Labaredas da Inquisição a todo vapor e obras de pensadores como Maquiavel e Copérnico eram lançadas ao fogo (da ‘santa’ ignorância). Justo nessa época, Juana Inés, usou sua notável inteligência para enfrentar as convenções sociais e abrir um espaço favorável ao seu desenvolvimento intelectual.

No entanto, o brilhantismo e habilidade com as palavras apresentados pela jovem também despertaram a ira e inveja de muitos ao se mostrar como uma mulher a frente de seu tempo.

Num mundo de censura, Juana Inés entrou para o convento aos 17 anos, com o objetivo de seguir os estudos. Ousada, desafiou a igreja ao discordar em público de um jesuíta do Império Português, o Padre Vieira.

A série Juana Inés, além de lançar um olhar para o início da literatura mexicana em espanhol, também retrata essa fase da colonização espanhola, período marcado pela intolerância e pela tentativa de anular qualquer traço original da população nativa, como por exemplo, a língua.

Aliás, esse é um ponto interessante ao qual vale dedicar atenção: Em meio a essa convivência entre colonizadores e colonizados reproduzida pela série, é possível perceber as diferenças e peculiaridades no sotaque de espanhóis e mexicanos (¡me gusta!).

A série Juana Inés está disponível no Netflix com áudio original em espanhol e com legenda em português como opção.

Y Además:

Ve el video promocial de la serie Juana Inés

Hecho en México: A visão de um país segundo seu povo

La coctelera / Reprodução

Já vimos o país da Maria do Bairro, da Paola Bracho, do Chaves e de tantos outros personagens ser retratado bem na tela da nossa TV. No entanto, Hecho en México, dirigido por Duncan Bridgeman, nos traz um outro olhar. Ou melhor, nos traz diversidade de olhares. O documentário pinta com riqueza de nuances (e MUITAS cores!) o atual México e o que é ‘ser mexicano’.

Dividido em 8 capítulos (“¿Qué es ahora?”, “Libertad”, “Fronteras”, “¿Quién lleva los pantalones?”, “Resistencia”, “Me gusta mi medicina”, “¿Alma?” y “¿Quién soy?”), Hecho en México percorre caminhos que vão de norte a sul do país, colocando em foco as representações culturais que se mantém vivas e fortalecem a nacionalidade desse povo.

O que vemos cena após cena é uma multiplicidade de rostos que mostram um país que vai muito além de muros, violência e narcotráfico. Essas dificuldades existem sim, mas não anulam, de forma alguma, todas as peculiaridades culturais que fazem do México a nação vibrante que é (Ay, Caramba!).

A trilha sonora do documentário desfila entre gêneros como rock, norteño, cumbia e música eletrônica. Cada um dos temas apresentados entrelaça-se ao assunto em questão, cumprindo o papel de também contar a história.

Nomes como Gloria Trevi, Alejandro Fernandéz, Natalia LaFourcade, Emmanuel del Real, Los Tucanes de Tijuana e Guadalupe Esparza colocam sua voz em cena para ajudar a cantar a complexidade da identidade mexicana.

Além dos artistas conhecidos pelo grande público, a riqueza musical do país também é representada por artistas anônimos que fazem das ruas, o palco onde apresentam sua arte de cada dia.

Cena do Documentário “Hecho En México”

O culto à Virgem de Guadalupe é apresentado como sendo tão forte quanto a própria consciência do “ser mexicano”. O documentário deixa claro que se trata de uma devoção que vai muito além do ato de ajoelhar-se, juntar as mãos e tecer uma prece. É o elevar de olhos, coração e pensamento em direção aquela que protege, abençoa e ilumina.

Em tempos de tensão e incerteza, em que temas como fronteira, limite e divisão vêm tomando conta do noticiário internacional (especialmente após as eleições da Casa Branca), o documentário é uma carona para quem sabe desfrutar de um mergulho em culturas diversas. Hecho en México é, na verdade, uma ótima oportunidade para conhecer a versão deles, sobre eles mesmos.

Obs.: Hecho en México está disponível no Netflix, com áudio original em espanhol e com legenda em português como opção. Corre lá!

Y además… 

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